ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

outubro 2, 2013

As armas químicas secretas de Israel

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Manlio Dinucci, Il Manifesto, Itália

Tradução: Vila Vudu

IRÃ NEWS

Os inspetores da ONU, que controlam as armas químicas da Síria teriam muito mais trabalho se fossem mandados controlas as armas nucleares, biológicas e químicas (NBQ) de Israel. Mas, pelas regras do ‘direito internacional’, não podem controlar nenhuma arma israelense. Israel não assinou o Tratado de Não Proliferação, nem a Convenção que proíbe armas biológicas; assinou, mas não ratificou o tratado que proíbe armas químicas.

Segundo o blog Jane’s Defense Weekly,[1] Israel – a única potência nuclear em todo o Oriente Médio – tem de 100 a 300 ogivas nucleares e os respectivos vetores (mísseis balísticos e de cruzeiro e caças-bombardeiros). Segundo estimativas do Centro Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo [Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI)][2], Israel produziu entre 690 e 950 kg de plutônio, e continua a produzir plutônio suficiente para montar, por ano, de 10 a 15 bombas do tipo usado em Nagasaki. Israel também produz trítio, um gás radiativo com o qual se produzem ogivas neurotrônicas, que causam contaminação radiativa menor, mas de mais alta letalidade.

Segundo vários relatórios internacionais, citados também pelo jornal israelense Ha’aretz, as armas biológicas e químicas são desenvolvidas no Instituto para Pesquisa Biológica, situado em Ness-Ziona, próximo a Telavive. Oficialmente, ali trabalham 160 cientistas e 170 técnicos, e o Instituto trabalha há mais de 50 anos em pesquisas em biologia, bioquímica, biotecnologia, farmacologia, física e outras especialidades. O Instituto é, com o Centro Nuclear de Dimona, “uma das instituições mais secretas de Israel”, sob jurisdição direta do primeiro-ministro.

O maior sigilo cerca a pesquisa de armas biológicas: bactérias e vírus que, lançados contra o inimigo, podem gerar epidemias. Dentre eles, a bactéria da peste bubônica (a “peste negra” da Idade Média) e o vírus Ebola, contagioso e letal, contra o qual ainda não há terapia disponível. A biotecnologia é instrumento para criar novos tipos de agente patogênicos contra os quais as populações-alvo não têm resistências, nem há vacina. Há também informação confiável sobre pesquisas, em Ness-Ziona, para desenvolver armas biológicas suficientemente potentes para neutralizar todo o sistema imunológico humano.

Oficialmente, o Instituto israelense em Ness-Ziona pesquisa vacinas contra bactérias e vírus, como sobre o antrax financiadas pelo Pentágono. Mas é evidente que o mesmo tipo de pesquisa permite desenvolver novos agentes patogênicos a serem usados como arma de guerra. O mesmo tipo de trabalho é feito também nos EUA e em outros países, para escapar às leis, acordos e convenções que proíbem o uso de armas biológicas e químicas.

Em 1999, a carapaça de sigilo que protege as pesquisas de armas nucleares, biológicas e químicas em Israel foi quebrada em parte pela investigação, realizada com a colaboração de cientistas, do jornalista holandês Karel Knip, editor sênior de ciências do diário holandês NRC- Handelsblad, e publicada sob o título de “Biologia em Ness Ziona”.[3] Ali ficou afinal comprovado que as substâncias tóxicas desenvolvidas pelo Instituto são utilizadas pelo Mossad para assassinar dirigentes palestinos.[4]

Depoimentos de médicos indicam que em Gaza e no Líbano, as forças israelenses utilizaram armas de concepção recente: deixam intactos os cadáveres, vistos externamente, mas agem por dentro, carbonizando o fígado e os ossos e fazendo coagular o sangue. É perfeitamente possível, com recursos de nanotecnologia. A Itália também colabora no desenvolvimento dessas armas, ligada a Israel por um acordo de cooperação militar e principal parceiro dos israelenses na pesquisa & desenvolvimento de armas biológicas. O orçamento italiano prevê dotação anual de 3 milhões de euros para esses projetos de pesquisa conjunta ítalo-israelenses. Exemplo dessa colaboração aparece no mais recente pedido de verbas para pesquisa do Ministério de Relações Exteriores italiano, que pede verbas para “novas abordagens para o combate de agentes patogênicos resistentes aos tratamentos.” Com essas verbas, o Instituto israelense para pesquisa biológica poderá tornar os agentes patogênicos ainda mais resistentes.

