ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

maio 31, 2013

ONU coloca Frente al-Nusra, aliada da Al_Qaeda contra governo da Síria, na lista negra das organizações terroristas

O grupo armado sunita Jabhat al-Nusra, vai ser incluído na lista de sanções das Nações Unidas, ficando sujeito a um embargo de armas e ao congelamento de bens. A decisão, tomada pelo comité do Conselho de Segurança que acompanha as sanções contra a al-Qaida, deverá ser oficialmente publicada ainda durante esta sexta-feira.
A diplomacia norte-americana junto das Nações Unidas confirmou que nenhum dos 15 membros do Conselho de Segurança levantou objeções à inclusão do grupo Jabhat al-Nusra nesta lista, dentro do período de contestação.

Não foi revelado o que poderá suceder agora se a al-Nusra vier a receber armas, por exemplo, da Grã-Bretanha ou de França, no âmbito do levantamento do embargo de armas aos rebeldes decidido pela União Europeia.

Em abril deste ano, o líder da Frente al-Nusra jurou fidelidade ao líder da al-Qaida, Ayman al Zawahri, sendo na qualidade de alias da organização terrorista no Iraque que a Frente é incluída na lista da ONU.

O grupo ganhou notoriedade nos últimos meses na guerra da Síria, onde se afirma como o grupo rebelde mais eficaz e organizado da rebelião contra o governo do Presidente Bashar al-Assad e também um dos mais ferozes e sanguinários.

Assume responsabilidade por ataques bombistas em Damasco e em Aleppo e tem combatentes em diversas brigadas rebeldes.

Grupo terrorista

O al-Nusra é liderado por Muhammad al-Jawlani, designado “terrorista global” pelo Departamento de Estado norte-americano no dia 16 de maio, ficando dessa forma sujeito a sanções norte-americanas. Em dezembro de 2012 a Frente já havia sido considerada uma organização terrorista pela administração americana

A Síria pediu às Nações Unidas para a al-Nusra ser designada uma nova organização terrorista mas esbarrou na oposição da Grã-Bretanha e da França, de acordo com fontes diplomáticas sob anonimato. Britânicos e franceses mostraram-se relutantes em aceitar as provas apresentadas quanto ao terrorismo.

“Havia fortes indícios de que a informação que conseguiram foi obtida em interrogatórios, o que na Síria significa tortura,” afirmaram os diplomatas.

As sanções agora impostas à Frente são as mesmas, seja como aliada da al Qaida ou como grupo terrorista.

RTP

Paulo Sérgio Pinheiro: “Apenas uma minoria entre os ‘rebeldes’ sírios acalenta sonhos democráticos genuínos”

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Que país desejam criar os rebeldes sírios?
São poucos os rebeldes que partilham os valores democráticos e querem viver num Estado laico. O anúncio foi feito pelo chefe da Comissão da ONU para a Investigação de Eventuais Violações de Direitos Humanos na Síria, Paulo Sérgio Pinheiro, que na próxima semana, apresentará mais um relatório. “Eles têm aspirações diferentes. Os lutadores pela democracia que realmente acreditam na opção ideal – o Estado laico, Estado para todos, constituem a minoria”, constata.
Enquanto isso, o vice-presidente do comitê de solidariedade com os povos da Síria e da Líbia, Israel Shamir, qualifica a declaração do alto responsável da ONU como um sinal positivo:
“É bom estar surgindo a compreensão do cenário real das coisas naquele país. Como é natural, entre os oponentes do regime há pessoas que se manifestam a favor da democracia, dos direitos humanos e liberdades cívicas. Mas a atual crise colocou no primeiro plano os que se encontram longe do objetivo de transformações democráticas. No meio deles há ainda bandidos, ladrões e mercenários, bem como extremistas islâmicos, preparados pela Arábia Saudita e Qatar. Os autênticos oposicionistas, que tinham criticado o regime ainda antes da crise, chamados de “oposição interna”, se solidarizam com a ideia de diálogo. Mas a “oposição externa” não leva a sério suas intenções e os propósitos que advogam.
Muitos peritos indicam que os rebeldes que preconizam a intenção de edificar um regime democrático na Síria têm para tal sobejas potencialidades. Sob seu controle se encontram algumas zonas do país, por exemplo, uma região na fronteira com a Turquia. Ali também é possível estabelecer as normas de vida democráticas, realizar eleições autárquicas e fazer outros procedimentos necessários. Todavia, das regiões ocupadas pela oposição armada, chegam até nós vídeos sobre as “limpezas étnicas”, punições públicas e massacres.
Um representante da oposição, membro da Coligação Nacional, Ahmad Kamil, divulgou, em entrevista à Voz da Rússia, que o seu partido cuidará da questão de direitos do homem logo depois da vitória:
“Quando derrubarmos o regime criminoso, vamos proceder ao combate à violação dos direitos do homem. Vamos investigar os crimes cometidos nesse domínio, e até interrogar as pessoas que pegaram em armas para se proteger. Vamos levar tudo isso conta quando chegarmos ao poder”.
Peritos, duvidam, contudo, quanto à sinceridade de tais intenções. Não é segredo que o fulcro da Coligação Nacional tem sido constituído por Irmãos Muçulmanos, cuja eventual subida ao poder não será assinalada pelo “florescimento da democracia”.
Israel Chamil, em contacto permanente com as pessoas que viveram em territórios ocupados pelos rebeldes, numa espécie de protótipo da nova Síria, admite:
“As declarações de os rebeldes terem estabelecido ou estarem instaurando ali um regime democrático ou as leis de sharia não correspondem à verdade. É mentira. As pessoas que ali viveram por algum tempo relatam que os insurretos praticam atos de pilhagem, roubam tudo que podem roubar e depois levam as coisas roubadas para a Turquia. Por isso, trata-se de saques típicos e banais. Quando querem castigar alguém, costumam agir à margem da lei islâmica sob a capa de justiceiros. Para dizer verdade, eu não partilho os receios da ONU acerca da alegada instauração de leis islâmicas no caso do derrubamento de Assad. As leis de sharia se baseiam num determinado quadro jurídico. Nem todos os sírios gostariam de viver ao abrigo dessa lei, mas viver sob estas normas rígidas é possível. O problema se prende com o banditismo comum”.
Seria, realmente, muito difícil imaginar que os assassinos de ontem, bandidos e ladrões, quando chegarem ao poder, se tornarão de repente autênticos defensores de valores democráticos e direitos humanos.
Andrei Ontikov

