ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

janeiro 29, 2013

Nunca houve compra do voto de deputados no suposto mensalão

A alegada compra de votos pelo PT, que fez parte da Ação Penal 470, nunca existiu. Quadro das votações no Congresso revela que durante o governo de Lula as decisões foram tomadas, quase todas, por ampla maioria de votos, inclusive com a votação de vários membros da oposição. Como se já não fosse estranho inventar que deputados petistas estavam vendendo seus votos para apoiar um governo do próprio partido, não houve nem sequer uma votação difícil na gestão do presidente Lula.
HORA DO POVO

Tese central de Gurgel e Barbosa ruiu: não houve compra de votos
Joaquim Barbosa, relator da AP 470, citou como exemplo as votações da reforma da Previdência e Tributária. Mas até a oposição votou a favor do governo Lula nestes temas. A absurda ideia de que o governo do PT comprou votos do PT
A farsa montada recentemente para condenar José Dirceu e os demais réus na Ação Penal 470, do suposto “mensalão”, era “alicerçada” em dois “pilares”. O primeiro, de que os empréstimos feitos pelo PT eram falsos e que houve desvio de recursos públicos. O segundo, de que esses recursos públicos foram usados na compra de votos de parlamentares. Esses dois “pilares” não sustentam nada. Eram completamente falsos.
Provas constantes nos autos [veja edição nº 3.121do HP] revelam que o dinheiro da Visanet, repassado ao Banco do Brasil para a sua divulgação, não era público; pertencia à multinacional com sede nos EUA, a Visa Internacional. E o segundo, de que deputados foram comprados para votar com Lula, mostrou-se uma falácia ainda mais frágil, como veremos a seguir.
GESTÃO
A alegada compra de votos pelo PT não existiu, entre outras coisas, porque não houve necessidade para isso. Como se já não fosse estranho inventar que deputados petistas estavam vendendo seus votos para apoiar um governo do próprio partido, não houve nem sequer uma votação difícil na gestão do presidente Lula. As decisões foram tomadas, quase todas, por ampla maioria de votos, ao contrário do que ocorreu na votação da emenda da reeleição de FHC [que teve até confissão de venda de votos]. E mais – gostemos ou não – as votações no período Lula tiveram muito apoio dentro até da própria oposição.
O advogado Arnaldo Malheiros, que defendeu o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, repetiu no julgamento o que seu cliente já havia dito várias vezes, na CPI dos Correios: que teria operado um “caixa dois” de campanha, voltado ao pagamento de dívidas acumuladas nas eleições de 2002. Mas, Joaquim Barbosa, relator da ação, e Roberto Gurgel, procurador-geral, preferiram acreditar na “história da carochinha” inventada pelo ex-presidente do PTB, Roberto Jefferson, que, por estar acuado e sem apoio, vitima de denúncias de corrupção envolvendo seus aliados, afirmou que Delúbio fazia pagamentos regulares de propina para a compra de votos. Essa invenção esdrúxula, assacada por ele por pura vingança, foi, inclusive, a causa da perda de seu mandato.
O defensor do deputado José Genoino, Luiz Fernando Pacheco, enfatizou que não há nos 600 depoimentos tomados na Ação Penal nenhum que sustente a versão de Jefferson de que havia um pagamento mensal e regular de propina para a compra de votos favoráveis a Lula. Para comprovar a defesa, Pacheco citou a votação da Reforma da Previdência, aprovada com 357 votos favoráveis, em primeiro turno e 358, no segundo. “Bastavam 308 votos para o projeto ser aprovado. Comprando o voto de dez deputados, que é o que a denúncia traz, teriam eles como influenciar todos os outros?”, indagou o advogado.
Já a proposta de reforma tributária, votada no ano de 2003, que também precisava de 308 votos, foi aprovada em segundo turno com 346 votos a favor e 92 votos contrários. No primeiro turno a matéria foi aprovada com 378 votos a favor e apenas 53 contra. Vários deputados do PSDB, por exemplo, votaram a favor. Foram comprados? Essa tese é tão ridícula e sem fundamento quanto a atual solicitação demagógica de anulação da votação. E assim também foi com a lei de falências.
Além disso, a defesa expôs outros dados sobre as votações no Congresso, para indicar a ausência de correlação entre os pagamentos realizados e o comportamento dos parlamentares. O advogado demonstrou, por exemplo, que o dinheiro pago ao PL não batia com o resultado das votações. Era dinheiro para pagamento de dívidas de campanha do partido. O PTB também: recebeu parcelas maiores já numa época de declínio de seu apoio ao governo. Se fosse para compra de votos, esperava-se o devido retorno desses pagamentos. Em suma, o pagamento do PT não tinha nada a ver com o ritmo e o resultado das votações.
TESTEMUNHAS
Diante desses dados e da total falta de provas, o representante de Dirceu, José Luis Oliveira Lima, afirmou que a acusação do ex-ministro da Casa Civil representou “o mais atrevido e escandaloso ataque à Constituição”. O advogado sustentou que “o Ministério Público desprezou todas as provas do processo”. Ele afirmou que as testemunhas – incluindo parlamentares do PT e ministros do governo, além da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula – ouvidas no processo não confirmaram nada do que Jefferson disse. “Não é verdade que existiu a propalada compra de votos”, ressaltou.
Consta nos autos um estudo detalhado do comportamento de todas as bancadas, incluindo a oposição, em todas as votações em plenário nos anos de 2003 e 2004. No total foram avaliados mais de 200 temas. A conclusão não poderia ser mais desoladora para quem apostava na denúncia de compra de votos: em 96% das votações de projetos do governo, a oposição – o PSDB e o PFL – votou com o governo. Por que, então, o governo precisaria comprar votos? E mais. Com o avançar dos meses, o apoio da base aliada ao governo cai, enquanto crescem os saques no Banco Rural. Tal comportamento revela que os valores não tinham nada a ver com as votações. Eram sacados, não para comprar votos, mas para o pagamento de dívidas de campanha de 2002 e para cobrir os acordos para coligações na eleição de 2004. Esse estudo foi caprichosamente desprezado pelo procurador-geral e, ao que parece, nem foi lido pelo relator. E por que razão eles não leram? Ora. O estudo desmontava totalmente o enredo golpista: a farsa da compra de votos.
O advogado Marcelo Leonardo, responsável pela defesa de Marcos Valério, denunciou ainda que o Ministério Público usou “um peso e duas medidas” no tratamento dispensado a episódios semelhantes que ficaram conhecidos como “mensalões” do PT e do PSDB.
No tucano, o repasse de dinheiro a parlamentares para saldar dívidas de campanha do então governador eleito Eduardo Azeredo (PSDB/MG), em 1998, foi entendido como mero caixa dois de campanha. Já no petista, como crimes de corrupção ativa, peculato e formação de quadrilha, entre outros.
Além de desprezar praticamente todos os depoimentos e provas e basear-se unicamente na invenção de Jefferson, Barbosa & Cia precisou alterar também algumas jurisprudências para permitir a condenação por corrupção ativa e passiva de boa parte dos parlamentares denunciados e do núcleo político ligado ao PT. Os ministros dispensaram a necessidade de comprovar ato de oficio e definiram que o acordo para coligações já configuraria a compra de apoio parlamentar no Congresso. Os golpistas não conseguiriam manter de pé o segundo pilar da denúncia sem mutilar a jurisprudência. Concluíram que manter uma coligação partidária já configuraria crime e deduziram que houve compra de apoio e, por conseguinte, compra de votos.
SÉRGIO CRUZ