[1] http://www.ihs.com/products/janes/defence-business/news/defence-weekly.aspx

[2] http://www.sipri.org/

[3] “O centro IIBR já desenvolvia armas químicas e biológicas em segredo, até que, dia 4/10/1992, um avião, que fazia o voo n. 1862 da empresa El Al, caiu sobre um prédio de apartamentos em Bijlmer, bairro de Amsterdã, Holanda, a caminho de Telavive, levando a bordo três tripulantes, um passageiro e 114 toneladas de carga. Foi o pior desastre aéreo da história holandesa, que deixou 47 mortos em solo e arruinou a saúde de 3.000 moradores da área. Começaram a surgir doenças misteriosas, irrupções cutâneas, dificuldades respiratórias, doenças neurológicas e muitos casos de câncer, concentrados naquela específica área. Depois de vários anos de investigações detalhadas e profundas, o jornalista holandês Karel Knip, publicou, em novembro de 1999, a reportagem mais detalhada e mais repleta de fatos sobre o trabalho do IIBR israelense, narrada a partir do acidente aéreo em Bijlmer. Knip conseguiu provar que o avião levava uma carga da empresa Sokatronic Chemicals, de Morrisville, Pennsylvania, para o Instituto IIBR, em Israel, o que configura clara violação da Convenção para Armas Químicas. O carregamento incluía 50 galões de DMMP, quantidade suficiente para produzir 250kg de gás sarin, de efeito neurológico, 20 vezes mais letal que o cianureto. Knip descobriu que pelo menos 140 cientistas especializados em armas biológicas do Instituto IIBR tinham laços próximos com o Walter Reed Army Institute, a Uniformed Services University, o American Chemical and Biological Weapons Center em Edgewood e a Universidade de Utah. Descobriu também a estreita cooperação que há entre o IIBR israelense e o programa de armas biológicas britânico-norte-americano, e, também, o extenso programa de pesquisa de armas biológicas que há entre Alemanha e Holanda – o que explica que, até hoje, o governo holandês mantenha o mais absoluto silêncio sobre o avião que caiu em Amsterdam” (Global Research, em http://www.globalresearch.ca/israels-history-of-chemical-weapons-use/5352003).

[4] Um caso muito bem comprovado de uso de arma química por Israel, em atentado do Mossad contra Khaled Meshall, do Hamás palestino, em Amã, Jordânia, em 1997, está narrado em detalhes fartamente documentados no livro Kill Khalid. The Failed Mossad assassination of Khalid Meshall and the Rise of Hamas, do jornalista australiano Paul McGeough (EUA: The New Press, 1999) (http://www.amazon.com/Kill-Khalid-Failed-Mossad-Assassination/dp/B0078XWH2Q). Meshall foi atacado num aparente simples esbarrão na rua, quando agentes do Mossad disfarçados como turistas injetaram uma substância desconhecida dentro de seu ouvido. Os atacantes foram perseguidos por guardas da segurança de Meshall e, para não serem apanhados, entraram no prédio da embaixada de Israel em Amã. Meshall só foi salvo por interferência direta do rei da Jordânia, indignado com a ação de terroristas israelenses em território da Jordânia, que denunciou a ação terrorista ao presidente Clinton, dos EUA, o qual ordenou que Israel enviasse imediatamente o antídoto para salvar a vida de Meshall. Israel obedeceu, pressionado também pelo rei da Jordânia que já cercara a embaixada e ameaçava explodir o prédio, o que criaria um incidente internacional que todos os envolvidos tinham interesse em evitar a qualquer custo, gerado, de fato, pela incompetência dos agentes israelenses [NTs].

setembro 16, 2013

O segredo do gás israelita, por Thierry Meyssan

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Históricamente, foram os pesquisadores israelitas de armas químicas e biológicas que forçaram a Síria a rejeitar a Convenção interditando as armas químicas. É por isso que a assinatura por Damasco deste documento arrisca fazer luz sobre a existência, e eventualmente sobre a continuação, de pesquisas sobre as armas destinadas a matar unicamente as populações árabes.

Os médias (mídia-Br) ocidentais parecem estupefactos da reviravolta dos Estados Unidos face à Síria. Enquanto anunciavam todos, há duas semanas, uma campanha de bombardeamentos e a queda inevitável do « regime », ficaram agora sem voz diante do recuo de Barack Obama. Era no entanto previsível que, como eu o escrevia nestas colunas, o envolvimento de Washington na Síria não tenha mais móbil estratégico de importância. A sua política actual é, sobretudo, guiada pelo cuidado de conservar o seu estatuto de única hiper-potência.

Levando à letra aquilo que, a princípio, não era mais que uma “boutade” (piada,ndT) de John Kerry, e propondo assim a adesão da Síria à Convenção sobre a interdição de armas químicas, Moscovo satisfez a retórica de Washington, sem que aquela tenha que fazer mais uma guerra em período de crise económica. Os Estados Unidos conservam em teoria o seu estatuto, mesmo se todos vêem bem que é agora a Rússia que dirige o jogo.

