ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

setembro 18, 2013

Ex-refém de “rebeldes” sírios por 150 dias, veterano jornalista italiano diz que ” ‘revolução’ se tornou propriedade de fanáticos e bandidos sem compaixão”

Depois de libertado, Domenico Quirico diz que na Síria “a revolução perdeu a honra”
O jornalista italiano de 62 anos raptado por um grupo rebelde em Abril e libertado na semana passada relata os 152 dias de um cativeiro “desumano”.

Medo, fome e humilhações em pequenos quartos escuros de janelas fechadas sob um calor abrasador. Domenico Quirico viveu 152 dias em que foi tratado de forma desumana, conta ao seu jornal, o diário italiano La Stampa, depois de ter sido libertado, há dez dias. Sente-se “traído” por “uma revolução que se tornou propriedade de fanáticos e bandidos”. “A Síria transformou-se no País do Mal, a terra onde o mal triunfa”, diz.

Quirico foi libertado numa noite de domingo. O relato ao seu jornal, que o semanário britânico The Observer reproduz em parte, começa numa outra noite “doce como o vinho”, 8 de Abril, em Qusair, bastião dos rebeldes, a cerca de 30 quilómetros de Homs, norte de Damasco, quando ainda acreditava naquilo que o tinha levado à Síria.

“Vim para relatar mais um capítulo da guerra na Síria. Em vez disso, seguiram-se 152 dias de cativeiro. Enfrentei duas execuções fingidas, o silêncio de Deus, da minha família e do mundo”, escreve. Sofreu com a fome e a falta de compaixão. “Estávamos presos como animais.”

Chegou a Qusair, já devastada pela guerra, numa coluna dos rebeldes do Exército Livre da Síria e ao fim de um percurso feito no escuro por estradas controladas pelo regime. Estava com o professor belga Pierre Piccinin. Os dois foram raptados e libertados nos mesmos dias.

Os dois foram surpreendidos por homens de cara tapada saídos de duas carrinhas de caixa aberta, que os levaram para uma casa e os espancaram. Diziam trabalhar para a polícia do regime. Eram afinal fervorosos islamistas que às sextas-feiras ouviam sermões contra o Presidente Bashar al-Assad, conta Domenico Quirico. “A prova final foi quando foram bombardeados do ar. Era claro que tínhamos sido raptados pelas forças rebeldes.”

Não eram mais que um grupo de bandidos e não islamistas ou revolucionários. “O Ocidente confia neles mas aprendi a meu custo que estamos a falar de um novo e perturbante fenómeno na revolta: a emergência de bandidos ao estilo da Somália que, usam o islão e o contexto da revolução para controlarem pedações de território, extorquirem dinheiro da população, raptarem pessoas e encherem os bolsos”, diz. “Na Síria, a revolução perdeu a honra”, acrescenta numa entrevista ao jornal francês Le Figaro.

Nenhuma compaixão
O chefe era um autodenominado emir, Abu Omar, que várias vezes sorria perante a crueldade infligida sobre outros. Neste caso, sobre Domenico Quirico. Uma vez, “sentado como um lorde” e “rodeado dos seus combatentes” chamou o jornalista para se sentar a seu lado. E permaneceu impávido perante a súplica deste: “Pedi-lhe [que me emprestasse] o seu telefone, disse-lhe que os meus familiares provavelmente pensavam que eu estava morto e que ele estava a destruir a minha vida e a da minha família. Riu-se, e disse que não havia rede na zona. Não era verdade.”

Uma única vez, diz, ele e Pierre Piccinin foram tratados de forma humana: quando, devido aos bombardeamentos, tiveram de ser entregues, por uma semana, ao grupo Jabhat al-Nusra, “a Al-Qaeda da Síria”. “Foi a única vez em que fomos tratados como seres humanos. Davam-nos por exemplo da mesma comida que eles comiam”, conta. “São fanáticos que esperam construir um Estado islâmico na Síria e por todo o Médio Oriente. Mas em relação aos seus inimigos – e sendo brancos, cristãos e ocidentais, nós eramos seus inimigos – têm um sentido de honra e de respeito.”

Tentativas de fuga falhadas
Duas vezes tentou fugir com o professor belga, raptado pelo mesmo grupo. E duas vezes foram apanhados para serem depois violentamente castigados, mas não mortos. “O nosso valor para eles era como o de uma mercadoria. (…). Podem agredir-te mas não matar-te porque se acabam contigo não poderão vender-te”, diz Quirico.