Colunistas e analistas políticos alertaram sobre a inconsistência da denúncia do suposto “mensalão”
Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos afirmou que “a votação da reforma tributária não foi unânime, mas vários votos do PSDB e do DEM foram iguais aos dos governistas. Na reforma previdenciária, o PSDB votou junto com o governo, na época o PFL também votou quase unanimemente. Isso aconteceu também quando todos os partidos votaram com o governo no Código Florestal – o PT foi o partido com mais votos contrários. É um erro de análise aceitável pegar a votação de um partido e dizer que o voto foi comprado. Isso é um absurdo”.
Wanderley segue sua linha de argumentação sobre a criminalização das coligações. “A legislação é inconsistente no que diz respeito a coligações. Ela favorece a coligação partidária de qualquer número de partidos. Porém, a lei proíbe que partidos que têm maior capacidade de mobilização financeira transfiram, à luz do dia e por contabilidade clara, recursos para partidos com menor capacidade de mobilização. Então você induz a criação de coligações, mas proíbe o funcionamento delas. Isso favorece o caixa 2, entre outras coisas. Todos os países com eleições proporcionais permitem coligações, do contrário não há governo possível. A coligação entre partidos que não têm a mesma orientação ideológica não é crime”, argumentou.
O jornalista Jânio de Freitas também chamou a atenção, em seu artigo “A mesada e o mensalão”, para as incoerências da denúncia feita por Roberto Jefferson. “Era mentira a mesada de R$ 30 mil. Nem indício apareceu desse pagamento de montante regular e mensal, apesar da minúcia com que as investigações o procuraram. Passados sete anos, ainda não se sabe quanto houve de mentira, além da mensalidade, na denúncia inicial de Roberto Jefferson. A tão citada conversa com Lula a respeito da mesada é um exemplo da ficção continuada”, afirmou. E prossegue: “a mentira central deu origem ao nome – mensalão – que não se adapta à trama hoje conhecida. Torna-se, por isso, ele também uma mentira. E, segundo o deputado Miro Teixeira, ‘uma mentira de origem’”.
Para sustentar as “mentiras de origem”, Barbosa lançou mão de afirmações absurdas como: “entender que Valério e Delúbio agiram sozinhos, sem vontade de Dirceu (…) é, a meu ver, inadmissível”; “no meu sentir, essa cronologia, também evidencia ter havido promessa de repasses a líderes”; não há provas contra Dirceu, mas “no conjunto probatório contextualizado na ação penal, os pagamentos efetuados por Delúbio e Valério a parlamentares com quem Dirceu tinha contato direto colocam o chefe da Casa Civil em posição central de organização e liderança da prática criminosa, como mandante”.
Como disse o nosso chefe de redação do HP, Carlos Lopes, em artigo publicado aqui: “como contestar o ‘a meu ver’ e “é inadmissível” de Barbosa?; ‘o meu sentir’ dele é suficiente para ‘evidenciar’ alguma coisa; a culpa de Dirceu, diz Barbosa, mais adiante, é ‘fato público e notório’. Logo, não precisa ser provado: a prova de que Dirceu era mandante dos pagamentos é a existência desses pagamentos”. “Poder-se-ia acusar Dirceu também de provocar uma enchente – e, como prova, bastaria a própria chuva. Se choveu, ele é culpado. Portanto, está provado que ele provocou a enchente…”, conclui Lopes.
Tudo isso é perfeitamente ridículo, mas, Barbosa prosseguiu dizendo que o que importa não é a verdade, que, segundo Fux, virou uma simples “quimera”, mas o “conjunto probatório contextualizado”. “O ‘contexto’ é suficiente para condenar”, argumentou. Em suma, é como qualificou o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS). “É uma grande falácia o suposto mensalão”.
SC