As armas químicas têm dois usos : ou militar, ou para exterminar uma população. Elas foram utilizadas aquando das guerras de trincheiras, da Primeira Guerra mundial à agressão iraquiana contra o Irão, mas elas não servem para nada nas guerras modernas, onde a frente (front-Br) está sempre em mudança. Foi pois com alívio que 189 Estados assinaram a Convenção interditando-as, em 1993 : podiam assim desembaraçar-se de stocks (estoques-Br) perigosos e inúteis, cuja guarda lhes ficava onerosa.

Um segundo uso é o extermínio de populações civis, antes da colonização do seu território. Assim foi em 1935-36, A Itália fascista conquistou uma larga parte da Eritreia eliminando a sua população com gaz mostarda. Nesta perspectiva colonial, de 1985 a 1994, Israel financiou secretamente as pesquisas do doutor Wouter Basson no laboratório de Roodeplaat (África do Sul). O seu aliado, o regime de apartheid, procurava aí desenvolver substâncias, químicas e sobretudo biológicas, que só eliminariam os indivíduos segundo as suas « características raciais »(sic), quer se tratasse de Palestinos em particular, e Árabes em geral, ou de pessoas de pele negra. A Comissão Verdade e Reconciliação não conseguiu determinar os resultados obtidos por este programa, nem do que lhes sucedeu. No conjunto ela mostrou a implicação neste vasto projeto secreto dos Estados Unidos e da Suiça. Ficou demonstrado que vários milhares de pessoas foram mortas como cobaias do doutor Basson.

Se se compreende as razões pelas quais nem a Síria, nem o Egipto assinaram, em 1993, a Convenção, a oportunidade oferecida a Damasco por Moscovo de a subscrever actualmente é um bónus : não sómente ela põe fim à crise com os Estados Unidos e a França, mas permite-lhe também desembaraçar-se de stocks inúteis, que se tornaram cada vez mais difíceis de defender. Sendo prático, o presidente el-Assad frisou que a Síria agia a pedido da Rússia e não sob a pressão dos Estados Unidos ; uma maneira elegante de sublinhar a responsabilidade de Moscovo na proteção futura do país, num eventual ataque químico israelita.

Com efeito, a colónia judia da Palestina nunca ratificou a Convenção. Esta situação poderá rápidamente tornar-se um fardo político para Telavive. Foi por isso que John Kerry para lá se dirigiu hoje, domingo, para discutir o assunto com Benjamin Netanyahu. Se o Primeiro-ministro do último Estado colonial for hábil, deverá agarrar a ocasião para anunciar que o seu país reconsiderará a questão. A menos, claro, que Wouter Basson tenha encontrado gazes étnicamente selectivos e que os falcões israelitas continuem a pensar utilizá-los.

Thierry Meyssan

Tradução
Alva

VOLTAIRENET

Para saber mais : « L’Afrique du Sud, ex-laboratoire secret de bio-terrorisme des démocraties » (em Francês- A África do Sul, ex-laboratório secreto de bio-terrorismo das democracias -ndT),Réseau Voltaire, 28 de Outubro de 2002.

agosto 24, 2013

Le Figaro: EUA e Israel treinaram mercenários na Jordânia para combater na Síria

‘LE FIGARO’ REVELA
EUA terão formado rebeldes sírios na Jordânia
Dois comandos de 300 rebeldes sírios formados clandestinamente na Jordânia por militares norte-americanos estão a combater desde meados de agosto contra o regime de Bashar al-Assad na Síria, publicou hoje o jornal francês ‘Le Fígaro’.
Estes dois grupos de tropas de elite, apoiados por especialistas jordanos, israelitas e da CIA ( agência central de serviços secretos externos norte-americanos ), cruzaram a fronteira síria nos passados dias 17 e 19 de agosto, na região de Deraa, no sul da Síria, segundo as informações divulgadas pelo diário conservador francês, que não revela quais são as suas “fontes militares”.
“Os norte-americanos, que não querem introduzir soldados em solo sírio nem armar os rebeldes, em parte controlados pelos islamitas radicais, estão há meses a formar discretamente, num campo de treino na fronteira jordano-síria, combatentes do Exército Sírio Livre”, indica Le Fígaro.
O diário assegura que esses comandos derrotaram batalhões sírios no sul do país e estão a avançar para a capital, o que terá motivado Assad a lançar ataques com armas químicas na periferia de Damasco [ 1 ].
A hipótese do periódico é que os Estados Unidos estão a tentar que os rebeldes controlem completamente a região de Deraa e que Washington está a preparar o terreno para criar uma zona de exclusão aérea, motivo pelo qual deslocou caças F16 e baterias antimísseis Patriot para a fronteira com a Jordânia.
A contestação popular ao regime de Bashar al-Assad iniciada há dois anos degenerou em guerra civil, que já provocou mais de 100.000 mortos, segundo números da ONU.
O exército sírio está a ser acusado de ter realizado na quarta-feira um ataque com armas químicas contra áreas da periferia de Damasco [ 1 ] , [ 2 ] , [ 3 ] e [ 4 ] , que terão provocado mais de um milhar de mortos, e está sob pressão da comunidade internacional para autorizar uma inspeção ao local por técnicos das Nações Unidas. ( DN )

