ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

setembro 5, 2012

López Obrador: “Não reconheço o poder ilegítimo surgido da fraude e da violação”

Filed under: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 5:41 pm

“Informo que não posso aceitar a decisão do Tribunal Eleitoral que declarou válida a eleição presidencial. As eleições não foram nem limpas, nem livres, nem autênticas. Em razão disso não vou reconhecer a um poder ilegítimo surgido da compra do voto e de outras violações graves da Constituição e de outras leis”, afirmou o candidato do Movimento Progressista à Presidência do México, López Obrador, repudiando a fraude eleitoral e a decisão do Tribunal empossar a Enrique Peña Nieto.
Em frente ao Tribunal, milhares de manifestantes que denunciavam a indicação fraudulenta obrigaram a Peña Nieto a desembarcar no prédio de helicóptero. “Que tipo de democracia é esta, onde sete magistrados eleitos pelos partidos políticos decidem o destino da eleição e com ela o da nossa pátria? Que tipo de novela é esta que querem nos apresentar como democracia?”, questionaram os manifestantes, convocados pela organização #YoSoy132. “Peña não ganhou, o narcotráfico lhe ajudou” e “Fora Peña”, foram as palavras de ordem mais entoadas pela multidão.
Em manifesto à nação, López Obrador ressaltou que a desobediência civil, quando se aplica contra “os ladrões da esperança e da felicidade do povo”, é honrosa, e convocou a todos os democratas a se concentrarem no Zócalo, na cidade do México, no próximo domingo, 9 de setembro.
Atuar de outra maneira, declarou Obrador, “implicaria em trair a milhões de mexicanos que lutam contra a simulação e a farsa e em favor de uma mudança verdadeira. É certo que devemos respeitar às instituições, porém em boa medida o problema do México radica em que as instituições estão sequestradas pela delinquência de colarinho branco. E um Estado que não procura a justiça nem a democracia não é mais que um instrumento de poder a serviço de um grupo de interesses”.
“Já sabemos que os que sustentam este Estado mafioso (traficantes de influências, políticos corruptos, donos e porta-vozes dos chamados meios de comunicação e outros integrantes do regime) não estarão de acordo com nossa postura. Queriam que aceitássemos a fraude eleitoral e que rápido entrássemos no jogo das negociações políticas que, nas atuais circunstâncias, só podem significar arranjos ou composições de cúpula ou compromissos contrários ao bem estar do povo e da nação”, acrescentou.
De acordo com Obrador, assim como os fraudadores “defendem por todos os meios o regime de corrupção, nós estamos sinceramente empenhados na sua abolição. E, como é lógico, para este propósito não daremos nenhuma trégua nem concederemos a mais mínima vantagem”.
Por isso, enfatizou, “ainda que nos sigam atacando, acusando-nos de maus perdedores, de loucos, messiânicos, tolos, doentes de poder e de outras belezas, preferimos estes insultos a validar ou formar parte de um regime injusto, corrupto e de cumplicidades que está destruindo o México”.
“Adianto que continuaremos defendendo os direitos individuais e sociais de todos os cidadãos, usando para isso nossa autoridade política e moral. Assim mesmo, informo que seguiremos atuando com responsabilidade e pela via pacífica, sem dar motivo para que os violentos nos acusem de violentos. Não vacilaremos. O destino do México não tem preço”, concluiu. ( HORA DO POVO )

julho 25, 2012

Obrador: “fraude de Peña inclui lavagem de dinheiro”