VOZ DA RÚSSIA

maio 17, 2013

Canibalismo de terroristas na Síria horroriza o mundo

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , , , , , — Humberto @ 4:55 pm

Atrocidades de mercenários armados, treinados e financiados pelo governo dos EUA, mostram a real face odienta da intervenção estrangeira

Canibalismo explícito é a mais recente revelação da barbárie que envolve os mercenários que a CIA recrutou para tentar derrubar o presidente sírio, Bashar Al Assad.

O vídeo, filmado e distribuído pelos terroristas, mostra o chefe de um dos bandos armados, Abu Saqar, apelido de guerra de Khalid Al Hamad, que comanda a Brigada Farouk, (segundo o articulista Alex Jones, em matéria postada no site Infowars.com, um dos maiores destacamentos dos meliantes que fazem seus atentados e massacres na região de Homs), corta o cadáver de um soldado sírio, arranca do seu peito algo que pode ser o coração e o leva a boca, enfiando os dentes no órgão.

Ao fundo, asseclas de Hamad esbravejam Allah U Akbar! Allah U Akbar! (Deus é grande).

O mundo inteiro reagiu horrorizado. Nem os que fingiam não saber o que está escancarado (ou seja, que os bandos que atuam na Síria não têm nada de oposição e são pura e simplesmente mercenários a soldo da CIA, jogo aberto pelos principais jornais norte-americanos, Washington Post e NYT, entre outros), puderam se omitir.

A comissária de Direitos Humanos da ONU, Navy Pillay (longe de ser uma defensora do governo Assad), foi das primeiras a se manifestar, exigindo que “os grupos armados de oposição coloquem um fim as tais crimes”.

Na mesma linha, Nadim Houry, diretor para o Oriente Médio do Human Rights Watch, uma das mais notórias organizações que defendem os bandos armados, declarou que tal vídeo retrata “um crime de guerra” e que “a oposição deve fazer tudo para deter tais crimes”.

No dia 15 de abril, a imprensa inglesa (The Mail e The Independent) denunciou outro rebelde e divulgou sua foto informando que ele estava moqueando numa churrasqueira uma cabeça de um piloto de helicóptero do exército sírio.

Repórteres da revista Time, divulgaram entrevista na qual o chefe daqueles que a mídia apelidou de “rebeldes” assume que é ele próprio que pratica canibalismo no vídeo. O jornal The Independent ainda teve a cara de pau de elaborar uma matéria vergonhosa na qual tenta usar o horror contra o governo sírio. Dá voz ao meliante, reproduz declarações do criminoso dizendo que no começo era um cara muito legal e até mesmo contra a violência e que virou aquele animal que aparece no vídeo depois de assistir a matanças e estupros pelo exército sírio.

