ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

maio 2, 2013

Requião: “Não há privatização gratuita, quem paga a conta é o povo e o país”

“Nosso baixo crescimento nos últimos 20 anos se deve, em grande parte, às privatizações. Dessa forma, fiquei muito surpreso quando alguns “gênios” no governo Dilma, em quem votei, fiz campanha e dei apoio, redescobriu que a varinha mágica para todos os problemas é a privatização”, afirmou Roberto Requião em pronunciamento no Senado

Não temos boas lembranças das privatizações dos anos 90. Foi uma época de desemprego, arrocho salarial, aumento do custo de vida, crescimento da criminalidade e dos problemas urbanos. Um tempo de desesperança.

Dizia-se que as privatizações seriam a solução para todos os problemas e que os sacrifícios seriam compensados por ganhos futuros. Pura enganação. Na verdade, a era das privatizações trouxe apenas sacrifícios aos brasileiros. E nenhum ganho.

Para que as empresas a serem privatizadas fossem atrativas aos compradores, o governo do PSDB aumentou brutalmente as tarifas de telefone, luz, água e fixou preços absurdos para o pedágio, ao mesmo tempo em que vendia a Vale e a Companhia Siderúrgica Nacional a preço de banana.

Nunca é demais lembrar que na era das privatizações o Brasil quebrou três vezes; três vezes teve que sair de pires na mão, humilhando-se diante do mundo.

Em 2003, com a eleição de Lula, começou a recuperação. A recomposição do salário mínimo, os programas de inclusão e promoção social como o Bolsa Família, o aumento contínuo dos empregos com carteira assinada, a construção de casas populares, o forte apoio à agricultura familiar, a universalização e o fortalecimento da educação pública básica, a ampliação do acesso às universidades, a retomada da educação técnica criaram um novo ambiente e o país voltou a crescer.

Mas estaríamos muito melhores, não fossem as privatizações.

Primeiramente, as privatizações geraram desemprego em massa de técnicos qualificados, cuja educação custou muito aos brasileiros; provocaram a perda da soberania tecnológica; o crescimento das importações de máquinas e componentes, cuja produção interna não podia mais contar com a política de compra das estatais; remessas crescentes de lucros ao exterior; e aumento abusivo das tarifas de serviços públicos.

Posteriormente, as empresas privatizadas preferiram pagar dividendos a investir. Assim, foram responsáveis pelo apagão de 2001. O apagão teve como efeito colateral ser um dos principais cabos eleitorais de Lula em 2002.

Uma consequência menos conhecida das privatizações foi o baixo crescimento.

FHC privatizou o máximo que pôde com tanta pressa que parecia que sua vida dependia disso. Dizia-se que aquelas empresas não tinham valor na mão do governo.

De forma coordenada a mídia, o governo e empresários insistiam que passá-las ao setor privado, sob quaisquer condições, seria melhor do que estar com o poder público.

Assim, privatizou-se de qualquer jeito, a qualquer preço, sem a preocupação com as consequências. Muitas vezes, regulamentou-se o setor só depois que as empresas já haviam sido privatizadas.

No seu segundo mandato, FHC só apagou incêndios, em razão dos equívocos da privatização. Como quebrou o país três vezes, teve que se curvar ao FMI e seguir, como menino obediente, suas recomendações. Uma delas foi o regime de metas de inflação. Ora, não é possível crescer razoavelmente com o regime de metas. Se as tarifas estão subindo acima da inflação, vai ser necessário colocar o país em recessão para que a inflação do resto da economia fique abaixo da meta.

Lula mudou muita coisa, mas esse modelo de metas ele não conseguiu mudar. No entanto, temos que reconhecer seu o mérito em não continuar a política de privatizações.

Os reflexos negativos das privatizações tucanas estão aí.

Temos enfrentado graves problemas na economia em razão da elevada indexação inflacionária das tarifas de serviços públicos privatizados, do baixo investimento e da má qualidade dos serviços.

Os brasileiros sabem do que estamos falando, especialmente na telefonia. Quem usa os serviços de eletricidade, ferroviários, rodoviários e portuários dessas empresas privatizadas sabe muito bem que a “maravilha” de qualidade dos serviços privatizados, que tanto alardeiam na mídia e em certas Casas Civis, só existe nas fantasias dos especuladores.

Na maioria dos países, as empresas de serviços públicos privatizadas são conhecidas por subinvestimento, lucros exorbitantes, má qualidade do serviço, tarifas escorchantes, abuso de poder de mercado, captura do regulador e corrupção.

Falando apenas de macroeconomia: elas foram uma dos principais responsáveis pelo baixo crescimento de nosso país.

Reconhecemos os méritos de Lula e Dilma, mas desde 2003 o crescimento médio dos países subdesenvolvidos foi o dobro do nosso. Esse desempenho aquém do mediano e do potencial brasileiro se deveu em grande medida à elevadíssima fatia de infra-estrutura privatizada.

A explicação decorre da alta indexação das tarifas e da pressão para que elas crescessem acima da inflação. Isso fazia o Banco Central impor juros muito elevados para o resto da economia. Esses juros elevados deprimiam o consumo e o investimento.

As altas tarifas, além de gerarem valorização do câmbio, geram por si só perda de competitividade, porque as tarifas da infra-estrutura brasileira estão, em média, entre as mais caras do mundo. Sofre o industrial, sofre o agricultor, sofre o trabalhador.

Além disso, as crescentes tarifas, ao contribuir para os juros altos, têm um impacto negativo na dívida pública. Para compensar esse impacto, o governo tem que manter uma ambiciosa meta de superávit primário. Muito maior do que a dos países falidos da Europa. Consequentemente, o governo tem que cortar o investimento público, que é o menor entre os países emergentes.

Assim, nosso baixo crescimento nos últimos 20 anos se deve, em grande parte, às privatizações.

