ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

agosto 29, 2012

De doze e treze anos: três crianças israelitas detidas por ataque com cocktail molotov a táxi palestino

Filed under: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 5:55 pm

Três rapazes israelitas, entre os 12 e 13 anos, foram detidos sob suspeita de terem atacado com uma bomba incendiária um táxi onde seguia uma família palestiniana num colonato a sul de Jerusalém, na Cisjordânia, causando queimaduras graves a seis pessoas, algumas das quais permanecem hospitalizadas, dez dias passados sob o ataque.
Os suspeitos, detidos no domingo, são todos oriundos do colonato de Bat Ayin, em Gush Etzion, e as autoridades contam fazer mais detenções neste caso, que o Director-Geral da Polícia israelita, Yochanan Danino, descreveu como “grave”, considerando-o ainda uma ameaça de desestabilização da já “bastante sensível situação” naquela zona.
Danino avançou ainda que a polícia considera ter já provas suficientes para serem formalizadas as acusações e que seria pedido o prolongamento da detenção provisória dos três rapazes (dois de 12 anos e o outro de 13). Mas o advogado dos suspeitos, David Halevi, avançou por seu lado que estes deveriam ser libertados ainda nesta segunda-feira após serem interrogados.
“A polícia não tem provas cabais” para formar um caso, sustentou, citado pelo diário The Jerusalém Post. Segundo Halevi, que representa os três rapazes através da organização não governamental Honenu (a qual defende suspeitos israelitas acusados de crimes contra árabes), a “fragilidade” do caso é ilustrada pelo facto de a agência de segurança israelita Shin Bet ter já questionado aqueles suspeitos antes, pouco após o incidente, sem ter feito então nenhuma detenção.
O táxi em que seguia a família palestiniana, incluindo duas crianças, foi atacado a 16 de Agosto, tendo irrompido em chamas e capotado após ser atingido por um cocktail molotov.
Este incidente, que foi condenado pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, assim como pelo Departamento de Estado norte-americano, ocorreu horas apenas antes de um grupo de jovens israelitas – muitos com não mais que 13 anos – terem espancado um adolescente palestiniano no centro de Jerusalém, o qual ficou em estado crítico. A ocorrência deste tipo de ataques, que se têm repetido com regularidade nos últimos meses, está a relançar na sociedade israelita o debate sobre o racismo e os valores morais dos jovens no país. ( PUBLICO )

julho 3, 2012

Israel: agressão a criança palestina escandaliza o mundo

Filed under: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 7:53 pm

A ONG B’Tselem publicou, ontem, a gravação de um polícia de fronteira a agredir uma criança em Hebron, em Israel. A gravação foi feita na semana passada e tem escandalizado as organizações para os direitos humanos.
A criança, Abd um-Rahman Burgan, 9 anos, encontrava-se num beco na velha cidade ocupada por cinco centenas de colonos israelitas e onde o exército faz constantes patrulhas. Quando passou por dois polícias, um perguntou: “O que estás a fazer a causar problemas aqui?”. O polícia puxou o rapaz pelo braço e atirou-o para o chão. O segundo polícia apareceu e pontapeou a criança que continuava no chão.
As imagens foram captadas por um residente de Hebron que está envolvido num projeto da organização B’Tselem que se dedica precisamente a documentar abusos à população palestina. “Eu moro na área. Ouvi uma criança a gritar e vi um soldado pontapear o rapaz no estomago. Quando o polícia saiu, eu aproximei-me da criança. Estava tão assustado que tinha feito xixi”, disse Raed Abu Rimle ao diário israelita Yedioth Ahronoth.
A B’Tselem e outras organizações para os direitos humanos relatam quase diariamente abusos locais por parte do exército ou colonos nos territórios palestinos ocupados. A particularidade deste caso é ter sido gravado.
A polícia de fronteira considerou o incidente “excepcional” mas também “grave”. As autoridades condenaram a agressão por parte do polícia: “o comportamento destes polícias contradiz os valores da organização”. E acusou a B’Tselem de orquestrar o incidente, segundo comentários divulgados pelos meios de comunicação israelitas citados pelo El País. ( DN )

junho 26, 2012

UNODOC: Há 230 milhões de consumidores de droga no mundo. Produção de ópio no Afeganistão em 2011 teve aumento de 61 por cento em relação ao ano anterior.