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 6:06 pm

O candidato à presidência do México pela coalizão Movimento Progressista, Andrés Manuel López Obrador, apresentou “ao Tribunal Eleitoral e à opinião pública” informações documentadas sobre operações financeiras ilícitas da candidatura do candidato do PRI, Enrique Peña Nieto, que envolveram dezenas de milhões de pesos para a compra de votos. Como as provas apontam que a eleição presidencial foi viciada, marcada pela desigualdade, onde não foi garantida nem a autenticidade nem a liberdade de voto, Obrador pediu a imediata anulação do pleito.
O atropelo foi tão grande que, conforme projeções, a candidatura direitista foi impulsionada por recursos ilegais que ultrapassaram o limite de gasto da campanha em quatro bilhões de pesos, mais de 300 milhões de dólares.
Às provas apresentadas por Obrador se somam à denúncia, que já havia sido realizada pelo Partido Ação Nacional (PAN), contra o PRI “pela farta distribuição de dinheiro por meio de cartões de débito da empresa Monex”, em contabilidade paralela discrepante da declarada ao Instituto Federal Eleitoral. Além das massivas operações de compra de votos realizadas pelo PRI no escândalo popularizado como Monexgate, tanto o Movimento Progressista como o PAN denunciam a manipulação dos principais meios de comunicação e das “pesquisas” em prol da candidatura de Peña Nieto, após terem sido beneficiados por contratos milionários.
Conforme os documentos já reunidos por López Obrador, Monex foi vitaminada com mais de 100 milhões de pesos (7,5 milhões de dólares) pelas empresas Inizzio e Efra, que por sua vez teriam recebido esse montante de uma pessoa física e três corporações: o particular Rodrigo Fernández Noriega e as empresas Atama, Koleos e Tiguan. O jornal La Jornada destaca que chamou a atenção o fato de que Koleos e Tiguan tenham sido constituídas exatamente no mesmo dia – 8 de setembro de 2001 –, ante o mesmo escrivão, situação que se repete com Inizzio e Atama, cujos domicílios fiscais também eram inexistentes. Já o endereço de uma das empresas que fundaram a empresa Comercializadora Efra é o mesmo de um escritório de advogados próximos ao PRI e ao próprio Peña Nieto, o que aponta para uma óbvia triangulação que desnuda a criminosa lavagem de dinheiro.
Entre os abusos comprovados até o momento está a utilização de mais de 9 mil tarjetas de Monex por “operadores” do PRI, entre coordenadores e fiscais de urna, com saldos entre 15 a 20 mil pesos (dois mil a dois mil e seiscentos dólares) em cada cartão, coletados via triangulação, o que desnuda a lavagem de dinheiro.
Centenas de pessoas continuam chegando ao comitê de campanha de López Obrador para apresentar “provas e testemunhos” contra Peña Nieto, afirmando que receberam recursos para votar pela candidatura do PRI. ( HORA DO POVO )

julho 21, 2012

Presidente eleito do México acusado de “lavagem de dinheiro” até por conservadores

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 7:59 pm

Candidato derrotado garante ter provas de recurso a “fundos ilícitos”
Começou por ser uma denúncia do candidato de esquerda derrotado nas eleições mexicanas, Andrés Lopez Obrador, mas a ela já se juntaram os conservadores. O Presidente eleito Enrique Peña Nieto está a ser acusado de “lavagem de dinheiro” e de usar “dinheiro ilícito” na campanha.
Obrador começou por contestar as eleições de 1 de Julho por alegadas irregularidades, mas nesta quinta-feira adiantou que Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI) “beneficiou na sua campanha de recursos de procedência ilícita, a que habitualmente se chama lavagem de dinheiro”. E adiantou que essa proveniência seria “fundos estatais ou ligados ao crime organizado”.
O PRI rejeitou a acusação, que considerou “uma difamação flagrante”, mas a acusação acabou por subir de tom quando a ela se juntou o Partido da Acção Nacional (PAN), do Presidente cessante Felipe Calderón. Os dois partidos anunciaram que irão apresentar uma denúncia na procuradoria do México para que o caso seja investigado.
Obrador já tinha apresentado um pedido de anulação das eleições por irregularidades, mas a decisão sobre isso só deverá ser conhecida em Setembro. A denúncia agora feita é mais uma tentativa de impedir que Peña Nieto venha a tomar posse como Presidente do México, o que só deverá acontecer em Dezembro.
Em conferência de imprensa, Obrador garantiu ter provas do recurso a “fundos ilícitos” por parte do seu adversário. O dinheiro, adiantou, seria canalizado através de empresas fantasma que adquiriam cartões de débito que eram entregues a eleitores para que depois votassem em Nieto. “Isto é lavagem de dinheiro”, adiantou. “E é isso que as autoridades devem investigar”.
Obrador referiu diversas empresas que teriam sido usadas para canalizar o dinheiro para os cartões e apresentou aos jornalistas um documento de 32 páginas com as suas alegações.
Mais tarde, o líder do PAN, Gustavo Madero, que deu uma conferência de imprensa ao lado do líder do PRD, Jesus Zambrano, reiterou as acusações mas sublinhou que quando se refere lavagem de dinheiro isso não implica necessariamente que os fundos tenham origem no crime organizado, podendo tratar-se de fuga aos impostos, do uso ilegal de fundos públicos ou privados. “Tudo isso se pode tipificar como lavagem de dinheiro”.
Peña Nieto venceu as eleições com 38,21% dos votos, à frente de Obrador, que obteve 31,59%. A sua vitória fez o PRI regressar ao poder, depois de ter estado à frente dos destinos do México durante 71 anos e até ser derrotado em 2000. ( PUBLICO )

