ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

novembro 23, 2012

Povo brasileiro exulta: relatório da CPI do Cachoeira indicia Policarpo Jr, da revista VEJA, e Gurgel

Para a felicidade maior da Nação. Falta agora o “Mensalão Tucano”, mais conhecido como “A Gênese”

Diretor da Veja cuidava de “destruir biografias” visando êxito de “sua organização criminosa
O relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha , divulgou na terça-feira seu relatório que pede o indiciamento do diretor da revista Veja, Policarpo Júnior, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, entre outros. São 200 ligações entre Cachoeira e Policarpo Jr., cujas matérias serviam “como uma arma letal para (…) destruir personalidades, criar falsos moralistas (…) visando sempre alcançar o êxito político e econômico de sua organização criminosa”.
HORA DO POVO
CPMI: relator denuncia crimes de Policarpo Jr, Gurgel e Perillo
Ligação do diretor da Veja com o mafioso Cachoeira não era apenas relação de “jornalista e fonte”, apontou Odair Cunha
O relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), divulgou na terça-feira (20) seu relatório que pede o indiciamento de 46 pessoas, entre elas, o diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, Policarpo Júnior, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish. O relator ainda pede que o Conselho Nacional do Ministério Público investigue a conduta do procurador Roberto Gurgel, que suspendeu a investigação sobre Cachoeira sem uma explicação convincente.
A apresentação do relatório final está marcada para esta quinta-feira (22).
O diretor da Veja, Policarpo Júnior, que por pressões escusas não chegou a ser convocado para depor, foi flagrado em mais de duzentas ligações telefônicas com Carlos Cachoeira e foi indiciado no art. 288 do Código Penal (formação de quadrilha). Ele comandou diversas reportagens de Veja feitas a partir de grampos clandestinos produzidos por funcionários da quadrilha. O capítulo a respeito da mídia tem 348 páginas. Dessas, 86 são dedicadas ao relacionamento entre Cachoeira e Policarpo Júnior, “um dos profissionais da imprensa mais requisitados pelo líder da quadrilha”. Segundo o relator, o diretor de revista Veja manteve “constantes interlocuções com o chefe da Organização Criminosa, Carlos Cachoeira”. Ele não mantinha com o bicheiro “uma vinculação que se consubstanciava apenas na relação de jornalista e fonte”, ressalta Odair no documento.
O texto do relator sustenta que Cachoeira e sua organização alimentavam Policarpo Jr. com informações e usavam as matérias assinadas ou pautadas pelo jornalista ou sua equipe “como uma arma letal para prejudicar adversários, destruir personalidades e biografias, criar e promover falsos moralistas e paladinos da ética, visando sempre alcançar o êxito político e econômico de sua organização criminosa”. Segundo o relator, o diretor da sucursal de Brasília da revista também se abastecia de informações passadas pelo esquema do bicheiro. O relatório informa que, para conseguir seus objetivos, Policarpo cometeu crimes, infringiu o Código de Conduta dos Jornalistas e maculou a ética da profissão.
Várias reportagens, publicadas pela revista da Editora Abril por iniciativa de Policarpo Júnior, atendiam aos interesses diretos de Carlos Cachoeira, como as que trataram da derrubada de integrantes do Ministério dos Transportes – onde a empreiteira Delta enfrentava dificuldades. Segundo o relator da CPI, o esquema de Cachoeira não teria o mesmo êxito se não contasse com um braço midiático tão poderoso.
Odair Cunha escreveu ainda que Policarpo Júnior usava os serviços da quadrilha de Cachoeira para fazer “investigações” para a revista. Isso teria ocorrido, por exemplo, em agosto de 2011, com o deputado Jovair Arantes, envolvido em supostas irregularidades na Conab. No mesmo mês o ex-ministro José Dirceu também foi espionado pela quadrilha e o resultado desses grampos foi passado para o diretor de Veja. Segundo o relatório, Policarpo Junior procurou o araponga Jairo Martins, que trabalhava para Cachoeira, para obter imagens de um hotel onde José Dirceu estava hospedado em Brasília e mantinha encontros políticos. Cachoeira, afirma o relator, “a tudo acompanhava e controlava, sendo todo o tempo informado dos pedidos e solicitações de Policarpo Junior para Jairo Martins”.
Quanto ao governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, Odair Cunha aponta que ele cometeu seis crimes, entre eles corrupção passiva e formação de quadrilha.
Segundo o relatório, detalhado e recheado de provas nas suas mais de cinco mil páginas, o grupo de Cachoeira se infiltrou no governo de Goiás e há fortes indícios de que foram realizados pagamentos diretamente ao governador. Gravações da Polícia Federal autorizadas pela Justiça mostraram emissários da quadrilha entregando dinheiro em espécie ao esquema do governador dentro do próprio Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás. O relatório também recomenda o indiciamento de oito secretários, ex-secretários, assessores e ex-assessores do governo do estado.
O documento também analisa a atuação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no caso da Operação Vegas, da Polícia Federal. Em 2009, a Vegas levantou as primeiras suspeitas do envolvimento de Cachoeira com políticos e empresários. Para a CPI, Gurgel praticou prevaricação ao suspender a investigação sem justificativa, possibilitando que a quadrilha continuasse atuando. Por mais de um ano as denúncias ficaram engavetadas pelo procurador e só foram investigadas quando vazaram para a opinião pública.
O relatório pede ainda o indiciamento do deputado Carlos Alberto Leréia, do PSDB de Goiás, e do ex-senador pelo Dem de Goiás, Demóstenes Torres, que teve o mandato cassado em julho, depois de serem reveladas dezenas de ligações telefônicas combinando ilícitos com o contraventor. Demóstenes Torres, que era pintado como “mosqueteiro da ética” pela revista Veja, foi desmascarado. Diversas vezes apareceu atuando em defesa dos interesses da quadrilha dos caça-níqueis no Senado e fora dele. A CPI recomendou, ainda, o indiciamento do prefeito de Palmas, Raul Filho, do PT, que apareceu em um vídeo conversando com Cachoeira.
O relator da comissão concluiu pelo farto material examinado que a quadrilha de Cachoeira tentou, mas não conseguiu penetrar na administração do Distrito Federal. O relator não encontrou nada que desabonasse a conduta do governador Agnelo Queiroz e o deixou de fora da lista de indiciados. “Havia” a “suspeita” de que Agnelo teria favorecido a quadrilha no negócio de coleta de lixo. Essa “suspeita” foi inflada pela mídia tucana com o objetivo de usar o governador do DF para desviar o foco sobre o envolvimento – esse, sim, demonstrado com várias provas – do governador tucano Marconi Perillo com o esquema de Cachoeira.
Também foi pedido o indiciamento de Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta Centro-Oeste. Ele era, segundo Odair Cunha, o contato de Cachoeira com a construtora.

outubro 20, 2012

Jornalismo brasileiro hoje e a atmosfera pré Golpe de 1964 por Roberto Requião

O senador Roberto Requião denuncia as 7 irmãs que controlam a mídia brasileira e seus intuitos golpistas:

Apoiando Lula contra a reportagem venal da revista brasileira de fofocas (segundo a mídia inglesa) Veja:

Revela a tentativa ingênua do PT de se aproximar da Globo.