27 milhões são dependentes de heroína e cocaína
Cerca de 230 milhões de pessoas consomem drogas em todo mundo, e 27 milhões [ 1 ] são dependentes de cocaína e heroína [ 4 ], revela a agência da ONU para as drogas e o crime (UNODOC), no seu relatório anual, divulgado nesta terça-feira.
O diretor da agência, Yuir Fedotov, afirmou, na apresentação do documento, que «a heroína, cocaína e outras drogas continuam a matar cerca de 200 mil pessoas por ano», contribuindo também para o aumento da insegurança e para a disseminação do HIV.
O canábis continua a ser a droga mais «popular», com um número de consumidores que pode atingir 220 milhões [ 1 ] e um aumento da produção da forma herbácea da droga, a marijuana, na Europa.
A resina de canábis, vulgarmente conhecida como haxixe, vem principalmente do norte de África e é consumida maioritariamente na Europa, mas o Afeganistão [ 2 ] começa a impor-se como país fornecedor do mercado europeu, com o canábis a transformar-se no cultivo mais lucrativo naquele país.
Esta é uma conclusão apoiada pelo relatório do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT), cujo diretor, Wolfgang Götz, disse à agência Lusa que o aumento da produção doméstica na Europa diminui os riscos para os produtores, que não têm tantos problemas em fazer circular a droga.
A esta produção «caseira» associam-se «violentos grupos de crime organizado», indicou, apontando que as polícias europeias estão cada vez mais bem equipadas para detetar estas explorações, normalmente situadas em «zonas industriais ou agrícolas abandonadas», e quase sempre detetadas pelos consumos elevados de água ou eletricidade, usados no cultivo intensivo.
No relatório, destaca-se o aumento de produção de ópio [ 2 ] no Afeganistão, com mais de 80 por cento da produção mundial em 2011 concentrada naquele país, onde se tinha registado uma quebra acentuada em 2010, devido a doenças das plantas.
Em 2011 produziram-se no Afeganistão 5800 das 7000 toneladas a nível mundial, um aumento de 61 por cento em relação ao ano anterior. Birmânia, com 610 toneladas, e Laos, com 25 toneladas, são outros dos maiores produtores mundiais de ópio.
A ONU conclui que o consumo de opiáceos na América do Norte e na Europa está estável ou a decair, mas quanto à África e Ásia, onde são consumidos cerca de 70% dos opiáceos [ 3 ], não há dados que permitam tirar conclusões.
Quanto à cocaína, no relatório coloca-se o número de consumidores entre os 13,3 e os 19,7 milhões, sobretudo na Europa, América do Norte e Austrália, onde o consumo sobe.
A oferta mundial de cocaína proveniente da Colômbia desceu com a diminuição da área de cultivo de 2007 para 2010, mas a produção deslocou-se para a Bolívia e Peru.
As anfetaminas e estimulantes análogos, «o segundo tipo de droga mais utilizada no mundo», viram o consumo estabilizar e as apreensões aumentar, com 45 toneladas de meta-anfetaminas apanhadas pelas autoridades em 2010 (mais do dobro do que se verificou em 2008), e 1,3 toneladas de Ecstasy (em 2009 foram apreendidos 595 quilogramas).
Yuri Fedotov apelou aos países produtores e consumidores para participarem na luta «contra este flagelo», alertando que o consumo «provavelmente irá aumentar à medida que os países em desenvolvimento começarem a imitar o estilo de vida das nações industrializadas».
«Atualmente, apenas cerca de um quarto de todos os agricultores envolvidos em culturas de drogas ilícitas, em todo o mundo, têm acesso à assistência para ao desenvolvimento. Se quisermos oferecer novas oportunidades e alternativas genuínas, isto precisa de mudar», defendeu. ( TVI24)

NOTAS DO BLOG:
[1]:  Deixa ver se entendi: são 230 milhões de consumidores de drogas em geral, sendo que 220 milhões são chegados num baseado e 27 milhões são dependentes de cocaína e heroína. Portanto, obviamente tem gente que consome tanto maconha como as “opiácias”, correto? Aqui não se faz somas, e sim, intersecção, imagino.
[2]: Não é o Afeganistão que os EUA foram salvar? Nesse caso, bem nas barbas dos ianques, além da produção de ópio ter aumentado em mais de sessenta por cento, agora o país começa a “se impor como fornecedor” de maconha para a Europa, sendo este o cultivo “mais lucrativo”. Na cara dos gringos?
[3]: Então esse aumento da produção de ópio no Afeganistão é, essencialmente, para consumo interno, creio.
[4]: O grosso dos depedentes deve estar, concluo, no Afeganistão.