MASSACRES E CEVÍCIAS

Acontece que as atrocidades são muitas, órgãos com razoável dose de visibilidade e reconhecimento, como o Rússia Today, já divulgaram outras cevícias que os próprios terroristas se comprazem em filmar.

Para quem tem estômago vai o link de três desses vídeos, aquele em que o terrorista Saqar pratica canibalismo – http://www.youtube.com/watch?v=8EL4fgguGZo -, um outro divulgado pelo site, Syrian Truth, em que dois cidadãos sírios são espancados e depois decapitados em praça pública (24/4/2013) – http://www.youtube.com/watch?v=Z4PhtWS3TCs – e ainda um que foi postado pelo Rússia Today, onde crianças choram e denunciam a morte de outras crianças pelos terroristas recém desalojados em Hama, em meados do ano passado: http://www. youtube.com/watch?v =R0gvkzYxVVs&feature
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Aliás, na mesma entrevista concedida por Saqar ao Time, o mercenário não só assume seu canibalismo como acrescenta: “Eu tenho outro vídeo que enviarei. Nele eu pico um miliciano pró-governo com um machado. O machado que é usado para cortar árvores. Eu o piquei em pedaços pequenos e outros maiores”.

A imprensa europeia também retratou a indignação generalizada com a ação dos bandos de criminosos que a mídia do Império e vassalos se referem como “opositores”. Exemplo disso foi a Rádio Norueguesa Osten que revelou o espanto e a repulse: “é doloroso que no Ocidente venhamos a descobrir que se apoia um bando de bárbaros sob o pretexto de defesa da democracia, e o mais importante, criam estas cenas horríveis e dolorosas usando o Islã como pano de fundo”.

O também norueguês Dagbladet, escreveu, assim que as cenas de horror se espalharam pela Internet, que “o vídeo exibe o extremo barbarismo dos terroristas armados sírios, fatos bastante abafados pela mídia no Ocidente”.

BOMBA

De forma quase simultânea, uma bomba explodiu em uma cidade ao Sul da Turquia, matando 51 pessoa e ferindo outras 100. Tudo com cara, jeito e timing de ação provocatória da CIA. Desta vez, o Los Angeles Times não se sentiu à vontade para silenciar e afirmou que as bombas no final de semana passado “galvanizaram a oposição turca contra o declarado apoio aos rebeldes sírios sob o medo de que a Turquia seja arrastada para o sangrento conflito do outro lado da fronteira”.

“O resultado direto da política do governo com relação à Síria é que o caos instalado lá já está chegando aqui”, afirmou no dia 13, Faruk Logoglu, vice-presidente do principal partido de oposição, o Partido Republicano do Povo, em visita a Rihaniya, a cidade atingida pelo atentado.

Aliás, a mesma Navy Pillay, comissária de DH da ONU, que condenou agora os crimes já havia declarado em junho do ano passado, quando vídeos contendo massacres pelos mercenários como o que já comentamos em Hama que estes atos “constituem crimes de guerra, crimes contra a Humanidade” e ainda que “as forças opositoras não devem se iludir de que são imunes de julgamento”.

Apesar de tudo isso, a sugestão de que a cúpula dessa corja – o Conselho Nacional Sírio, montado pelos EUA, com um americano naturalizado à testa, Ghassan Hitto, que não pisa solo sírio a mais de três décadas, é americano naturalizado e dirige a IT Technologies, no Texas – seja “legítimo interlocutor” e até venha “possivelmente” a “representar a Síria em um processo de transição política, na Liga das Nações, digo, ONU”.

NATHANIEL BRAIA – HORA DO POVO

março 8, 2013

Mercenários dos EUA na Síria sequestram 20 soldados da ONU

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Um grupo de terroristas que integra o bando de agressores armados, financiados e treinados pela CIA com o objetivo de derrubar o presidente sírio, Bashar Al Assad, sequestrou 20 observadores da ONU nos Altos do Golã, na fronteira da Síria com Israel, na quarta, dia 6, informou uma fonte oficial da organização internacional.

O porta-voz adjunto da ONU, Eduardo del Buey, indicou a jornalistas que a missão do organismo “informou na quarta-feira que aproximadamente 30 bandidos detiveram e capturaram 20 capacetes azuis”.

Diante disso, Buey afirmou que o Conselho de Segurança da ONU “condenou firmemente” a captura, acusando os criminosos e exigiu sua libertação “imediata e sem condições”.

‘’Os observadores da ONU estavam desenvolvendo uma missão de apoio normal e foram detidos perto do posto de observação 58″, que sofreu danos no final de semana por intensos combates, detalhou Del Buey ao informar sobre a captura.

