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setembro 8, 2009

"DENTRO, SARNEY!", por Paulo Metri

Filed under: José Sarney, PIG ( Partido da Imprensa Golpista ) — Humberto @ 3:44 pm

( Publicado no site DESEMPREGO ZERO )

DENTRO, SARNEY!

Por Paulo Metri – Diretor do Instituto Solidariedade Brasil
Chega! Cansei de me segurar! A grande mídia está, há mais de um mês, execrando o Sarney como o pior dos crápulas. Malham-no como a um Judas em praça pública. Desculpem-me todos os maranhenses, inclusive minha mãe, e o Jackson Lago pelo que vou dizer a seguir. Aliás, salvo engano, o Jackson tem se mantido reservado, neste momento, o que faz admirá-lo mais ainda, pois seria tão fácil chutar um cachorro ferido.
Sarney está longe de ser uma vestal. Quanto a ser um crápula, não sei se ele chega a estar nesta categoria. Contudo, tenho medo de queimaduras, por isso, não coloco minha mão no fogo por ele. Entretanto, este não é mais um artigo de pichação sobre ele. Por falar nisso, virou esporte nacional falar mal dele. Aquele que escondeu algo do Imposto de Renda, o dono de jornal que recebeu muito dinheiro para veicular matéria para ludibriar a opinião pública, aquele que corrompeu o guarda de trânsito e o guarda que foi corrompido, todos juntos malham o Sarney. Parece que este ato expia as culpas gerais.
Este artigo tem a pretensão de tentar recuperar a racionalidade coletiva. Você se propôs a julgar o Sarney? Então, sugiro começar julgando o conjunto de sua obra e só deve julgá-lo dentro do contexto da política brasileira e, não, no contexto da política da Finlândia, que foi escolhida por uma ong internacional como o país menos corrupto. A partir desta informação, passei a imaginar este país como aquele em que uma criancinha chega em casa se esvaindo em lágrimas porque seu colega lhe disse que o pai dele era corrupto. Erradamente, a sociedade brasileira não é, hoje, nem de longe, parecida com a da Finlândia imaginada, o que não justifica nada, mas nos permite entender melhor.
Vejamos o conjunto da obra de Sarney. Quando Presidente, pressionado por Ulysses ou não, nomeou Dílson Funaro, Renato Archer, Pedro Simon, Paulo Brossard, Celso Furtado e outros nobres brasileiros para ocuparem Ministérios do seu governo. Com apoio de Ulysses, ajudou o grupo de congressistas sérios que comandaram a elaboração da excelente Constituição de 1988. Aliás, rapidamente desfigurada por um dos seus sucessores. Lançou o Plano Cruzado, uma espécie de precursor do Plano Real, que teve erros, mas era socialmente comprometido.
Com a morte abrupta de Tancredo, Sarney manteve, no Ministério inicial, todos Ministros escolhidos pelo outro, o que já demonstra um certo sentimento de nobreza, mesmo que digam que Ulysses foi quem bancou este Ministério e o apoio de Ulysses, à época, era primordial para o governo. Mas, Sarney buscou trabalhar em grupo, inclusive com pessoas que não eram sua escolha de maior preferência. Ele buscou viabilizar o país e, que eu saiba, não era odioso. Não recordo de nenhuma ocorrência de perseguição a sindicalistas, movimentos sociais, funcionários etc.
Agora, é verdade que Sarney é provinciano. Ele não escancarou nosso mercado para os produtos e serviços estrangeiros, matando as empresas genuinamente nacionais. Ele não privatizou, desbragadamente, empresas estratégicas, que foram compradas depois do governo dele, em sua grande maioria, por grupos estrangeiros e a preços vis. Não desnacionalizou nosso parque industrial, não desregulamentou a economia e não facilitou o livre trânsito de capitais. Enfim, ele não aplicou nenhum dos princípios do neoliberalismo e não digam que foi por falta de oportunidade, porque princípios neoliberais chegaram ao Chile antes de Sarney assumir a Presidência.
Não aceitou assinar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e não é porque ele é a favor do Brasil ter a bomba. A Constituição foi redigida na época em que ele era Presidente e todos nós sabemos da enorme possibilidade que um Presidente tem de influenciar o legislativo. E, nesta Constituição, tem escrito que o Brasil só utilizará a energia nuclear para fins pacíficos. Sarney não assinou o TNP porque este Tratado divide os países do mundo em duas categorias: os de primeira, que não precisam ser fiscalizados, e os de segunda, que têm que ser fiscalizados. Sarney respeitou os brasileiros, porque não somos um povo de segunda categoria e, assim, ele não assinou o Tratado absurdamente discriminatório. Infelizmente, em outro governo, após o de Sarney, ele foi assinado.
A mídia tradicional está batendo pesado no Sarney, o que já nos deixa desconfiados porque ela só bate muito nas pessoas mais compromissadas socialmente. Vejam que querem julgá-lo agora, depois de décadas de atuação pública com uma coerência perfeita. O Sarney de hoje é o mesmo de ontem, o de anteontem e o de sempre, inclusive o de oito anos de suporte do governo Fernando Henrique Cardoso.
É normal as pessoas perderem a noção da ordem de grandeza dos fatos. Todos eventuais prejuízos causados por Sarney, se não forem calúnias, não ultrapassam a casa das dezenas de milhões de dólares. Os processos de privatização no Brasil podem ter rendido bilhões de dólares de perda para o país, ou seja, estamos falando de um número 100 vezes maior. Ou seja, o Sarney é, mais uma vez, um provinciano. Mas, a nova Inquisição, esplendidamente desempenhada por nossa mídia tradicional, só vê o “fichinha” Sarney. Os graúdos tubarões não são vistos.
No entanto, o melhor Sarney é o de agora, porque está dando governabilidade a um governo em que o número de miseráveis diminuiu, eles estão comendo mais, a concentração de renda diminuiu um pouco, a economia, apesar do tranco mundial, está se comportando bem, o Brasil nunca esteve melhor na área internacional etc. E batem nele. Estranho, não é?
– Veiculado no Monitor Mercantil de 03/09/2009

Hora do Povo: "Editora Abril recebeu do governo federal 17 vezes mais que MST"

40 milhões para o MST é pouco. Muito são os 719 milhões do MEC para a Veja
Ah, se a senadora Kátia Abreu ganhasse do MEC o dinheiro que Civita recebeu: ia comprar escravo de boa qualidade, uma mucama prendada e dez terninhos de grife.