LEITURA RECOMENDADA:

SINOPSE: Neste livro, o autor expõe que, das muitas guerras que o mundo enfrenta, a chamada guerra contra as drogas mobiliza ações militares e policiais em diversas partes do globo, em combates que acontecem simultaneamente em favelas, periferias, fronteiras remotas, montanhas distantes e selvas inóspitas. O autor explica que, apesar de ser guerra que há décadas se mostra fracassada para alcançar sua meta, é bem-sucedida para a indústria bélica, para o sistema financeiro internacional, para a indústria da segurança privada e para justificar políticas punitivas dentro dos países e estratégias de intervenção diplomático-militar internacionais. Qual é, então, a relação entre tráfico de drogas e os conflitos internacionais na atualidade? Existe uma geopolítica específica para essa nova forma de guerra, veloz e sem trincheiras? Como o narcotráfico se conecta com guerrilhas, terrorismos, corrupções e agências de inteligência? Em ‘Geopolítica das drogas’, Labrousse apresenta mapas que mostram um mundo com guerras cotidianas que acontecem tanto em paisagens exóticas quanto em grandes centros urbanos. ( LIVRARIA CULTURA )

agosto 10, 2011

Contra “selvageria inaceitável da polícia britânica” Ahmadinejad pede intervenção do Conselho de Segurança da ONU

Filed under: WordPress — Tags:, , , , — Humberto @ 9:33 pm

O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, condenou esta quarta-feira “o comportamento selvagem da polícia britânica” nos motins que abalam o Reino Unido há quatro dias e pediu ao Conselho de Segurança da ONU para intervir, adianta a televisão estatal.
“O comportamento selvagem da polícia britânica é inaceitável”, declarou Ahmadinejad à saída do conselho de ministros, de acordo com o “site” da televisão, citado pela agência noticiosa AFP.
“Em vez de terem tal comportamento, os líderes britânicos fariam melhor em ficar ao lado da população e escutá-la. Em vez de enviarem tropas para o Iraque, Afeganistão, Síria para saquear o petróleo, fariam melhor se pensassem na sua população”, adiantou.
O Presidente iraniano, que considera que uma parte da população britânica perdeu a paciência e não tem qualquer esperança no futuro, criticou também o “silêncio” das Nações Unidas.
Se um centésimo destes crimes tivesse sido cometido num país hostil ao Ocidente, as Nações Unidas e as organizações que dizem defender os direitos humanos teriam gritado. É um teste ao Conselho de Segurança, para ver se ele se atreve a condenar um dos membros permanentes”, concluiu. ( JN )

julho 7, 2011

Honduras: mais de 39 mil pessoas morreram violentamente entre 2000 e 2010, sendo 6.200 vítimas só no ano passado

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O Comissário Nacional dos Direitos Humanos das Honduras, Ramón Custodio, afirmou hoje que pelo menos 39.343 pessoas morreram violentamente no país entre os anos 2000 e 2010, o equivalente a uma média de 298 vítimas por mês.
O responsável manifestou a sua “preocupação” com os “níveis de violência e insegurança do país”, uma vez que só no ano passado se registaram 6.239 mortes violentas nas Honduras, 83 por cento das quais causadas por armas de fogo.
De acordo com o Comissário dos Direitos Humanos, a taxa nacional de mortes violentas por cada 100 mil habitantes “passou de 37 em 2005 para 77,5 em 2010”, ao sublinhar que o índice das Honduras supera em “quase nove vezes” a taxa mundial de mortes violentas que, por cada 100 mil habitantes, é de 8,8 segundo a Organização Mundial de Saúde. ( DESTAK.PT, 07/07/2011 )

abril 7, 2011

Em carta de sua – suposta – autoria, atirador do RJ fala em Deus, Jesus, castidade e adultério, e deixa imóvel para “instituições pobres que cuidam de animais”

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“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida.”
“Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu pelo por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que  eu pedi.” ( Trechos extraídos do G1 )

fevereiro 19, 2011

Caos e dor: Apagão Educacional Continuado Tucano em São Paulo deixa quase 50% dos professores da rede com doenças relacionadas ao estesse