Os terroristas afirmaram que manterão os reféns sequestrados até que as forças do presidente Bashar al-Assad abandonem uma aldeia próxima a Yumla onde houve intensos enfrentamentos três dias atrás, provocados pela tentativa de ocupação dos grupos de fora da lei.

A prisão dos observadores foi anunciada em um vídeo dos mercenários publicado na internet e, na quarta-feira, as capturas foram confirmadas pela ONU.

Enquanto isso, o governo de Israel, reconhecendo seu envolvimento com os terroristas, disse que não permanecerá “de braços cruzados “vendo que o conflito sírio se propaga pela região da Golã”.

O atual presidente do Conselho de Segurança da ONU, representante da Rússia, Vitaly Churkin, falou em nome dos integrantes do CS da ONU para denunciar a ação dos terroristas e exigir a soltura imediata dos soldados a serviço da ONU. Estes soldados fazem parte de acordos anteriores entre a Síria e Israel (após a Guerra do Yom Kipur – de 1973) criando uma zona desmilitarizada na região do Golã; uma nesga de terra que passou a ser ocupada pela ONU na fronteira dos dois países.

Vitaly Churkin dirigiu-se aos EUA e países que seguem a política de agressão à Síria para dizer que “os lados que apóiam a atividades destes bandos estão jogando um jogo muito perigoso”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também denunciou a detenção dos soldados da entidade e exigiu sua soltura imediata. Uma equipe da ONU já está na região para avaliar a situação e buscar uma saída.
( HP )

dezembro 14, 2012

Novo plano de invasão contra a Síria

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , , , — Humberto @ 1:14 pm

REDE VOLTAIRE
A França, o Reino Unido, Israel e o Catar preparam um enésimo plano de ingerência na Síria. À volta de 6 000 jihadistas, 4 000 de entre eles provenientes do Líbano, poderiam atacar a qualquer momento o bairro residencial de Mazzeh, a sul de Damasco, onde se acham numerosas embaixadas e residências de altos responsáveis civis e militares. Orquestrar-se-ia além disso um incidente com armas químicas no outro extremo do país como meio de agravar a tensão. O cenário inclui um general traidor que afirmaria ter tomado o controlo do poder e que pediria ajuda aos ocidentais, justificando assim uma intervenção militar estrangeira sem mandato da ONU. Várias tentativas de golpe de Estado militar foram orquestrados já pelos ocidentais ao longo de 2012. Todos fracassaram e nada permite crer que desta vez possa suceder o contrário.
O tempo esgota-se para os países que se opõem à aplicação do plano de paz de Genebra, concluído entre os Estados Unidos e a Rússia, já que o ditoplano, que deve ser apresentado ao Conselho de Segurança da ONU em fevereiro de 2013, ou seja precisamente depois da confirmação da nova administração Obama por parte do Senado norte-americano. Isso implica que todo o tipo de novas intentonas anti-governamentais preparadas no exterior tenham que produzir-se durante os dois próximos meses.
Ignora-se ainda como reagirão a Rússia e o Irão ante a nova operação contra a Síria. O presidente russo Vladimir Putin declarou que está pronto para defender a Síria «até às ruas de Moscovo», ou seja que está disposto a entrar em guerra. Pela sua parte, o Irão assinalou sempre que a Síria faz parte da sua linha de defesa e, por conseguinte, que não a deixará só. Ainda que estas declarações fossem como palavras ao vento, ao tomar a iniciativa de iniciar uma intervenção militar contra a Síria, os governos da França, Grã- Bretanha, Israel e Catar estariam a arriscar-se a provocar um incêndio generalizado na região.