Dessa forma, fiquei muito surpreso quando alguns “gênios” no governo Dilma, em quem votei, fiz campanha e dei apoio, redescobriu que a varinha mágica para todos os problemas é a privatização. Entre esses gênios, temos um que herdamos de FHC e foi responsável por um dos maiores desastres na infra-estrutura planetária: a privatização de nossas ferrovias.

Uma vez que o PT sempre criticou as privatizações, e a própria candidata Dilma rejeitou-as na campanha de 2010, era de se imaginar que haveria boa justificativa para essa mudança de opinião, para o retorno ao caminho da troika PSDB-DEM-PPS, a santíssima trindade do neoliberalismo pátrio.

Vamos então analisar esse recuo tardio, extemporâneo, despropositado às privatizações.

As justificativas são em parte antigas, em parte novas. As antigas são: (1) o Estado não tem como financiar os investimentos e (2) o Estado é sempre mais incompetente que o setor privado

Dizer que o Estado não tem como bancar os investimentos é fraudar, empulhar a verdade dos fatos.

O mais cínico nessa justificativa é que o próprio BNDES, com recursos públicos, vai financiar esses investimentos. Então como podem ter coragem de dizer que o Estado não tem dinheiro para realizar os investimentos?

O outro argumento dos privatistas é que o Estado é sempre mais incompetente que o setor privado. Mas, em monopólios e mercados sem muita concorrência, o que se vê é mais abusos do que eficiência por parte das empresas. Porque, antes da eficiência, buscam o lucro.

Que qualidade se vê nas empresas de serviços públicos privatizadas? Todo brasileiro sabe o martírio que é ter um celular ou banda larga no Brasil. Quando funcionam, sempre dão problemas. Resolvê-los pelo call center é um sofrimento que pode durar horas ou dias, caso se tenha tempo e paciência para acessar o serviço. Parece que certas empresas criam dificuldades para que o cidadão desista de reivindicar.

E não adianta esperar que os órgãos responsáveis coloquem ordem nessa anarquia. Não adianta recorrer ao Ministério respectivo ou às agencias reguladoras. Ah, as agências… que piada!

Já os novos argumentos de alguns gestores a favor da privatização baseiam-se em uma suposta “sabotagem” contra os investimentos públicos.

Essa tal “sabotagem” seria praticada principalmente pelos órgãos ambientais, lentos demais para tomar decisões e liberar as obras. Dizem que o TCU e o Ministério Público criam muitos entraves. Pode ser que a legislação ambiental tenha mesmo problemas, pois boa parte vem da era FHC, que não morria de amores pelo investimento público.

Contudo, se é verdade, caberia ao governo propor projetos de lei que disciplinassem e tornassem mais ágil a gestão desses órgãos. Se o governo não sugere mudanças, como responsabilizar esses órgãos pelo atraso das obras?

Se há “sabotagem”, boa parte tem origem no próprio executivo. Quantos financiamentos o BNDES concedeu na primeira década do século XXI à Infraero, Eletrobrás e aos portos públicos? Até a construção das represas do Rio Madeira, foi muito pouco.

Mesmo hoje, os financiamentos do BNDES às estatais (excluindo a Petrobrás) continuam muito abaixo do que recebem seus concorrentes privados. Concorrentes privados, sublinhe-se, geralmente com receitas, capacidade de crédito, patrimônios e garantias inferiores aos dessas estatais.

Presidente Dilma, abra os olhos. Essa política de entregar tudo tem um preço alto. Não podemos contar nem com a gratidão daqueles que se beneficiarem das privatizações. Lembremos-nos do nosso povo e de nossos mestres, cujos livros você e eu lemos no passado.

À frase popularizada por Milton Friedman, “não há almoço grátis”, tão do gosto dos liberais, podemos acrescentar outra: não há privatização gratuita, quem paga a conta é o povo, é o país, é o nosso desenvolvimento econômico.

HORA DO POVO

fevereiro 28, 2013

Hora do Povo: Ingrato é FH, que não está em cana graças ao PT e à sua generosidade

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 7:35 pm

A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula deixaram os tucanos nervosos e irritados, principalmente FHC, que chamou a presidente de “ingrata”. Lula rebateu em seguida e indagou: “o que FHC fez a Dilma para merecer gratidão?”.
HORA DO POVO
Lula e Dilma repelem FHC e o advertem: “Na aba do meu chapéu, você não pode ficar”
A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula deixaram os tucanos nervosos e irritados, principalmente FHC, que chamou a presidente de “ingrata”, por ela ter dito que não herdou nada das gestões do PSDB, em resposta a Aécio. Lula rebateu em seguida e indagou: “o que FHC fez a Dilma para merecer gratidão?”. O ex-presidente ainda observou que FHC “deveria, no mínimo, ficar quieto”. Com razão, porque com uma gestão desastrosa, marcada por juros lunáticos, recessão, racionamento de energia, além de escândalos, como os da privataria e outros, FHC deveria ficar na sua e agradecer ao PT.
“Nas duas últimas edições, ele trabalhou contra a Dilma e contra o nosso projeto”, disse o ex-presidente em rápida entrevista ao site 247, referindo-se às disputas de 2006, quando Dilma era ministra da Casa Civil, e de 2010, quando ela se elegeu presidente.
Para quem deixou o país praticamente arrebentado, com recessão, racionamento de energia, desemprego na estratosfera, milhares de empresas na falência, juros nas alturas, promoveu a privataria de empresas estatais altamente lucrativas na bacia das almas e teve uma gestão marcada por inúmeros escândalos, entre eles a ajuda ilegal para Daniel Dantas e o seu banco, o Opportunity, açambarcarem a telefonia, a compra de votos para a reeleição e o dinheiro para os bancos através do famigerado Proer, não está em condições de jogar pedra na gestão de Dilma e do PT.
Na quarta-feira (27), a presidente Dilma Rousseff criticou as ilações da oposição, lembrando que tucanos e setores da imprensa subserviente aos monopólios tentaram provocar “instabilidade” no país ao alardear a ameaça de racionamento de energia. No seu discurso de comemoração dos dez anos de criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, ela ressaltou que estas vozes “se calaram” quando o racionamento não aconteceu.
“É um absurdo dizer que nós não mantemos todos os nossos compromissos com os pilares da estabilidade”, afirmou, referindo-se à cantilena para criar a sensação de que havia um risco de desabastecimento de energia.
“O que não é admissível para o país é que se crie instabilidade onde não há instabilidade. Exemplo: não é admissível que se diga que vai haver racionamento quando não vai haver racionamento”, disse.
Dilma também rechaçou insinuações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, reiterando que foi o governo do PT que criou o cadastro para as famílias receberem benefícios sociais. “É conversa que tinha cadastro. Nós levamos um tempão para fazer. E para limpar o cadastro, e para ver se não tinha gente em duplicidade? E até hoje fazemos isso”, assinalou.