novembro 29, 2012

STF atende pleito da mídia de exibir 13 prisioneiros na campanha anti-PT

Corte que não se respeita não merece respeito
Embalados pelo furor golpista, meretíssimos não preservaram nem as mínimas aparências
O processo foi um atropelo geral à justiça. Teve de tudo no julgamento da AP 470. Desde o desenterro da tese nazista do domínio do fato – que propugna a condenação sem provas – até à definição de que seriam 13 os condenados à prisão. Esse número foi sacado do bolso para servir de marketing anti-PT. Um dos juízes, Marco Aurélio, chegou a cantar a bola durante o início do julgamento, no primeiro turno das eleições: “Prestem bem a atenção neste número. Serão 13 os condenados”.
HORA DO POVO
STF entrega encomenda à mídia golpista e condena 13 à prisão
Ministro do STF já havia cantado a bola no início do julgamento. Processo foi um atropelo geral à justiça
A definição das penas do julgamento da Ação Penal 470, do suposto “mensalão”, terminou como tudo começou. Ou seja, uma manipulação. Milimetricamente agendado para coincidir com as eleições municipais deste ano, o julgamento serviu de palco para ataques ao PT e ao governo.
A mídia golpista enquadrou completamente alguns ministros do STF. Conseguiram tangê-los para que armassem um verdadeiro circo contra o PT. Os juízes seguiram à risca o cronograma definido pelos barões da mídia tucano/golpista. O processo foi um atropelo geral à justiça e às jurisprudências do STF. Teve de tudo durante o julgamento da AP 470. Desde o desenterro da tese nazista do domínio do fato – que propugna a condenação sem provas – e que viabilizou a espúria condenação do ex-ministro José Dirceu e de outros líderes do PT, até à cínica definição de que seriam 13 os condenados à prisão. Esse número foi sacado do bolso dos golpistas para servir de marketing político.
Um dos juízes, Marco Aurélio Mello, chegou a cantar a bola ainda durante o início do julgamento, no primeiro turno das eleições, quando, numa das sessões do Supremo, dirigiu-se aos telespectadores (isso mesmo, porque as sessões foram transmitidas ao vivo pela Globo) e fez questão de frisar que o número dos condenados seria treze. Numa clara demonstração que o julgamento já tinha um roteiro pronto, ele chamou a atenção de forma insistente para o número 13. Disse que esse número não poderia ser esquecido. “Prestem bem a atenção neste número. Serão 13 os condenados”, repetiu Mello. Uma grosseira e tosca jogada política com vistas a denegrir o número do PT e interferir no resultado das eleições naquele momento.
Só que, ao final, foram 13 mesmo os condenados à prisão. Em suma, tudo não passou de uma farsa. De verdadeiro só o objetivo de criminalizar o PT. Para chegar a esse número, os teleguiados da mídia fizeram uma verdadeira ginástica no tribunal. Já tinham definido desde o início que tinha que ser treze os que iriam para a prisão. Portanto, não levaram em conta nenhum dos argumentos da defesa. Fabricaram o marketing do número para desgastar o PT e tinham que confirmá-lo. De todos os condenados, que eram 25, fizeram uma conta de chegar para que treze fossem para a prisão e não outro número qualquer. Nada mais abjeto para ser feito pelo STF. Uma completa desmoralização da justiça brasileira.
E, para atingir o seu objetivo, os ministros sequer disfarçaram a marmelada. A pena de Roberto Jefferson – corrupto confesso – foi cinicamente “atenuada”, sob o pretexto de que ele “prestou serviços” ao país. Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram levar em conta a “contribuição” de Jefferson – que atirou para tudo quanto é lado depois de ter um aliado pego em flagrante recebendo propina nos Correios – e aliviaram sua pena. Com isso o escroque vai se livrar da cadeia. E, por outro lado, nesta mesma quarta-feira (28), eles aumentaram a pena do deputado federal João Paulo Cunha (PT), para que ele que não pudesse cumpri-la em liberdade. Forçaram a barra livrando Jefferson e exagerando na pena de João Paulo Cunha – acusando-o de ter agido ilicitamente enquanto “ocupava a presidência da Câmara Federal” – para que os golpistas pudessem “comemorar” os “treze condenados”.
Com os agravantes defendidos pelo relator Joaquim Barbosa, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão, acusado pelos crimes de corrupção passiva, peculato (desvio de recursos públicos) e lavagem de dinheiro. Com isso, ele terá de cumprir a pena em regime fechado, já que a condenação foi maior do que oito anos. Ele também terá de pagar multa de R$ 360 mil. Entre quatro e oito anos, as penas são cumpridas em regime semiaberto e o condenado volta para dormir na prisão. Quando forem inferiores a quatro anos, podem ser substituídas por penas alternativas, como pagamento de salário mínimo e perda de direito político. A fase para fixação das punições consumiu dez sessões da Corte.
Todo esse processo, que já havia se desmoralizado antes com as condenações sem provas, tornou-se um verdadeiro circo de horrores. Juízes agindo como palhaços e carrascos, repetindo o que a mídia martelava, fazendo ilações e destruindo a honra de inocentes. Substituíram as análises dos autos do processo por acusações partidarizadas e sectárias. Os discursos no STF tornaram-se claramente provocativos. O script golpista foi seguido à risca. Nenhuma prova era apresentada, e os ataques ao PT e ao governo Lula/Dilma ocuparam diariamente as telas das TVs durante meses.
O ex-ministro Ayres de Brito, então presidente do STF, chegou ao cúmulo de defender, à certa altura, que as coligações políticas costuradas pelo governo eram “um desrespeito ao estado de direito”. Sem nenhum mandato, o gênio jurídico resolveu deitar falação sobre o que é e o que não é democracia. Joaquim Barbosa, relator do processo, por sua vez, atropelou a tudo e a todos e tentou passar por cima do Congresso Nacional, propondo que o STF cassasse o mandato dos três parlamentares julgados pela Corte, os deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). Ele pretendia também, com isso, impedir a posse do deputado José Genoino (PT), suplente que deverá assumir o mandato em janeiro. Não fosse a atuação de Lewandowski, Barbosa teria conseguido seu intento.
Ainda antes de iniciado o julgamento, já havia sinais de que o oportunismo midiático golpista estaria presente em todo esse processo. Quando da definição do número de pessoas que seriam julgadas, o procurador também se fixou num número montado. Trabalhou para fossem 40 os acusados. Quis associar sua farsa à idéia dos “40 ladrões”. Passada a fase da propaganda e da provocação, o número caiu pouco depois para 38, evidenciando a manobra.
Como pudemos ver essas provocações não pararam por aí. Em sua sanha, os golpistas chegaram ao fim fabricando um número de presos igual ao do PT.
SÉRGIO CRUZ

novembro 3, 2012

Galeria dos Mosqueteiros da Ética do Brasil ( Edição Novíssima e Atualizada )

O MOSQUETEIRO DA ÉTICA DA SEMANA:
MARCOS VALÉRIO ( à direita, pois à esquerda, um amiguinho dele, da época em que financiar o PSDB não era crime. Até hoje, não é… ) O novo Rei da Cocada Preta

DEMÓSTENES TORRES: Rei morto, rei posto. Hoje, fogem dele assim como o Vampiro foge da cruz, da água benta e do nome “Ricardo Sérgio”. Foi, junto com o juiz do STF Gilmar Dantas, vítima de grampos paranormais.

JUIZ JOAQUIM BARBOSA: O novo herói da mídia e da classe-média. Cada martelada que deu, condenando mensaleiros com base na inovação jurídica trazida da Alemanha Nazista, ( TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO, DE Hans Welzel ) dava uma risadinha. Adorou os holofotes.

ROBERTO JEFFERSON: Disse que o Lula sabia, depois que não sabia. Entregou-se em Holocausto pelo bem do Brasil. Foi condenado como mensaleiro, mas a mídia não deu destaque. Disse que caixa 2 começou com PSDB, mas a mídia não deu destaque. Hoje doente, poucos fazem questão de lembrar de seu “heroísmo”.

POLICARPO JÚNIOR: Jornalista da Revista Veja, amigo de Demóstenes Torres e do contraventor Carlinhos Cachoeira. Exemplo da Liberdade de Imprensa que nossa Imprensa tanto reclama.

RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA: Ex-Caixa de Campanha de José Serra, condenado pela Justiça por sua atuação no Banco do Brasil. O imóvel em Minas onde funciona a SMP&B, do nosso herói Marcos Valério pertence a ele.