Tradução Alva

dezembro 6, 2012

Estratégia arriscada para a Palestina, por Thierry Meyssan

Arquivado em: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 4:17 pm

Assembleia geral das Nações Unidas concedeu à Palestina « o estatuto de Estado observador não membro » tendo em vista contribuir « para a solução prevendo dois Estados, com um estado palestiniano independente, soberano, democrático, num território próprio e viável vivendo em paz e segurança lado a lado com Israel, na base das fronteiras anteriores a 1967 ».
A resolução foi adoptada por 138 votos a favor, 41 abstenções e 6 votos contra, entre os quais os dos Estados-Unidos e Israel.
Esta votação, seguida de longos aplausos na sala, foi celebrada com total euforia nos Territórios ocupados, tanto na Cisjordânia como na faixa de Gaza. Enquanto o Primeiro-ministro israelita e a secretária de Estado dos EU deploravam esta decisão. Tudo parece pois claro e as agências de imprensa podem evocar uma «formidável vitória diplomática dos Palestinianos ».
No entanto, olhando mais de perto, nada é o que parece. O resultado da votação mostra que os Estados-Unidos e Israel fizeram os mínimos. Eles não mobilizaram os seus aliados para fazer bloqueio, muito pelo contrário, eles empenharam-nos a deixar passar a resolução. A administração Obama deixou o Congresso ameaçar cortar as subvenções à Autoridade palestiniana, mas isto não era mais do que um jogada de fachada necessária para obter a adesão da rua palestiniana.
Na prática, o assento de observador até agora fechado à OLP será sempre ocupado por ela, mas com o título de Estado não-membro. E então? Que avanço concreto no terreno permite esta evolução semântica ? Nenhum!
Os editorialistas explicam-nos doutamente que a Palestina vai poder apresentar queixa diante do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra a ocupação israelita dos seus Territórios o que constitui um crime de guerra no espírito da IVa Convenção de Genebra. Mas a Palestina já se constituiu (como queixosa – N d T) diante do Tribunal e depôs queixas em 2009, após a operação « Chumbo endurecido »; queixas que dormem desde então sobre a escrivaninha do procurador. Para não haver dúvidas, o novo estatuto da Palestina vai desbloquear a situação que acabará um pouco mais tarde num novo obstáculo dilatório processual. Todos os julgamentos do TPI mostram que ele é em si mesmo uma instância colonial e muito naïf é tomá-lo por qualquer outra coisa de diferente.
Outros editorialistas explicam-nos que o novo estatuto abre a via à adesão da Palestina às agências da ONU. Mas ela já é membro da Unesco, da Comissão económica e social para a Ásia ocidental, e do Grupo dos Estados da Ásia-Pacifico.
Então porquê esta resolução? Simplesmente, como indicado com todas as letras no texto, para facilitar a « solução dos dois Estados ». A Assembleia geral acaba de enterrar o plano de partilha da Palestina adotado, dia a dia, 65 anos antes. Já não se trata de criar um Estado binacional, e ainda menos um Estado uninacional, mas sim dois Estados distintos. A verdadeira consequência prática da resolução é que, a partir de agora, os Palestinianos se impedem de reclamar a aplicação do seu direito inalienável de retorno às terras que lhe foram roubadas.
Esta viragem tinha sido anunciada por Mahmoud Abbas, aquando de uma entrevista a 2 de novembro à televisão israelita. Ele tinha declarado querer rever a sua cidade natal, Safed na Galileia, porque era o seu direito, « mas não para aí viver ».
Uma vez pronunciadas as suas vitupérios de circunstância, Benjamin Netanyahu e Hillary Clinton puderam, a sós, beber o champanhe : a OLP e o Hamas, que reagira com violência há três semanas atrás às declarações de Abbas, acabam de renunciar sem nenhuma contrapartida ao direito pelo qual três gerações de Palestinianos amargaram tantas privações e sacrifícios.
No dia seguinte a esta « votação histórica », tendo partido a coorte da imprensa, a Assembleia geral adoptou seis outras resoluções sobre a questão palestiniana. Da sua leitura, podemos concluir que tudo isso mascara um acordo entre as grandes potências e a classe dirigente palestiniana; um acordo que, esperemos, esteja garantido por compromissos sólidos, à falta dos quais tudo isso não seria senão um jogo de enganos.
Vai-se na direção da continuação da Conferência de Madrid (1991). Por um lado admite-se que o problema não é israelo-palestiniano, mas israelo- árabe. Por outro, os Estados-Unidos não podem ser os únicos padrinhos da negociação que deve necessariamente incluir a Rússia, assim como outros membros permanentes do Conselho de segurança e a Liga árabe. Foi nesta perspectiva que a Assembleia geral apelou à realização, em Moscovo, de uma conferência global para a paz no Próximo-Oriente, tal como havia sido previsto há quatro anos atrás (resolução 1850) e sempre adiado.
Os elementos de consenso incluem a restituição do planalto do Golan à Síria (Israel conservaria no entanto as águas do lago Tiberíades) e a possível criação de uma federação jordano-palestiniana (com ou sem a monarquia hachemita). Ora, uma paz global só pode ser considerada se a própria Síria estiver em paz e capaz de estabilizar os muitos e numerosos grupos étnicos da região (o que implica a manutenção no poder de Bachar el-Assad no período de transição).
Tudo isto se parece ao que James Baker em 1991 e Bill Clinton em 1999 tentaram realizar; e ao que Barack Obama encarava no início do seu primeiro mandato, em 2009, quando ele evocou no Cairo o direito dos Palestinianos à dispor de um Estado. Este projeto é muito diferente daquele pelo qual os palestinianos se têm batido desde há 64 anos. Ele permite vislumbrar a paz, às custas de não trazer a justiça. Ficará por regular o problema de fundo, a fonte primária dos múltiplos conflitos actuais : a natureza colonial do Estado de Israel e o sistema de apartheid que daí deriva.
Thierry Meyssan
VOLTAIRENET

novembro 23, 2012

Sem cumprir resoluções da ONU, Israel tem conflito com palestinos há 60 anos, diz especialista, para quem não dá para esperar nada da ONU

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , , — Humberto @ 6:29 pm

Para o professor de Geopolítica, Marcelo Buzetto, não há nada para se esperar da ONU na resolução do confronto. No atual conflito, que iniciou em 14 de novembro, ao menos 130 pessoas morreram em Gaza e cinco em Israel.