O assalto do grupo Abril aos cofres públicos na venda de livros ao MEC
Nenhum outro grupo editorial do país recebeu tantos recursos do Ministério da Educação pela compra de livros didáticos nos últimos cinco anos como o grupo Abril, segundo fontes do “Portal da Transparência”, do governo federal
CARLOS LOPES
Nos últimos cinco anos, o Ministério da Educação repassou para o grupo Abril a quantia de R$ 719.630.139,55 (719 milhões, 630 mil, 139 reais e 55 centavos) por conta da compra de livros didáticos. Foi o maior repasse de recursos públicos destinados a livros didáticos dentre todos os grupos editoriais do país. Nenhum outro recebeu, nesse período, tanto dinheiro do MEC – desde 2004, o grupo da “Veja” ficou com mais de um quinto dos recursos (22,45%) do MEC para compra de livros didáticos. Nem mesmo o grupo espanhol Santillana (dono das editoras Moderna e Objetiva), que teve suas vendas ao MEC turbinadas a partir de 2006, conseguiu emparelhar com os americano-afrikaners que têm o sr. Bob Civita por seu representante. O máximo que conseguiram foi chegar a 17,50% dessa verba.

Todos os dados expostos nesta página têm como fonte o “Portal da Transparência” do governo federal, mantido pela Controladoria Geral da República. A tabela que apresentamos mostra o que a Abril recebeu do MEC – e, para comparação, o que receberam as principais editoras ou grupos editoriais desse ramo. A editora Globo, por exemplo, recebeu 0,21% dos recursos destinados pelo MEC à compra de livros didáticos. A Melhoramentos, de vasta história nessa área, recebeu 0,17%. A Brasiliense, que dispensa maiores (e até menores) apresentações, recebeu 0,20%. A José Olympio, 0,22%. E a Companhia Editora Nacional, outra que todos conhecem na área de livros didáticos, ficou com 0,30%.
Enquanto isso, a Abril ficou com 22,45%. O espantoso é que até 2004 o grupo Civita não atuava no setor de livros didáticos. Nesse ano, o grupo adquiriu duas editoras – a Ática e a Scipione. Por que essa súbita decisão de passar a explorar os cofres públicos com uma inundação de livros didáticos? Evidentemente, porque existe dinheiro nos cofres públicos.
O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), é uma das principais dotações orçamentárias do MEC, quando não a maior. Mais da metade dos recursos do FNDE são gastos na compra de livros didáticos. Assim, 72,64% da verba efetivamente gasta desse fundo, em 2004, foram para essas compras; em 2005: 72,76%; em 2006: 81,51%; em 2007: 63,68%; e em 2008: 63,47%. A diminuição do percentual nos últimos dois anos não se deveu a uma redução dos livros comprados. Pelo contrário, foi consequência de uma maior verba destinada ao FNDE pelo governo Lula.
Naturalmente, esses recursos, que são do Estado e do povo brasileiro, têm que ser, não somente fiscalizados, mas dispendidos de acordo com uma política que contemple os interesses e as necessidades dos seus donos. Caso contrário, é inevitável que monopólios, parasitas, aventureiros, para não falar de vigaristas sem qualquer sofisticação, armem seus expedientes para se apossar do que não é deles.
Quando não há nada que se aproxime de uma política nacional para o livro didático, não é espantoso que os picaretas do tipo Civita, e até os de além-mar, sejam os beneficiados na compra de livros didáticos pelo MEC.
O leitor poderá conferir na tabela: apenas quatro editoras ou grupos editoriais (Abril, Santillana, FTD e Saraiva) ficaram com 70,63% dos recursos do FNDE destinados à compra de livros didáticos.
É verdade que a FTD, pertencente aos Irmãos Maristas, tem uma longa – e benfazeja – tradição em livros didáticos e o mesmo pode-se dizer da Saraiva. Mas, o grupo do Civita? Que tradição tem, que não seja de ignorância, estupidez, amesquinhamento da cidadania (isto é, golpismo) e sensacionalismo difamatório? O fato de comprar a Ática e a Scipione não o transforma no campeão dos livros didáticos. Pelo contrário, transforma a Ática e a Scipione numa sucursal da “Veja” – ou daquela revista de história (?) dos Civita, que, há alguns anos, ensinava que a diferença entre os gregos e os persas que no século V a.C. lutaram nas Termópilas e em Salamina é que os primeiros eram capitalistas ao estilo americano, enquanto que os segundos ainda estavam no feudalismo…
Não há dúvida que existem dezenas de editoras neste país em muito melhores condições e com mais vontade (ou, pelo menos, alguma vontade) de educar as crianças e jovens brasileiros do que essa trupe que nem sabe falar português correntemente (já viram o Bob Civita discursando?), que tem como valores morais o qualquer-coisa-por-dinheiro e, como espírito cívico, o golpismo fascista. Por que os inimigos do povo deveriam receber dinheiro do povo? E por que o MEC deveria cevar o monopólio desses elementos?
Mas vá lá, apesar disso tudo, que o MEC faça alguma média com essa quadrilha. Entretanto, estamos falando de quase um bilhão de reais – e do açambarcamento da maior parcela da verba para livros didáticos, o maior negócio editorial do país, mantido com dinheiro público, dinheiro dos impostos, dinheiro nosso.
Evidentemente, cabe ao MEC decidir que editoras deseja fortalecer e quais aquelas que, por nocivas ou patogênicas, têm que ser mantidas sob quarentena. É a isso que se chama uma política. No momento, nessa questão da compra de livros didáticos, o MEC, infelizmente, está adotando a política de fornecer dinheiro público para que o Civita sustente o seu panfleto – pois a “Veja” não é uma revista, meramente é um panfleto, há quase oito anos voltado contra o Estado e o governo do país, e há muito voltado contra o povo, que espera que seus filhos estudem em livros didáticos decentes, não em deformados arremedos para ganhar dinheiro às nossas custas.
Em suma, as atividades anti-sociais do grupo Civita são abastecidas com dinheiro público – e nem falamos na publicidade de órgãos estatais que flui prodigamente para suas revistas. Ficamos apenas nos livros didáticos, por enquanto.
Exatamente essa malta, cínica e pendurada no dinheiro público, acusa o MST de ter recebido, de 2003 a 2007, R$ 43 milhões em alguns convênios com o governo federal. O MST, se é que recebeu esse parco dinheiro, o recebeu para trabalhar, pois é isso o que significa um convênio – uma parceria com o Estado para realizar tarefas necessárias à população. O dinheiro de um convênio não é entesourado, mas gasto no trabalho conveniado com o Estado, de acordo com regras estritas – e o que não faltam são órgãos, instâncias e mecanismos de fiscalização para verificar como o dinheiro é gasto, além de ser obrigatória (e pública) a prestação de contas.
Já o Civita, recebeu, só do MEC, entre 2004 e 2008, R$ 719.630.139,55 – isto é, 17 vezes mais do que o MST – e não foi para trabalhar, mas para empurrar livros didáticos duvidosos, e a preço de ouro, pela goela do Estado e no embornal das crianças e dos jovens. Não há ninguém para fiscalizar o modo como a Abril, ou o seu preposto, vai gastar o dinheiro ganho com esse empurra-negócio. Se alguém da cúpula da Abril quiser gastar o dinheiro com um harém – feminino ou masculino – pode fazê-lo, apesar da origem do dinheiro ser pública. “Ora”, dirá o Civita, “foi uma venda, e o dinheiro é meu”. Na verdade, não – foi um achaque sobre o Estado e o dinheiro público.
Diz a senadora Kátia Abreu, com o brilhantismo que lhe caracteriza, que os supostos R$ 43 milhões em cinco anos dariam para comprar uma infinidade de cestas básicas e sabe-se lá quantas casas populares. Parece que ela pesquisou um bocado para saber o preço de uma cesta básica…
Pois nós, também. Descobrimos o que a senadora compraria com os 700 milhões que o Civita recebeu do MEC: um escravo de boa qualidade, uma mucama prendada e dez terninhos de grife.
( Hora do Povo, 04.09.09 )
BIOGRAFIA CRIMINAL:
Roberto Requião: “Robert Civita é o Al Capone da imprensa brasileira”
Serra compra 220 mil assinaturas da Abril – Altamiro Borges