GILMAR DANTAS: Se não ganhasse um lugar nesse seleto rol de Mosqueteiros, a jagunçaiada ia trabalhar dobrado para reparar tal perfídia

outubro 13, 2012

Vírus do golpismo infectou o Supremo: condenações sem provas dão ao STF legitimidade de um tribunal de exceção

Pavõezinhos acham que dá para instituir ditadura com cuspe
José Dirceu e José Genoino, sem que houvesse prova alguma, foram condenados por “dominar os fatos” – com a originalidade de que os fatos não existiram. Daí o carnaval da mídia mais antinacional, mais antidemocrática, mais antipopular – mais corrupta e mais golpista – para abafar o escândalo de condenações para as quais se sacou uma teoria nazista, sem ter a força que os nazistas tinham para sustentar suas aberrações. Mas esse é o Judiciário de que eles gostam: contra as leis e contra a Constituição, para perseguir brasileiros que derrotaram o golpe.
HORA DO POVO
STF condenou Dirceu e Genoino usando aberração jurídica nazista
Sem provas, sem fato, ou seja, sem crime, tribunal lançou mão da retrógrada “teoria do domínio do fato”
Os membros do STF que condenaram José Dirceu e José Genoino, sem que houvesse prova contra eles, fizeram abstrusos e quase infinitos discursos sobre a “teoria do domínio do fato”, essa aberração parida pelo imundo ventre do nazismo com o objetivo, exatamente, de dispensar provas para condenar.
No entanto, quem condena inocentes não são as teorias. Por isso, é inútil esconder-se atrás de uma teoria, sobretudo de uma que só revela o cunho golpista da condenação. Não é ocioso observar que os nazistas tinham um vasto aparato repressivo para sustentar suas aberrações. Somente por isso certas joias da jurisprudência nazista eram capazes de ter algum efeito.
FATO
Baseado apenas em descaminhos verbais, ninguém vai conseguir sustentar que pode existir “domínio do fato” onde não há fato. Dirceu e Genoino, sem que tenham cometido nenhum crime, foram condenados por, supostamente, “dominar fatos” – com a originalidade de que os fatos não existiram.
Daí o carnaval promovido, no dia seguinte, pela mídia mais antinacional, mais antidemocrática, mais antipopular – mais corrupta, mais pútrida, e, sobretudo, mais golpista. Antes de tudo para abafar o escândalo da condenação sem provas. Mas, além disso, porque esse é, realmente, o Judiciário de que eles gostam: um Judiciário contra as leis, contra a Constituição e contra a justiça. Um tribunal de exceção a favor de parasitas e golpistas para perseguir brasileiros, democratas, patriotas e líderes populares. A esse tipo de órgão foi rebaixado o Supremo, cuja função é, exatamente, a de zelar pela Constituição.
Rui Barbosa, o maior advogado brasileiro, tinha razão ao clamar, sobre “as transações dos juízes tíbios com os interesses do poder”:
“Todos esses acreditam, como Pôncio, salvar-se, lavando as mãos do sangue, que vão derramar, do atentado, que vão cometer. Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz cobarde.” (Rui Barbosa, “O justo e a justiça política”, Obras Completas, vol. XXVI, tomo IV, 1899, p. 185-191 – grifo nosso).
JURISTA
Diz um jurista brasileiro, dos mais eruditos, em correspondência a este jornal, que os nazistas (especificamente, Hans Welzel, que, em 1939, inventou a “teoria do domínio do fato”) pelo menos formalmente exigiam alguma minúscula demonstração da participação objetiva do réu, para que sua teoria o condenasse. Já que nem essa microscópica parcela de prova objetiva apareceu, conclui esse jurista: “É lamentável constatar que o STF, (…) no julgamento do mensalão, está mais nazista que Welzel”.
Depois de submeter-se ao carcomido esquema pluto-midiático golpista, a escolha de alguma teoria para condenar seus oponentes passa a ser um problema apenas operacional. Certamente, para isso, não podiam recorrer a uma teoria democrática…
A desgraça maior dos que assim agiram é que, pelo menos alguns, se aperceberam do que estavam fazendo. Não foi um caso, como aquele celebrizado por Cristo, no qual “não sabem o que fazem”.
Observe-se a longa e tediosa arenga do ministro Celso de Mello, inclusive em defesa da suposta “teoria do domínio do fato”, depois que o ministro Lewandowski fulminou-a como típica de situações de exceção, isto é, de ditaduras (e, acrescentamos, não de qualquer ditadura, mas de uma ditadura nazista).
Mello demonstrou pouca compreensão do problema – seu apego a essa teoria não vai além do que ele próprio negou (que ela não foi assacada ad hoc, ou seja, apenas porque era conveniente para obter condenações onde não há provas contra os acusados).
Mas, depois de um aranzel incompreensível para a maioria dos mortais, ele apelou ao “que deve ser esmagado, antes que ameace os valores superiores da República”.
Em suma, houve uma tentativa de golpe de Estado, de que esse processo é uma continuação extemporânea – e uma tentativa de vingança dos golpistas -, que fracassou devido à resistência popular, encabeçada pelo presidente Lula.
No entanto, o que “deve ser esmagado”, segundo o ministro, são os que enfrentaram e venceram o golpe. Os que defenderam as instituições republicanas. Esses é que ameaçam “os valores superiores da República”. Portanto, os golpistas eram (e são), segundo o ministro, os defensores (ou, talvez, os representantes) desses valores.
Pode-se deduzir qual é o ideal de República que um cidadão desses tem na mente. Aliás, basta ouvir ou ler o resto de seu voto. Nem o infeliz Lacerda (talvez porque, ao contrário de Mello, precisasse concorrer a eleições) foi capaz de um discurso tão elitista, tão rançoso, tão preconceituoso, tão raivoso e tão oligárquico. Uma verdadeira relíquia da República Velha – ou, talvez, do escravagismo.
Mais sintomático ainda, essa erupção de bile sucedeu a uma referência ao caso Catilina, denunciado por Cícero na Roma Antiga.
Catilina era um golpista – contra o qual Cícero tinha um documento, escrito e assinado por um dos prepostos de Catilina, como prova da conspiração. Devido a esse documento, os golpistas foram condenados à morte. Em Roma não havia “teoria do domínio do fato” – os nazistas não a haviam inventado. Além disso, é interessante que, ao falar em “valores da república”, o ministro tenha como exemplo a antidemocrática e corrupta república romana.
Encerrando a votação, o ministro Ayres Britto, autor de alguns poemas supostamente proletários, não viu problemas na erisipela patrícia que acometeu o seu colega. Acusou Dirceu, Genoino, o PT – e, implicitamente, Lula – de “golpe”. Ou seja, os golpistas é que estavam e estão certos. Sua prova contra José Dirceu é a mesma de Mello: “as alianças se fizeram à base de propina”; a partir dessa presunção – evidentemente, dinheiro em acordos eleitorais não são “propina” -, continuou: “Quem, então, desempenhou o papel de mentor desses acordos?”.
Portanto, Dirceu é culpado porque Britto acha que só podia ser ele o mentor das propinas que não provou que existiram. Se o leitor ainda não entendeu (o que é normal) a “teoria do domínio do fato”, eis um exemplo prático.
Mas Ayres desconfiou que enfiara o pé na jaca. Daí, disse ele: “Quando leio os interrogatórios de Delúbio, praticamente assumindo tudo, não preciso sequer da teoria do domínio do fato”.
DEPOIMENTO
Os depoimentos de Delúbio Soares inocentam Dirceu e Genoino. Além disso, mostram que os “recursos não contabilizados” nada tiveram a ver com compra de votos no Congresso – algo que, entre milhares, somente aparece em um único depoimento, o de Roberto Jefferson.
Portanto, o que cabe perguntar é por que Britto declarou que não precisa “sequer” da teoria que ele próprio acabara de aplicar para condenar, sem provas, Dirceu e Genoino?
A falta de base na realidade, a injustiça, a covardia – para usar a palavra de Rui – leva tão rapidamente à mentira quanto à exposição pública dessa mentira. Nem faremos, hoje, outros comentários.
CARLOS LOPES