[ 1 ] Rússia: Ataque com armas químicas foi “trabalho grosseiro” da oposição síria, ENCALHE

[ 2 ] Autoridades sírias encontram armas químicas em túnel de rebeldes, VOZ DA RUSSIA

[ 3 ] Damasco: encontrado armazém com antídotos contra armas químicas, VOZ DA RUSSIA

[ 4 ] Terroristas sirios admiten que poseen armas químicas, TELESUR

LEIA TAMBÉM:

Vaticano pede cautela nas acusações, DN

junho 17, 2013

Lavrov: provas da utilização de armas químicas na Síria são ilegítimas

A solução do problema sírio foi um dos temas centrais das conversações entre o ministro das Relações Exteriores da Rússia Serguei Lavrov e a sua colega italiana Emma Bonino. Roma e Moscou estão convencidas de que a crise síria deve ser resolvida somente por via pacífica. Ao mesmo tempo, Lavrov criticou os EUA, afirmando que a sua convicção de que as tropas de Bashar Assad teriam utilizado armas químicas é baseada em provas duvidosas.

“Promovemos conversações muito boas”, foi assim que o ministro das Relações Exteriores da Rússia Serguei Lavrov inaugurou a conferência de imprensa conjunta com a sua colega italiana Emma Bonino. O chefe do serviço diplomático russo afirmou que as partes conseguiram discutir as questões mais atuais das relações bilaterais. Foi debatida, em particular, a preparação do encontro do presidente Vladimir Putin com o primeiro-ministro italiano Enrico Letta no quadro da cúpula de G8.
Os ministros discutiram também as mais importantes questões internacionais, incluindo a situação na Síria. Os ministros declararam que a crise neste país deve ser regulada com ajuda de meios diplomáticos e não militares. Emma Bonino informou que a Itália apoia na íntegra a ideia de realização da conferência Genebra 2. Lavrov ressaltou da sua parte que os jogadores externos não devem enviar aos participantes do conflito sinais capazes de acarretar a escalada da violência. O ministro comentou desta maneira a declaração de Washington sobre a disposição dos EUA de fornecer armas aos rebeldes. A afirmação de que Damasco teria utilizado armas químicas afigura-se ridícula, pois Assad poderia tomar esta decisão somente num caso extremo, assevera Serguei Lavrov.
As próprias provas que confirmam, supostamente, o uso de armas químicas pelo regime de Assad não correspondem aos padrões internacionais, adotados nesta esfera.
“Existem regras, estabelecidas pela Organização de Proibição de Armas Químicas. Estas regras rezam que as amostras do sangue, urina, solo e vestuário podem ser consideradas provas sérias somente quando tomadas pelos peritos da Organização de Proibição de Armas Químicas, que devem controlar estas amostras em todo o seu percurso para o respetivo laboratório. Os materiais que nos apresentaram há algum tempo os nossos parceiros americanos, e antes deles, os parceiros franceses e britânicos, não contêm confirmações e garantias de que as provas, na base das quais se fazem conclusões de tamanho alcance, correspondam a critérios rigorosos da Organização de Proibição de Armas Químicas.”
Quaisquer passos com vista a armar a oposição irão consolidar a sua convicção de que deve “manter uma posição intransigente”. Por isso, se os países do Ocidente estão interessados em que a conferência Genebra 2 se realize, não devem adotar uma atitude indulgente para com os rebeldes. “Se os nossos colegas seguirem a lógica preconizada pela oposição, isto é, vamos antes conquistar algumas posições ao regime, vamos tirar-lhe um par de cidades, que ele tinha libertado há pouco, e somente depois vamos começar as conversações, então jamais encetaremos estas conversações”, resumiu Serguei Lavrov.
Artiom Kobzev

VOZ DA RÚSSIA

maio 8, 2013

ONU anuncia provas concretas de que os ditos “rebeldes” é que usaram o gás sarin na Síria

Uma equipe de investigadores da ONU assinalou no domingo que os grupos terroristas armados na Síria ( que chama de “rebeldes” ) utilizaram gás sarin em armas usadas em ações no país.

A denominada Comissão Independente de Investigação sobre a Síria (da ONU) declarou que existem provas baseadas em testemunhos das vítimas e do pessoal médico na Síria que revelam que os grupos armados usaram gás sarin, considerado uma arma de destruição em massa, pela Resolução 687 da ONU. Os prováveis fornecedores do gás são a Turquia (que dá território para servir de base aos agresssores) ou Israel (com amplo conhecimento de armas químicas usadas contra a população palestina nos territórios ocupados).