setembro 3, 2009

"Danuza Leão incorpora Regina Duarte ", do Assaz Atroz

Filed under: Danuza Leão, PIG ( Partido da Imprensa Golpista ) — Servílio Gentil Lavapés @ 10:23 pm

DANOSA PRÁ LEÃO, LINDA E CHIQUE, CADA QUE PASSA FICA PARECENDO MAIS E MAIS O SERGUEI.
Eu tinha lido a “opinião” da Danuza Leão, a qual se refere a autora deste artigo, e me preparava [ na verdade, eu já desistira ] para tentar comentar. Bom, acho que a Sônia gastou linhas demais, com alguém tão feia por dentro e por fora ( aliás, literalmente “por fora” ). O curioso, na opinião da Danosa, é que ela tem medo da Dilma, por ser “autoritária”, exatamente aquilo que vemos diariamente com relação à péssima administração do José Serra. Aliás, o governo Serra é “bonito”, apenas por causa do tratamento bacana e generoso que o imprensalão golpista dá a ele. Ops! Será que o Serra não nem ninguém melhor para escrever por ele, que não seja tão imbecil como essa Danosa? A oposição, ou a “direita” ou os conservadores [ me isentem de explicar ] não têm ninguém capacitado? Tipo, quando o Luiz A. Magalhães ( Entrelinhas ) mencionou o ex-governador ( sucedeu Alckmin ) Claudio Lembo, como um conservador inteligente, com quem se pode conversar. Mas não. Dão espaços a esses arremedos de “Rush Limbaugh”, daquela direita horrorosa americana que figura na FOX ( que são devidamente botados em seus lugares pelos humoristas Al Franken e Jon Stewart ), e querem ser levados a sério…
Que lixo!
Danuza Leão incorpora Regina Duarte
Sonia Montenegro
Não tenho muito saco para discutir política com pessoas fúteis, que não entendem patavinas de política, e não querem entender. Em geral, assistem o Jornal televisivo do Holmer William Bonner, e saem repetindo o que ouviram, sem nem mesmo entender. Questionar, não faz parte do mundo deles, cujo verbo preferido é comprar. Mas a pedido de dois amigos, escrevi uma resposta a um texto cômico da Danuza Leão.
Dona Danuza, antes de qualquer coisa, vale a máxima popular: “A inveja é uma merda!!! Nem ao menos alguma originalidade nesse texto de medo, porque como a senhora bem lembrou, a Regina Duarte já representou esse personagem antes…
Quem é a senhora? Irmã da Nara Leão, que não a suportava, certamente por não compartilhar da sua futilidade?
Mulher do Samuel Weiner, com quem se casou para ter o direito de se exibir nas “altas rodas”, dando asas ao seu narcisismo?
Bonitinha mas ordinária? Bonita a senhora nunca foi, mas para ser justa, devo dizer que perto da quantidade absurda de botox da sua atual aparência, a senhora era linda. Tive a infelicidade de vê-la pessoalmente há algum tempo, e pensei: como é que ela tem coragem de sair na rua com essa cara? Eu morri de medo!!!
Falta inteligência no seu texto, porque a senhora mesmo se denuncia. A senhora afirma que tem medo às avessas. Tem medo de barata, mas não tem de Leão. Tem medo de rato, mas não tem de urso. Tem medo da polícia mas não tem de assaltante, portanto, está coerente, a senhora tem medo da doce Dilma, mas não tem medo do Serra. Nada a estranhar. Tá tudo coerente.
Acho até que a senhora se arriscou, ao dizer que não tem medo de assaltantes, e que pelo contrário, “acho que vai dar para levar um lero”. Se essa matéria cai na mão de assaltantes, pode ser uma brilhante idéia!
A única coisa imperdoável para uma pessoa que escreve em um órgão de imprensa é a falta de informação. Como é que uma pessoa tem a cara-de-pau de escrever sobre assuntos que ignora?
Segue um texto dito LITERALMENTE pelo ex-Secretário da Receita Federal no governo de FHC, em entrevista a Bob Fernandes no Portal Terra, que aliás foi a repetição do que disse anteriormente à Mônica Waldvogel, no programa “Entre Aspas” da Globonews : “Se ocorreu o diálogo, ele tem duas qualificações: ou era algo muito grave ou algo banal. Se era banal deveria ser esquecido e não estar nas manchetes. Se era grave deveria ter sido denunciado e chegado às manchetes em dezembro, quando supostamente ocorreu o diálogo. Ninguém pode fazer juízo de conveniência ou oportunidade sobre matéria que pode ser qualificada como infração. Caso contrário, vai parecer oportunismo.”
Sorry periferia…
Sonia Montenegro.
Morro de medo de Dilma Rousseff
Por Danuza Leão

PULITZER: BLOG CONSEGUE, EM PRIMEIRA MÃO, DIVULGAR O FAMIGERADO BILHETE EM FOLHA DE CADERNO, EM QUE TRAFICAS CONVOCAM A POPULAÇÃO DE HELIOPOLIS!!