O PT se esquece da história (só admitiu a existência de uma esquerda histórica valorosa no país após assumir o poder em 2002) do golpismo latino americano e, assim, está(mos) condenado a ver a farsa montada?!

 “As vésperas do Golpe de 1964, o desrespeito da mídia com João Goulart e sua mulher, Maria Teresa…”, lembrou o senador apontando a forma com que age mídia brasileira.

EXTRAÍDO DO BLOG CIDADE DE MINAS

setembro 17, 2012

Civita acusa: “Serra me usou como um boy de luxo. Mas agora vai todo mundo para o ralo”

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Os segredos do tucanodut
BLOG DO MELLO
Faltavam catorze minutos para as 2 da tarde da última sexta-feira quando o empresário Roberto Civita, presidente da revista Veja e do Grupo Abril, parou seu carro em frente a um bar, em São Paulo. Responsável pelas mais infames acusações aos governos dos presidentes Lula e Dilma, ele tem cumprido religiosamente a tarefa de ir até esse modesto bar numa região pobre da grande São Paulo. Desce do carro, vai até o balcão e é servido com sua bebida preferida, que sorve numa talagada. Chega mais cedo para evitar ser visto pelos outros bebuns e vai embora depressa, cabisbaixo. “O PSDB me transformou em bandido”, desabafa. Civita sabe que essa rotina em breve será interrompida. Ele não tem um átimo de dúvida sobre seu futuro.
Nessa mesma sexta, Civita havia organizado em mega-encontro, com mais de mil empresários do Brasil e do exterior. Chamou o ilustre economista Paul Krugman e também o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Ambos confirmaram presença. Mas, em cima da hora, a presidente arranjou uma desculpa para não comparecer e o ministro abandonou a mesa de debates, sem dar satisfações. “Ali, foi selado meu destino” – acredita Civita.
Pessoas próximas ao empresário afirmam que Civita teria responsabilizado o candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra, pelo vexame que deu em público. Meneando a cabeça, ele saiu exclamando para quem quisesse ouvir: “Eu avisei ao Serra que ia dar merda! Eu avisei!”.
Apontado como o responsável pela engenharia que possibilitou ao PSDB e até recentemente ao DEM montar o maior esquema de espionagem, baixaria e calúnia da história, Civita enfrenta um dilema. Nos últimos dias, ele confidenciou a pessoas próximas detalhes do pacto que havia firmado com os tucanos. Para proteger os figurões, conta que assumiu a responsabilidade de cometer crimes que não praticou sozinho, mas com a ajuda de Carlinhos Cachoeira e seu grupo de arapongas, que faziam as “reportagens investigativas” de Veja, para defender interesses dos demo-tucanos. Civita manteve em segredo histórias comprometedoras que testemunhou quando era o “predileto” do poder, relacionadas à privataria e aos escândalos da área de saúde do governo FHC, comandada por José Serra. Em troca do silêncio, recebeu garantias. Primeiro, de impunidade. Depois, quando o esquema teve suas entranhas expostas pela Policia Federal, de que nada aconteceria a ele nem a Demóstenes Torres. Com a queda de Demóstenes, logo após a prisão de Cachoeira, além de ter a equipe da revista desfalcada, Civita tentou um último subterfúgio para não naufragar: mandou fazer uma capa de destaque com a presidente Dilma.
Serra ficou enfurecido e o ameaçou. “Ele disse que abriria o jogo e mostraria que por trás de Carlinhos Cachoeira estava Policarpo, e por trás de Policarpo, eu”.
Civita guarda segredos tão estarrecedores sobre o tucanoduto que não consegue mais reter só para si — mesmo que agora, desiludido com a falsa promessa de ajuda dos poderosos que ele ajudou, tenha um crescente temor de que eles possam se vingar dele de forma ainda mais cruel. Os segredos de Civita, se revelados, põem o ex-presidente FHC e José Serra no epicentro do maior escândalo de corrupção da história, a privataria tucana. Puxado o fio da meada, vêm juntos o caso Banestado, o Proer, a venda da Vale, o Fonte Cindam, a lista de Furnas. Sim, e, no comando das operações, Serra. Sim. Serra, que, fiel a seu estilo, fez de tudo para não se contagiar com a podridão à sua volta, mesmo que isso significasse a morte moral e política de companheiros diletos. Civita teme, e fala a pessoas próximas, que se contar tudo o que sabe estará assinando a pior de todas as sentenças — a de sua morte: “Vão me matar. Tenho de agradecer por estar vivo até hoje”. ( Continua amanhã )

( O Blog do Mello diz que as afirmações foram feitas a diversos interlocutores. Procurado por nossa equipe, que atravessou a Dutra numa Kombi comprada com o Bolsa-Twitter, Civita não foi encontrado, não quis dar entrevista, mas não desmentiu nada. A maior parte desta reportagem foi copiada da própria Veja, trocando apenas os nomes das pessoas para dar veracidade às informações )

setembro 15, 2012

Veja no fundo do poço: advogado de Marcos Valério diz que cliente não deu entrevista à revista da Abril: “Desde 2005 Valério não dá entrevistas”