48% dos professores estaduais têm problemas com o estresse
Carga excessiva de trabalho, salas superlotadas, indisciplina dos alunos e baixos salários são algumas das dificuldades levantadas por profissionais
F.M., 31 anos, sempre quis dar aulas e em 2004 prestou concurso para lecionar na rede estadual de ensino. Dois anos depois deu início à sua carreira de professora de artes, mas nove meses após o começo do ano letivo teve uma crise de estresse.
“Comecei lecionando nos três períodos, a carga horária excessiva, a indisciplina dos alunos, a superlotação da sala fizeram com que em novembro eu tivesse problemas de saúde em função do estresse. Na escola que iniciei minha carreira, os professores eram insultados, xingados, até placa dos carros sumiam, não havia respeito. É uma situação triste.”
Hoje ela leciona em uma escola na periferia, mas os problemas diminuíram. “Agora dou aulas em apenas um período, penso mais em qualidade de vida. Se ganhasse muito mais, compensaria, mas não é isso que acontece.” A professora trabalha hoje com moda e customização e também é maquiadora. “Em duas horas de trabalho no salão ganho mais que em uma semana na escola. Professor hoje é muito desvalorizado, não só financeiramente mas pelo sociedade.”
F.M. faz parte da lista de centenas de profissionais que atuam na rede no limite do estresse. Recente pesquisa realizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) revela que 48% dos profissionais da educação têm diagnóstico confirmado de estresse. O estudo, feito em parceria com o Dieese, mostrou ainda que 40% dos docentes sentem cansaço, sobrecarga, frustração, cobrança e exaustão emocional.
“Nos últimos 15 anos o grande problema desses profissionais era com a voz, hoje o vilão é o estresse. A jornada excessiva, os baixos salários, as salas de aula superlotadas e a indisciplina dos estudantes atingem diretamente o professor. A falta de interesse do aluno e a dificuldade de aprendizagem geram sofrimento ao profissional. O momento é de reabrir as discussões sobre a qualidade do ensino ofertado e as condições de trabalho do professor”, diz a diretora regional do sindicato em Marília, Carmem Urquiza.
A dirigente comenta que o Estado precisa repensar o modelo de progressão continuada adotado pela rede. “Não é progressão, é aprovação. Hoje nossa função não é apenas ensinar mas convencer o jovem de que ele precisa estudar. Ele tem que ser aprovado com conhecimento e a falta dele acaba gerando a indisciplina.”
A violência nas escolas é outro assunto que a regional pretende debater nesse ano. Segundo Carmem, pesquisa da Apeoesp mostrou que em Marília há casos de insultos, xingamentos, enfrentamento e até atos agressivos praticados dentro da sala de aula. “É preciso atacar as causas disso, só assim conseguiremos alterar essa realidade”, conclui.
( REDE BOM DIA )

janeiro 3, 2011

SING ALONG: “EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO!” C’mon, everybody!

Filed under: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 4:07 pm

Por Sylvio Guedes

É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro.
Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.
Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente.
Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon.
Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias.
Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco.
Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca – e brasileira, por extensão.
Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato.
Festa sem cocaína era festa careta.
As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto.
Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou.
Onde há demanda, deve haver a necessária oferta.
E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas.
Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastacuera, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade.
Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado.
São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem. Não têm controle sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros.
Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas três últimas décadas venham a público assumir:
“Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro.”
Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.
(*) Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília, critica o “cinismo” dos jornalistas, artistas e intelectuais ao defenderem o fim do poder paralelo dos chefes do tráfico de drogas.
Guedes desafia a todos que “tanto se drogaram nas últimas décadas que venham a público assumir: eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro”.
Fonte: Jornal de Brasília

( Publicado no Blog do FERNANDO PEREGRINO )

setembro 28, 2010

Flotilha: soldados israelitas executaram quem filmava ataque

Juristas concluem que Israel tentou controlar a informação sobre a investida desde o primeiro momento
Israel tentou desde o primeiro momento eliminar as provas da brutalidade que utilizou no ataque contra a frota humanitária, que pretendia romper o bloqueio a Gaza, a 31 de Maio, disse esta terça-feira a missão de juristas que investigou o incidente, informa a EFE. Os soldados terão mesmo executado quem filmava o ataque.
«Quando os militares tomaram o controlo do barco confiscaram escrupulosamente todo o material que os passageiros tinham filmado, assim como todas as câmaras, telefones celulares e computadores portáteis», disse o presidente da missão, o ex-juiz do Tribunal Penal Internacional de Haia Karl Hudson-Philips, em entrevista colectiva.
«Deste facto, concluímos que a estratégia era controlar a informação e monopolizar a versão do acontecimento»,
acrescentou.
O relatório, publicado no último dia 22, sustenta que «o ataque utilizou um nível inaceitável de brutalidade, uma conduta que não pode ser justificada por razões de segurança ou outras».
No ataque morreram nove activistas turcos e outros 30 ficaram feridos e o relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos, «das provas e análises fornecidas por legistas e especialistas em balística conclui-se que seis das vítimas foram executadas sumariamente».
Duas delas foram baleadas quando já se encontravam gravemente feridas e indefesas, e outras duas foram atingidas quando estavam a efectuar gravações com câmaras.
Um destes executados recebeu um disparo entre os olhos quando estava a filmar os soldados israelitas, segundo as conclusões dos três juristas.
( TVi 24, 28.09.2010 )