O jornalista veterano, de 62 anos de idade e acumulada experiência em cenários de guerra, acreditou que ia ser morto. Esse medo sentiu-o pelo menos duas vezes, quando o encostaram à parede com uma arma colada à cabeça. “Longos momentos seguiram. [Nessa situação] Sentimos vergonha de nós mesmos. Sentimo-nos zangados e com medo”, confessa. E quando o largaram (a ele e ao companheiro de sequestro) no escuro, junto à fronteira, e disseram para os dois caminharem. “Pensei que iam disparar sobre nós por trás. Estava escuro, era um domingo à noite, depois do pôr-do-sol. (…) Tinha a certeza de que nos iam eliminar. Eu tinha visto as suas caras, sabia os seus nomes. Mas nenhum deles usou a sua kalashnikov. Inshallah (se deus quiser), este era o momento da nossa libertação.” ( PUBLICO )

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Síria entregou aos russos provas sobre uso de armas químicas pela oposição

Vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo considerou relatório da ONU “politizado” e “tendencioso”.

A Síria deu à Rússia provas sobre o uso de armas químicas por parte da oposição, anunciou nesta quarta-feira o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Riabkov, que considerou que o relatório das Nações Unidas sobre o tema está “politizado e é tendencioso”.

O relatório concluiu que foram usadas armas químicas na guerra síria e debruça-se sobre o ataque de Agosto nos arredores de Damasco em que terão morrido mais de 1400 pessoas, muitas delas crianças. O relatório não atribuiu culpas claramente a um dos lados do conflito – não era esse o mandato dos investigadores de armas químicas.

Mas o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, não hesitou em dizer que foi cometido “um crime de guerra”. Estados Unidos, França e Reino Unido, analisando os pormenores técnicos do relatório, atribuíram claramente a responsabilidade do ataque, afirmaram claramente que, pelo tipo de armamento usado, pela trajectória seguida pelos projécteis usados para o bombardeamento com gás sarin dos subúrbios de Damasco na madrugada de 21 de Agosto é indesmentível que as tropas de Bashar al-Assad estão por trás do ataque.

A Rússia, no entanto, recusa-se a aceitar esta leitura. Riabkov denunciou o relatório, que considerou ter manipulado as provas para apontar a culpa a um dos lados do conflito que dura há já dois anos e meio — em guerra estão o Exército governamental e a oposição armada, que tenta derrubar o regime, tendo-se juntado à guerra civil milícias com uma grande quantidade de estrangeiros, com objectivos distintos (islamistas, por exemplo).

O vice-ministro russo disse que os inspectores da ONU só verificaram as provas relativas ao ataque de 21 de Agosto e ignoraram os outros três ataques com armas químicas que aconteceram antes dessa data. O Governo sírio, disse, tem provas materiais sobre estes ataques anteriores que atribuem a responsabilidade à oposição. Os inspectores da ONU frisaram sempre, no entanto, que querem voltar à Síria para investigar outros locais onde houve denúncias de ter havido ataques químicos.

A Síria aceitou entregar as armas químicas para destruição, de acordo com um plano russo que impediu uma intervenção punitiva americana contra o Governo de Assad. Mas o chefe da missão de inspectores da ONU, Ake Sellstrom, disse à BBC que será muito difícil encontrar e destruir o arsenal químico do Governo sírio. Esse trabalho, explicou, dependerá da vontade de cooperar e negociar do Governo e da oposição. “Vai ser um trabalho de muito stress”, disse. ( PUBLICO )

Rússia acusa de parcialidade inspectores da ONU na Síria

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo garante que a Rússia recebeu “elementos” enviados pela Síria para apoiar a tese de uma provocação dos rebeldes

A Rússia acusou hoje de parcialidade os inspetores da ONU que realizaram um inquérito sobre um ataque químico na Síria e afirmou ter recebido de Damasco elementos que reforçam a tese de uma provocação dos rebeldes.

“Estamos desiludidos, é o mínimo que podemos dizer, com a abordagem do secretariado da ONU e dos inspetores da ONU que se deslocaram à Síria, que prepararam o seu relatório de forma seletiva e incompleta, sem terem em conta os elementos que tínhamos assinalado várias vezes”, declarou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Riabkov, citado pelas agências desde Damasco.

“Sem um quadro completo do que se passa aqui, não podemos considerar as conclusões dos inspetores da ONU senão como conclusões politizadas, parciais e unilaterais”, declarou.

O diplomata russo, que chegou a Damasco na terça-feira à noite, sublinhou que os inspetores redigiram o relatório sobre o ataque de 21 de agosto “sem procurar elementos sobre três outros casos, como pedia a parte síria” e como pedia a própria Rússia.

Acrescentou que a Rússia recebeu “elementos” enviados pela Síria para apoiar a tese de uma provocação dos rebeldes.

“Elementos (de prova) correspondentes foram transmitidos à parte russa”, disse Riabkov, acrescentando: “Foi-nos dito que testemunham que os rebeldes estão implicados no ataque químico”.