LEIA TAMBÉM:
Dirceu, Delúbio, Genoino – WÁLTER MAIEROVITCH
Em nota, CUT repudia “o casuísmo do STF”
A direita que ri – LEANDRO FORTES

– Deduzo, logo puno
Para sustentar a condenação de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil de Lula, a ministra Cármen Lúcia apoiou-se em várias ilações. Em uma delas, louvou-se nesta dedução: Marcos Valério, “desconhecido publicitário mineiro”, não teria condições de alavancar empréstimos junto aos bancos.
Só que…
O “desconhecido publicitário mineiro” tinha trânsito junto às instituições financeiras desde o chamado “mensalão tucano”, em 1998.
Anos antes, portanto, do explosivo “mensalão” do PT [ ver abaixo ].
( Maurício Dias, Rosa dos Ventos, CARTA CAPITAL – edição 719 )

Valério admite que operou o caixa 2 de Azeredo na campanha à reeleição
O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza prestou depoimento no último dia 14 durante cinco horas na sede da Polícia Federal (PF), em Belo Horizonte, e admitiu ter participado como operador do caixa 2 de Eduardo Azeredo na campanha frustrada à reeleição em 1998. No entanto, Valério reconheceu a participação na distribuição de apenas R$ 8,35 milhões e não R$ 53 milhões como relatou o tesoureiro de Azeredo, Cláudio Mourão.
O depoimento de Valério é um dos 80 que a Polícia Federal vai tomar nos próximos dias. Todos os envolvidos e acusados de terem recebido dinheiro oriundo do caixa 2 do ex-presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, deverão prestar esclarecimentos.
De acordo com um documento redigido pelo caixa de campanha do tucano, Cláudio Mourão, em poder da PF, Azeredo arrecadou cerca de R$ 100 milhões (valores da época) para a sua frustrada campanha à reeleição, sendo que R$ 53 milhões movimentados pelas empresas de Marcos Valério. No entanto, Azeredo declarou ao tribunal eleitoral que havia desembolsado R$ 8,5 milhões em sua campanha. Posteriormente, admitiu que o valor verdadeiro seria de R$ 20 milhões, mas negou que tinha conhecimento do fato e jogou a culpa para o seu tesoureiro.
No relatório, Cláudio Mourão afirma que grande parte dos recursos que alimentaram o vultoso caixa 2 do PSDB era oriundo dos cofres públicos. “Parte do recurso foi de empréstimos com o aval do governo, vindo das privatizações, de empreiteiras, Queiroz Galvão, Erkal, CBN, Engesa, ARG, Tercam, entre outras, de fornecedores do Estado, de prestadores de serviços diversos, construtoras, indústrias, bancos, corretoras de valores, da Cemig, da Prodemg, da Telemig, Secretarias de Governo, inclusive da Fazenda, Banco BDMG, de doleiros e de outros colaboradores individuais, no valor superior a cifra de R$ 80 milhões. Mesmo assim, ficou pendente uma dívida superior a R$ 20 milhões”, relata Cláudio Mourão.
( HORA DO POVO, 21.06.2006 )

outubro 10, 2012

Na TV, em 2005, Roberto Jefferson lembrou que o primeiro “mensalão” foi do PTB pro PSDB na campanha de 1994, que elegeu Fernando Henrique Cardoso

Fuçando papéis, jornais e revistas velhas, encontrei um exemplar da revista FORUM, datada de Julho de 2005.  A chamada de capa não podia ser mais descritiva do que rolava à época: “MACUNAÍMA PAUTA A MÍDIA”, com foto de Roberto Jefferson exibindo um belo dum olho roxo. A matéria a que se refere: “HISTÓRIA DE UM LADO SÓ” ( disponível aqui, republicada em 2011, no site da revista ). A bem da verdade, não mudou nada, de 2005 prá cá. Pois bem, comecei a dar uma lida, e vi que tem um trecho que vale ser transcrito aqui.  A participação, em 2005,  do macunaímico deputado no programa de entrevistas / propaganda tucana RODA VIVA, transmitido pela falimentar emissora estatal TV CULTURA DE SP. Nessa entrevista, conforme chama atenção pro fato o autor da matéria, Glauco Faria, Bob Jefferson relembra que o então Presidente do PTB, o banqueiro José Eduardo Andrade Vieira, repassou recursos pro PSDB durante campanha que elegeu Fernando Henrique Cardoso pro seu primeiro mandato. O banqueiro confirmou o fato em depoimento no Senado, conforme noticiou o Valor Econômico, em Outubro de 2005:

Andrade Vieira confirma caixa 2 em 1994
O ex-senador José Eduardo de Andrade Vieira disse ontem , em depoimento a uma subcomissão do Senado Federal, que houve caixa 2 na campanha eleitoral de Fernando Henrique Cardoso, então candidato do PSDB, à Presidência da República, em 1994. Alegando não ter provas, ele preferiu não dar, porém, os nomes das empresas e empresários que ajudaram a bancar a campanha tucana às margens da lei.
“Não posso provar. Mas que eu tive conhecimento de caixa 2, eu tive”, reafirmou ele. Andrade Vieira foi ao Senado para falar na Caelif, subcomissão formada pela Comissão de Assuntos Econômicos a fim discutir e propor soluções para o encerramento dos processos de liquidações extrajudiciais de instituições financeiras que quebraram a partir de 1995. Uma delas é a antigo Bamerindus, do qual ele é acionista controlador.
O debate sobre a campanha eleitoral de 1994 foi forçado por diversas e insistentes intervenções da senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA). O senador Édison Lobão (PFL-MA) protestou, dizendo que aquele não era um fórum adequado para tratar do assunto. Mas não adiantou. A senadora conseguiu arrancar de Andrade Vieira uma declaração pública sobre financiamento ilegal da campanha do ex-presidente da República. Andrade Vieira era presidente do PTB na época, partido então aliado ao PSDB, e, nessa condição, fez parte da coordenação de campanha de Fernando Henrique Cardoso. Ele disse que o Bamerindus e a Impacel, empresa de papel que pertencia ao banco na época, também fizeram contribuições, porém, legais à campanha.
Valor Econômico, 20/ 10/ 2005

Após o testemunho de Andrade Vieira, vamos ouvir o que Jefferson tinha a dizer, no RODA VIVA.
NOTEM:  Como bem observou o jornalista da FORUM, quando a coisa começa a esquentar – ou seja, quando o jornalista de ISTOÉ Tales Faria começa a arrancar umas informações interessantes de Jefferson – o apresentador PAULO MARKUN interrompe para chamar o intervalo:

Tales Faria: (…)  o senhor foi aliado do PSDB.
Roberto Jefferson: Sim, no primeiro governo.
Tales Faria: Houve, na campanha, repasses do PSDB para o PTB?
Roberto Jefferson: No início, do PTB para o PSDB. O primeiro repasse feito para a campanha do presidente Fernando Henrique [presidente do Brasil de 1995 a 2002] foi do ex-presidente do PTB, José Duarte de Andrade Vieira.
Paulo Markun: Mas esse foi um repasse legal, não é?
Roberto Jefferson: Numa parte, né?
Paulo Markun: Pelo menos tem uma parte.
Roberto Jefferson: Uma parte que é declarada, e as que não são declaradas?
Tales Faria: Ou seja, houve que um repasse que não foi declarado.
Roberto Jefferson: Eu queria abrir essa conversa aqui, essa conversa tem que ser às claras. A legislação leva aos empresários brasileiros que querem ajudar a mentir.
Tales Faria: Então, houve repasse não declarado do PSDB?
Roberto Jefferson: Você tem dúvida disso, Tales Faria?
Tales Faria: Eu quero ouvir do senhor.
Roberto Jefferson: Eu estou afirmando a você.
Tales Faria: Perfeito.
Roberto Jefferson: Estou afirmando isso a você [gesticulando].

Paulo Markun: Deputado, nós vamos fazer mais um rápido intervalo. Na nossa platéia, esta noite, acompanhando o programa ao vivo aqui, Antônio Parisi Junior, diretor da Brasil 10 marketing esportivo e futebol; Maria Luiza Saibro, jornalista; Gilberto Meirelles Xandô Batista, diretor de marketing da Sadia; e Levi Ferrari presidente da UBE, a União Brasileira de Escritores. A gente volta, já, já. [intervalo]

agosto 15, 2012

Advogado se contamina com alucinações de Jefferson e quer que Lula seja julgado

O advogado que defende o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), Luiz Francisco Barbosa, disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o mandante do suposto “mensalão”. O advogado fez a acusação durante sessão do julgamento do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira (13), no momento em que questionava a ausência de Lula na denúncia da Procuradoria-Geral da República.
“Eu digo: o presidente Lula não só sabia, como ordenou o encadeamento de tudo isso que essa ação penal discute aqui”, afirmou Barbosa. Segundo ele, os três ex-ministros arrolados no processo, José Dirceu, Luiz Gushiken e Anderson Adauto, eram apenas auxiliares do ex-presidente.
A ilação do advogado é contraditória com a entrevista de Roberto Jefferson ao jornal “Folha de S.Paulo”, em 2005, na qual o então deputado plantou a suposta existência de pagamentos a deputados, para obter adesão a projetos do governo. Ao fazer a defesa, Barbosa admitiu que não houve compra de votos. Ele confirmou que o PTB recebeu recursos do PT, mas afirmou que o montante foi para saldar dívidas de campanha.
Segundo o advogado, acordo entre as siglas envolvia R$ 20 milhões para salvar dívidas da campanha de 2004. Ele disse ainda que o PT pagou R$ 4 milhões a Jefferson. “Tratava-se de eleição municipal de 2004. As direções nacionais do PTB e do PT ajustaram para aquela eleição municipal apoio material por recursos e transferência de dinheiro”, afirmou. “A transferência de recursos entre partidos é autorizada por lei”.
O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), rebateu a tentativa de envolvimento do ex-presidente. “É uma defesa desqualificada combinada com o desespero do cliente falido politicamente, cassado, que não tem credibilidade. É o fim de carreira de Roberto Jefferson. É a estratégia do desespero”, afirmou Tatto.
O petista contestou a existência do “mensalão” e também lembrou que em 2005 Jefferson disse que o presidente Lula não estava envolvido. “A tese de que o presidente comprou deputados para votar a favor de projetos desmoronou, não se sustenta, não para em pé”, afirmou o líder. “O governo não tomou nenhuma atitude, porque não existia. Era um absurdo naquela época como é um absurdo agora”, disse. ( HORA DO POVO )