outubro 20, 2012

A manipulação da ‘ética’, Por Maurício Dias

Lula ganhou a eleição presidencial em 2002. Tinha uma aprovação pessoal grande e a avaliação do governo dele em nível elevado. A oposição não sabia como se opor àquele governo que não naufragou de imediato como ela esperava e torcia. Frustrou-se.
O governo fez o dever de casa. Foi comedido, comportado, conservador. Sacrificou o crescimento econômico pelo superávit primário. Embora tivesse base de apoio no Congresso capaz de permitir ousadias, conteve-se. O programa Bolsa Família, criado em 2003, é uma exceção que confirma a regra.
Em 2005, no entanto, explodiu a denúncia do “mensalão” e despertou na oposição o velho sentimento moralista da extinta UDN. Era a bandeira que faltava para guiar as insatisfações e retomar o poder para os tucanos. Delenda Lula.
Entrou em ação a “banda de música” udenista e com ela o uso político, ou manipulação, do tema corrupção, ampliado pelas trombetas da mídia. A ética foi escancaradamente banalizada e alcançou até mesmo a tradicional distribuição de cargos da máquina pública. Antes aceita, passou a ser condenada. Chegou-se à criminalização da política. Alguns índices de abstenção no primeiro turno das eleições municipais de 2012, ainda em curso, refletem isso.
Apesar disso, a propaganda do combate à corrupção não deu certo. Em 2006, Lula foi reeleito e, em 2010, elegeu Dilma. Um ás que tirou da manga.
O que falhou no golpe da oposição? Basicamente, faltou combinar com o eleitor. Chegou-se a achar que o povão, o eleitor pobre, não tinha ética. O povo, porém, como apregoa conhecido refrão, não é bobo. Tinha, na verdade, a informação essencial transmitida pelos benefícios de uma administração que resgatava milhões de marginalizados para incluí-los no processo econômico. A coisa não para por aí. Tem mais.
Recentemente, Márcia Cavallari, diretora-executiva do Ibope, concluiu um levantamento sobre mudança na agenda dos “principais problemas brasileiros”, segundo o eleitor. Os dados são tirados, essencialmente, das pesquisas daquele instituto. Em 21 anos, de 1989 a 2010, houve alterações significativas nessa agenda.

Observados os porcentuais do levantamento e, claro, principalmente os resultados das urnas nesse período, fica bem visível que o eleitor, embora condene, não vê a corrupção como principal adversário. No período pesquisado, o combate a esse crime baixou do quinto para o sexto lugar no elenco dos problemas a partir da queda de 5 pontos porcentuais na escala das indicações.
Curiosidade à margem do tema: caiu radicalmente a preocupação com a inflação, diminui significativamente a preocupação com a habitação e desapareceu a referência à dívida externa. Contrariamente, porém, surgiram as drogas com porcentual elevado na lista de apreensões dos brasileiros.
Essa preocupação secundária com o combate à corrupção mostra que os eleitores entregam o voto para candidatos preocupados com a inflação – FHC valeu-se disso para ganhar a eleição montado no Plano Real –, com a saúde, com a educação, a segurança pública e o desemprego. Por fim, porém não menos importante, a distribuição de renda.
O eleitor sabe do que precisa. O moralista que duvidar que atire nele a primeira pedra. ( CARTA CAPITAL )

outubro 3, 2012

EXAME, revista da Editora Abril mostrava, em 2003, que governo Lula não precisava comprar votos para suas reformas

PIG* de 2003 desmonta voto de ministros do STF que ‘viajaram na maionese’
Não é só jabuticaba que é exclusividade do Brasil. Deve ser o único país no mundo onde o voto de ministros da Suprema Corte “viaja na maionese”.
Por acreditar demais no que foi publicado em jornais e revistas golpistas a partir de 2005, nossos ministros do STF se deixaram convencer de que “mensalão” foi compra de votos parlamentar.
Mas se os ilustres magistrados lessem os arquivos desta mesma imprensa, antes de 2005, veriam que era e é absolutamente irreal atribuir a compra de votos, a votação parlamentar nas reformas da previdência e tributária.
A própria revista Exame, da mesma editora da revista Veja, em 28 de janeiro de 2003, já publicava:

Para completar a jabuticaba, o ministro do STF Celso de Mello afirmou ser possível questionar a anulação destas votações, segundo ele “compradas”.