“A Rússia começou a análise destas informações complementares. Não podemos para já tirar conclusões, mas (…) estamos inclinados a considerar com a maior seriedade os elementos da parte síria sobre a implicação dos rebeldes no ataque de 21 de agosto”, afirmou ainda.

Os inspetores das Nações Unidas que investigaram o ataque de 21 de agosto, que segundo os EUA fez 1.400 mortos, concluíram que existem provas “claras e convincentes” do uso de armas químicas, que têm sido usadas “numa escala relativamente grande”.

O relatório dos inspetores das Nações Unidas nada diz sobre os responsáveis pelo ataque, mas este não será um caso isolado, já que a comissão de inquérito da ONU sobre as violações de direitos humanos na Síria anunciou estar a investigar outros presumíveis 14 ataques químicos, registados desde setembro de 2011.

O conflito na Síria – em que a contestação popular ao regime degenerou em guerra civil – já causou mais de 110 mil mortos e perto de dois milhões de refugiados, de acordo com dados das Nações Unidas. ( INOLINE )

Os vídeos manipulados do «massacre» de Goutha

O Instituto presidido pela Madre Agnes-Mariam de la Croix estabeleceu uma lista dos primeiros vídeos sobre o massacre de Ghuta, e conseguiu determinar tanto as horas a que foram captadas as imagens, codificadas pelos aparelhos utilizados, como as horas da sua inserção no YouTube. O estudo de toda essa informação apresentada como prova do massacre permite comprovar a existência de incoerências e manipulações :

- Ghuta (na cintura agrícola que rodeia Damasco–ndT) está despovoada há bastante tempo. Só permanecem nela as pessoas que ainda apoiam os « rebeldes » e um punhado de pessoas idosas que não tinham possibilidades de fugir. Os apoiantes dos « rebeldes » são quase exclusivamente adolescentes e homens, enquanto a presença lá de mulheres e crianças é ínfima.
- Nos vídeos, as vítimas apresentadas são principalmente crianças, alguns adultos e praticamente nenhumas mulheres, apesar do Gabinete Médico Unificado de Ghuta falar de uma quantidade grande de mulheres mortas.
- Nas imagens vê-se uma mulher que busca os seus filhos. Mas essa mesma mulher aparece em vídeos gravados em 5 localidades diferentes e parece encontrar os « seus meninos » em 2 localidades distintas.
- Uma testemunha descreve as reacções da sua família ante o cheiro do gaz, apesar de uma das características fundamentais do gás sarín ser a de não ter cheiro.
- Pelo menos uma fotografia da revolução egípcia foi inserida pelo Comité Revolucionário de Masaken Barzeh como prova do massacre de Ghuta.
- Dois vídeos, um publicado pelo Comité Revolucionário de Jobar e outro pelo Comité Revolucionário de Hamouria, mostram dois cenários diferentes, incompatíveis, da morte de uma mesma criança.
- A comparação entre vários dos vídeos permite distinguir um trabalho de encenação, dada a difícil e absurda maneira como os corpos são movidos de um lado para outro dentro do mesmo local, onde supostamente se prestam cuidados médicos de urgência.
- Enquanto os « rebeldes » anunciam mais de 1.466 mortos, os vídeos não mostram mais que 8 enterros.

The Chemical Attacks on East Ghouta to Justify Military Right to Protect Intervention in Syria, ( em Inglês, Os ataques com químicos na Ghuta Leste para justificar o direito militar a intervir na Síria -ndT ) pela Madre Agnès-Mariam da Cruz, Institut international pour la Paix, la Justice et les Droits de l’homme, ( Instituto internacional para a Paz, a Justiça e os Direitos do Homem ) 11 de Setembro de 2013, 43 pp.

Tradução
Alva

VOLTAIRENET

Mercenários confessam limpeza étnica na Síria

Em declaração postada na internet e reproduzida pela Associated Press, a Frente Al Nusra – organização ligada à Al Qaeda que integra os contras que tentam derrubar o presidente Bashar Al Assad -, anunciou ter assassinado pelo menos “30 alauitas”, como eles se referiram aos cidadãos sírios que chacinaram, de três aldeias na província de Homs, Maksar Al Hasan, Jab Al Jarrah e Al Massoudiyh.

A matança em Maksar Al Hasan durou dez horas, o tempo necessário para serem expulsos pelas tropas legalistas. Alauitas, de fé xiita, sunitas, cristãos, curdos e outros grupos étnicos sempre conviveram na Síria sob o governo secular instaurado pela revolução baasista.

O autointitulado “Observatório Sírio dos Direitos Humanos, pró-mercenários, e que opera desde Londres, na Inglaterra, confirmou a morte de 22 aldeãos de Maksar Al Hasan.