– – > Relembre Roberto Jefferson defendendo Lula em 2005

“Zé Dirceu, se você não sair daí rápido, você vai fazer réu um homem inocente que é o presidente Lula. Rápido, Zé, rápido, para você não fazer mal a um homem bom, correto, que eu tenho orgulho de ter apertado a mão.” ( ROBERTO JEFFERSON )

agosto 2, 2012

Até ex-procurador admite que “mensalão” é um termo fabricado pela mídia golpista

Apesar da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), em acórdão assinado no dia 4 de julho, ter jogado por terra a tese de que dinheiro público teria irrigado o suposto “mensalão”, setores da mídia golpista ainda se esforçam em sustentar o esvaziado argumento que motivou a ação penal que começa a ser julgada nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Foi o que fez, por exemplo, O Globo na edição de domingo (29), alegando que laudo da Polícia Federal teria identificado que o chamado valerioduto recebera verbas públicas, repassadas pelo Banco do Brasil (BB), por intermédio do Visanet, para a empresa DNA.
O acórdão do TCU concluiu exatamente o contrário, ou seja, que os contratos celebrados pelo BB com a agência de publicidade mineira, de Marcos Valério Fernandes, foram legais. Os ministros consideraram, de forma unânime, que eles seguiram o padrão de normalidade e não diferem dos demais contratos que foram fechados com outras agências de propaganda.
A denúncia oferecida ao STF, em 2006, pelo então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza sustentava que contratos da agência de publicidade DNA com órgãos públicos teriam servido de garantia e fonte de recursos para financiar o suposto esquema de pagamentos de políticos aliados do governo do ex-presidente Lula. O atual procurador-geral, Roberto Gurgel, seguiu com a mesma argumentação.
No entanto, a despeito de constituir a essência do escândalo fabricado pela mídia no ano anterior, com base nas acusações do presidente do PTB, Roberto Jefferson, a tese do “mensalão” está cada vez mais distante de encontrar comprovação nos fatos. A tal ponto que, até mesmo o ex-procurador Antonio Fernando de Souza, foi forçado a reconhecer sua total ausência de conteúdo.
Em entrevista ao próprio O Globo, na segunda-feira (30), ele recorreu a um subterfúgio na tentativa de ainda conferir alguma credibilidade ao processo, alegando que a expressão “mensalão” foi um “símbolo que a imprensa usou”, mas não retrata o caso. “A palavra ‘mensalão’ dá a impressão de uma fila de pessoas que, no fim do mês, vai receber alguma coisa”, disse, negando que tivesse sido assim.
O ex-procurador parece ter se esquecido que a base da ação penal tem como fundamento a acusação de que recursos públicos teriam sido usados por autoridades do governo para alimentar um suposto esquema de pagamentos periódicos a parlamentares da base aliada para que votassem os projetos no Congresso Nacional de acordo com os interesses do executivo.
O escândalo começou com a divulgação da fita em que um funcionário dos Correios, Maurício Marinho, apadrinhado por Roberto Jefferson, aparece recebendo uma propina de R$ 5 mil dentro da estatal. A fita foi gravada pelo araponga Jairo Martins e divulgada em reportagem do jornalista Policarpo Júnior. Hoje, sabe-se que Jairo, além de fonte habitual da revista Veja, era remunerado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. ( HORA DO POVO )

setembro 21, 2011

Jefferson admite que “mensalão” foi invenção sua

Roberto Jefferson declara em sua defesa no STF, no processo em que é réu, que o dinheiro recebido por seu partido “nada tem de irregular, dirá criminoso”, admitindo assim que inventou a farsa do “mensalão”.
Roberto Jefferson admite que “mensalão” foi uma invenção
A jornalista Hildegard Angel divulgou, em nota no seu microblog, que o deputado federal cassado Roberto Jefferson declara em sua defesa no Supremo Tribunal Federal (STF), em processo onde que figura como réu, “que o tal ‘mensalão’ não é fato é ‘pura retórica’, isto é, não existiu! Uma farsa”. “O ‘tenor’ queria apenas as luzes da ribalta”, acrescentou.
“Quem deu credibilidade ao inacreditável Jefferson? Uma imprensa e uns políticos preocupados com suas conveniências e não com fatos. Vergonha!”, enfatizou a jornalista.
Roberto Jefferson teve o mandato cassado por não apresentar provas de suas denúncias sobre a farsa do “mensalão”, que seria uma mesada que o governo Lula oferecia a deputados da base aliada para que votassem em projetos do próprio governo. Agora, na defesa apresentada ao Supremo, confirmou que tudo não passou mesmo de uma invenção, sustentando que as acusações contra ele “são claramente improcedentes e destituídas de qualquer fundamento fático”.
Na defesa, o ex-deputado diz que o “acordo político para as eleições municipais de 2004 com o PT, envolveram, sim, doação financeira deste para o PTB”. “Essa doação aprovada por ambos os partidos tem apoio em lei e, naquele pleito, estava regulada pelas Resoluções do egrégio Tribunal Superior Eleitoral” [ grifo deste blog ], completa.
Seus advogados enumeram as resoluções nº 21.609/04, art. 3º, parágrafo único, inciso I (que considerou recurso, dinheiro em espécie) e a nº 20.987/02, art. 10, inciso IV (que indica doação de partido político como fonte de arrecadação).
“Assim, os R$ 4 milhões pagos pelo PT, como parte do dito acordo, nada têm de irregular, dirá criminoso”, relata o texto, sublinhando que a “origem desse recurso, que não se poderia presumir ilícita – como, de resto, a própria denúncia afirma que ‘ainda não foi identificada’ (fl. 10) – segundo o PT, é fruto de recursos próprios seus e de empréstimos bancários”. “Mas crime não é”, assinala.
( HORA DO POVO, 21/09/2011 )

agosto 19, 2010

Série Palavra Dita: “Quanto a mim, a lista de FURNAS é verdadeira. Eu recebi, sim, do dr. Dimas, R$ 75.000 e não estranhei que não houvesse gente do PT. Dimas era o homem do PSDB.” ( Roberto Jefferson )

Inventor do conto do ‘mensalão’ afirma que listão de Furnas é real

Quem pariu Mateus, que o embale
Inventor do conto do ‘mensalão’ afirma que listão de Furnas é real Jefferson disse à PF que levou 75 mil de esquema tucano que teria rendido 40 milhões para o caixa 2 de 156 candidatos
Convocado a depor na Polícia Federal na última semana, o ex-deputado Roberto Jefferson foi confrontado com uma lista de 156 políticos, a maioria do PDSB e PFL, que teriam recebido cerca de R$ 40 milhões oriundos de empresas que mantinham contratos com Furnas, e confirmou que havia recebido os R$ 75 mil, como descrevia o documento, das mãos do então diretor de engenharia da estatal, Dimas Toledo, na campanha de 2002. “Eu confirmei ( na PF ) que recebi do doutor Dimas os R$ 75 mil que estão lançados na lista. Ele ( o delegado ) me perguntou se não era estranho não ter nenhum nome do PT. Eu disse que não era estranho. Em 2002, o doutor Dimas era o homem apenas do PSDB”, afirmou.

AQUI TAMBÉM: http://paulobalarotti.blogspot.com/2010/04/so-pra-lembrar.html

“José Serra? Sei lá, quem é? Nunca vi mais gordo!”, desconversa Roberto Jefferson

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 1:19 pm

"Exclua-me fora dessa", parece implorar Bob Jeff. Tá bom.