Vale um Pullitzer. Ou melhor, um “Prêmio José Serra“, vulgo “Framboesa de Ouro”

SITE: QUANTO TEMPO DURA

Charge do Bessinha, sobre HELIÓPOLIS

Filed under: governo Serra, Heliópolis, PIG ( Partido da Imprensa Golpista ), violência policial — Servílio Gentil Lavapés @ 4:06 pm

Serra: pega, mata e come

Filed under: governo Serra, Heliópolis, PIG ( Partido da Imprensa Golpista ), violência policial — Servílio Gentil Lavapés @ 3:04 pm

Tenho andado ( modo de dizer, como se verá ) meio enfermo ( ciática, tornozelo, dor etc ) e não tenho acompanhado com o afinco necessário quase nenhuma questão. Mas alguém aqui de casa falou sobre a ação policial em Heliópolis. Que, como parece, divulgou o imprensalão gordo, teve até “oferta de cesta básica” por “traficantes do local”. Para quê? Oras, com o intuito de “enfraquecer a imagem do Serra”, já tem sabichão dizendo. Ou, enfraquecer, isso sim, o trabalho empreendido pelos próprios moradores de Heliópolis.
Mmmm.
O Onipresente transcrveu a opinião do bom e velho ( nem um nem outro ) Reinaldo Azevedo: TIO REI ACHA QUE JOSÉ SERRA FOI VÍTIMA DE UMA ARMAÇÃO EM HELIÓPOLIS ( Já lhes adianto: só mencionei o “Tio Rei” aqui por honestidade para comigo mesmo, não estou sugerindo que façam a leitura do Reinaldo; talvez esta do Onipresente seja interessante: São Paulo: A cidade dominada por milícias!, OK? )

Mas o que eu acho que merecem ser lidas são estas [ na ordem em que aparecem ], do EDUARDO GUIMARÃES. Destaques e comentários meus em vermelho:

– SÃO PAULO EM TRANSE
Em 2 de fevereiro deste ano, a policia militar paulista reprimiu duramente protesto feito por moradores da favela de Paraisópolis (zona oeste de São Paulo) por conta de um morador local ter sido morto por policiais que o consideraram “suspeito”. A favela permaneceu ocupada pela polícia por meses, fazendo ainda mais dura a vida da comunidade.
No mês passado, a mesma polícia militar jogou no olho da rua cerca de 800 pessoas que viviam em barracos em um terreno na região do Capão Redondo, zona sul da capital paulista. A operação teve como objetivo devolver o terreno à empresa de ônibus Viação Campo Limpo [ Que atende muito bem, por sinal, a população ]. Até agora, as famílias estão vivendo pelas ruas da cidade.
Nesta terça-feira, 1º de setembro, moradores da favela de Heliópolis, na zona Sul de São Paulo, protestaram contra a morte de uma estudante de 17 anos, morta pela polícia na noite anterior. O protesto teve inicio por volta das 19h. O grupo queimou ônibus e carros, bloqueou acessos à favela e continua sendo reprimido pela Polícia.
Dos 14 índices de criminalidade medidos pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, 10 cresceram A Secretaria registrou aumento expressivo nos casos de roubo, estupro, latrocínio (roubo seguido de morte) e homicídio em todo o Estado.
Segundo dados divulgados na semana passada, somente na capital foi contabilizado um aumento de 80% nos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), quando comparado com o primeiro trimestre de 2008.
Em qualquer área social de São Paulo, os números são catastróficos. Saúde, Educação, Saneamento Básico, Segurança Pública… Os salários de professores, policiais, médicos, estão entre os piores do país. A mendicância só faz aumentar em todo Estado, bem como a favelização.
No mês passado, porém, o instituto de pesquisas Datafolha detectou que o governador José Serra é aprovado por 57% dos paulistas. A taxa dos que consideram a gestão de Serra ótima ou boa tem apresentado evolução constante. Era de 39% em março de 2007, subiu para 49% em novembro do mesmo ano e foi a 53% em março de 2009.
Qual é a explicação para esse fenômeno? Por que os paulistas e, sobretudo, os paulistanos (como são chamados os paulistas da capital), que vivem cada vez pior, não associam seus problemas ao governo do Estado, que tem atuado tão mal?
O que ocorre em meu Estado é que desde que Mario Covas se elegeu governador, em 1994, a imprensa paulista simplesmente acoberta todo e qualquer problema relativo ao Estado. E quando não há como esconder, atribui ao governo federal a responsabilidade que é do governo do Estado.
Foi assim, por exemplo, em 2006, quando a facção criminosa PCC pôs São Paulo de joelhos, decretando toque de recolher por todo Estado. Globos, Folhas, Vejas e Estadões, entre outros, conseguiram convencer a população local de que a responsabilidade pela Segurança paulista era do governo Lula [ E a reação policial aos crimes do PCC viraram um banho de sangue ].
Os dois grandes jornais paulistas simplesmente não cobrem o governo do Estado e bloqueiam a quase totalidade das críticas ao governador. As tevês, idem.
O escândalo das propinas pagas pela multinacional Alstom a membros das administrações tucanas de São Paulo praticamente não aparece na mídia, e, quando aparece, poupa nomes e a sigla PSDB.
Quando os paulistas vêem as pesquisas de opinião mostrando a popularidade de Lula, o crescimento de Dilma e a queda nacional das intenções de voto em Serra, ficam perplexos ou dizem que as pesquisas são falsas, porque o povo de meu Estado não fica sabendo quem é o responsável por a vida aqui estar cada vez pior e, no resto do país, cada vez melhor.
Até o Rio Grande do Sul, que nesta década havia se convertido em curral eleitoral tucano, acordou. Mas São Paulo, com todas as suas tragédias, segue acreditando que vive na Suíça – ou “chuíça”, como diz o jornalista Paulo Henrique Amorim.
A situação social em São Paulo, como mostram os levantes sociais cada vez mais freqüentes por todo o Estado, está explodindo. O sofrimento dos mais pobres é cada vez mais intenso.
E até os mais ricos estão sofrendo. Em média, são registrados 20 assaltos por mês aos condomínios de luxo em São Paulo. Segundo as estatísticas, em 90% dos casos os ladrões entram pelo portão principal [ FUCK OFFFF! ].
São Paulo está em chamas, afundando numa gestão incompetente e autoritária, mas os paulistas são distraídos por leis que criminalizam fumantes de tabaco, vendidas pela mídia como o supra sumo da modernidade. Enquanto isso, no centro velho da capital paulista fuma-se crack em qualquer esquina e sob as barbas da polícia.
Ao conversar sobre política com um paulistano de qualquer classe social, nota-se que ele atribui todos esses problemas ao governo federal. [ Mas a ênfase, ao se tratar de culpar o Lula, vem da horrenda e ignara classe-média; é a idéia que faço deles, já que trabalhava em comércio na região da REBOUÇAS, na época da Marta e do “suposto mensalão”; um desses representantes da classe-média politizada e indignada, no dia da eleição de 2006, foi procurar num jornal o número do FERNANDO GABEIRA, a fim de dar-lhe seu voto para deputado federal ]
A grande maioria dos paulistas de todas as classes sociais não faz a menor idéia sobre para que serve o governo do Estado.
Existe, entre a grande maioria do povo de São Paulo, uma fé quase religiosa na grande imprensa. O paulista reproduz como papagaio cada chavão político anti-Lula da mídia e, sobretudo, os bordões de novelas e programas humorísticos.
As expressões indianas da novela global das oito, por exemplo, viraram uma praga. Não se consegue passar 10 minutos sem ouvir alguém proferi-las como se aquela fosse a tirada de maior inteligência e originalidade que já se viu e de um bom humor único. [ Perfeita observação do Eduardo. Ninguém merece… ]
O Estado de São Paulo deverá se tornar objeto de estudos sociológicos revolucionários, que mostrarão como meia dúzia de empresários da comunicação conseguiu hipnotizar dezenas de milhões de pessoas de forma a fazê-las obedecerem cegamente os seus menores caprichos.
– SOBRE BOM JORNALISMO
Diariamente venho aqui escrever sobre mau jornalismo.
Hoje, noite de quarta-feira, 2 de setembro de 2009, porém, terei o prazer de escrever sobre seu oposto, sobre jornalismo bom, além de, infelizmente, ter que escrever também sobre aquele tipo de jornalismo que, de tão ruim, nem pode ser chamado dessa forma.
As duas matérias que vi foram sobre mais um sofrimento atroz que as forças policiais comandadas pelo governo de São Paulo impuseram à população pobre da cidade num dos muitos guetos nos quais se abrigam centenas de milhares de paulistanos empobrecidos e esquecidos.
Refiro-me à revolta dos moradores da favela de Heliópolis, a maior da capital paulista, por conta do assassinato de uma estudante de 17 anos, a bela Ana Cristina de Macedo. O crime foi cometido por um policial que, conforme testemunhas relataram, saiu disparando contra “suspeitos” desarmados e acabou atingindo a menina.
A população em peso se levantou contra a ação da polícia e, em verdadeiro transe coletivo, saiu às ruas fazendo o que não deixa de ser compreensível diante da barbaridade desse crime: ateou fogo a veículos e, reprimida pela polícia, aos gritos de “assassinos” atirou pedras sobre os repressores.
Estamos falando de favelados, de pessoas atiradas à margem da sociedade, é bom que fique bem claro. Não estamos falando de “doutores” e de “madames” de algum condomínio fechado. É gente vitimada pela ignorância e pela pobreza, em boa parte, e foi só uma parte daquela população que partiu para o confronto com os que julgou serem os assassinos da bela Ana Cristina.
Apesar disso tudo, o Jornal Nacional fez uma cobertura que privilegiou a versão da polícia e do governador do Estado, José Serra, inclusive tentando carimbar nos moradores a pecha de “traficantes” ao mostrar uma folha de papel com alguns poucos rabiscos convocando a população ao protesto em troca de “cestas básicas”.
Os moradores revoltados com a polícia não tiveram voz no Jornal Nacional, e nada se reportou, além de uma foto e do nome, sobre a bela, a angelical menina Ana Cristina de Macedo, agora um anjo de verdade.
Triste, revoltado e chocado com a insensibilidade da emissora e com a acusação de “vandalismo” de Serra aos moradores traumatizados por aquela tragédia, usei essa invenção maravilhosa que é o controle remoto em busca de algum traço de decência no jornalismo brasileiro.