HORA DO POVO

setembro 17, 2013

Ex agente da CIA diz que a agência fabricou evidência

Ex-agente da CIA diz que a agência fabricou evidência para EUA entrar em guerra contra a Síria

WASHINGTON/EUA – O material de inteligência reunido para provar a culpa do governo sírio pelo suposto uso de armas químicas foi fabricado por membros da comunidade de espionagem americana para enganar o presidente Barack Obama e convencê-lo a tomar medida de punição, segundo Ray McGovern, um veterano da própria CIA (Agência Central de Inteligência), disse em entrevista à agência de notícias russa RT.

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

McGovern foi um dos signatários de uma carta de funcionários veteranos de inteligência entregue a Obama, alertando o mandatário que Bashar al-Assad não é o responsável pelo suposto ataque com armas químicas, e que “o diretor da CIA, John Brennan, está cometendo a mesma fraude pré-Iraque sobre os membros do Congresso, a mídia e o público”.

O veterano disse que o problema é conseguir acesso ao que chamam de grande mídia. Segundo McGovern, a imprensa está apoiando a guerra e por isso não quer ouvir que a evidência é muito frágil. “Eles não querem ouvir que pessoas dentro da CIA, com grande acesso a informações, dizem que não há evidência conclusiva de que Assad ordenou aqueles ataques químicos. Você não assume aquelas coisas, você precisa prová-las”, disse.

A razão para que os Estados Unidos não apresentem a prova contra o regime sírio é porque não poderia ser suportada diante de um tribunal, e não passaria por um exame minucioso – isso aconteceu antes do Iraque, afirmou McGovern, que acrescentou que o governo americano precisa divulgar a suposta mensagem interceptada que provaria a culpa de Assad para calar os críticos.

O ex-analista declarou que o secretário de Estado John Kerry demonstrou estar sob influência do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu – o único Estado que se beneficiaria de uma guerra na Síria, e que pessoas com influência e conselheiros da Casa Branca tentam convencer Obama a tomar uma medida.

Para McGovern, a mudança de postura de Washington ao recuar sobre a possibilidade iminente de um ataque na Síria foi uma conversa de Obama com os militares, que afirmaram que uma ação militar não poderia ser justificada tão cedo, e que as pessoas e setores que apoiam a intervenção militar não têm ideia do que é uma guerra.

Ray McGovern foi analista da CIA durante 27 anos e trabalhou com sete presidentes, sendo responsável, durante a década de 80, de preparar os relatórios diários matinais com o material reunido pela agência ao chefe do governo. McGovern foi um crítico feroz da guerra do Iraque liderada pelo presidente George W. Bush em 2003. Mais recentemente, também criticou a atuação do governo no episódio envolvendo o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, responsável pelo vazamento de documentos secretos. Ele chegou a afirmar na época que o único crime de Assange fora “divulgar a verdade”.

Soldados dos EUA estão usando a rede social Facebook para protestar contra a ofensiva bélico-militar que o presidente Barack Obama pretende desferir contra a Síria. Com informações das agências internacionais de notícias.

ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

setembro 13, 2013

Comissão de DH da ONU admite que não há como saber quem usou gás em Goutha

A Comissão da ONU sobre direitos humanos na Síria, presidida pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, que costuma emitir relatórios contra o governo sírio, desta vez teve de admitir que quanto aos ataques químicos “com base nas provas atualmente disponíveis, não foi possível chegar a uma conclusão sobre os agentes químicos utilizados, seu sistema vetor ou os autores destes atos. As investigações continuam”. Outra investigação da ONU sobre a Síria, realizada sob direção da ex-procuradora do Tribunal Penal para a Iugoslávia, Carla Del Ponte, havia afirmado em maio que havia provas de que ataque com armas químicas fora “cometido pelos rebeldes” e não pelas tropas legalistas de Assad.

A comissão presidida por Pinheiro considerou que uma intervenção militar estrangeira na Síria intensificaria a guerra e o sofrimento da população e tornaria ainda mais difícil uma solução negociada para o conflito. “Não há solução militar”, assinalou.

Curiosamente, a comissão do Sr. Pinheiro classificou os “assassinatos, torturas, estupros e desaparecimentos forçados” que atribui às forças legalistas de “crimes contra a humanidade”, enquanto “os assassinatos, execuções sumárias, atos de tortura, seqüestros e ataques contra objetivos protegidos” que reconhece que as “forças antigovernamentais cometem como “crimes de guerra”. Provavelmente não tiveram acesso ao vídeo do jihadista comendo carne humana, que todo mundo viu. ( HORA DO POVO )

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setembro 12, 2013

Presidente russo acusa rebeldes sírios de usar armas químicas para provocar uma intervenção

O Presidente russo, Vladimir Putin, defendeu que foram os rebeldes, e não o exército de Bashar al-Assad, quem utilizou armas químicas no ataque de agosto perto de Damasco, para provocar uma intervenção estrangeira, num artigo de opinião divulgado esta quarta-feira à noite.