Fonte: Blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

setembro 16, 2012

Governo Dilma toma caminho oposto ao de Lula e concentra 70% da verba publicitária nas mãos de meia dúzia de barões do Imprensalão golpista

Uma chaga viva na secretaria de Comunicação do Governo Dilma
O jornal da internet Correio do Brasil, um dos veículos mais sabidamente independentes da mídia virtual e de claro apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff, publica em sua edição de hoje uma longa matéria que faz refletir e deixa entreaberta uma chaga que, se os pronto-socorristas do Planalto não se tocarem e agirem rapidamente, reformulando posições, pode se alastrar na mídia independente e de apoio a Dilma, nesta primavera brasileira, com a mesma velocidade e o mesmo ímpeto com que se alastrou a fúria, mal comparando, na primavera árabe. Só que desta vez os insurgentes não iriam contra a tirania dos ditadores, mas contra o histórico servilismo de nossos políticos à mídia poderosa…
O Correio do Brasil denuncia o desequilíbrio na distribuição da verba pública publicitária, durante o Governo Dilma, favorecendo a imprensa conservadora com um naco de 70% do seu grande bolo. Traduzindo: do total de R$ 161 milhões pagos aos meios de comunicação, durante o período Dilma, R$ 112 milhões foram destinados para apenas dez empresas, o chamado Grupo dos 10. Isto é: dos apenas três mil veículos cadastrados para participar dessa verba, somente 10 empresas de mídia ficam com esse enorme NHAC, essa fatia fabulosa, essa saborosa bocada. Os demais 2.990 dividiram os restantes R$ 48,3…
O critério da ministra Helena Chagas, secretária de Comunicação, não é obrigatoriamente o do conteúdo ou o da qualidade. É aquele do ‘quem tem mais público leva mais’, segundo reclama o Correio do Brasil, queixando-se de que, embora apresente níveis de audiência e de leitura superiores à maioria dos veículos de comunicação, inclusive do Grupo dos 10, não integra nem mesmo a lista do Grupo dos 3 mil veículos beneficiados com os recursos públicos…
Nisso tudo, é importante destacar, que, de modo admirável, essa imprensa independente, embora excluída da relação de órgãos cortejados pela secretaria de Comunicação, tem mantido a mesma coerência em sua linha editorial, não partindo para o ataque ao Governo Dilma nem praticando qualquer tipo de “retaliação”, como seria de se esperar se se tratasse de uma imprensa “de balcão”…
Enquanto, por outro lado, o bem aquinhoado Grupo dos 10, formado pela imprensa conservadora, que esteve unida contra a então candidata Dilma Rousseff, numa oposição exercida de modo rude e violento, agora se mostra simpático à Dilma presidenta, faz-lhe a corte de forma sedutora, não economiza em elogios e gira os olhos como se estivesse diante de gratíssima surpresa, o que só nos faz pensar que praticava um jornalismo de quem não pesquisou direito…
Falando em pesquisa, lendo a Folha de São Paulo de 28 de dezembro de 2010, somos levados a concluir que a ministra Helena Chagas foi generosa ao contrário, reduzindo a três mil os contemplados com a verba publicitária governamental, quando, ao fim do Governo Lula, eram mais de oito mil veículos…
A notícia da Folha: “Em oito anos de mandato, o presidente Lula elevou de 499 para 8.094 o número de órgãos de comunicação que recebem verbas publicitárias do governo federal. A alta, de 1.522%, beneficiou veículos espalhados por 2.733 municípios; em 2003, eram 182 cidades. Os dados incluem jornais, revistas, rádios, TVs e “outros”, categoria que inclui sites e blogs, saltou de 11 para 2.512 veículos no mesmo período”.
LINK para a Folha de São Paulo: “Planalto pulveriza sua propaganda em 8.094 veículos” – http://is.gd/8fyvjR / Verba de publicidade do governo federal foi desconcentrada sob a administração Lula. Só 499 veículos papavam a grana em 2003. Agora são 8094. Taí o porquê do ódio do imprensalão!
Releva notar que o articulador e principal responsável por essa redistribuição da verba publicitária durante o Governo Lula, passando os veículos cadastrados de 499 para mais de oito mil, eliminando essa concentração detrimental à imprensa brasileira como um todo, foi o ex-ministro Chefe da Casa Civil José Dirceu, então chefe do ministro Luís Gushiken. Antes disso, para cada R$ 1 de verba publicitária do governo, apenas um grande grupo ficava com R$ 0,80. Eram 80% só para aquele grande grupo, que no período Lula limitou-se a receber 16%…
É esta, leitores, a verdade que todos calam. E é sobretudo por ela que a grande mídia conservadora deste país detesta José Dirceu, quer vê-lo morto e, se isso não for possível, pelo menos preso…
HILDEGARD ANGEL

agosto 15, 2012

Advogado se contamina com alucinações de Jefferson e quer que Lula seja julgado

O advogado que defende o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), Luiz Francisco Barbosa, disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o mandante do suposto “mensalão”. O advogado fez a acusação durante sessão do julgamento do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira (13), no momento em que questionava a ausência de Lula na denúncia da Procuradoria-Geral da República.
“Eu digo: o presidente Lula não só sabia, como ordenou o encadeamento de tudo isso que essa ação penal discute aqui”, afirmou Barbosa. Segundo ele, os três ex-ministros arrolados no processo, José Dirceu, Luiz Gushiken e Anderson Adauto, eram apenas auxiliares do ex-presidente.
A ilação do advogado é contraditória com a entrevista de Roberto Jefferson ao jornal “Folha de S.Paulo”, em 2005, na qual o então deputado plantou a suposta existência de pagamentos a deputados, para obter adesão a projetos do governo. Ao fazer a defesa, Barbosa admitiu que não houve compra de votos. Ele confirmou que o PTB recebeu recursos do PT, mas afirmou que o montante foi para saldar dívidas de campanha.
Segundo o advogado, acordo entre as siglas envolvia R$ 20 milhões para salvar dívidas da campanha de 2004. Ele disse ainda que o PT pagou R$ 4 milhões a Jefferson. “Tratava-se de eleição municipal de 2004. As direções nacionais do PTB e do PT ajustaram para aquela eleição municipal apoio material por recursos e transferência de dinheiro”, afirmou. “A transferência de recursos entre partidos é autorizada por lei”.
O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), rebateu a tentativa de envolvimento do ex-presidente. “É uma defesa desqualificada combinada com o desespero do cliente falido politicamente, cassado, que não tem credibilidade. É o fim de carreira de Roberto Jefferson. É a estratégia do desespero”, afirmou Tatto.
O petista contestou a existência do “mensalão” e também lembrou que em 2005 Jefferson disse que o presidente Lula não estava envolvido. “A tese de que o presidente comprou deputados para votar a favor de projetos desmoronou, não se sustenta, não para em pé”, afirmou o líder. “O governo não tomou nenhuma atitude, porque não existia. Era um absurdo naquela época como é um absurdo agora”, disse. ( HORA DO POVO )