setembro 22, 2010

Assaltantes prendem candidato em banheiro de comitê

Filed under: WordPress — Tags:, — Humberto @ 6:24 pm

Gilberto do Primavera vai passar os últimos dias de campanha com seguranças armados
O candidato a deputado estadual de Santo André Gilberto do Primavera (PTB) foi trancado no banheiro de seu comitê, com outras oito pessoas, por assaltantes que invadiram o local por volta das 16h desta terça-feira (21/09). Dois jovens armados entraram pedindo dinheiro e acabaram levando também celulares e cinco notebooks. Gilberto preferiu não divulgar uma estimativa de valores relacionados às perdas.
“Estava fazendo visitas na rua. Quando cheguei, fui cumprimentar um amigo e acabei sendo surpreendido pelos assaltantes”, disse o candidato e vereador da cidade, que mantém o comitê na avenida coronel Fernando Prestes, no centro.
Além do parlamentar, funcionários e eleitores que estavam no local foram obrigados a deitar no chão e, em seguida, trancados no banheiro. Permaneceram ‘presos’ durante cerca de cinco minutos, quando outros funcionários do comitê chegaram e destrancaram a porta.
Mesmo sem atribuir o assalto a motivação política, Gilberto afirma que tem sofrido com outro tipo de violência durante as duas últimas semanas. “O que tem acontecido comigo é uma devassa no meu material. A gente vem sendo agredido de forma bem visível e não sobrou quase nada na rua. Cavaletes, bonecos, placas, banners de casas, tudo tem sido quebrado em verdadeiros atos de vandalismo”, disse.
Para os próximos e últimos dias de campanha (faltam 12 dias para a eleição), Gilberto pretende contratar seguranças armados. O assalto foi registrado pelo Boletim de Ocorrência 409/2010 na Delegacia Seccional de Santo André.
Publicado no ABCDMAIOR

setembro 20, 2010

Diretório do PV em bairro nobre de São Paulo é arrombado e dados contidos em CPU roubados. Partido desconfia que, por Serra estar perdendo votos para Marina Silva, coincidências são improváveis. Há uma semana comitê da rival de Serra, Dilma ( PT ), foi alvo de tiros.

Sede do PV é arrombada em São Paulo
20/09/2010
Três ou quatro homens, segundo uma testemunha, invadiram na madrugada de ontem a sede do diretório estadual do PV, na capital de São Paulo, e roubaram cinco processadores centrais de computador (CPUs), 15 celulares, o laptop do presidente do partido, Maurício Brusadin, oito monitores, um televisor de plasma, uma filmadora, talões de cheque da agremiação, fichas de filiação, atas de reuniões, fitas com gravação de programas da campanha e recibos eleitorais que seriam usados para justificar os gastos de campanha.
Os ladrões, que não levaram dinheiro, arrombaram duas portas, reviraram cômodos e gavetas, quebraram vidros e espalharam material de campanha pelo chão.
O secretário de Assuntos Jurídicos do PV, Laércio Benko, considera evidente a motivação política do crime.
“Garanto que o ladrão é bem politizado. Ele foi exatamente nas salas que tinham informações estratégicas, como cadastros de filiados e estratégias do partido”.
Esse é o segundo ataque a comitê eleitoral praticado no estado de São Paulo desde sexta-feira. Na madrugada daquele foi atacado a tiros, a 70 quilômetros da capital, o comitê da presidenciável Dilma Rousseff no centro da cidade de Mairinque.
O arrombamento e o roubo praticados na sede do PV coincidem com o crescimento de Marina em algumas pesquisas recentes de intenção de voto. Os resultados indicam que ela está tirando votos do candidato do PSDB, José Serra.
Publicado no site BRASÍLIA CONFIDENCIAL

agosto 12, 2010

“Sakineh é acusada de assassinato do marido, não de adultério”, diz embaixador do Irã