Uma nova ofensiva do Estado de Israel  sobre a Faixa de Gaza, em que vive parte do povo palestino, expõem o conflito que já dura mais de 60 anos. Com a operação “Pilar Defensivo”, o exército israelense vem atacando o território palestino. A resposta armada palestina vem do grupo de resistência Hamas. Neste conflito, desde seu início no dia 14 de novembro, ao menos 130 pessoas morreram em Gaza e cinco em Israel. Outras 800 ficaram feridas.

Para saber mais sobre a história desse conflito e os desdobramentos atuais, a Radioagência NP entrevistou o professor de Geopolítica da Fundação Santo André, Marcelo Buzetto. Para ele, não há nada para se esperar da Organização das Nações Unidas na resolução do confronto. Ele analisa que os palestinos devem pressionar o órgão, “mas devem contar com suas próprias forças e com a solidariedade internacional”.

Radioagência NP: Marcelo, o que desencadeou o atual conflito armado entre Israel e Palestina?

Marcelo Buzetto: Em primeiro lugar, a guerra da Palestina, sua origem é em 1947, quando a ONU decide dividir a Palestina e criar dois Estados. Em 1948, foi criado o Estado de Israel, mas a ONU não assegurou a criação do Estado Palestino. Então, em 1948 e 49 teve a primeira guerra. De lá para cá, Israel tem ocupado mais territórios da Palestina, como as regiões de Gaza e Cisjordânia. Esse conflito tem se intensificado, principalmente, porque Israel não cumpre nenhuma das resoluções da ONU referentes à questão Palestina. E Israel não cumpre nenhuma das promessas feitas nos Acordos de Paz de 1993 e 1994. Então, como não se cria o Estado palestino, como não se assegura os direitos básicos da população palestina; e com essa nova onda de ataques israelenses contra lideranças palestinas do Hamas ou do Jihad Islâmico em Gaza, acabou obrigando o povo palestino a reagir da maneira que pode, diante de um dos mais poderosos exércitos do planeta.

Radioagência NP: Como vêm ocorrendo as tentativas de negociação entre palestinos e israelenses?

MB: Há tentativas de negociação desde 1988. Então, desde 88 a 1994, várias negociações foram feitas e acabaram resultando na criação da Autoridade Palestina e foram reconhecidos como territórios autônomos Gaza e Cisjordânia. Mas, na mesa de negociação, o governo israelense nunca quis debater questões fundamentais, por exemplo, a questão dos refugiados. Hoje tem 6 milhões de Palestina vivendo naquele território. E o território que hoje se chama Estado de Israel tem 6 milhões de israelenses. E tem 5 milhões de palestinos refugiados no mundo inteiro. Israel proíbe a volta dos refugiados palestinos. Até porque se os 5 milhões voltam para lá, a população seria de 11 milhões de palestinos e 6 milhões de israelenses, e isso iria ser muito favorável à luta do povo palestino.

Radioagência NP: E sobre as tentativas dos Acordos de Paz de 1993 e 94?

MB: O problema é que nas negociações que ocorreram em 93 e 94, os palestinos foram obrigados a fazer muitas concessões pela própria situação de dificuldade que os palestinos viviam, pobreza, miséria, exclusão social. E o que acontece é que Israel se comprometeu a trocar em 93 e 94 terra por paz, para que os palestinos pudessem ir se reorganizando na perspectiva de construir um governo autônomo, visando, no futuro, o Estado Palestino. Mas o Yitzhak Rabin, que era o primeiro ministro israelense, foi assassinado em 94 por um fundamentalista judeu, sionista, de extrema direita. E as negociações de paz de 94 para cá se deterioraram. Em 2004, Yasser Arafat [líder da Autoridade Palestina] morre. Então, os dois principais interlocutores desses acordos morreram.

Radioagência NP: Como você avalia a escala de violência empregada no confronto?