– – > Relembre Roberto Jefferson defendendo Lula em 2005

“Zé Dirceu, se você não sair daí rápido, você vai fazer réu um homem inocente que é o presidente Lula. Rápido, Zé, rápido, para você não fazer mal a um homem bom, correto, que eu tenho orgulho de ter apertado a mão.” ( ROBERTO JEFFERSON )

junho 25, 2012

O Bolsa Família e seus inimigos, Por Marcos Coimbra

Filed under: WordPress — Tags:, , , , — Humberto @ 8:03 pm

O pensamento conservador brasileiro – na política, na midia, no meio acadêmico, na sociedade – tem horror ao Bolsa Família.
É só colocar dois conservadores para conversar que , mais cedo ou mais tarde, acabam falando mal do programa.
Não é apenas no Brasil que conservadores abominam iniciativas desse tipo. No mundo inteiro, a expansão da cidadania social e a consolidação do chamado “Estado do Bem-estar” aconteceu, apesar de sua reação.
Costumamos nos esquecer dos “sólidos argumentos” que se opunham contra políticas que hoje em dia são vistas como naturais e se tornaram rotina. Quem discutiria, atualmente, a necessidade da Previdência social, da ação do Estado na saúde pública, na assistência médica e na educação continuada?
Mas todas já foram consideradas áreas interditas ao Estado. Que melhor funcionariam se permanecessem regidas, exclusivamente, pela “dinâmica do mercado”.
Tem quem pode, paga quem consegue. Mesmo se bem-intencionado, o “estatismo” terminaria por desencorajar o esforço individual e provocar o agravamento – em vez da solução – do problema original.
O axioma do pensamento conservador é simples: a cada vez que se “ajuda” um pobre, fabricam-se mais pobres.
Passaram-se os tempos e ninguém mais diz essas barbaridades [1] , ainda que muitos continuem a acreditar nelas.
Hoje, o alvo principal das críticas conservadoras são os programas de transferência direta de renda. Naturalmente, os que crescem e e se consolidam. Se permanecerem pequenos, são vistos até com simpatia, uma espécie de aceno que sinaliza a “preocupação social de seus formuladores”.
MAS É UMA RELAÇÃO AMBÍGUA: ao mesmo tempo que criticam os programas de larga escala, dizem-se seus mentores. Da versão “correta”.
Veja-se a polêmica a respeito de quem inventou o Bolsa Família: irrelevante para a opinião pública, mas central para as oposições. À medida que o programa avançou e se expandiu ao longo do primeiro governo Lula, tornando-se sua marca mais conhecida e aprovada, sua paternidade começou a ser reivindicada pelo PSDB. Argumentaram que sua origem era um programa instituído pelo prefeito tucano de Campinas, José Roberto Magalhães Teixeira, em 1994 [2].
Ele criou de fato o Programa de Renda Mínima, que complementava a receita de pessoas em situação de miséria. Por razões evidentes, limita-va-se à cidade e beneficiava apenas 2,5 mil famílias, com uma administração tão complexa que era impossível expandí-lo com os recursos da prefeitura.
Tem sentido dizer que o Bolsa Família nasceu assim? Que esse pequeno experimento local é a matriz do que temos hoje? O maior e mais bem avaliado programa do gênero existente no mundo e que serve de modelo para países ricos e pobres?
O que a discussão sobre o Renda Mínima de Campinas levanta é uma pergunta: se o PSDB estava convencido da necessidade de elaborar um programa nacional baseado nele, por que não o fez?
Não foi Fernando Henrique Cardoso quem venceu a eleição de 1994? O novo presidente não era amigo e corrligionário do prefeito? Ou será que FHC não levou o programa do companheiro para o nível federal por ignorá-lo [3]?
Quem sabe conhecesse a iniciativa e até a aplaudisse, mas não fazia parte do arsenal de medidas que achava adequadas para enfrentar o problema da pobreza. Não eram “coisas desse tipo” que o Brasil precisava.
GOSTE-SE OU NÃO DE LULA, o fato é que o Bolsa Família só nasceu quando ele chegou à Presidência. E é muito provável que não existisse se José Serra tivesse vencido aquela eleição [4].
Fazer a arqueologia do programa é bizantino. Para as pessoas comuns não quer dizer nada. Como se vê nas pesquisas, acham até engraçado sustentar que o Bolsa Família não tem a cara de Lula.
Não é isso, no entanto, o que pensam os conservadores. para eles, continua a ser necessário evitar que essa bandeira permaneça nas mãos do ex-presidente.
O curioso é que não gostam do programa. E que, toda vez que o discutem, só conseguem pensar no que fazer para excluir beneficiários: são obcecados pela idéia de “porta de saída”.
Outro dia, tudo isso estava em um editorial de O Globo intitulado “Efeitos colaterais do Bolsa Familia”: a tese da ancestralidade tucana, a depreciação do programa – apresentado como reunião de “linhas de sustentação social ( ? ) já existentes” – a opinião de que teriaficado “grande demais”, a crítica de que causaria escassez de mão de obra no Nordeste, e por aí vai ( em momento revelador, escreveu “Era FHC” e “período Lula” – como se somente o primeiro merecesse a maiúscula ).
Para a oposição – especialmente a menos informada – o Bolsa Família é o grande culpado pela reeleição de Lula e a vitória de Dilma Roussef. Não admiraque o deteste.
Para os políticos, as coisas são, porém, mais complicadas. Como hostilizar um programa que a população apóia?
Por isso, quando vão à rua disputar eleições, se apresentam como seus defensores. Como na inesquecível campanha de
Serra em 2010: “Eu sou o Zé que vai continuar a obra do Lula!”
Alguém acredita?
( Publicado em CARTA CAPITAL, edição 703, 27 de Junho de 2012 )