Advogado de Valério nega que ele tenha acusado Lula
Criminalista Marcelo Leonardo disse que empresário não dá entrevistas desde 2005 e que o empresário não falou à Veja. Edição desta semana afirma que Valério tem dito que ex-presidente era o “chefe do mensalão”
O advogado do empresário Marcos Valério, o criminalista Marcelo Leonardo, disse neste sábado (15) que seu cliente não deu entrevista à revista Veja [ grifo deste blog ] e negou as declarações atribuídas a ele, acusando o ex-presidente Lula de ser o chefe do mensalão.
Desde 2005 Marcos Valério não dá entrevistas e não deu nenhuma entrevista para a revista Veja agora [ idem ]. Ele nega o teor das declarações atribuídas a ele”, disse Leonardo, por telefone, ao Globo
O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto, classificou de “ato de desespero” as declarações atribuídas a Marcos Valério. Segundo ele, o empresário estaria tentando envolver o nome do ex-presidente Lula no mensalão porque “sabe que vai parar na cadeia”. Ainda de acordo com o deputado, o assunto deve ter um “tratamento corriqueiro” pelo PT.
“Esse tipo de ação é um ato de desespero de quem está no banco dos réus, de quem sabe que vai ser preso, de quem sabe que vai parar na cadeia”, disse Tatto, referindo-se às condenações de Valério no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com Tatto, a direção do partido não deve entrar com uma ação contra as denúncias que teriam sido feitas por Valério.
“Nem conversei com o presidente do PT (Rui Falcão). Mas, com certeza, esse assunto vai ter um tratamento corriqueiro”, disse.
Para Haddad, comportamento de réus do mensalão é imprevisível
De acordo com a Veja, Valério tem dito que Lula era o chefe do mensalão. O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, rebateu as acusações. O ex-ministro da Educação afirmou que Valério adota um “comportamento normal” às pessoas que sofrem processos dessa natureza, mas ele teme “um comportamento imprevisível” com o andamento do julgamento do mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Ainda de acordo com o petista, o empresário deve estar fragilizado perante a família, e, por isso, apresenta “recorrentemente versões diferentes”.
“Existe um comportamento normal dessas pessoas que sofrem processos dessa natureza, de apresentar cada vez uma versão diferente. Isso acontece com as pessoas mais fragilizadas, que vão mudando as versões recorrentemente. Ele (Marcos Valério) está num momento difícil”, disse haddad, depois de uma carreata na Zona Norte da cidade.
Segundo ele, as denúncias publicadas na revista não devem afetar sua campanha. “A população tem compreensão de que se alguém se desviou do rumo certo, as acusações (sobre ela) têm que ser apuradas e julgadas”, afirmou.
Para o petista, no entanto, o comportamento dos envolvidos no esquema ainda deve render polêmica. “O comportamento dos condenados será imprevisível a partir de agora, tudo pode acontecer. Tem muita coisa em jogo na vida dele: mulher, filhos, parentes. É um momento de abalo psicológico muito forte”, disse. ( GAZETA DO POVO )

setembro 8, 2012

Vergonha total: Policarpo da Veja na CPI do Cachoeira somente em Outubro!

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CPMI suspensa: convocação de Policarpo fica para outubro
Decisão de suspensão foi tomada pelos parlamentares, alegando que áudios da CPMI poderiam ser usados na eleição
A CPI do Cachoeira decidiu na terça-feira (4) suspender suas atividades até a realização do primeiro turno das eleições municipais, em 7 de outubro. A alegação para a tomada dessa decisão foi a de que havia um temor entre os parlamentares de que os depoimentos fossem usados para influenciar as eleições municipais. Com isso, a convocação do diretor da Veja em Brasília, Policarpo Júnior, fica na fila.
Apenas o deputado paranaense Rubens Bueno, líder do PPS na Câmara, protestou contra a suspensão. Ao sair da reunião, o deputado chegou a dizer que haviam “enterrado” a CPI. “A gente tem maior tranquilidade para tomar algumas decisões fora do calor das eleições. Tem eleição em todo o país e esses áudios podem ser utilizados politicamente”, tentou explicar o vice-presidente da comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP).
A suspensão dos trabalhos da CPI se deu exatamente no momento em que se esperava a convocação de Policarpo Júnior, flagrado em cerca de 200 gravações, obtidas legalmente pela Polícia Federal, com o chefe da quadrilha, Carlinhos Cachoeira.
“Poli”, como era chamado o diretor da Veja pelos integrantes do bando de Cachoeira, chegou a ser apontado pela mulher do bicheiro, Andressa Mendonça, como empregado do contraventor. A revelação foi feita pela própria mulher do contraventor, ao tentar chantagear o juiz federal Alderico Rocha Santos, responsável pelas investigações. Andressa, na tentativa e conseguir um habeas corpus para seu marido, disse ao juiz que Carlos Augusto Ramos (seu marido) tinha como empregado o jornalista Policarpo Jr. Ela disse isso para, logo em seguida, afirmar ao juiz Rocha Santos que o Policarpo tinha feito um dossiê contra ele. A idéia era chantagear o juiz para conseguir a libertação de Cachoeira. Ela foi presa e teve que pagar fiança para ser liberada.
Os personagens envolvidos diretamente com a quadrilha, entre eles o ex-senador Demóstenes Torres e o governador de Goiás, Marconi Perillo, já tinham sido ouvidos pelos parlamentares. Só faltava investigar o envolvimento do diretor da Veja com o bando da jogatina. Apesar dos esforços de alguns deputados, entre eles Miro Teixeira (PDT-RJ), de tentar impedir a convocação de Policarpo, a situação do diretor da Veja estava já insustentável. Ela piorou ainda mais depois das revelações de Andressa. Não tinha, portanto, como a CPI não investigar Policarpo.
A decisão de parar foi comunicada pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), após reunião com líderes partidários. Durante o período de recesso da CPI, o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), disse que deverá analisar os dados disponíveis para apresentar um balanço das atividades da comissão. “Nada do que nós apuramos até agora será perdido, pelo contrário. Vamos manter uma agenda de análise da documentação e uma agenda de trabalho mesmo sem as oitivas”, afirmou Odair Cunha.
Segundo o relator, o balanço das atividades da comissão, especialmente no que diz respeito às atividades econômicas da organização de Carlinhos Cachoeira, deve ser apresentado no final de setembro ou início de outubro. Questionado sobre a possibilidade de prejuízo aos trabalhos da comissão, o senador Vital do Rêgo garantiu que os trabalhos internos continuarão durante o período eleitoral e que a CPI não acabará sem resultados. “A CPI está mais viva do que nunca”, afirmou.
Vital argumenta que a Comissão obteve sucesso dentro do seu propósito original, que era investigar as relações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados. Ele explica que o próximo passo será decidir se a CPI será prorrogada e se seu escopo de investigação será estendido. ( HORA DO POVO )

setembro 1, 2012

Lamentável a Justiça (sic!) brasileira: chefe da quadrilha Civita continua à solta