“Não há dúvidas de que se utilizou gás venenoso na Síria”, no entanto, “há todas as razões para crer que foi utilizado não pelo exército, mas pelas forças de oposição para provocar uma intervenção” dos seus aliados estrangeiros, disse o líder russo, no artigo de opinião publicado na edição digital do jornal New York Times.

No mesmo artigo, o Presidente russo advertiu que qualquer ataque militar na Síria à revelia das Nações Unidas iria minar a organização e acarretar o risco de desencadear uma onda de terror.

Essa intervenção militar iria “resultar em mais vítimas inocentes e numa escalada, estendendo potencialmente o conflito para lá das fronteiras da Síria”, disse o líder russo, num artigo de opinião publicado pelo jornal New York Times na noite de quarta-feira.

“Ninguém quer que as Nações Unidas sofram o destino da Sociedade das Nações, que colapsou pela ausência de uma influência real”, algo que, segundo escreve Putin, é passível de suceder caso os países influentes contornem as Nações Unidas e realizem uma ação militar sem a autorização do Conselho de Segurança.

O artigo apareceu no portal do diário norte-americano na mesma altura em que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, partia para Genebra para manter conversações com o homólogo russo, Sergei Lavrov, sobre a proposta russa que pode fazer com que Damasco prescinda do seu arsenal químico.

Os dois diplomatas encontram-se esta quinta-feira para uma reunião que, segundo acredita o chefe da diplomacia norte-americana, “durará provavelmente dois dias”, mas há possibilidade de se estender até sábado, informou, esta noite, a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

O Presidente russo sustentou que um ataque militar norte-americano poderia conduzir a uma perda massiva de vidas e iria fomentar tumultos no já conflituoso Médio Oriente.

“Um ataque iria aumentar a violência e desencadear uma nova onda de terrorismo. Iria minar os esforços multilaterais para resolver o problema nuclear iraniano e o conflito israelo-árabe e destabilizar ainda mais o Médio Oriente e o norte de África”, realçou Putin, apontando que tal poderia ainda ?desequilibrar’ todo o sistema de direito e ordem internacionais.

O artigo de Putin surge um dia depois do Presidente norte-americano, Barack Obama, ter adiado a sua ameaça de atacar a Síria, dando uma oportunidade à diplomacia, depois de o regime de Bashar al-Assad ter acolhido o plano russo. ( JN )

setembro 11, 2013

Reféns de rebeldes ouviram em cativeiro que ataque químico foi orquestrado pela oposição síria

Combatentes queriam “provocar intervenção”. Grupos rebeldes pedem ao Ocidente que não acredite “nas mentiras de Assad” [ sic ]

O correspondente de guerra italiano Domenico Quirico e o professor universitário belga Pierre Piccinin, que desde Abril estavam reféns de um dos grupos rebeldes que lutam há dois anos e meio para derrubar o regime de Bashar al-Assad, foram libertados na segunda-feira e ontem quebraram o silêncio.

Em diferentes artigos e vídeos divulgados ao longo do dia por vários media, os dois homens dizem ter ouvido uma mesma conversa entre os rebeldes durante o cativeiro que parece indicar que o ataque químico de 21 de Agosto a um subúrbio de Damasco foi de autoria rebelde.

“Não foi o governo de Bashar al-Assad que usou gás sarin ou outros gases durante o combate nos subúrbios de Damasco”, diz Piccinin numa entrevista dada ontem a um canal de televisão belga, citada pelo jornal “Le Soir”. Segundo Piccinin, que diz que inicialmente era “um fervoroso apoiante do Exército para a Libertação da Síria [ ELS, grupo armado de oposição ] e da sua luta justa pela democracia”, a dada altura durante o cativeiro ouviram os rebeldes dizer que o fatal ataque com gases nervosos – que, segundo os EUA, fez mais de mil mortos – foi levado a cabo por uma das forças anti-Assad para tramar o governo e provocar acção militar do Ocidente.

Quirico, que diz que a Síria “foi traída por uma revolução que já não existe e que se tornou fanática nas mãos de bandidos”, confirma ter ouvido a mesma conversa, mas diz que é uma “loucura” assumir que tal prova a autoria do ataque químico. “É impossível saber se o que foi dito é baseado em factos reais ou apenas boatos.” O jornalista acrescenta que, a concretizar-se, a intervenção que Obama quer iniciar – precisamente sob o argumento de ter sido Assad a usar armas químicas – seria um “tremendo erro”.