NOTAS DESTE BLOG:
[1]: Não, é?
[2]: da mesma maneira que tucanos implantaram a tal “Taxa do Lixo” nas cidades que governavam antes ( ou, pelo menos, em períodos próximos ) de Marta suplicy fazê-lo em São Paulo, mas não gostariam desta paternidade; o pior é que estou pesquisando – inutilmente – há dias, tentando lembrar qual foi a cidade do interior paulista [ acho que foi Americana ou Barretos, mas não consigo ter certeza ], pioneira na implantação da tal taxa, que era governada por um tucano na ocasião; de mais longínquo, só a revelação do Dep Dr. Rosinha, do Paraná, alertando para o fato de que o cacique tucano Beto Richa, quando no cargo de vice-prefeito de Cássio Taniguchi [ 1997-2004], em Curitiba, “enviou à Câmara de Vereadores projeto para aumentar impostos como o IPTU ( em exorbitantes 800%), o ISS e a taxa do lixo”. De qualquer forma, dados do IBGE de 2006 informavam que o Brasil possuía 5564 municipios , a taxa de luz existia em 3.893 municípios, e a taxa do lixo em 2.753 ( nenhum deles governado pelo PSDB/DEM? )
[3]: Vai ver, foi por inveja, por não ter sido o criador do programa. Já que não criou, o invejoso boicotou. Pode ser, não pode?
[4]: Ou que o programa sobreviva a uma apocalíptica volta dos tucanos ao Planalto

abril 11, 2012

Hora do Povo: Cachoeira-Veja fabricaram “mensalão” em 2005

Ex-prefeito relata como o mafioso Cachoeira e Veja criaram a farsa do “mensalão” em 2005
Em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, no programa Domingo Espetacular, da TV Record, deste final de semana, o ex-prefeito de Anápolis, Ernani José de Paula, revelou detalhes sobre a participação do criminoso Carlinhos Cachoeira na preparação das principais gravações clandestinas que deram origem à farsa do chamado “escândalo do mensalão” de 2005.
A reportagem mostra o funcionário dos Correios, Maurício Marinho, recebendo uma propina de R$ 3 mil. O jornalista lembra que quem mandava nos Correios na época era o presidente do PTB, Roberto Jefferson. Após a denúncia e as medidas tomadas pelo presidente Lula – afastamento do funcionário – Jefferson, segundo lembra a reportagem, não gostou das decisões do governo. Numa entrevista, Jefferson fez a acusação de que o governo estaria pagando aos parlamentares o que ele chamou de “mensalão”. A acusação acabou provocando a queda do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, e sua posterior cassação na Câmara dos Deputados.
Ernani José de Paula diz claramente na entrevista que quem preparou a fita foi a equipe de Cachoeira, que está preso desde a operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em fevereiro deste ano. “Foi o próprio Carlos Cachoeira que me contou que fez a fita”, diz o ex-prefeito. Ele descreveu até os detalhes da câmara que foi utilizada por Cachoeira. “Ele me mostrou a câmara… aquelas de colocar no botão do paletó”, explicou Ernani.
Segundo a reportagem da Record, o maior interessado na trama foi o senador Demóstenes Torres (Dem-GO). A operação Monte Carlo mostrou ligações estreitas entre o senador e Cachoeira. O autor da gravação nos Correios foi Jairo Martins, integrante da quadrilha de Cachoeira.
O ex-prefeito disse que a gravação foi uma vingança de Demóstenes e cachoeira contra José Dirceu que teria vetado a pretensão do senador de assumir um cargo no Ministério da Justiça. “Foi uma represália. Porque eles (a máfia de Cachoeira) estavam muito contentes com a desenvoltura do Demóstenes que iria pegar um cargo importante”, disse o ex-prefeito. Ernani contou ainda na reportagem que Cachoeira habilitou vários aparelhos de telefone nos EUA e os entregou aos seus associados. “Ele entregou um aparelho para o Demóstenes e outro para mim”, informou.
Ernani, antes integrante do círculo de Cachoeira, foi cassado em 2003, segundo ele, por ter desagradado o grupo de Carlos Cachoeira.
O ex-prefeito disse que resolveu denunciar tudo porque “sofreu na pele” o mesmo processo ocorrido durante o chamado “mensalão”. Fizeram um vídeo contra ele na prefeitura de Anápolis o que causou sua cassação.
Ele disse que os vídeos feitos pela máfia de Cachoeira eram editados para comprometer as autoridades. A reportagem lembra que o vídeo dos Correios apareceu pela primeira vez na revista Veja, em uma matéria assinada por Policarpo Jr., atualmente da cúpula da revista. O ex-prefeito conta que conheceu Policarpo numa empresa de Carlinhos Cachoeira, em Goiás. Policarpo aparece nas gravações da Polícia Federal em mais de 200 ligações telefônicas para Cachoeira.
O bicheiro admite que também produziu a gravação de Waldomiro Diniz, quando este era presidente da Loteria do Rio. A reportagem lembra que as imagens só foram divulgadas dois anos depois de terem sido feitas, quando Diniz ocupava um cargo de assessor de José Dirceu na Casa Civil. Ernani garante que as duas fitas tiveram o mesmo objetivo de atingir o governo Lula por vingança pelo veto de Dirceu a Demóstenes. ( HORA DO POVO )