MB: O que ocorre em Gaza não dá para qualificar, eu diria hoje, como uma guerra. Porque para ter uma guerra pressupõe que se tenha dois exércitos em disputa. Os palestinos não têm exército. O Hamas não tem exército, não tem força aérea, não tem marinha. Então, não há uma guerra, há uma tentativa do Hamas responder, muito precariamente, à agressão israelense. Então, Israel começou a matar lideranças do Hamas de novo, matou também lideranças do outro partido que é a Jihad Islâmica. Os alvos que Israel está atacando em Gaza são alvos militares, são escolas, prédios, casas, residências. O número de mortos do lado palestino sempre foi e sempre será maior, pelo grau de poder militar que Israel tem, e que agora ataca de maneira bastante violenta e promove um genocídio em Gaza.

Radioagência NP: O que se esperar da ONU na resolução desse conflito?

MB: Absolutamente nada. Se a ONU quisesse resolver o conflito, já teria feito. Então, eu diria que da ONU não dá para esperar nada. Existem mais de 150 resoluções da ONU sobre a questão palestina que nunca foram cumpridas por Israel. O que não significa que os palestinos não devam cobrar a ONU, ou que a comunidade internacional algum país, algum governo não o façam. A ONU precisa ser cobrada, mas é preciso entender que não dá para alimentar ilusões, porque a ONU é dominada pelas potências imperialistas, e todas elas são favoráveis a Israel. Os palestinos devem sim pressionar a ONU sempre, mas eles devem contar com suas próprias forças e com a solidariedade internacional.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

novembro 14, 2012

Pelo 21°. ano consecutivo, ONU aprova resolução contrária a embargo americano contra Cuba

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WASHINGTON, 13 NOV (ANSA) – Pelo 21º ano consecutivo, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução contrária ao embargo comercial e econômico a Cuba pelos Estados Unidos.
A norma, que condena o bloqueio imposto há meio século e não é determinante, foi aprovada por 188 votos a favor, três contra e duas abstenções, durante uma sessão que teve a presença do ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla.
Em sua intervenção, o chanceler cubano apresentou “novamente ao governo norte-americano uma proposta de agenda para o diálogo bilateral, direcionado à normalização das relações entre ambos os países”.
Em 1992, a Assembleia Geral da ONU aprovou, pela primeira vez, com 59 votos a favor, três contra e 71 abstenções, a resolução que vale apenas como recomendação. (ANSA)

julho 26, 2012

“Apoio do Ocidente a ‘oposição’ terrorista é que impede ações humanitárias na Síria”, denuncia ministro russo

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 4:42 pm

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov
Síria: Apoio ao terrorismo impede acções humanitárias
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, considerou que não se pode falar de acções humanitárias enquanto a comunidade internacional continuar a apoiar actos terroristas na Síria.
“Propomos coisas que permitem pôr fim imediato à violência. A outra parte diz: ou capitulação do regime, ou continuaremos a apoiar as mais diversas formas, nomeadamente, a luta armada da oposição, a justificar actos terroristas”, declarou, no final de um encontro com o homólogo sérvio, Vuk Jeremic.
“Nisso reside a questão essencial: enquanto semelhante apoio continuar, não se pode falar de qualquer missão humanitária, principalmente pelos que não deixam acalmar esse incêndio”, acrescentou.
O comité de ministros da Liga Árabe sobre a Síria, que se reuniu no Qatar em 23 de Julho, defendeu a necessidade da realização de uma sessão extraordinária da Assembleia Geral da ONU para criar “zonas de segurança” e “corredores humanitários” na Síria.
Serguei Lavrov frisou que Moscovo não recebeu qualquer informação oficial sobre essa proposta da Liga Árabe.
“Continuamos convencidos de que aquilo a que chegámos a acordo em Genebra, a 30 de Junho, constitui a base firme do apoio aos esforços de Kofi Annan, aos esforços dos observadores e, principalmente, uma base firme para que o Conselho de Segurança [da ONU] aprove as abordagens lá propostas e não reveja o que lá foi acordado”, frisou.
O ministro russo disse esperar que seja prolongado o mandato da missão de observadores da ONU na Síria.
“Estamos firmemente convictos que ambas as partes irão respeitar o apelo do Conselho de Segurança da ONU de respeitar a segurança dos observadores da ONU e espero que, dentro de 25 dias, quando terminar o prazo de 30 dias, o Conselho de Segurança da ONU consiga prolongar a missão e, quem sabe, restabelecer o seu número ou mesmo aumentá-lo”, concluiu. ( CM )