julho 13, 2012

México: pediram a anulação e repetição de eleição presidencial

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 6:52 pm

Esquerda submeteu pedido de anulação e repetição das presidenciais no México
A esquerda mexicana apresentou na noite de quinta-feira às autoridades eleitorais um pedido de anulação e repetição das eleições presidenciais de 1 de julho, alegando ter “provas” de fraude.
O líder da esquerda mexicana, Andrés Manuel López Obrador, acusou, em conferência de imprensa na capital mexicana, o Partido Revolucionário Institucional (PRI), declarado vencedor das eleições, de comprar cerca de cinco milhões de votos e garantiu que “numas eleições livres” a maioria dos cidadãos “não teriam votado em Enrique Peña Nieto, o candidato do PRI.
As autoridades eleitorais mexicanas deram Peña Nieto como vencedor das presidenciais, com 38,21% dos votos, seguido de López Obrador, com 31,59%.
Estes resultados estão agora sujeitos à decisão judicial para antes de 06 de setembro ser anunciado o presidente eleito.
López Obrador garantiu que não permitirá “que a corrupção domine por inteiro a vida nacional” e disse que irá anunciar na próxima semana “o plano nacional para a defesa da democracia e da dignidade do México”, sem especificar.
O pedido de anulação das eleições apresentado pela esquerda mexicana ao Instituto Federal Eleitoral baseia-se no artigo 41 da Constituição do México, que “estabelece que as eleições devem ser livres e autênticas”, e será enviado para o Tribunal Eleitoral do Poder Judicial da Federação, que estudará as provas apresentadas.
“Estamos convencidos de que as provas e os argumentos que apresentámos levarão o tribunal a decidir invalidar o processo eleitoral e a convocar eleições extraordinárias”, declarou o advogado da esquerda mexicana, Jaime Cárdenas, aos jornalistas.
Pouco depois, o presidente do PRI, Pedro Joaquín Coldwell, falou aos jornalistas para qualificar as eleições de 1 de julho como as “mais equitativas” da história do México e acusar López Obrador de ser um “mau perdedor”.
“As preferências políticas de milhões de eleitores não podem ser invalidadas por uma atitude que resiste em reconhecer a verdade jurídica e a realidade política do México”, afirmou.
Coldwell garantiu que o PRI irá recorrer aos tribunais eleitorais “não só para defender a legalidade do processo eleitoral, como o triunfo legítimo” do seu partido e o voto dos milhões de mexicanos que exerceram o seu direito, que López Obrador “quer anular”. ( JN )