Foi no Jornal da Record que encontrei o que buscava, bom jornalismo. Apesar de não me ter compensado a revolta pelo que a Globo fez, deu-me alento àquela indignação e àquela tristeza. Uma reportagem questionadora dos métodos da Polícia, inclusive com opinião de Celso Freitas e de Ana Paula Padrão. Que deu voz aos moradores, os quais, na Globo, não puderam se defender das acusações monstruosas de Serra e denunciarem, como fizeram na Record, que o bilhete de “traficantes” convocando a manifestação era uma farsa.
O fato é que a história daquele bilhete manuscrito em folhas de caderno escolar [ que qualquer um poderia ter feito ] convocando a população a se manifestar na rua em troca de uma “cesta básica” [ Como se a dignidade das pessoas valesse uma cesta básica. Na verdade, aqui existem duas agressões ou promovendo-se dois preconceitos: as pessoas pobres só se organizariam em protestos, se estes fossem em troca de algo prosaico, banal e imediato – cestas básicas – e todo protesto deverá, obrigatoriamente, descambar para a violência ] , não “cola”, como disse um dos moradores de Heliópolis que a Record entrevistou mais cedo.
Segundo o Morador, é absurdo imaginar que traficantes escrevessem três mil bilhetes daquele e que dessem igual número de cestas básicas. Imaginem traficantes, bandidos impiedosos se expondo assim só porque uma garota “qualquer” (para eles) morreu.
E não foi só isso. A Record mostrou a indignação daquela comunidade majoritariamente de trabalhadores, de pessoas claramente sérias contra a ação da polícia, e mostrou um pouco da vida daquela menina linda, meu Deus, linda! E morta, meus amigos! Estupidamente!!
Hoje pude escrever sobre bom jornalismo. Sobre o exercício correto desse verdadeiro ofício que, quando o profissional quer, pode ser exercido com humanidade, sensibilidade e, acima de tudo, com senso de justiça.
Obrigado, TV Record.
Para terminar, senhores, um post do Blog do Azenha:
Globo aplica o golpe do bilhete (nos moradores de Heliópolis)
Atualizado em 03 de setembro de 2009 às 01:17 Publicado em 03 de setembro de 2009 às 00:41
por Luiz Carlos Azenha
Para quem ainda leva o Jornal Nacional a sério, os distúrbios em Heliópolis, a maior favela paulistana, foram causados por protestos… convocados por um bilhete, que prometia a distribuição de cestas básicas.
Um bilhete assinado por Tiras.
Que eu poderia ter escrito. Você. O Zé das Couves.
A Globo não só apresentou como real essa teoria, como fez uma afirmação cômica, de tão acintosa: “Até agora as cestas básicas não foram distribuídas”.
Vai ver que foram. Taí algo que eu, se organizador de um protesto, não faria diante da polícia, nem das câmeras de TV, nem de repórteres.
É uma versão tão fantasiosa quanto a idéia de que uma pessoa colocaria a própria vida em risco em troca de uma cesta básica…
Como se a morte de uma adolescente de 17 anos, mãe de uma criança, não valesse absolutamente nada. Como se as manifestações não acontecessem dentro de um contexto social. Houve outros episódios recentes de violência envolvendo a polícia em Heliópolis? A polícia pressionava traficantes da região? Além do bilhete, há mais indícios de que se tratou de um protesto organizado? Já aconteceu no passado?
Nesse caso, o JN não quis testar hipóteses. Cravou: a culpa é do bilhete.
E, assim, parece que tudo caiu do céu. Um infortúnio — a morte da adolescente — seguido de uma manifestação em que pessoas forjaram sua revolta em troca de comida.
Esse jornalismo da Globo não é resultado apenas das ordens superiores, que mandam proteger José Serra descaradamente, seja qual for a situação.
É resultado da distância crescente entre os jornalistas e o mundo real. As novas gerações de jornalistas, crescidas nos shopping centers da vida, encaram a profissão unicamente como o caminho para a fama e a fortuna. Compromisso com a verdade factual? Com a contextualização das notícias? Com o serviço público? Coisa de dinossauros.
Infelizmente, esse é um processo que se retroalimenta. Quanto mais os jornalistas se distanciam do grande público [isto é, dos milhões de brasileiros que vivem em favelas], mais nos tornamos incompreendidos e incompreensíveis.
Aqui, para ver a reportagem
LEITURAS COMPLEMENTARES [ aqui a intenção é mostrar que, talvez, a comunidade de Heliopolis não tivesse motivos para reagir com violência, a serviço de traficantes ainda por cima, em troca de cestas básicas já que, há anos vem lidando com seus problemas de forma criativa, chegando a ser elogiada até mesmo pelo secretário municipal de educação [ vejam a seguir ]:
” ( … ) Ações que deram certo
A favela de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, tem como referência uma interessante experiência de como a integração da escola com a comunidade pode diminuir a violência e transformar todo o local em um grande espaço de convivência. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Campos Salles, após o início de um trabalho de mobilização com a comunidade, a violência diminuiu cerca de 50% no período de 2001 a 2005. A idéia de chamar a atenção para a questão da violência começou em 1999, após o assassinato de uma jovem moradora da favela e estudante da EMEF. O diretor da escola, alguns professores e líderes da comunidade resolveram transformar a morte da adolescente em uma mobilização geral para obter mudanças. A escola ajudou a promover uma “caminhada pela paz” que, na época, contou com a participação de outros três colégios da região e alguns moradores. A mobilização, que desde então acontece todo mês de junho, em 2006 contou com a participação de cerca de 30 escolas, além dos moradores que comparecem em peso.
Forte ligação com a comunidade, além de reduzir a violência, ajudou a otimizar vários projetos
A forte ligação com a comunidade, além de reduzir a violência, ajudou a otimizar vários projetos. Heliópolis é carente de espaços de lazer. Em conjunto com os moradores e com a União de Núcleos Associações e Sociedades de Heliópolis e São João Clímaco (UNAS), o diretor da escola conseguiu construir o primeiro centro poliesportivo do local ( … )”. SITE PRÓ-MENINO
( … ) – 9ª caminhada: “Educação: direito e responsabilidade de todos”;
-Música-tema da caminhada: Girassol (cidade Negra);
-Dia da caminhada: 14/06/2007.
Há nove anos, Leonarda, adolescente de dezesseis anos e aluna da EMEF “PRESIDENTE CAMPOS SALLES” foi covardemente assassinada ao sair da escola. O crime chocou a comunidade que, já traumatizada por uma onda de violência que assolava a cidade, na época, e aparentemente cresceria com o passar do tempo – o que, de fato, ocorreu -, uniu-se num grande projeto, liderado pelo diretor da escola, Braz Rodriguez Nogueira, o professor Orlando Jerônimo da Silva e o líder comunitário João Miranda. Nasceu então o Movimento Sol da Paz, expressando o descontentamento da comunidade de Heliópolis com relação à omissão do Estado em oferecer políticas sociais que pudessem, além de diminuir a violência, propor amplas discussões objetivando estabelecer uma cultura de paz.
Nossa primeira caminhada contou com a participação de 10.000 pessoas, entre as quais representantes de algumas escolas da região, UNAS (União dos núcleos, sociedades e associações de Heliópolis e São João Clímaco) e Paróquias de São João Clímaco e Santa Edwiges.
O movimento Sol da Paz foi crescendo a cada ano, atraindo representantes de outras instituições da região, motivando, principalmente nas escolas, uma permanente discussão sobre a violência (no âmbito social e pessoal ), chegando a contar com um número aproximado de 15.000 pessoas em nossa última caminhada, no ano passado.
Alguns resultados concretos puderam ser constatados após o início de nosso movimento. Segundo o delegado do 95º distrito policial de Heliópolis, o índice de violência diminuiu consideravelmente na regiao, desde então. Obviamente, estamos satisfeitos com esse resultado. Mas ainda não é o bastante. Por isso, convidamos a todos que desejem integrar nosso movimento a participarem ( … )” – ( SITE COMUNIDADES FUNDAP )
Caminhada da Paz em Heliópolis
04/06/2009 ( BLOG DO ALEXANDRE SCHNEIDER – Secretário Municipal de Educação de SP )
Heliópolis, a maior comunidade de baixa renda de SP
VILA HELIOPOLIS ( Portal do Ipiranga )
UNAS – Site da comunidade de Heliopolis