janeiro 27, 2012

A popularidade de Dilma, Por Jasson de Oliveira Andrade

Em um ano de governo, a popularidade da presidenta Dilma [ foto ] alcançou um índice nunca visto na História política do Brasil, ultrapassando a de Lula, até pouco tempo o mais popular presidente da República, rivalizando com Getúlio Vargas.
O fato histórico foi revelado pela pesquisa Datafolha, publicada na Folha de S. Paulo de 22 de janeiro deste ano. Bernardo Mello Franco, ao comentar o resultado, ressaltou: “A presidente Dilma Rousseff atingiu no fim do primeiro ano de seu governo um índice de aprovação recorde, maior que o alcançado nesse estágio por todos os presidentes que a antecederam desde a volta das eleições diretas”. Continua o jornalista: “Pesquisa Datafolha realizada na última semana mostra que 59% dos brasileiros consideram sua gestão ótima ou boa – um salto de 10 pontos percentuais em seis meses”.
Bernardo Mello Franco revela ainda a popularidade de outros presidentes: “Ao completar um ano no Planalto, Fernando Collor tinha 23% de aprovação. Itamar Franco contava 12%. Fernando Henrique Cardoso teve 41% no primeiro mandato e 16% no segundo. Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 42% e 50%, respectivamente”. Dilma com 59% bateu todos eles. Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, a chave para entender a evolução dos números nos últimos meses está na economia. “A população estava preocupada com a crise internacional, mas percebeu que ela não mexeu no seu bolso”, afirmou ele. Outro fato que alavancou a popularidade da presidenta, segundo Paulino: “Dilma demonstrou firmeza nas crises e passou a imagem de que é rápida para decidir e não titubeia para demitir quem se envolve em irregularidades”.
Outro fato surpreendente foi revelado pelo Jornalista Bernardo Mello Franco: “Entre os eleitores que apontam o PSDB como seu partido preferido, a petista alcança 40% de aprovação. Neste grupo, 69% a consideram “muito inteligente”, e 57%, “decidida” e “sincera”.
A analista política do Estadão, Dora Kramer, em artigo publicado em 24 de janeiro, analisa a diferença de estilo entre Dilma e Lula, concluindo: “A tese das diferenças entre um e outro já se prestou a várias leituras, sendo a mais equivocada delas a que enxerga sinais de ruptura em atos como o trato civilizado que Dilma dá à oposição [principalmente, Alckmin], a ausência da tagarelice diária ou a capacidade de reconhecer o momento em que um ministro perde a condição de permanecer no cargo”. Tem razão a analista. Os estilos podem ser diferentes, mas isto não significa ruptura com Lula, como desejam os adversários.
Vamos ver se 2012 confirma essa enorme popularidade da presidenta Dilma. Vai depender da economia, acredito. A continuar como se encontra atualmente, sem dúvida vai confirmar. Como sempre digo: a conferir.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Janeiro de 2012

setembro 29, 2011

Registros úteis sobre o suposto apagão aéreo

Remexendo nuns jornais velhos e não lidos encontrei um texto publicado no Estadão, em 24 de Julho ( falei que eram jornais velhos? ), em seu caderno Aliás, intitulado “Risco no ar”. É sobre o pesquisador da aviação Ivan Sant’Anna, que lançou 2 livros sobre acidentes aéreos. Um deles, publicado em 2011 ( “Perda Total” ), aborda os três acidentes que, segundo a reportagem, “mais chocaram o País do fim da década de 90 para cá”. O artigo, integral, pode ser lido AQUI. Da minha parte, me interessa transcrever abaixo a opinião de Ivan sobre os casos do Boeing da Gol que caiu na Amazônia ao se chocar com o Legacy pilotado por dois norteamericanos e o do Airbus da TAM que deslizou na pista de Congonhas, atravessou a avenida Washington Luís e explodiu após chocar-se com um depósito da empresa, tragédia que ceifou 200 vidas. Sobre este último, Lula disse em 2010 que foi seu pior momento no governo, quando tentaram imputar-lhe a responsabilidade pessoal sobre a ocorrência. Vejamos o que diz o especialista [ mas eu sugiro a leitura integral ]:

A tragédia do 1907
“Criticou-se muito a sobrecarga do sistema aéreo brasileiro após a queda do Boeing-737 da Gol na Amazônia, que colidiu com um Legacy. Só que aquele dia o tráfego aéreo não estava intenso e o clima na torre de comando era até monótono. O maior fator foi a total incapacidade daqueles pilotos americanos em levar o avião. Negligência e imperícia, pois eles treinaram poucas horas e não sabiam pilotar um Legacy, o que fica claro nas gravações da cabine. O avião ficou 54 minutos avisando que o transponder ( dispositivo automático que transmite dados como a altitude e localização da aeronave ) estava desligado e nem Joe Lepore nem Jan Paladino perceberam. O plano de voo que receberam também estava certo: eles não devem tê-lo lido. Ainda assim, não se pode atribuir a culpa só aos dois. Ela se deve, digamos em 40%, aos controladores de voo também, que não perceberam nada. Há um problema seriíssimo de língua. Nossos controladores falam um inglês péssimo e os pilotos americanos não fazem a menor questão de se comunicarem de maneira pausada e clara. Então, um finge que disse e o outro, que entendeu. A formação deficiente dos controladores é outro problema de infraestrutura. Leva-se quatro, cinco anos para se formar um profissional desses e os salários são baixos para atrair quem fala inglês fluente.