ROUBALHEIRA NÃO É NOVIDADE:
Palast: “W. Bush e Fox fraudaram no México”
“W. Bush e Fox fraudaram no México” denunciou o jornalista norte-americano, Greg Palast. “Uma fraude como a da Flórida de 2000 e em Ohio em 2004”.
O candidato apoiado por Bush e pelo atual presidente Vicente Fox é Felipe Calderon, do Partido da Ação Nacional (PAN), a quem o candidato de oposição Andrés Manuel Lopez Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), denunciou por fraude. Para isso o Instituto Federal Eleitoral utilizou mecanismos que davam uma “vitória preliminar” para Calderon.
FBI
Greg Palast descreve a intervenção de Bush nas eleições mexicanas com a utilização do FBI. “O FBI (polícia federal dos EUA) obteve arquivos confidenciais com a lista de eleitores alegando ‘ação de contra-terrorismo’, com a ajuda da empresa ianque de identificação ChoicePoint, de Alpharetta, Georgia”.
Ocorre que até a polícia mexicana teve que prender os larápios da empresa ianque que atuavam por lá. “O responsável do FBI pela contratação da Choice Point afirma que após a prisão de funcionários da empresa por agentes do governo mexicano os arquivos com as listas de eleitores foram destruídos”.
Ironicamente, “a agência federal de Bush afirmou também que não sabia que a obtenção de tais dados violava a lei mexicana”, conforme descreve Palast.
“Sem grandes surpresas, alguns dias depois foi denunciado que o PAN teve acesso a essa mesma lista que, supostamente, apenas a Comissão Nacional Eleitoral poderia ter” , relata o colaborador jornal inglês The Observer.
“Esses arquivos podem ser usados para barrar eleitores indesejáveis ou para impedir que determinados votos sejam contados”, denuncia Palast.
“É claro que é impossível sabermos se o FBI destruiu a sua cópia do arquivo obtido pela ChoicePoint ou se esses dados foram usados ilegalmente para ajudar a candidatura de Calderón”.
A MÍDIA E A FRAUDE
Greg Palast denunciou também o papel da mídia em apoio às fraudes eleitorais: “Apesar das provas e das denúncias, a mídia estrangeira tendenciosa já anunciou, a despeito dos fatos e das denúncias, que as eleições mexicanas foram justas e limpas”. Aliás, os serviçais da mídia por aqui agiram da mesma forma, apressando-se a anunciar a “vitória” de Calderon antes mesmo do anúncio oficial.
Outro aspecto abordado pelo jornalista é o fato de as pesquisas de boca-de-urna – mesmo tendo se realizado por institutos ligados a esta mídia deturpadora – indicarem a vitória do candidato da oposição, Obrador: “a boca-de-urna revela em quem o eleitor votou, porém o mesmo não pode confirmar se seu voto será contado ou não”.
Ele concluiu que “os resultados informados, no México como nos EUA, primeiro na Flórida, depois em Ohio, estão em desacordo com as bocas-de-urna”. ( HORA DO POVO, 07 de Julho de 2006 )

dezembro 9, 2011

NYT: DEA lava milhões de dólares do narcotráfico mexicano ‘para vigiá-lo’

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 7:03 pm

Antecipando-se às repercussões do flagrante, o diário New York Times publicou no último domingo que funcionários da Agência Estadunidense Antidrogas (DEA, Drug Enforcement Administration), descobertos em ação de lavagem de dinheiro para os cartéis do narcotráfico mexicano, estavam fazendo “vigilância”.
O NYT reconhece que agentes encobertos da DEA lavaram “milhões de dólares” para os narcotraficantes, mas tudo como parte da “estratégia de Washington” de ampliar seu papel na luta do governo do México contra as drogas. Posicionando-se como advogado de defesa, o jornal alega que esta era a melhor forma – só faltou dizer que era a única – de desbaratar o esquema, sem revelar onde, quando e quem já foi para trás das grades por conta de tão eficiente missão.
Há mais do que evidências de que se cruzou a tênue linha que separa a vigilância aos cartéis da cumplicidade/parceria com as organizações criminosas, o que torna imprescindível uma investigação a fundo. “Não queremos nos arriscar a que a agência acabe sendo a maior lavadora de dinheiro do mundo e que nossas ações se vejam relacionadas com violência e mortes”, declarou um ex-funcionário da DEA, protegido pelo anonimato.
À informação de que a DEA transformou-se numa lavanderia do submundo se soma à mais do que condenada operação “Rápido e Furioso”, realizada pelo Departamento de Justiça e por várias agências dos EUA, que entregou mais de duas mil armas nas mãos dos cartéis mexicanos. Como não poderia deixar de ser, a repercussão foi extremamente negativa, já que pelo menos 50 mil mexicanos foram mortos durante a onda de violência em que o país se viu mergulhado nos últimos cinco anos.
No mês de outubro, o mesmo NYT publicou que agentes dos EUA realizavam operações ilegais de “inteligência” em território mexicano, o que recebeu a repulsa de inúmeros setores políticos e sociais do país.
O escândalo mais recente, o da lavanderia, obrigou o presidente da Comissão de Segurança do Senado mexicano, Felipe González, a pedir na última quarta-feira que o governo informe sobre o que sabe – e se sabe. González disse que a explicação é mais do que necessária e anunciou que pedirá a citação formal da chanceler Patricia Espinosa, do secretário de Governo, Alejandro Poiré, e da procuradora geral, Marisela Morales, para que compareçam ante uma comissão do Congresso. Os funcionários deverão entregar informes sobre o número de agentes estadunidenses implicados, a data em que foram realizadas as operações e os acordos bilaterais que sustentem tais operações, acrescentou.
LEONARDO SEVERO
( HORA DO POVO )

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