A insuspeita Carla Del Ponte, que se notabilizou ao respaldar o ‘tribunal’ que condenou patriotas iugoslavos que defenderam o país contra a intervenção dos EUA, não se conteve e deu declarações à imprensa sobre as conclusões da equipe. Ela afirmou que sua equipe não encontrou “provas concretas” que demonstrassem o uso de armas químicas pelo governo da Síria, como acusam os chefes dos bandos armados que querem depor o presidente Bashar Al Assad.

Segundo Del Ponte, o informe, depois de entrevistarem vítimas e médicos, indicam fortes e concretas suspeitas sobre o uso de gás sarin pelos mercenários a serviço da CIA.

A importância da revelação é que os EUA querem acusar o uso deste tipo de arma pelo governo sírio como pretexto para uma invasão ( uma vez que seus prepostos estão sendo acossados pelo exército sírio, ver aqui ). Em tudo similar ao texto usado para ‘justificar’ a invasão do Iraque. Obama já ensaiava, dizendo que o uso de armas químicas pelas forças de segurança da Síria seria “como cruzar a linha vermelha”.

Com seu pretexto ameaçado, os EUA saíram em defesa de seu novo álibi: “Nós achamos que é muito provável que, se as armas químicas foram usadas na Síria, e há provas de que elas foram aplicadas, o regime de Assad é o responsável”, a declaração é de Jim Carney, porta-voz da Casa Branca.

O sarin é um gás neurotóxico de grande poder, considerado uma arma de destruição em massa desde 1991 pela ONU. Em contato com a pele e mucosas ou entrando no corpo pelo sistema respiratório, penetra na corrente sanguínea e provoca desmaios, convulsões e o bloqueio da transmissão de impulsos nervosos, podendo levar à morte por parada cardiorrespiratória.

Em 17 de dezembro passado, o embaixador sírio na ONU, Bashar Jafari, denunciara o uso de armas químicas pelos terroristas sírios e a intenção destes de vincular esse crime ao governo, e exigiu que as autoridades internacionais não os acobertassem.

Fruto das pressões recebidas, del Ponte recuou e ressaltou que “as investigações ainda não estão concluídas”, e que muitos aspectos ainda vão ser investigados e que qualquer conclusão feita nesse momento pode ser prematura. “As nossas investigações deverão ainda ser aprofundadas, verificadas e confirmadas com novos depoimentos, mas segundo o que já pudemos apurar, até agora são os opositores ao regime que usaram o gás sarin”, destacou.

Já o chefe da equipe, o vassalo Sergio Pinheiro (o mesmo que forjara um relatório, logo no início da ação das gangues da CIA, baseado em depoimentos dos próprios mercenários para dizer que o governo estava atacando o povo) foi em socorro de Obama e desmentiu Carla del Ponte, declarando que “a Comissão deseja esclarecer que não chegou a descobertas conclusivas sobre o uso de armas químicas por qualquer lado do conflito”.

Pinheiro aproveitou para manter a pressão desejada por Obama e, espargindo justiça e humanidade, declarou: “lembra a todos os envolvidos no conflito que o uso de armas químicas é proibido em todas as circunstâncias sob a lei humanitária”. ( HORA DO POVO )

março 22, 2013

Terroristas armados pelos EUA atacam Síria com arma química. Texano é eleito “primeiro-ministro” do governo a substituir Assad, no que depender dos EUA