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Por O ESQUERDOPATA

agosto 31, 2012

Fui derrubado por um complô entre bicheiro, Delta e Veja, diz Pagot à CPI

CPI já ouviu todos menos Policarpo
O objetivo da quadrilha era submeter DNIT para suspender fiscalização
Passando “um período triste, em que eu me sentia verdadeiramente um morto vivo, um fantasma, tenho essa brutal notícia de que um complô liderado por um contraventor e um agente de uma empresa tinham sido os responsáveis pela reportagem que gerou o afastamento e, posteriormente, a exoneração”, afirmou o ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, na CPI. Pagot se referia ao bicheiro Cachoeira, o diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, e o redator-chefe da “Veja”, Policarpo Junior.
HORA DO POVO
Matéria da Veja foi decisiva para a minha exoneração, disse Pagot
Ex-diretor do Dnit declarou na CPMI que sua saída foi um complô para favorecer a Delta
O ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, afirmou que o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, armaram um complô em conluio com a “Veja” com o objetivo de derrubá-lo da direção do órgão, por ele ter contrariado interesses da construtora em obras de vários pontos do país.
Durante depoimento à CPI do Cachoeira (CPI), na terça-feira (28), ele disse ter ficado “extremamente estarrecido com o afastamento e, depois, com a exoneração”. “Passando um período triste, em que eu me sentia verdadeiramente um morto vivo, um fantasma, tenho essa brutal notícia de que um complô liderado por um contraventor e um agente de uma empresa tinham sido os responsáveis pela reportagem que gerou o afastamento e, posteriormente, a exoneração”, assinalou.
Pagot esclareceu que foi seu currículo como tocador de obras que o fez chegar ao Dnit, convidado pelo presidente Lula. “Quando da nomeação, em 3 de outubro de 2007, [Lula] sentenciou: “Não se aflija com as adversidades. Supere a burocracia e faça as obras que o Brasil espera. Apoio você vai ter”. “Muito obrigado, presidente Lula, principalmente pelo apoio que nunca me faltou”.
OBRAS
Pagot explicou que havia irregularidades em algumas obras e a exigência do órgão em corrigir os problemas provocou o descontentamento da Delta. “Acredito que esses fatos todos, se nós agimos no interesse de preservar a qualidade das obras e o cumprimento dos compromissos, provocaram dissabores a Cláudio Abreu, o que o levou, juntamente com Cachoeira, a patrocinar uma matéria jornalística que me tirou do Dnit”, afirmou.
O ex-diretor destacou que o órgão vinha tendo alguns problemas com a empreiteira em relação à execução de obras, irregularidades que foram apontadas em vários processos levantados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e por levantamentos feitos pela rede de controle que o governo federal tinha colocado em funcionamento.
“Então, nesses levantamentos, nesses processos, nesses inquéritos, muitas vezes, fomos informados – tivemos conhecimento dos autos – de que a empresa Delta estava com problemas. No caso, por exemplo, da BR-116 no Ceará, ela tinha subcontratado uma empreiteira local sem autorização do Dnit. E nós, obviamente, abrimos um procedimento sobre isso”, relatou.
Ele acrescentou que, na BR-104, em Pernambuco, a empresa insistia em um aditivo de preços que não foi concedido. Em outra obra, no Rio de Janeiro, o Dnit tentava retirar a Delta por descumprimento de contrato. “Tínhamos um cronograma e a empresa sempre ficava dando desculpas. O que percebemos é que havia uma postergação da empresa em entrar na obra”, disse Pagot.
O ex-diretor lembrou ainda outro episódio em Mato Grosso, no qual a empreiteira usou placas de concreto fora da especificação e aquém da medida estabelecida no projeto. Segundo Pagot, Cláudio Abreu insistia em deixar a obra como estava.
VEJA
“Veja” tinha conhecimento, desde maio de 2011, ou seja, dois meses antes de iniciar uma campanha contra o então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, da associação entre Cachoeira e a Delta, porque o contraventor a revelou a seu redator-chefe em Brasília, Policarpo Jr. Cachoeira marcou um encontro de Policarpo Jr. com Cláudio Abreu, e depois disso começou a campanha, pois a empresa queria se livrar da fiscalização, que já tomara várias medidas para sanar as irregularidades.
As referências a Luiz Antonio Pagot aparecem em um telefonema entre Cachoeira e Cláudio Abreu, gravado pela Polícia Federal com autorização da Justiça:
Abreu: (…) Quem chamou?
Cachoeira: Policarpo, pô. (…) você lembra que eu te fiz umas perguntas do Pagot? Enfiei tudo no rabo do Pagot, aquela hora o Policarpo tava na minha frente. (…) o que eu plantei do Pagot aquela hora. Ele anotou tudo, viu. Uma beleza agora, Pagot tá fudido com ele.
Essa conversa ocorreu no dia 10 de maio. Numa conversa posterior, no dia 11 de julho, o Dadá, apontado como araponga do bicheiro, diz a Cachoeira: “Tem mais de um ano que o tal do Pagot tá no grampo”. O objetivo, claramente, era derrubar a cúpula dos Transportes para favorecer a Delta.
Foi exatamente o que “Veja” fez: no dia 2 de julho, ela colocou em sua versão online uma suposta denúncia de que no Ministério cobrava-se uma propina das empreiteiras de 4% do valor das obras e 5% das empresas de consultoria. Na edição impressa de 6 de julho, falava-se num suposto “mensalão do PR”, que seria recolhido pelo deputado Valdemar Costa Neto.
Em consequência da cruzada movida por “Veja”, toda a cúpula do Ministério dos Transportes foi exonerada, fato comemorado pelos integrantes da organização criminosa, como mostra outro grampo feito pela Polícia Federal, no dia 7 de julho de 2011, que revela o seguinte diálogo entre Cláudio e Carlos Cachoeira:
Cláudio: Ô Carlinhos, que saudade de receber um chamado seu, amigo!
Cachoeira: Aí, caiu Pagot, caiu Juquinha, caiu todo mundo.
Cláudio (risos): Falei que seu amigo é mais forte que Alden 40, uai.
Perguntado pelo relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT/MG), por que os membros da quadrilha comemoraram sua demissão do cargo, Pagot respondeu que não dava “vida boa” a empresas com contrato com o Dnit. “Acredito que era pela atuação que vinha tendo no Dnit. Não dava vida boa a nenhuma empresa, empreiteira, nenhum prestador de serviço”, disse.
REPORTAGEM
O ex-diretor ressaltou ainda que não renegava sua gestão e poderia prestar esclarecimentos, inclusive, em uma eventual CPI do Dnit. “Tinha esperança de haver uma CPI do Dnit para passar a limpo a autarquia, principalmente a gestão de que participei. O momento de minha saída, sem qualquer possibilidade de defesa, sobre o prisma de absoluto isolamento, minha presença à frente do Dnit não era necessária, deixei a autarquia sem ter medo do passado e sem negar a minha gestão.”
O deputado Glauber Braga (PSB/RJ) indagou se ele achava que o fato determinante para sua saída do ministério tinha sido a articulação entre o Cláudio Abreu e Cachoeira, disse: “O fato determinante foi a reportagem. Articularam, sai a reportagem; e pela reportagem, posteriormente, é tomada a decisão da exoneração. Então, o fato determinante foi a reportagem articulada por eles”.
O deputado Ronaldo Fonseca, do PR do Distrito Federal, defendeu a convocação do diretor da sucursal da revista Veja no DF, Policarpo Jr. “Está chegando a hora de nós votarmos o requerimento da vinda do senhor jornalista Policarpo aqui”, disse. O deputado afirmou na sua intervenção estar clarou que “o Sr. [Antonio] Pagot foi vítima de uma quadrilha, que o Ministro Alfredo Nascimento foi vitima de uma quadrilha, sim, senhores. E isso, para uma democracia, é um perigo. É um perigo isso”.
Na quarta-feira (29), foi a vez da CPMI ouvir o depoimento do ex-diretor da empresa rodoviária do governo de São Paulo (Dersa) Paulo Vieira de Souza, conhecido como “Paulo Preto”. Ele disse que a empreiteira Delta era responsável pelo lote 2 da Marginal Tietê, em depoimento na CPMI do Cachoeira, na quarta-feira (29). Ao ser perguntado sobre as irregularidades da Dersa em sua gestão, ele afirmou que “quem determina as diretrizes da estatal é o governador”, referindo-se ao ex-governador José Serra. Ele disse que houve dois aditamentos, de 24,9% cada um, nas obras de revitalização da Marginal Tietê. A obra continha quatro lotes na Marginal Tietê, e a Dersa licitou dois, uma delas ganha pela empreiteira Delta. De acordo com Paulo Souza, o contrato inicial da Delta era de R$ 172 milhões e foi para R$ 215 milhões com o aditivo. A Sobrenco, empresa que participava do mesmo consórcio, subiu o contrato de R$ 114 milhões para R$ 143 milhões.