Ontem, e após o aparente passo atrás da administração Obama quanto a essa possível intervenção, a Coligação Nacional Síria – um dos grupos de oposição ao regime – pediu ao Congresso americano que a aprove. “Por favor autorizem o presidente Barack Obama a actuar contra Assad e a detê-lo”, disse Ahmad Jarba, líder dessa coligação. “Fazemos um apelo aos ataques e advertimos a comunidade internacional de que o regime [de Assad] diz mentiras e que o seu mentor é Putin”, disse Selim Idriss, chefe do ELS, à Al-Jazeera. [ IONLINE ]

Veteranos advertem Obama sobre fraude da CIA quanto a ataque químico na Síria

Em relação à Síria, Obama está em situação idêntica a de seu antecessor, George W. Bush, em relação aos informes da inteligência norte-americana sobre as armas de destruição em massa no Iraque

Por Redação, com agências internacionais – de Washington

Apesar da administração Obama estar supostamente informada “com alta precisão” que o governo da Síria perpetrou um ataque com armas químicas no dia 21 de agosto, nos arredores de Damasco, contra a população civil, dezenas de ex-militares dos EUA e funcionários da inteligência norte-americana estão dizendo ao presidente que estão recolhendo informações diametralmente opostas à história oficial.

Um memorando para o presidente, do instituto Veteran Intelligence Professionals for Sanity (VIPS), vazado para a mídia norte-americana, neste sábado, traz como assunto a questão: Será a Síria uma armadilha?. A prioridade do documento foi classificada como “Imediata”. A mensagem, publicada na página Consortium News, aparece assinada por uma lista de veteranos da inteligência norte-americana, encabeçada por Thomas Drake, aposentado como executivo sênior da National Security Agency ( NSA, na sigla em inglês ), Philip Giraldi, na reserva como oficial de operações da Central Inteligence Agency ( CIA, também na sigla em inglês ), Matthew Hoh, capitão reformado da Marinha dos EUA, com serviços prestados no Iraque e no Afeganistão, no Foreign Service Office, e Larry Johnson, também aposentado pela CIA, com serviços prestados ao Departamento de Estado norte-americano.

Segundo a mensagem ao presidente Barack Obama, ex-companheiros de trabalho dos agentes o assinam “estão dizendo, categoricamente, que ao contrário do que afirma a sua administração, a informação mais fidedigna mostra que ( o presidente da Síria ) Bashar al-Assad não é o responsável pelo acidente químico que resultou em civis mortos e feridos em 21 de agosto, e que os funcionários dos serviços de inteligência britânicos também o sabem”.

“Neste breve informe, optamos opr assumir que o Sr. não tenha sido plenamente informado, porque seus assessores decidiram lhe oferecer a oportunidade do que comumente se conhece com “negação plausível”. Já passamos por isso antes, com o presidente George W. Bush, a quem lhe dirigimos nosso primeiro VIPS memorandum, imediatamente após o discurso de Colin Powell na ONU, em 5 de fereveiro de 2003, quando se descobriu a “inteligência” fraudulenta para apoiar um ataque ao Iraque. Naquele momento, optou-se por dar ao presidente Bush o benefício da dúvida, pensando que ele teria sido enganado, o, no mínimo, muitomal assessorado. A natureza fraudulente do discurso de Powell era uma obviedade”, afirma o texto.

Ainda segundo os veteranos, as fontes que eles ouviram, de dentro do governo Obama, sabem que “houve um acidente no manuseio de armas químicas mas insistem, sem nenhuma dúvida, que o incidente não foi resultado de um ataque perpetrado pelo exército sírio com armas quimicas do arsenal militar. O que nos informam é que o diretor da CIA, John Brennan, está perpetrando uma fraude idêntica a que ocorreu nos momentos que antecederam a Guerra do Iraque junto aos membros do Congresso e aos meios de comunicação, ao público e até ao senhor presidente”.

PRAVDA / PATRIALATINA

“Bashar al-Assad não é o responsável pelo acidente químico que resultou em civis mortos e feridos em 21 de agosto, e os funcionários dos serviços de inteligência britânicos também o sabem”

Chefe de gabinete de Obama: “Não temos prova irrefutável contra Assad”

O chefe de gabinete da Casa Branca, Dennis McDonough, admitiu no domingo (8) que o governo Obama carece de “uma evidência irrefutável que esteja além de toda a dúvida razoável” para convencer os cidadãos dos EUA e o Congresso em apoiar o bombardeio da Síria. Segundo ele, basta o “senso comum” da CIA acusar alguém sem provas para poder bombardear.

Num país que invadiu o Iraque alegando “armas de destruição em massa que não existiam”, ou foi à Guerra no Vietnã fabricando um “incidente do Golfo de Tonkin”, o chefe de gabinete de Obama tem a desfaçatez de dizer que “este não é um tribunal de justiça, os trabalhos de inteligência não operam assim. A prova do sentido comum diz que Assad é o responsável disto [o ataque] e devemos obrigá-lo a prestar contas”.