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Mercenários apoiados pela CIA atacaram com gás na terça-feira (19) na cidade de Alepo e mataram 31 pessoas, 10 militares e 21 civis. Mais de uma centena estão em hospitais, 11 em estado grave
HORA DO POVO
Ataque com gás desfechado pelos contras armados pelos EUA na terça-feira (19) em Alepo matou 31 pessoas, a maioria civis, e deixou mais de uma centena hospitalizadas com problemas respiratórios, inclusive 11 em estado crítico. Entre os mortos há 10 soldados do exército sírio. O governo sírio denunciou o crime de guerra cometido pelos contras e pediu à ONU uma investigação internacional, independente e imparcial sobre o ataque, com respaldo da Rússia, que condenou o uso de gás pelos mercenários, considerando-o como “um precedente extremamente perigoso”.
Ao mesmo tempo, o presidente Barack Obama, em visita a Israel, mais senadores dos EUA, buscavam usar o crime cometido por aqueles a quem armam para, dez anos após a invasão do Iraque, volta a brandir suposta “arma de destruição em massa” para dar pretexto à intervenção militar, agora contra a Síria. Obama havia dito que um ataque com gás “contra a população” seria a “linha vermelha” para uma agressão militar. Saiu ainda em defesa dos seus contras, dizendo-se “cético” sobre as denúncias feitas pelo governo sírio, que ameaçou de “investigação” que naturalmente caberá à CIA.
No dia 8 de dezembro, o governo Assad havia se dirigido à comunidade internacional denunciando que os países que estão bancando a guerra civil no país – isto é, centralmente, os EUA – estavam se preparando para entregar armas químicas aos contras. Um site “jihadista” chegou a anunciar um “vento que mata”. O que não falta no arsenal dos EUA, nem na CIA, é arma química. O uso de arma química virou senha para um ataque militar.
Pelas vítimas – civis, inclusive crianças, e soldados do exército sírio, como documentado pela tevê estatal e por fotos das agências de notícias -, não há como fugir à realidade de que o ataque partiu dos mercenários. Foi um ataque com foguete, na cidade de Khan Al Asal, a sudoeste de Alepo, lançado de uma área controlada pelos contras, o distrito de Nairab a sudeste, e que acertou próximo a uma base militar sob controle das tropas sírias e acossada há três semanas. A explosão foi por volta das 8 horas, horário local.
Conforme a denúncia do ministro da Informação Omran Al Zoabi, “a substância no foguete causa perda de consciência, convulsões, e depois a morte”. Uma menina deu seu testemunho a uma agência de notícias: “meu peito se fechou. Não conseguia falar ou respirar. Vi gente caindo morta no chão. Meu pai caiu e não sei onde ele está. Que (os contras) sejam amaldiçoados. Que morram”. Às dezenas, civis foram levados aos hospitais; um fotógrafo da Reuters disse ter visto que eram “na maioria crianças e mulheres”.
Martin Nesirky, porta-voz da ONU, ainda sem poder confirmar ou não que houve um ataque com gás, advertiu contra uma “escalada que causa indignação” do conflito na Síria resultante do eventual uso de armas químicas, que considerou “uma grave violação das leis internacionais”. Os contras, depois de dispararem o foguete com ogiva química que provocou a carnificina, passaram a acusar o governo sírio.
Por muita coincidência, o ataque com gás ocorre na mesma semana em que os contras “escolheram” um “primeiro-ministro interino”, o “Karzai sírio” ( VEJA ABAIXO ); a França e a Inglaterra tentaram obter na União Europeia o armamento direto dos mercenários, sem precisar mais passar pelos intermediários, a Turquia e as petromonarquias; e em que o segundo ponto da pauta de Obama em Israel era justamente “as armas químicas da Síria”, segundo o chefe da inteligência sionista, Yuval Steinitz, em entrevista à rádio do exército.
AÇODAMENTO
No senado dos EUA, a denúncia feita pela Síria do ataque com gás propiciou a que o ex-candidato a presidente John Cain, mais os republicanos Lindsey Graham e Mike Rogers, falassem abertamente em colocar “tropas terrestres”, o que pareceu música para democratas como Carl Levin. A senadora democrata Dianne Feinstein chegou mesmo a insistir em que “o governo de Assad já cruzou a linha vermelha”.
A agência de notícias chinesa Xinhua compilou uma série de razões “para refutar” os contras; “a área de onde o foguete foi lançado está sob controle rebelde; o foguete caiu perto de um posto militar e matou 10 soldados bem como 21 civis; assim que ocorreu o ataque foi mostrado exclusivamente pela TV estatal, cujos câmera e repórter foram ao local, enquanto não havia seqüências dos ativistas da oposição, uma indicação de que a área alvo está totalmente sob o controle governamental”. Outra razão para o governo sírio não usar as armas químicas, ainda segundo a Xinhua, é que “seja quem o tenha feito, abriria o apetite de potências estrangeiras para intervir no país e favoreceria os rebeldes que vêm perseguindo uma intervenção estrangeira para acelerar a queda do governo Assad”.
ANTONIO PIMENTA

EUA escolhe seu “Karzai da Síria”, o texano Ghassam Hitto
O executivo do Texas Ghassam Hitto, nascido sírio mas naturalizado norte-americano desde os anos 1980, acaba de ser nomeado pelo Departamento de Estado como o seu “Karzai sírio”. Ele foi “escolhido” para ser o “primeiro-ministro” do governo fantoche que pretendem implantar no país árabe, apesar de ser desconhecido até mesmo entre os mercenários, para não falar da população. O nome foi formalizado na segunda-feira em Istambul, em uma cúpula dos mercenários amigos dos EUA.
A “nomeação” do fantoche foi encomendada há uma semana pelos EUA via a “Liga Árabe” que, desde a traição à Líbia, não passa de um instrumento de Washington e suas petromonarquias reacionárias. A manobra lembra a indicação de Hamid Karzai para “presidente” do Afeganistão invadido, ele que era um desconhecido imigrado nos EUA.
Um membro de uma organização de oposição interna ao governo Asssad, Safwan Akkas, do Corpo de Coordenação Nacional ( NCB, na sigla em inglês ) disse à agência de notícias chinesa Xinhua que o “governo interino” formado “não tem qualquer peso real na sociedade e no Estado”. “Eu considero que o peso atual de tal governo emana das potências estrangeiras que o bancam, não mais que isso”, assinalou, acrescentando que sua organização defende um governo de transição baseado na iniciativa apresentada pelo enviado especial da ONU à Síria, Lakhdar Brahimi, e no Comunicado de Genebra, que propôs uma negociação política entre o governo Assad e a oposição.