E MAIS:
Cachoeira pediu audiência com Serra em 2009, revela gravação
Um diálogo travado em 2009, entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o ex-senador cassado Demóstenes Torres, gravado pela Polícia Federal com autorização da Justiça, durante as operações Vegas e Monte Carlo, e divulgado esta semana pelo site Brasil 247, revela que o contraventor e chefe da quadrilha da jogatina pediu uma audiência com o então governador tucano de São Paulo, José Serra.
“Ocê vai tá com o Serra aí hoje?”, pergunta Cachoeira. Com naturalidade, Demóstenes diz que não. “Marca uma audiência com ele”, pede o contraventor. “Vou marcar com ele e venho aqui”, atende o ex-senador. Na conversa, Demóstenes afirma ter estado na Companhia Siderúrgica Nacional, do empresário Benjamin Steinbruch. Cachoeira faz então uma brincadeira dizendo que quem gosta muito de Steinbruch é o atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Cachoeira referia-se ironicamente às notícias divulgadas na época de que Mercadante seria muito amigo de Benjamim Steinbruch. Há ainda outro diálogo em que um homem não identificado conversa com um certo Geovane, ligado ao grupo de Cachoeira, sobre o encontro com Serra.
Numa outra conversa, ainda em 2009, segundo ainda o Brasil 247, Cachoeira também liga para Demóstenes para tratar de negócios em São Paulo. O ex-senador estava no apartamento 1.105 do Hotel Meliá, no bairro do Itaim-Bibi de São Paulo. O contraventor, que fazia lobby para a Delta, pede para o senador se encontrar com um espanhol chamado Carlos Sanchez. Trata-se do chefe do Departamento de Engenharia do Metrô de Madri. Neste diálogo, Cachoeira sugere a Sanchez que entre na página da internet do Senado para reconhecer a face de Demóstenes. O espanhol, pelo tom de voz, já festeja um negócio que será “muy Bueno”. Posteriormente chegavam a São Paulo os trens espanhóis.
O atual candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, tentou, nesta quarta-feira (29), esquivar-se desse assunto. Sem conseguir despistar os repórteres, ele foi obrigado a dar explicações, ou melhor, a enrolar e não dar explicação nenhuma. Disse que não se lembrava de ter recebido do senador cassado Demóstenes Torres um pedido de reunião com o mafioso Carlinhos Cachoeira, preso em Brasília. Como de costume, ao invés de explicar, o tucano disse que quem gravou e divulgou o diálogo envolvendo seu nome, é que deveria ser investigado. O tucano, portanto, está acusando a Polícia Federal pelo fato de descobrir que Cachoeira pediu uma audiência com ele quando ele era governador de São Paulo.

Mulher de Cachoeira afirmou que Policarpo Jr, editor-chefe da “Veja” era empregado do contraventor, diz juiz