"Uribe compra terceiro mandato na Colômbia e Globo não diz nada", por Diário Gauche

Como a TV Globo vê o “ditador” Álvaro Uribe
Uribe compra terceiro mandato na Colômbia e Globo não diz nada
Uma graça o noticiário do Bom Dia Brasil, de hoje. Telegraficamente foi informado sobre a votação no Congresso colombiano, onde o direitista Uribe conquista a possibilidade de disputar pela terceira vez a presidência do país. Mais não foi dito. Nada de “comentaristas” reclamando das aspirações continuístas do “ditador” Uribe, nada de “especialistas” prevendo o caos institucional para a Colômbia e para o resto da América do Sul, nada dos democratas de plantão de alertarem para o grave precedente colombiano, nada… Acho que esqueceram de falar. Sei lá.


Veja o vídeo em DIARIO GAUCHE

agosto 29, 2009

Ex-secretário da Receita de FHC diz que Lina Vieira é factóide! Everaldo Maciel demole "crises" fabricadas pelo imprensalão tucano

Para Everardo, casos Petrobrás e Lina são “farsa” e “factóide”
Na opinião do ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, “a Petrobrás está absolutamente certa” e “o factóide” contra a estatal “foi criado para justificar a queda da arrecadação na gestão Lina Vieira”.
Everardo Maciel: “Lina é factóide”
O programa “Entre aspas”, do canal Globo News, com Mônica Waldvogel, entrevistou na terça-feira o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel (falando dos estúdios do canal em Brasília), o presidente do SindiReceita (Sindicato dos Analistas-Tributários da Receita Federal), Paulo Antenor de Oliveira e o advogado tributarista, Paulo Sigaud.
Para espanto da apresentadora do programa, feito ao vivo, que antes fez ataques ao governo e elogios a Lina Vieira, os três foram unânimes em criticar duramente a gestão da ex-funcionária. Para o insuspeito ex-secretário da Receita da gestão de Fernando Henrique, Everardo Maciel, “o factóide sobre a Petrobrás foi criado para justificar a queda da arrecadação na gestão Lina”.
Na abertura, o Globo News falou em uma suposta politização da Receita e insinuou que o governo teria afastado Lina Vieira para aliviar grandes devedores. Apresentou a ex-funcionária do órgão como vítima de perseguição, falou em crise na Receita Federal e acusou a Petrobrás de cometer irregularidades tributárias.
Entretanto, o primeiro entrevistado, Paulo Antenor Oliveira, presidente do SindiReceita, disse que o aparelhamento da Receita foi feito sim, “mas por Lina”. Que o grupo indicado por ela não demonstrou competência técnica e nem capacidade de planejamento. Disse ainda que o pedido de demissão coletiva dos antigos superintendentes foi uma antecipação para demissões que já ocorreriam. O advogado tributarista, Paulo Sigaud foi na mesma direção e também negou crise na Receita. Para ele, não houve mudança nenhuma em relação aos grandes contribuintes.
Everardo Maciel, perguntado se confirmava a politização, também disse que a politização ocorreu com Lina e que não há ingerência política nenhuma, porque “mudanças de comando do órgão é uma atribuição do ministro”. A apresentadora, surpresa, tentou defender a gestão de Lina mostrando números que apontariam um crescimento da arrecadação no primeiro semestre de 2009 em relação a 2008. Maciel desmentiu os números. Disse que eles são números parciais. “No Brasil a arrecadação caiu na administração de Lina”, enfatizou.
Waldvogel, gaguejando e tropeçando nas palavras, voltou à conversa de que Guido Mantega estaria pressionando para não apertar os grandes contribuintes. Os três entrevistados negaram. Everardo mostrou que esse foco nos grandes contribuintes começou em sua gestão e que nada mudou em relação à fiscalização. O ex-secretário disse que a queda da arrecadação foi causada pela crise econômica, mas criticou a gestão de Lina por não ter tomado medidas para enfrentar a situação. Segundo ele, a queda da receita foi maior do que a queda do PIB o que, para Maciel, mostra que a equipe dirigida por Lina não fez o que tinha que fazer.
Ela mudou de assunto e introduziu o tema da opção do regime de tributação de competência para o de caixa, feita pela Petrobrás no meio de 2008. Disse que isso teria representado uma manipulação contábil pela estatal. Everardo foi categórico: “a Petrobrás está absolutamente certa”. “Falou-se em manobra contábil, que manobra contábil?”. “A lei foi feita durante a minha gestão e tinha exatamente o objetivo de proteger as empresas da maxidesvalorização cambial”. “Não havia data para mudar o regime fiscal porque as crises cambiais não são previsíveis”, acrescentou. “Caixa ou competência não representam nenhuma diferença no imposto devido”, explicou Maciel sobre a escolha da Petrobrás. “Explicar queda da arrecadação com essa história da Petrobrás, isso é rigorosamente falso”.
Vejam alguns trechos do debate entre ela, Everardo, Paulo Antenor e Sigaud:
Waldvogel: se fosse tão clara a possibilidade de mudar o regime no meio do ano, não haveria essa controvérsia.
Everardo: a regra é clara e foi feita em 1999, justamente para enfrentar o problema da desvalorização cambial.
Waldvogel: mas até agora a Receita está para soltar um parecer…
Everardo e os demais: já foi feito, concordando com a Petrobras. Essa prática existe há muito tempo, não existe qualquer ilegalidade ou manobra contábil.
Waldvogel: a regra é claríssima?
Sigaud: a regra é clara
Waldvogel: Houve então uma manipulação da opinião pública?
Sigaud: Uma exploração indevida
Ela passou para o caso Sarney, perguntando se é legítimo pressionar a Receita para abrandar a fiscalização. O presidente do Sindicato disse que é impossível essa pressão. Disse que sempre trabalhou próximo à chefia da Receita e nunca viu esse procedimento. O chefe da Receita conversa com políticos todos os dias. “Mas esse tipo de ingerência é novidade para a gente”, respondeu. “A gestão dela [Lina] foi muito ruim para a Casa. Ela abalou a credibilidade da Receita Federal”, disse Paulo Antenor.
Everardo disse que se tivesse ocorrida a “ingerência” política, o momento certo de trazer a público seria na época em que foi feita. Se não fez, cometeu prevaricação. Mais tarde, em entrevista ao Terra Magazine, Maciel voltou a acrescentar que o assunto Lina/Dilma é uma farsa. “A história do virtual diálogo que teria ocorrido entre a ministra-chefe da casa civil, Dilma Rousseff, e a secretária da receita, Lina Vieira. Não tem como se assegurar se houve ou deixou de haver o diálogo, mormente que teria sido entre duas pessoas, sem testemunhas. Agora tomemos como verdadeiro que tenha ocorrido o diálogo. Se ocorreu o diálogo, ele tem duas qualificações: ou era algo muito grave ou algo banal”, apontou.
E concluiu: “Se era algo banal, deveria ser esquecido e não estar nas manchetes. Se era algo grave, deveria ter sido denunciado e chegado às manchetes em dezembro, quando supostamente ocorreu o diálogo. Ninguém pode fazer juízo de conveniência ou oportunidade sobre matéria que pode ser qualificada como infração. Caso contrário, vai parecer oportunismo”.
MANTEGA
Na quarta-feira, em entrevista à imprensa, o ministro Guido Mantega também negou que haja crise na Receita Federal e disse que “é uma balela dizer que não estamos fiscalizando os grandes contribuintes”. “É balela e é uma desculpa para encobrir ineficiência”, acrescentou o ministro, referindo-se ao argumento usado pelos funcionários que pediram demissão de seus cargos de confiança. Segundo Mantega, as pessoas que estão pedindo demissão seriam substituídas. “É normal a substituição quando há mudança de comando”, salientou.
HORA DO POVO, ed. 2795, 28.08.09
LEITURA ( OU SURRA ) COMPLEMENTAR:
Fernando Lyra diz que Maciel foi “lúcido” sobre Dra Lina
28/agosto/2009 8:29
O Conversa Afiada reproduz o blog de Inaldo Sampaio:
27 de Agosto de 2009 às 18:21:34
O ex-deputado e presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Fernando Lyra, telefonou nesta quinta-feira para o ex-secretário da Receita, Everardo Maciel, para parabenizá-lo pelos comentários feitos acerca da crise artificial que há naquele órgão.
Lyra classificou de “sensatas e esclarecedoras” as observações do ex-secretário, segundo as quais do suposto encontro que sua antecessora, Lina Vieira, teria tido com a ministra Dilma Rousseff só pode fazer duas leituras: ou foi um fato muito banal ou muito grave.
Se foi banal, disse ele, deveria ter sido esquecido e não estar nas manchetes dos jornais. E, se foi grave, deveria ter sido denunciado por Lina Vieira quando o episódio aconteceu.
“Para mim, que li dezenas de opiniões sobre este episódio, Everardo definiu em poucas palavras e com uma lucidez invejável, até porque conhece aquela Casa, essa crise que não é crise”, afirmou Fernando Lyra.
PREGO NO CAIXÃO GOLPISTA:
Quando Lina ainda não era “heroína” ( site Vi o Mundo )
26 de agosto de 2009
Chefe da Receita loteia cargos entre sindicalistas
AE – Agencia Estado
em 29 de agosto de 2008
BRASÍLIA – Com seis anos de atraso, os sindicalistas chegaram ao poder na Receita Federal. Desde que assumiu o cargo, no dia 31 de julho, a nova comandante do órgão, Lina Maria Vieira, vem discretamente substituindo os ocupantes dos principais cargos. O processo tem o seguinte padrão: para as superintendências regionais, preferencialmente sindicalistas; para a estrutura central da Receita em Brasília, técnicos.
Para a superintendência de São Paulo, Lina escolheu Luiz Sérgio Fonseca Soares, até então presidente da delegacia sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco) em Belo Horizonte. Subordinada a ele, comandando a Delegacia Especial de Instituições Financeiras, está Clair Maria Hickman, ex-diretora de Estudos Técnicos da Unafisco.
A superintendência em Minas Gerais foi entregue a Eugênio Celso Gonçalves, que era o secretário de Contabilidade da Unafisco em Belo Horizonte. Antes, Eugênio presidiu o sindicato em meados dos anos 80 e foi chefe da delegacia sindical de Belo Horizonte entre 1991 e 1993. Para chefiar a 4ª Região Fiscal, que abrange os Estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte, o escolhido foi Altamir Dias de Souza, ex-presidente da delegacia sindical da Unafisco em Salvador e vice-presidente da diretoria nacional do sindicato entre 1999 a 2001.
Conhecida dos colegas por atuações de destaque em assembléias do sindicato, a auditora Eliana Polo Pereira foi nomeada para comandar a estrutura da Receita no Rio de Janeiro e Espírito Santo. De perfil também técnico, ela chefiou a Divisão de Tributação da Receita naquele Estado. Para comandar a Receita na Região Norte, foi nomeado Esdras Esnarriaga Júnior, ligado à Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Anfip).
Para os funcionários experientes da Receita, o fato de sindicalistas terem sido guindados ao comando das unidades regionais do órgão aumenta o risco de atuação política. Existem parâmetros para a definição de pessoas e empresas a serem visitadas pelos fiscais, mas o superintendente e os delegados têm autonomia para definir as estratégias de fiscalização e arrecadação. Por outro lado, os sindicalistas são todos aprovados em concurso público. Portanto, ao menos em tese, têm preparo para assumir essas funções.Alguns técnicos negam que haja algum projeto político de aparelhamento e dizem que a secretária está apenas trocando “a turma do Everardo”. Sempre falando sob condição de se manterem no anonimato, esses técnicos dizem que a Fazenda está pondo um ponto final na influência do ex-secretário Everardo Maciel, que comandou a Receita nos dois mandatos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e prolongou sua influência no órgão por mais seis anos e meio do governo Lula com a escolha de Jorge Rachid – substituído por Lina em julho passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