Embaixador do Irã diz que não houve oferta formal do Brasil de asilo à condenada
Brasília – O Irã manterá presa a mulher condenada à morte por apedrejamento. O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, descartou o envio da viúva Sakineh Ashtiani, de 43 anos, para o Brasil. O diplomata negou que tenha ocorrido formalmente a oferta do Brasil ao governo iraniano de asilo ou refúgio político para a mulher.
Shaterzadeh disse que o assunto envolve apenas o Irã, pois a mulher condenada é iraniana, o que elimina a possibilidade de outro país ser incluído no processo. Para o embaixador, o caso ganhou repercussão internacional porque há uma manipulação por meio da internet e da imprensa estrangeira para constranger o governo do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
“Nós não recebemos de forma oficial pedido ou oferta alguma (de asilo ou refúgio político) para esta senhora ser enviada para o Brasil. Não houve ofício por escrito, nota oral ou troca de notas, como é a orientação na diplomacia em casos assim”, afirmou o embaixador. “Ocorreram crimes e serão julgados conforme o código do Irã, que segue preceitos morais e culturais do país”, disse ele. “O processo envolve pessoas iranianas, por que deveria ter o envolvimento de outros países?”
Shaterzadeh reiterou, porém, que a interpretação do assunto por parte do Irã não significa desrespeito à oferta de Lula para que a mulher fosse enviada para o Brasil. “Nós respeitamos muito o presidente Lula. Confiamos cem por cento na ideia de que ele não quis interferir em assuntos internos do Irã. Ele foi movido por sentimentos humanos e quando o nosso porta-voz disse isso, foi com muito respeito a ele. Mas o comentário foi mal interpretado pela imprensa brasileira”, afirmou o embaixador.
Há cinco anos, a viúva Ashtiani, mãe de dois filhos, foi condenada à morte por apedrejamento sob a acusação de adultério e ter mantido relações sexuais com dois homens. Ela e a família negam as acusações. O advogado dela, Mohammad Mostafaei, recebeu asilo na Noruega. Ele tenta levar a família, alegando que todos correm riscos no Irã.
Shaterzadeh disse ainda que foi encerrado o processo de adultério e que a mulher é acusada “apenas” de assasinato do marido. O embaixador não confirmou que a pena de morte por apedrejamento tenha sido substituída por enforcamento. Segundo ele, o processo está em curso e ainda não foi encerrado, por essa razão há possibilidade de alterações.
“Posso enfatizar que não é uma questão de adultério, mas de assassinato”, afirmou o embaixador iraniano. “Será que se este crime tivesse ocorrido em outras partes do mundo, todos estariam reagindo desta forma?”, perguntou. “Infelizmente, hoje em dia há um ambiente virtual que está sendo aproveitado pela mídia. É um assunto interno do Irã que não necessita de interferências externas”, concluiu o diplomata.
Shaterzadeh confirmou que a sentença de morte da iranaina virou tema de várias reuniões de diplomatas no Brasil e no Irã. Pessoalmente, o embaixador disse ter conversado sobre o assunto com vários representantes do Brasil. Em Teerã, o embaixador do Brasil no Irã, Antonio Salgado, também esteve com autoridades do país asiático para informar sobre a posição brasileira.
Na quarta-feira (11), no Rio de Janeiro, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reiterou que houve, sim, uma oferta do governo para o envio de Ashtiani para o Brasil. “Houve comentários feitos em nível diplomático que explicavam (a condenação). Talvez eles estejam considerando isso como uma resposta oficial, dizendo que ela é acusada não só de adultério, mas de cumplicidade em homicídio”, afirmou.
Amorim acrescentou que não ia discutir o caso. “O fato é que a situação dessa moça, inclusive em função da ameaça de apedrejamento e do suposto delito de que ela é acusada, é uma coisa que choca a sensibilidade do brasileiro como a do mundo todo”. “O presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) expressou o oferecimento de recebê-la no Brasil, se isso ajudar a evitar a execução”, disse ele. “Nosso embaixador em Teerã foi instruído a comunicar o fato, o que, a nosso ver, é uma formalização deste oferecimento e do sentimento que é o do povo brasileiro”.
Fonte: REDE BRASIL ATUAL, 12.08.10

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