O juiz Alderico Rocha afirmou que Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, falou para ele que Policarpo Jr., editor-chefe da revista Veja em Brasília, foi empregado do bicheiro e recebia para fazer “serviços” para ele, informou o R7. As informações teriam sido passadas ao juiz quando Andressa o visitou na sede da Justiça Federal, em Goiânia, para pedir que o marido fosse solto.
Segundo o portal, Rocha confirmou as informações ao R7. “A sra. Andressa falou que seu marido Carlos Augusto tem como empregado o jornalista Policarpo Jr., vinculado à revista Veja, e que este teria montado um dossiê contra a minha pessoa”, afirma um trecho do ofício encaminhado pelo juiz ao Ministério Público Federal, ao qual o “Jornal da Record” teve acesso.
“Ela me perguntou se eu conhecia Policarpo, jornalista da Veja. Eu disse que não conhecia não, mas já tinha ouvido falar. Então ela disse assim: Sabia que ele trabalhou durante certo tempo para meu marido, Carlinhos? Durante um tempo o Carlinhos pagou ele para que fizesse uns serviços”, contou Rocha. ( Portal Imprensa )

agosto 29, 2012

Deputado adverte CPI a não encobrir crimes de Veja & Cachoeira

Fernando Ferro estranha “pacto de silêncio”
“Não se pode proteger delinquência jornalística praticada em parceria com o crime organizado”
Em discurso no plenário da Câmara Federal, na terça-feira, o deputado Fernando Ferro (PT-PE) revelou seu “estranha-mento” com o “pacto de silêncio” na CPMI do Cachoeira para convocar o diretor da revista Veja, Policarpo Júnior, flagrado pela Polícia Federal em conluio com Cachoeira e a máfia da jogatina. “Sob o discurso de liberdade de imprensa, vemos uma proteção a uma delinquência jornalística, em parceria com o crime organizado. Não há outro nome”, denunciou o deputado.
HORA DO POVO
Acobertar Policarpo é que fere a liberdade de imprensa, diz Ferro
Deputado condena “proteção a uma delinquência jornalística, em parceria com o crime organizado” e cobra da CPMI do Cachoeira que o convoque
Em discurso no plenário da Câmara Federal, na terça-feira (21), o deputado Fernando Ferro (PT-PE) revelou seu “estranhamento” com o “pacto de silêncio” na CPMI do Cachoeira para convocar o diretor da revista Veja, Policarpo Júnior, flagrado pela Polícia Federal em conluio com Cachoeira e a máfia da jogatina. “Sob o discurso de liberdade de imprensa, vemos uma proteção a uma delinquência jornalística, em parceria com o crime organizado. Não há outro nome”, denunciou o deputado.
Para Fernando Ferro, “as recentes informações dando conta de que a namorada do Sr. Carlos Cachoeira ameaçou um juiz com um dossiê produzido pelo jornalista Policarpo Junior revelam a extensão do problema e a ousadia desse grupo mafioso”. “Sim, porque é uma prática da máfia, de grupos criminosos, perigosos e altamente articulados a feitura de dossiês para chantagear juízes – dossiês produzidos por jornalistas a serviço de criminosos, como o Sr. Carlos Cachoeira”, acrescentou.
O deputado conclamou os parlamentares da CPMI a investigarem as íntimas ligações de Policarpo Júnior com Cachoeira e a máfia da contravenção goiana. “Apelo, então, para os parlamentares que participam da CPMI no sentido de que convoquem o Sr. Policarpo e o Grupo Abril, para que falem sobre suas relações com Carlinhos Cachoeira. Isso será muito bom para a democracia e para desmascarar certo tipo de jornalismo que faz associação com o crime organizado para promover dossiês, ameaças e escândalos, como temos visto ocorrer neste país”, disse. O requerimento seria apresentado pelo deputado Dr. Rosinha (PT-PR) depois da elaboração de um extenso relatório mostrando detalhes da associação criminosa de Policarpo com Cachoeira.
Em reunião reservada de petistas e peemedebistas, realizada na casa do líder do PT, Jilmar Tatto, na semana passada, tentou-se chegar a um acordo para que a comissão convocasse Policarpo Jr., mas, por interferência direta de Michel Temer, vice-presidente da República, a bancada peemedebista recusou-se a apoiar a convocação. Em discurso, Jilmar Tatto reafirmou sua opinião de que a comissão tem a obrigação de convocar o jornalista, “que usou sua profissão e a revista para se aliar ao crime organizado e prejudicar seus alvos, como o deputado Jovair Arantes [PTB-GO]”. Tatto se referia às revelações, feitas pela revista Carta Capital, de que Policarpo Jr. foi flagrado pela Polícia Federal “encomendando” a Cachoeira um grampo sobre o deputado da base governista.
“Tenho fé que essa comissão vai convocá-lo [Policarpo], para que explique sua relação com o crime organizado, com Carlinhos Cachoeira, com o ex-senador Demóstenes. Portanto, espero com muita paciência. Espero que nós não tenhamos medo. Tivemos coragem de convocar senadores. Espero que não tenhamos medo de convocar um jornalista, ou melhor, um pseudojornalista”, salientou Tatto.
Fernando Ferro fez uma advertência de que esse “silêncio” pode gerar outra dúvida: “Será que existem deputados ou senadores da CPMI ameaçados por dossiês do Cachoeira?”. Para o deputado, ao se recusarem a convocar Policarpo, “eles estão dando claramente sinais de que ou têm medo ou são cúmplices desses delinquentes”. Na avaliação de Ferro, isso é extremamente preocupante. “Sugiro ao presidente da CPMI que inquira, que pergunte se está havendo alguma chantagem contra algum desses parlamentares”, completou.
O deputado pernambucano lembrou que, por muito menos, na Inglaterra foi aberto um processo que culminou no fechamento de um jornal de grande expressão daquela nação devido a problemas de espionagem política patrocinada por esquemas que utilizaram jornalistas.
Apesar das provas comprometendo Policarpo com a quadrilha de Cachoeira, a comissão priorizou outros requerimentos apresentados durante o encontro – como a reconvocação do bicheiro e a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônicos de Andressa Mendonça, mulher do contraventor. A cúpula da polícia de Goiás – delegada-geral da Polícia Civil do estado, Adriana Sauthier Accorsi, e o comandate-geral da Polícia Militar, Edson Costa Araújo – também foram convocados.
O silêncio dos integrantes da quadrilha, convocados para depoimento à CPMI do Cachoeira, e a blindagem feita em torno de Policarpo Jr, reforçou a tese sustentada pela procuradora Léa Batista da existência de um “código de silêncio” que protege a organização. “A quadrilha age de forma articulada e unitária, onde ninguém entrega ninguém e todos são protegidos pelo chefe Carlos Cachoeira”, enfatizou o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG).
Nesta terça-feira (28), a CPMI deverá ouvir os depoimentos do ex-diretor do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Antonio Pagot. Ele foi uma das vítimas de dossiê de Cachoeira e Policarpo. A revista Veja publicou matérias contra o ex-diretor que resultaram na sua demissão. Áudios da PF gravados com autorização da Justiça mostram Cachoeira comemorando a saída de Pagot e outros dirigentes do Ministério dos Transportes. Além disso, o bicheiro admite que articulou com Policarpo os ataques ao ex-diretor do Dnit.
Segundo Pagot, os ataques a ele eram uma retaliação por ter cobrado da Delta o cumprimento dos contratos assinados com o órgão. Na quarta-feira (29), deverá ser ouvido o dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish.