A queda do 3054
“O título do capítulo que escrevi sobre o acidente foi “Tragédia Anunciada”, mas se tivesse dito “Programado para Cair” não seria exagero. O Airbus-320 da TAM estava lotado e tinha os tanques de combustível cheios por causa do que eles chamam em aeronautiquês de “abastecimento econômico” [ grifo nosso ] – como o ICMS sobre combustível em Porto Alegre é mais barato que em São Paulo, ele vem com gasolina excedente para usar num próximo voo. A companhia desincentivava os pilotos a irem a um aeroporto alternativo, como Guarulhos, ou a arremeter – no que os pilotos da casa chamam de “doutrina TAM” [ idem ]. Nada disso é ilegal, mas imprudente num dia de chuva como aquele. Ainda mais porque a pista tinha sido repavimentada, liberada antes do grooving ( ranhuras no piso que aumentam a aderência dos pneus no pouso ) e estava um sabão. E o reverso daquele avião estava “pinado”, ou seja, desativado, aguardando manutenção, o que não interdita o voo mas reduz seus recursos. Então, os pilotos cometeram o erro de manter a manete esquerda em idle (ponto morto) e a direita em climb (aceleração). O computador não entendeu o que havia e aconteceu a catástrofe.

setembro 25, 2011

Imprensalão e oposição xexelentos dizem que comedida e tímida reposição de pessoal promovida por Lula é “inchaço da máquina”

MERA REPOSIÇÃO
Tentam transformar em escândalo o alegado ‘inchaço da máquina pública’ que teria ocorrido nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o que houve foi apenas uma reposição parcial de trabalhadores, de acordo com a lei [ grifo nosso ], o que inclui substituição de terceirizados ( ainda incompleta ) e de contratados informalmente ou via agências internacionais, tudo em consonância com o Tribunal de Contas da União e com o Ministério Público.
Escancara-se que nos oito anos de Lula ingressaram 155.534 servidores concursados – o triplo do mesmo período de Fernando Henrique Cardoso – , notícia que não pode ser avaliada corretamente quando omitidos antecedentes importantes, entre eles os três planos de demissões voluntárias, em 1991, entre 1995 e 1998 e em 2003.
O sucateamento do serviço público federal teve início nos governos Collor e Sarney, e acentuou-se na era FHC, especialmente no segundo mandato, durante o qual praticamente não houve admissões, nem mesmo para as carreiras estratégicas do Estado. Em 2002, por exemplo, ocorreram apenas 30 nomeações.
Era natural que Lula investisse no Estado forte, valorizando os servidores, na medida do possível, e ampliando os quadros, prestigiando a qualificação. Não há demérito nenhum nisso. Pelo contrário, essa política tira trabalhadores da precariedade e resulta em maior produtividade, com redução de custos, comparando com a terceirização, uma das portas escancaradas para a corrupção.
Note-se que apesar de todo esse avanço, no fim de 2010 o número de servidores ( 630.542 ) ainda era inferior ao de 1992 ( 683.618 ), apesar do crescimento populacional [ idem ] e da atuação do Estado.
Um problema é que essa recuperação parcial está sendo seriamente ameaçada pelas restrições impostas pelo atual governo. Outro, é o excessivo número de comissionados, sem exigência de concurso.
( Editorial, FOLHA DIRIGIDA, 19 a 25 de Setembro de 2011 )

setembro 21, 2011

Jefferson admite que “mensalão” foi invenção sua

Roberto Jefferson declara em sua defesa no STF, no processo em que é réu, que o dinheiro recebido por seu partido “nada tem de irregular, dirá criminoso”, admitindo assim que inventou a farsa do “mensalão”.
Roberto Jefferson admite que “mensalão” foi uma invenção
A jornalista Hildegard Angel divulgou, em nota no seu microblog, que o deputado federal cassado Roberto Jefferson declara em sua defesa no Supremo Tribunal Federal (STF), em processo onde que figura como réu, “que o tal ‘mensalão’ não é fato é ‘pura retórica’, isto é, não existiu! Uma farsa”. “O ‘tenor’ queria apenas as luzes da ribalta”, acrescentou.
“Quem deu credibilidade ao inacreditável Jefferson? Uma imprensa e uns políticos preocupados com suas conveniências e não com fatos. Vergonha!”, enfatizou a jornalista.
Roberto Jefferson teve o mandato cassado por não apresentar provas de suas denúncias sobre a farsa do “mensalão”, que seria uma mesada que o governo Lula oferecia a deputados da base aliada para que votassem em projetos do próprio governo. Agora, na defesa apresentada ao Supremo, confirmou que tudo não passou mesmo de uma invenção, sustentando que as acusações contra ele “são claramente improcedentes e destituídas de qualquer fundamento fático”.
Na defesa, o ex-deputado diz que o “acordo político para as eleições municipais de 2004 com o PT, envolveram, sim, doação financeira deste para o PTB”. “Essa doação aprovada por ambos os partidos tem apoio em lei e, naquele pleito, estava regulada pelas Resoluções do egrégio Tribunal Superior Eleitoral” [ grifo deste blog ], completa.
Seus advogados enumeram as resoluções nº 21.609/04, art. 3º, parágrafo único, inciso I (que considerou recurso, dinheiro em espécie) e a nº 20.987/02, art. 10, inciso IV (que indica doação de partido político como fonte de arrecadação).
“Assim, os R$ 4 milhões pagos pelo PT, como parte do dito acordo, nada têm de irregular, dirá criminoso”, relata o texto, sublinhando que a “origem desse recurso, que não se poderia presumir ilícita – como, de resto, a própria denúncia afirma que ‘ainda não foi identificada’ (fl. 10) – segundo o PT, é fruto de recursos próprios seus e de empréstimos bancários”. “Mas crime não é”, assinala.
( HORA DO POVO, 21/09/2011 )

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