dezembro 29, 2012

Bashar al-Assad, Síria e a verdade sobre armas químicas, Por Robert Fisk

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Robert Fisk, The Independent, UK
http://www.independent.co.uk/voices/comment/bashar-alassad-Síria-and-the-truth-about-chemical-weapons-8393539.html

O pai de Bashar, Hafez al-Assad, foi brutal, mas jamais usou armas químicas. Querem saber qual foi o primeiro exército a usar gás no Oriente Médio?
Quanto maior a mentira, mais gente ela engana. Todos sabemos quem disse tal coisa [1]- e ainda funciona. Bashar al-Assad tem armas químicas. Pode usá-las contra o próprio povo. Se usar, o ocidente reagirá. Já ouvimos essa conversa, idêntica, ano passado – e o regime de Assad tem repetido que se – se! – tivesse armas químicas, jamais as usaria contra sírios.
O caso é que Washington já recomeçou com a cantilena do gás, outra vez. Bashar tem armas químicas. Pode usá-las contra o próprio povo. E se usá-las…
Ora, se usá-las, Obama e Madame Clinton e a OTAN ficarão muito, muito zangados. Durante toda a semana passada, todos os pseudo especialistas que consigam encontrar a Síria no mapa puseram-se a alertar o mundo, contra o gás mostarda, agentes químicos, agentes biológicos que a Síria talvez possua – e talvez use. As fontes? Os mesmos especialistas em delírios que não nos alertaram sobre o 11/9 e garantiam que Saddam teria armas de destruição em massa, em 2003: as tais “fontes não identificadas, da inteligência militar” [orig. unnamed military intelligence sources], daqui em diante referidas pela sigla FNIIM.
Coup de théâtre
Agora, o golpe de cena. Alguém da Canadian Broadcasting Corporation telefonou-me essa semana para falar sobre o uso de armas químicas por Hafez al-Assad em Hama, contra o levante de muçulmanos sunitas naquela cidade em 1982. Suas fontes? As mesmas velhas FNIIM. Acontece que estive em Hama em fevereiro de 1982 – razão pela qual o canadense me telefonou – e, apesar de o exército sírio de Hafez estar massacrando, sem dúvida possível, o próprio povo (o qual, por falar nisso, estava também massacrando funcionários do regime e suas famílias), ninguém jamais usou qualquer arma química.
Não vi em Hama nenhum soldado, nem um, que usasse máscaras antigás. Nenhum civil usava máscara antigás. Não havia ali nem sinal do ar perigosamente perfumado que eu e outros jornalistas respiramos depois que nosso (então) aliado Saddam Hussein usou armas químicas contra soldados iraquianos nos anos 1980s. E nenhum das dúzias de sobreviventes civis que entrevistei nos 30 anos, de 1982 até hoje, jamais sequer mencionou armas químicas ou gás.
Pois agora, esperam que acreditemos que teriam sido usadas. E por aí vai o macabro conto de fadas da hora: Hafez al-Assad usou gás contra o próprio povo em Hama, há 30 anos. Então… o filho pode usar gás contra o próprio povo. E não bastou isso para que invadíssemos o Iraque em 2003 – porque Saddam, que usara gás contra o próprio povo, bem poderia usar outra vez?
Conversa fiada
É. Quanto maior a mentira, melhor. Não há dúvida de que nós, jornalistas, fizemos nossa parte na disseminação dessa conversa fiada. E Bashar – cujas forças cometeram iniquidades em grandes quantidades – está às vésperas de ser acusado de mais um crime que, dessa vez, não cometeu e que seu pai tampouco cometeu. É, amigos… armas químicas são más notícias. Por isso, precisamente, os EUA forneceram a Saddam os componentes para produzir as tais armas químicas, além da Alemanha (claro).
Por isso também, quando Saddam usou gás pela primeira vez em Halabja, as FNIIM disseram aos agentes da CIA que jogassem a culpa sobre o Irã. E, sim, sim, Bashar provavelmente guarda algumas ‘químicas’ em latas enferrujadas, por lá, na Síria. Madame Clinton anda perdendo o sono, preocupada com que “caiam em mãos erradas” – como se, hoje, estivessem em “mãos certas”. Mas os russos disseram a Bashar que não use. Só falta, mesmo, Bashar enfurecer, agora, a única superpotência aliada que lhe resta.
Então, querem saber qual foi o primeiro exército a usar gás no Oriente Médio? Saddam? Nã-nã-não! Foram os britânicos, claro, claro, comandados pelo general Allenby, contra os turcos, no Sinai, em 1917. E é verdade.