agosto 25, 2012

Procuradora depõe e relata a proximidade entre Policarpo da Veja e o chefe do crime organizado

Em depoimento na terça-feira à CPMI do Cachoeira, a procuradora da República que trabalhou na Operação Monte Carlo, Lea Batista, confirmou a proximidade encontrada entre o redator-chefe da Veja, Policarpo Jr, e Cachoeira.
HORA DO POVO
Procuradora confirma que investigações indicaram proximidade de Policarpo com Carlinhos Cachoeira
Em depoimento na terça-feira (21) à CPMI do Cachoeira, procuradores disseram que a “máfia” tinha proximidade com Policarpo Júnior, diretor e chefe da sucursal da revista Veja em Brasília. A procuradora da República que trabalhou na Operação Monte Carlo, Lea Batista, confirmou que as investigações sobre a organização criminosa apontaram a proximidade entre ele e o chefe da quadrilha. “As investigações indicam alguma proximidade sim”, disse ela. “Indicam vários contatos do chefe da organização com o jornalista”, acrescentou.
Os procuradores da República em Goiás, Léa Batista de Oliveira e Daniel Rezende, reafirmaram que a organização criminosa tem caráter mafioso e cooptou agentes do Estado para manter suas atividades. “O certo é que a operação revelou uma máfia, uma sociedade bem estruturada, mais lucrativa que uma grande empresa. Um grupo profissionalizado, estável, permanente e habitual, montado para o cometimento de crimes de natureza grave. A sua existência por mais de uma década foi suficiente para montar uma estrutura estável e entranhada no seio do Estado”, disse Léa Batista.
“Uma organização criminosa armada, complexa e com característica mafiosa. O principal traço dessa organização é o código do silêncio orquestrado. A postura dessa organização criminosa, decorrente de um código de silêncio, é típico das organizações criminosas com objetivo de escudar a organização e seus membros. O código está bem claro aqui na CPI e na Justiça Federal”’, acrescentou a procuradora.
Léa Batista relatou também que foi vítima de algumas tentativas de intimidação e indicou que apenas ações de repressão aos lucros da organização criminosa poderão desmantelar a quadrilha.
A procuradora disse que recebeu e-mails anônimos com ameaças e que, no fim do mês passado, uma mulher tentou entrar no apartamento dela às 5h45m, mas foi barrada pelo porteiro do prédio. Além disso, ainda segundo a procuradora, o carro que ela usa foi marcado com tinta spray, levantando a suspeita de que poderia ser alvo de um atentado.

agosto 22, 2012

‘Policarpo precisa explicar à CPI por que se aliou ao crime organizado’, diz Jilmar Tatto

O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), criticou a não convocação de Policarpo Júnior, chefe de redação da Veja, para depor na CPMI do Cachoeira. “Não se trata de politizar, condenar imprensa, mas se trata de entender o que esse pseudojornalista fez. Ele está usando inteligência, profissão e meio de comunicação para se aliar ao crime organizado e fazer matérias para prejudicar esse ou aquele, e falo de todos os partidos”, disse Tatto.
HORA DO POVO
Tatto: CPI tem que apurar a aliança de Policarpo com um contraventor
Líder do PT diz que a investigação da PF flagrou diretor de Veja em 73 gravações
O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), criticou a não convocação de Policarpo Júnior, diretor da sucursal DF da revista Veja, para depor na CPMI do Cachoeira, até agora, após as evidências de seu envolvimento com o contraventor.
“Há uma espécie de acordo para não botar em pauta a convocação do Policarpo Júnior, apesar de todos os indícios apontados em mais de 73 gravações da Polícia Federal que mostram a relação direta com o crime organizado do Carlos Cachoeira em diálogos não republicanos”, afirmou Jilmar Tatto.
O deputado disse que a CPI tem a obrigação de convocar Policarpo “que usou sua profissão e a revista para se aliar ao crime organizado e prejudicar seus alvos, como o deputado Jovair Arantes (PTB-GO)”. “Tenho fé que essa comissão vai convocá-lo, para que explique sua relação com o crime organizado, com Carlinhos Cachoeira, com o ex-senador Demóstenes. Portanto, espero com muita paciência. Espero que nós não tenhamos medo”, acrescentou.
De acordo com o líder petista, a tese da liberdade de imprensa, justificada pelos defensores da não convocação de Policarpo, não se sustenta. “Não se trata de liberdade de imprensa ou democratização dos meios de comunicação. Estamos falando de um senhor que atravessou o rubicão (pessoas que tomam decisão arriscada de maneira irrevogável) ao aliar-se ao crime organizado”, sentenciou o deputado. “Não se trata de politizar, condenar imprensa, mas se trata de entender o que esse pseudojornalista fez. Ele está usando inteligência, profissão e meio de comunicação para se aliar ao crime organizado e fazer matérias para prejudicar esse ou aquele, e falo de todos os partidos”, denunciou Tatto.
Os deputados membros da CPMI, Emiliano José (PT-BA) e Dr. Rosinha (PT-PR), também condenaram o fato de integrantes da comissão se recusarem a votar o requerimento que pede a convocação do diretor de Veja. “Criou-se uma casta de intocáveis na CPI. Podemos convocar deputados e governadores, mas não jornalistas envolvidos com o crime organizado”, afirmou o Dr. Rosinha, responsável por um extenso relatório que incrimina Policarpo.
Dr. Rosinha, autor do requerimento de convocação do diretor da revista, disse que existe intimidação por parte de “alguns” que utilizam a retórica de cerceamento para não convocá-lo. “Será que jornalista é protegido constitucionalmente? Não pode depor em lugar nenhum, mesmo quando suspeito de ter cometido um crime?”, questionou. De acordo com o parlamentar, a comissão não pode ficar protelando esse depoimento com o argumento de proteção da mídia.
Para o deputado e jornalista Emiliano José (PT-BA), a comissão precisa responder de maneira isonômica ao caso. “Será que a CPMI vai fechar os olhos para os crimes praticados pelo diretor da sucursal da revista Veja, Policarpo Júnior, ou vai atuar de forma isonômica?”, indagou. “A questão que está posta no caso do jornalista Policarpo Júnior é se a comissão tem condições de analisar o crime de maneira igual ou se o que se chama de instituição jornalística pode praticar crime impunemente ou, ainda, se vamos olhar esses crimes como se nada estivesse acontecendo?”, destacou.