Aliás, até agora, os EUA não apresentaram prova alguma, só rumores, como denunciou a Rússia, e se recusam a esperar pelo resultado dos testes dos inspetores da ONU.

HORA DO POVO

E MAIS:

Manifesto de ex-altos assessores da ONU repele ataque à Síria

“Os tambores da guerra rufam mais uma vez no Médio Oriente, desta vez com a possibilidade de um ataque iminente à Síria, após a alegada utilização de armas químicas pelo seu governo. É precisamente em tempos de crise como este que a defesa da paz pode ser feita da maneira mais clara e mais óbvia.

Em primeiro lugar, não temos qualquer prova sólida de que o governo sírio tenha utilizado armas químicas. Mesmo se tal prova fosse apresentada por governos ocidentais, teríamos de permanecer céticos, recordando os muitos incidentes dúbios ou falsificados utilizados para justificar corridas à guerra: o incidente do Golfo de Tonkin, o massacre de bebês na incubadora do Kuwait, o massacre de Racak no Kosovo, as armas de destruição em massa no Iraque e a ameaça de um massacre em Bengazi. Vale a pena notar que a evidência que aponta a utilização de armas químicas pelo governo sírio foi proporcionada aos Estados Unidos pela inteligência israelense, a qual não é exatamente um ator neutro.

Mesmo que desta vez as provas fossem autênticas, isso não legitimaria ação unilateral por parte de ninguém. A ação militar ainda precisa de uma autorização do Conselho de Segurança. Aqueles que se queixam da sua “inação” deveriam ter em mente que a oposição russa e chinesa à intervenção na Síria é motivada em parte pelo abuso das potências ocidentais da resolução do Conselho de Segurança a fim de executar “mudança de regime” naquele país. Aquilo que no Ocidente é chamado de uma “comunidade internacional” desejosa de atacar a Síria está reduzido essencialmente a dois países importantes (Estados Unidos e França), dentre as quase duas centenas de países do mundo. Não é possível qualquer respeito pelo direito internacional sem o respeito pela opinião decente do resto da humanidade.

Mesmo se uma ação militar fosse permitida e executada, o que podia ela conseguir? Ninguém pode controlar armas químicas seriamente sem por “botas sobre o terreno”, o que não é considerado uma opção realista após os desastres do Iraque e do Afeganistão. O Ocidente não tem aliado verdadeiro e confiável na Síria. Os jihadistas que combatem o governo não têm mais amor ao Ocidente do que aqueles que assassinaram o embaixador dos EUA na Líbia. Uma coisa é receber dinheiro e armas de um país, mas outra muito diferente é ser um aliado genuíno.

Tem havido ofertas de negociação provenientes dos governos sírio, iraniano e russo, que têm sido tratadas com arrogância pelo Ocidente. Aqueles que dizem “não podemos conversar ou negociar com Assad” esquecem que isto foi dito acerca da Frente de Libertação Nacional na Argélia, de Ho Chi Minh, Mao, a União Soviética, a OLP, o IRA, a ETA, Mandela e o ANC e muitas guerrilhas na América Latina. A questão não é se alguém fala com o outro lado, mas após quantas mortes desnecessárias se aceita fazê-lo.

O temor de que os EUA e seus poucos aliados remanescentes atuassem como polícia global está realmente ultrapassado. O mundo está se tornando mais multipolar e os povos do mundo querem mais soberania, não menos. A maior transformação social do século XX foi a descolonização e o Ocidente deveria se adaptar ao fato de que não tem nem o direito, nem a competência, nem os meios para dominar o mundo.

Em parte alguma a estratégia de guerras sem fim fracassou mais miseravelmente do que no Médio Oriente. No longo prazo, a derrubada de Mossadeg no Irã, a aventura do Canal de Suez, as muitas guerras israelenses, as duas guerras do Golfo, as ameaças constantes e sanções assassinas primeiro contra o Iraque e agora contra o Irã, a intervenção na Líbia, não conseguiram nada mais do que novos banhos de sangue, ódio e caos. A Síria só pode ser mais um fracasso para o Ocidente sem uma mudança radical na política.

A verdadeira coragem não consiste em lançar mísseis de cruzeiro meramente para exibir um poder militar que está se tornando cada vez mais ineficaz. A verdadeira coragem é romper radicalmente com essa lógica mortal. Ao invés, em obrigar Israel a negociar de boa fé com os palestinos, convocar a conferência Genebra II sobre a Síria e discutir com os iranianos o seu programa nuclear, levando em conta honestamente os legítimos interesses econômicos e de segurança do Irã.