O twitter de Roberto Jefferson virou um mural de imprecações contra José Serra. Até copiei a tela, para o caso de pressões irresistiveis “destuitarem” o que Jefferson diz.
Alguns pequenos exemplos do elevado nivel de solidariedade moral entre o presidente do (não confundir com o de Vargas) PTB, que há um mês e meio, ilegalmente, cedeu o programa em rede de seu partido para o “coiso”.
1 – Nem conheço o Serra
“Eu apoio Serra a pedido do Geraldo Alckmin. Sou Geraldo, não conheço o Serra. Só de ouvir falar.”
“Eu encontrei com o Serra duas vezes. Uma na convenção do PTB. Outra na casa do Geraldo Alckmin.”
“Quando chego a São Paulo encontro o Sergio Guerra, o Eduardo Jorge e o Marcio Fortes. E para aí. Nunca conversei com o Serra.”
2 – Serra é uma bobagem
“Serra é responsável pela nossa dispersão. Nunca nos reuniu.”
“Se o Gonzalez ouvisse um pouco os políticos, não poria no ar uma favela fake, nem o bobajol do Zé.”
O twitter de Jefferson foi o veículo escolhido por Serra para divulgar a escolha de Álvaro Dias, depois defenestrado, para vice de sua chapa.
Agora, pelo mesmo meio, é Jefferson quem defenestra Serra.

Publicado no blog TIJOLAÇO, de Brizola Neto

agosto 16, 2010

Como foram as entrevistas no Jornal Nacional, Por Jasson de Oliveira Andrade

"Bonner amaciou pro Serra", entregou Roberto Jefferson

Os apresentadores do Jornal Nacional, Willian Bonner e Fátima Bernardes, entrevistaram os principais presidenciáveis. Dilma (PT), no dia 9/8; Marina (PV), no dia 10/8 e Serra (PSDB), no dia 11/8/2010. Neste artigo pretendo analisar como foram essas entrevistas.
A entrevista de Dilma foi a mais dura. Ela era interrompida e as perguntas foram facciosas. A impressão que se teve é que o casal pretendia que Dilma, como se diz na gíria, se “embananasse”. No entanto, ela se saiu bem. O jornalista Fernando de Barros e Silva, em artigo na Folha (11/8), sob o título “Dilma, vira, virou”, observou: “Em comparação com o desempenho no debate da Band, Dilma evoluiu até demais”, afirmando ainda que “os mo-mo-momentos de indecisão e gagueira nervosa desapareceram na Globo”. Sobre o desempenho dela, o jornalista constatou: “Em jargão publicitário, quando o candidato consegue transformar uma pergunta embaraçosa numa resposta que lhe é favorável, diz-se que ele “virou”. E Dilma soube “virar” várias respostas na Globo”. O presidente Lula reclamou, em comício realizado em Belo Horizonte, do tratamento dado à petista no Jornal Nacional e deu uma rosa para Dilma pela “calma e tranqüilidade que teve quando da entrevista”.
No outro dia, a entrevista com Marina foi mais calma, mas mesmo assim ela foi colocada em situação difícil, muito menos do que ocorreu com a Dilma. Apesar desse pequeno “aperto”, ela se saiu bem.
No último dia, chegou a vez de Serra. A sua entrevista, como já era esperado, foi a mais tranqüila das três. Os entrevistadores, como se diz no vôlei, levantaram a bola para ele. Serra só teve o trabalho de “cortar”. Essa facilidade foi percebida e revelada até por um serrista. Josias de Souza, no seu blog, sob o título JEFFERSON: “JN FACILITOU A VIDA PARA O MEU CANDIDATO”, revelou: “Pendurado no twinter: “[Jefferson disse] Willian Bonner e Fátima Bernardes facilitaram para meu candidato [Serra]. Foram mais ameno com ele”. [ VER AQUI ] Em resposta a um internauta, Jefferson afirmou: “O Bonner e sua Fátima amarelaram perante o Serra. Foram violentos com Dilma e Marina”. Na análise feita pela Folha, sob o título “Serra evoca o samba de Noel: “Com que roupa”?, tem a mesma opinião ao dizer: “Dos três presidenciáveis, Serra foi o menos fustigado pela “casal JN”. Ainda assim, não se livrou de falar sobre o apoio de Roberto Jefferson . (…) Serra disse que não lhe cabe julgar. Afirmou que Jefferson conhece o seu estilo de governar. Se está com ele, é porque se sujeita. Talvez dissesse o mesmo sobre Orestes Quércia (PMDB). Mas não foi inquerido a respeito”. João Bosco Rabello, do Estadão, constatou: “Foi mais fácil [para Serra] do que para os adversários”. Já a Globo disse que deu tratamento igual aos candidatos.
Provavelmente essas entrevistas e também o debate na Band, este em menor escala, devem ter influenciado o resultado do Datafolha, divulgado no dia 14 de agosto: Dilma, 41%; Serra, 33% e Marina 10%. Manchete de primeira página da Folha: DILMA ULTRAPASSA SERRA E FICA A 3 PONTOS DE VITÓRIA NO 1º TURNO. Agora é esperar outros debates, estes nos programas gratuitos na televisão e no rádio, a partir de 17/8 a setembro. Esta campanha poderá definir o vencedor de 3 de outubro. No final de agosto ou início de setembro, as pesquisas irão nos dar uma idéia da situação.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Agosto de 2010

agosto 12, 2010

Dica de profissional: “Bonner e Fátima amaciaram pro Serra.”, diz Roberto Jefferson

Os trechos foram reproduzidos do Twitter do ( agora nem lembro que cargo ele ocupa…Mas…Ele não está preso ainda? ) Roberto Jefferson, paladino da decência e da moralidade, herói da classe-média macunaímica que este país foi arrumar. Bob Jeff gostou do tratamento que William Bonner e Fátima Bernardes dispensaram ao entrevistado da 4a feira no Jornal Nacional, o candidato tucanoglobal José Serra, aliado de Bob:

Serra mostrou aos 28 pontos de audiência de Jornal Nacional porque e o melhor candidato.
about 4 hours ago via TwitBird
William Bonner e Fatima Bernardes facilitaram para o meu candidato. Foram mais amenos com ele. [ grifo deste blog ]
about 4 hours ago via TwitBird
A roupa de Serra muito bem escolhida. Terno azul, camisa branca, gravata vermelha.
about 4 hours ago via TwitBird
Serra mostrou a nítida superioridade que possui em relação a Dilma. E o fez serenamente.

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