E MAIS:

Barbosa dá liminar para tesoureiro de Marconi Perillo e assalariado de Cachoeira ficar calado na CPMI
O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus na segunda-feira (20) para que o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), Jayme Eduardo Rincón, permaneça em silêncio durante seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
As investigações da Polícia Federal mostram que o ex-tesoureiro da campanha eleitoral de Marconi Perillo ao governo do Estado em 2010 recebeu “grandes importâncias de dinheiro (na ordem de R$ 1,4 milhão) por ordens diretas de Carlinhos Cachoeira”, e que ele é “homem de confiança do governador Marconi Perillo”. O depoimento de Rincón está marcado para esta quarta-feira (22).
Rincón já tinha sido convocado para depor por duas vezes, mas alegou problemas de saúde para faltar à CPMI. Outro que será ouvido no mesmo dia é o ex-corregedor da Polícia Civil de Goiás, Aredes Correia Pires.
Nesta terça-feira (21) estão marcados os depoimentos dos procuradores Daniel Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, responsáveis pela denúncia contra Cachoeira. Recentemente, a procuradora Lea Batista denunciou ter sofrido ameaças da quadrilha.

agosto 10, 2012

CPI vota na terça a convocação de jornalista da revista Veja Policarpo Jr. e de procurador Roberto Gurgel

Veja e procurador-geral têm muito a falar sobre relações com Cachoeira
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou, ao debater com parlamentares, na quarta-feira, que colocará em votação na próxima reunião administrativa da comissão – marcada para terça-feira – o requerimento de convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e de Policarpo Jr., redator-chefe e diretor da Sucursal de Brasília da revista Veja, acusado de fazer parte de uma associação criminosa com o contraventor Carlos Cachoeira. ( HORA DO POVO )
Vital garante pôr em votação na CPI convocação de Poli e Gurgel
Presidente da comissão garantiu que vai colocar os requerimentos em votação nesta terça-feira
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou, ao debater com parlamentares, na quarta-feira (8), que colocará em votação na próxima reunião administrativa da comissão o requerimento de convocação de Policarpo Jr., redator-chefe e diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, acusado de fazer parte de uma associação criminosa com o contraventor Carlinhos Cachoeira. A reunião administrativa deverá acontecer na terça-feira da semana que vem, dia 14 e agosto.
Além da decisão sobre a convocação de Policarpo, serão analisadas também a convocação do procurador-geral, Roberto Gurgel, e do dono do Grupo Abril, responsável pela publicação da revista, Roberto Civita.
A necessidade da convocação de Policarpo cresceu bastante depois que a mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, mostrou uma grande proximidade com o jornalista de Veja, numa tentativa de chantagear o juiz titular, Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Federal de Goiânia, responsável pelo processo aberto a partir da Operação Monte Carlo. Ela disse ao juiz que seu marido tinha contratado Policarpo Jr. para montar um dossiê contra o magistrado. Segundo Andressa, o dossiê seria publicado pela revista Veja, caso ele não soltasse Cachoeira. “Doutor, tenho algo muito bom para o senhor. O senhor conhece o Policarpo Júnior? (que nos áudios é tratado pela quadrilha por “Poli”). O Carlos contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o Carlos, não vamos soltar o dossiê”, disse Andressa.
Desmascarada, a revista (depois de uma semana) tentou tirar o corpo fora, alegando que não tinha nada com isso e que “não publica dossiês”, mas na mesma matéria do último fim de semana, ela não consegue negar, com a mesma ênfase, que o seu diretor, Policarpo Jr., tivesse feito o dossiê. Somente no último parágrafo de uma matéria na página 82, ela repete a conversa fiada de que as relações de Policarpo – com mais de 200 ligações telefônicas detectadas pela PF com Cachoeira e membros da quadrilha – eram apenas uma relação de jornalista e fonte.
Já o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tão zeloso e intrépido nas acusações aos integrantes do Partido dos Trabalhadores e do governo Lula, terá que explicar por que acobertou os crimes do então senador do Dem, Demóstenes Torres, por quase um ano.
As ligações de Demóstenes e Cachoeira já haviam sido fartamente reveladas pela Operação Vegas da Polícia Federal. Não havia dúvida, como ficou provado depois, que Demóstenes era integrante da quadrilha. Mas o procurador-geral engavetou a investigação da Polícia Federal (PF), atrasando o processo contra a quadrilha. Em depoimento à CPI, o delegado da PF que comandou a Operação Vegas, Raul Alexandre Souza, disse que foram detectadas as ligações entre Cachoeira e Demóstenes e os resultados da operação e da investigação foram ignorados por Gurgel.
Alexandre Souza enviou em setembro de 2009 um pedido para que Gurgel investigasse Demóstenes Torres, por graves suspeitas de envolvimento com o esquema do contraventor. O procurador só pediu abertura de inquérito contra o senador no Supremo Tribunal Federal (STF) em 27 de março de 2012, depois que o conteúdo das ligações entre o senador e Cachoeira já havia sido revelado ao público.
A frágil explicação de Gurgel para justificar a não denúncia de Demóstenes foi que não havia indícios contra o parlamentar. O pretexto caiu por terra quando os fatos vieram à tona. Aberta a Operação Monte Carlo, ficou provado que Gurgel estava acobertando o senador goiano. Com o vazamento das ligações, Demóstenes acabou perdendo o mandato parlamentar, cassado por 56 votos dos senadores, 19 contra e 5 abstenções. Gurgel deverá comparecer à CPI para mostrar os verdadeiros motivos que o levaram a retardar as investigações contra os parlamentares envolvidos com os crimes de Cachoeira.
O debate sobre as convocações na comissão envolveu os deputados Miro Teixeira (PDT-RJ), Domingos Sávio (PSDB-MG) e o senador Fernando Collor (PTB-AL). O deputado tucano interviu para tentar evitar que o procurador fosse convocado. Segundo ele, as funções de Gurgel não aconselhavam que ele fosse convocado. Já Fernando Collor insistiu que o procurador compareça para se explicar. “Ele não pode ter o receio das perguntas que aqui serão feitas”, disse o senador. Miro Teixeira, que tem se destacado na defesa de Veja, evitou falar em favor da revista na sessão.

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