fevereiro 13, 2012

Rússia exclui ingerência exterior na resolução do problema sírio

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , , — Humberto @ 4:57 pm

A Rússia exclui qualquer ingerência exterior na resolução do problema sírio, declarou Serguei Lavrov ao sair das conversações com seu homólogo árabe, xeque Ahmed bin Zayed Al Nahyan. O chefe da diplomacia russa voltou a apelar para o início de um diálogo entre as autoridades e a oposição da Síria.
Ao se referir à proposta da Liga dos Estados Árabes relativa ao envio de uma força internacional de paz para a Síria, o chanceler russo colocou sua concretização na dependência do consentimento de Damasco e do entendimento das partes sobre o cessar-fogo.
Serguei Lavrov se pronunciou igualmente pela exclusão total de medidas militares na resolução do problema nuclear iraniano. ( VOZ DA RUSSIA )

setembro 27, 2011

Dilma e a crise mundial, Por Jasson de Oliveira Andrade

Dilma está surpreendendo, com sua atuação, os líderes mundiais. Quando atravessamos uma crise econômica internacional, atingindo Nações poderosas, entre elas os Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França e, principalmente, a Grécia, o Brasil é um dos poucos países que ainda se salva.
Na Assembléia-Geral da ONU, Dilma obteve um destaque histórico: ela foi a primeira mulher a abri-la. Melhor ainda. Dilma se saiu muito bem. A jornalista Eliane Cantanhêde, uma crítica dela, reconheceu: “Dilma capitalizou bem o “fato histórico” de ser a primeira mulher a abrir a Assembléia-Geral da ONU, mas falou de “homem para homem”, como se dizia no século passado, ao se contrapor a Barack Obama. Ou melhor, contrapor o Brasil aos Estados Unidos e, por tabela, aos países ricos. (…) O golpe final nos EUA, 14 milhões de desempregados, na Europa, 44 milhões (para a Comissão Européia, metade disso). Já o Brasil vive “praticamente um ambiente de pleno emprego” (Sem punho de rendas, Folha de 23/9/2011). No discurso que lá pronunciou, Dilma alertou: “Essa crise [mundial] é séria demais para que seja administrada apenas uns poucos países”.
Clovis Rossi, em artigo na Folha (27/9), sob o título “Dilma na Europa. Antes que acabe”, constata: “Sinal dos tempos: na segunda-feira [3/10/2011] quando a presidente Dilma Rousseff sentar-se para jantar com a cúpula européia, em Bruxelas, o complexo de vira-lata, que era uma característica do brasileiro, segundo o teatrólogo Nelson Rodrigues, estará do lado europeu da mesa, tantas são as críticas e exortações ao velho continente para que ponha sob controle sua crise. (…) Um negociador brasileiro de larga experiência relembra, a respeito, que, em muitos momentos anteriores, os brasileiros tinham muita dificuldade em expor seus pontos de vista, porque eram sempre cobrados para pôr a casa em ordem. Agora, em recente reunião de um dos mais de 20 diálogos setoriais que mantêm Brasil e União Européia, foram os brasileiros que sugeriram aos europeus mecanismos de estímulo ao crescimento, visto que a obsessão com os ajustes fiscais está minando as economias de quase toda a Europa”.
Enquanto a população de vários países sai às ruas para protestar contra a situação econômica de seus países, no Brasil, apesar de ter subido um pouco a inflação, a nossa economia felizmente está sólida. Bom sinal.
Dilma, em pouco tempo de governo, se tornou uma respeitada líder internacional. O Brasil é apontado como exemplo. E a presidenta é capa de revista estrangeira. Isto prova que ela substitui com êxito outro líder mundial: Lula. Até mesmo um dos maiores ou mesmo o maior crítico do lulismo, o jornalista Arnaldo Jabor, está otimista com a presidenta. Em artigo ao Estadão, em 20/9/2011, sob o título “Dilma pode fazer um bom governo”, o cáustico jornalista diz: “Ainda estamos no início de seu mandato, mas, se Dilma continuar afirmando suas convicções sensatas e modernas, talvez faça um GRANDE (destaque meu) governo”.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Setembro de 2011

setembro 1, 2011

Wikileaks: Crianças marfinenses tiveram sexo com funcionários da ONU em troca de comida

Um telegrama diplomático divulgado pelo WikiLeaks revela que funcionários das nações Unidas na Costa do Marfim seduziram raparigas menores numa zona pobre do país, dando-lhes comida em troca de sexo.
O telegrama da embaixada dos Estados Unidos tem data de Janeiro do ano passado e refere o comportamento de um grupo de homens do Benim que se encontravam na cidade de Toulepleu, na Costa do Marfim.
Naquela cidade, parte substancial das raparigas entrevistadas tivera relações sexuais com os soldados do Benim, recebendo em troca comida e alojamento, noticia a Associated Press.
Esta semana, um porta-voz da ONU confirmou que a 16 de Abril foram repatriados 16 soldados beninenses e não poderão voltar a trabalhar para a organização internacional.
SOL/AP

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