[1] A frase aparece algumas vezes atribuída a Goebbels. Mas, se a usou, Goebbels bem pode tê-la aprendido de Churchill, autoria que pode estar sugerida, acima, nesse artigo. Numa página sobre Goebbels na Internet, onde tentamos encontrar a citação, lê-se: “Os ingleses seguem o princípio segundo o qual, quando alguém mente, deve mentir grande e agarrar-se à própria mentira. É o que fazem os ingleses, apesar do risco de parecerem ridículos” (Jospeh Goebbels, Aus Churchills Lügenfabrik [A fábrica de mentiras de Churchill], 12/1/1941, “Die Zeit ohne Beispiel” [O tempo sem precedentes] (em http://www.goebbels.info/goebbels-goebbels.htm [NTs].

Tradução: Vila Vudu

PRAVDA, 12/12/2012

fevereiro 17, 2011

Colin Powell quer que CIA e Pentágono “se expliquem” sobre fonte furada que inventou armas de Saddam e levou EUA a destruir Iraque, assassinar indivíduos e massacrar pessoas

Colin Powell pede contas à CIA e ao Pentágono
O ex-secretário de Estado norte-americano admite que deu como credível a fonte iraquiana que mais recentemente veio mentiu sobre a existência de armas de biológicas de destruição maciça para derrubar o ditador
Ex-secretário de Estado Colin Powell pediu à CIA e ao Pentágono para se explicarem, porque foram os serviços de inteligência que lhe passaram informação confiável que se revelou fundamental para a invasão do Iraque, notícia The Guardian .
No discurso decisivo de Powell nas Nações Unidas, a 5 de Fevereiro de 2003, o então secretário de Estado norte-americano afirma que os serviços de inteligência dos Estados Unidos estavam seguros que líder do Iraque, Saddam Hussein, promovia um programa armas biológicas de destruição maciça e que a informação foi obtida a partir de um desertor, com o nome de código Curveball
Esse desertor, um engenheiro químico, admitiu entretanto que mentiu com o objectivo de provocar a queda do ditador Hussein.
No entanto, Powell afirma ao jornal britânico: «Sabe-se há vários anos que a fonte designada por Curveball era totalmente confiável».
«A questão deve ser posta à CIA e do DIA – Defense Intelligence Agency – que desconheciam que se tratava a informação falsa o que escreverem no relatório enviado ao Congresso», diz Powell.
O desertor, cujo nome verdadeiro é Rafid Ahmed Alwan al-Janabi, disse ao The Guardian que mentiu aos BND – serviços secretos da Alemães, em 2000, quando disse que o Iraque construía armas biológicas em fábricas clandestinas.
Durante discurso de Powell nas Nações Unidas, Janabi foi descrito como «um engenheiro químico do Iraque», que terá «supervisionado uma dessas instalações».
Janabi foi exposto como uma fonte não fiável quando os alemães se encontraram com Bassil Latif, o seu ex-chefe na Comissão Militar da Indústria no Iraque, que desmentiu o que ele afirmava.
No entanto, os serviços secretos alemães continuaram a cooperar com o engenheiro químico e as falsas declarações acabaram por ser transferidas para os principais responsáveis políticos dos Estados Unidos pelos serviços de inteligência.
A invasão do Iraque já causou a morte a mais de 100 mil civis [ ???????http://www.justforeignpolicy.org/iraq/iraqdeaths_pg.html  ] e arruinou e condenou o então presidente dos EUA, George W. Bush e seu secretário de Defesa Donald Rumsfeld.
( TVI24 )

fevereiro 16, 2011

Al-Janabi confessa que inventou armas químicas no Iraque

Opositor de Saddam Hussein deixou o Iraque em 1995.
Rafid Ahmed Alwan al-Janabi admitiu pela primeira fez em público que inventou que o Iraque tinha armas químicas apenas para se vingar do ditador Saddam Hussein.
Numa entrevista do Guardian, Al-Janabi, que se tornou informador da CIA depois de fugir do Iraque em 1995, disse: “Tive a oportunidade de me livrar dele e aproveitei”.
“Curveball”, em português bola curva, nome por que é conhecido no mundo dos serviços de informações secretas, diz ter-lhe sido prometida a reunião com a mulher e os filhos na Alemanha, que era onde vivia na altura.
Agora, com Saddam morto, tal como milhares de iraquianos que perderam a vida desde a guerra de 2003, Al-Jabani diz-se horrorizado com as consequências do seu acto.
As suas declarações foram usadas como argumento pela Administração de George W. Bush para invadir aquele país do golfo Pérsico em Março daquele ano.
( DIÁRIO DE NOTÍCIAS )

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