A recente votação contra a guerra no Parlamento Britânico, bem como reações nas redes sociais, refletem uma alteração maciça da opinião pública. Nós no Ocidente estamos cansados de guerras e estamos prontos para nos juntarmos à comunidade internacional real exigindo um mundo baseado na Carta das Nações Unidas, desmilitarização, respeito pela soberania nacional e igualdade de todas as nações.
O povo do Ocidente também pede para exercer seu direito à autodeterminação: se tiverem de ser travadas guerras, elas devem ter como base debates abertos e a preocupação pela nossa segurança nacional e não sobre alguma mal definida noção de um “direito a intervir”, o qual pode ser facilmente manipulado e abusado.
Cabe a nós obrigar os políticos a respeitar esse direito”.

PELA PAZ E CONTRA A INTERVENÇÃO

Os signatários são ex-altos assessores da ONU:

*Hans von Sponeck, Secretário-Geral Assistente da ONU, Coordenador Humanitário para o Iraque (1998 -2000).

*Denis J. Halliday, Secretário-Geral Assistente da ONU, (1994-98)

*Dr. Said Zulficar, Diretor da Divisão do Patrimônio Cultural da Unesco (1992 -1996).

*Dr. Samir Radwan, Conselheiro do Diretor Geral da OIT sobre políticas de desenvolvimento (2001 – 2004). Ex-ministro das Finanças do Egito.

*Dr. Samir Basta, diretor do gabinete regional para a Europa da UNICEF (1990-1995)

*Miguel d´Escoto, presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas (2008-2009) e ministro das Relações Exteriores da Nicarágua (1979-1990).

Iniciativa de Moscou salva reputação de Obama

Depois da divulgação de provas irrefutáveis sobre a inocência de Assad relativamente ao ataque com armas químicas, Barack Obama foi obrigado a considerar a proposta da Rússia de as armas químicas sírias ficarem sob supervisão internacional. Obama declarou a sua intenção de aguardar os resultados da investigação da ONU e pediu ao Congresso para que este adie a sua votação. Mas ele mantém, contudo, a sua opinião que “um ataque contra a Síria é do interesse nacional dos EUA”. Isso foi afirmado por Obama no seu discurso aos americanos.

Os peritos, entretanto, admitem que não se trata tanto do interesse nacional dos EUA, mas do interesse pessoal do próprio Obama e da sua administração. Diz o presidente do Instituto do Oriente Médio Evgueni Satanovsky:

“A oposição não pode fazer nada contra Assad sem um ataque dos Estados Unidos. A Arábia Saudita, o Qatar e a Turquia não podem derrubar Assad com as suas próprias forças. Eles precisam do apoio dos estadunidenses e dos europeus. Essa operação já foi paga há muito tempo. Neste caso, os EUA estão apenas a cumprir uma encomenda. Claro que não são os EUA como país, mas sim a liderança norte-americana. Já se sabe há muito tempo que o presidente Obama simpatiza com os islamitas. Neste caso, “o cachorro americano é abanado pelo rabo saudita e catariano.”

A iniciativa russa para a colocação das armas químicas sírias debaixo do controle internacional irá também salvar a reputação do próprio Obama. Diz o perito Andrei Volodin do Centro de Estudos Orientais russo:

“As provas apresentadas na ONU são, na realidade, do interesse da atual administração americana. Do meu ponto de vista, Obama é um homem inteligente. Neste caso ele recebe as provas da inocência de Assad em conjunto com o compromisso da Síria em colocar as armas químicas debaixo de uma supervisão internacional eficaz.

Quanto à oposição, se trata de uma acusação direta dirigida a ela, à Arábia Saudita e ao Qatar. É cada vez mais difícil resolver a situação pressionando os EUA, a Grã-Bretanha e a França.

A posição dos EUA é extremamente clara: eles querem manter a Pax Americana. Mas manter uma paz à americana está agora a ser praticamente impossível. Isso é referido por todos os peritos e observadores minimamente importantes. Se os EUA tiverem bom senso suficiente, a situação será resolvida sem prejuízo dos seus interesses: as armas químicas serão entregues à supervisão internacional ou serão retiradas do território sírio. Assim, Obama irá receber uma justificação para abdicar da sua intervenção militar e manter a sua reputação aos olhos dos satélites norte-americanos.”

Na sua comunicação à nação, Barack Obama referiu a ideia da exclusividade do papel da América no mundo, a qual, na opinião do presidente, justifica a sua ingerência nos outros países apesar de “não poder corrigir todas as injustiças”. A situação em torno da Síria coloca um ponto final na época da exclusividade norte-americana. Quanto mais depressa a elite política dos Estados Unidos admitir esse fato, mais depressa o mundo poderá começar a criar regras do jogo mais justas para funcionamento na arena internacional.

Serguei Duz

 VOZ DA RÚSSIA 

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