agosto 25, 2009

SUBSTITUTO DE LINA VIEIRA RECONHECE LEGALIDADE DE MANOBRA CONTÁBIL DA PETROBRÁS. "10.000 EMPRESAS FIZERAM O MESMO.", DIZ

Vento a favor na Receita
ISTO É DINHEIRO
24/08
Otacílio Cartaxo assume com a economia em crescimento e o fim das desonerações. Em pouco tempo, terá bons números para mostrar
Após raios e trovoadas, a chuva sobre a RECEITA FEDERAL começa a se transformar em garoa. E a previsão é de tempo bom já no último trimestre. A partir de outubro, serão encerradas gradualmente as desonerações concedidas pelo governo para manter aquecidos setores importantes da economia. E a agonia da queda da arrecadação, que já dura nove meses, pode, finalmente, ser revertida – neste ano, a queda acumulada até julho é de 7,39%. Sinal da sorte de Otacílio Cartaxo, comandante do Fisco que assumiu o cargo há duas semanas e já está diante de expectativas otimistas poucas vezes experimentadas por sua antecessora, Lina Vieira.
Sorte, aliás, que nunca deixou o paraibano nos 28 dias em que ocupou o cargo interinamente, após a demissão de Lina. Nesse período, acompanhou pela imprensa as inúmeras indicações que despontavam para o posto. Da Fazenda saíam nomes como os de Nelson Machado, braço direito do ministro Guido Mantega, e de Valdir Simão, chefe do INSS. Experiente e tranquilo, Cartaxo conduzia o órgão indiferente aos burburinhos e seguindo fielmente as orientações de Machado e Mantega.
Cartaxo conquistou o cargo no depoimento à CPI da Petrobras, no Senado. [ Ver abaixo ]
Ele afirmou aos senadores que não era ilegal a mudança no cálculo tributário feita pela Petrobras, que permitiu uma redução de R$ 4,3 bilhões nos impostos devidos. Ele informou ainda que, até aquele momento, 10.501 empresas tinham feito o mesmo procedimento da estatal. “Ele é um técnico muito competente e explicou detalhamente a atuação da Petrobras”, disse o ministro da Fazenda quando anunciou, no evento das Melhores da DINHEIRO, que ele ficaria no cargo em definitivo. Internamente, a tranquilidade ainda não chegou.
Apesar de integrante da equipe de Lina, ele deve substituir vários dos auxiliares deixados pela antecessora, inclusive alguns superintendentes, atendendo à orientação dos chefes da Fazenda. Na relação com os contribuintes, ele quer manter a orientação dada pelo ministro Mantega: melhorar o atendimento, com aumento dos serviços oferecidos pela internet, e mudar o foco da fiscalização, de pessoas físicas para os grandes contribuintes. De qualquer maneira, a melhora na economia vai ajudar Cartaxo nos próximos meses

Receita vê brecha legal para opção fiscal da Petrobras
UOL/ REUTERS, 11/08/2009
BRASÍLIA (Reuters) – Em depoimento à CPI da Petrobras, o secretário interino da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirmou nesta terça-feira que a estatal se utilizou de uma brecha na legislação para obter uma redução no imposto pago. Ele vê normalidade na iniciativa.
Apesar de ter ponderado que ainda não há um consenso dentro do órgão sobre o assunto, Cartaxo explicou que a troca de regime de tributação referente ao ano passado evitou que oscilações cambiais aumentassem o volume de impostos pagos pela Petrobras.
Segundo a assessoria de imprensa da Petrobras, a empresa conseguiu compensar um crédito tributário de 1,14 bilhão de reais depois que mudou do regime de competência para o de caixa. A suspeita de que a companhia teria realizado irregularidades fiscais para pagar menos impostos é um dos objetos da CPI, criada em maio e que começou a ouvir os depoimentos nesta terça-feira.
“A medida provisória 2158 de 2001, que regula a matéria, em nenhum momento registra o momento em que a empresa deve fazer a opção por qualquer um desses regimes,” disse Cartaxo, acrescentando que outra instrução normativa da Receita sobre o assunto também é “omissa.”
A oposição condenou a falta de clareza da Receita. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) questionou as razões de o órgão ter divulgado duas notas em maio sobre o tema –uma reprovando a atitude da Petrobras e outra retirando as críticas.
Em resposta, Cartaxo disse que a Receita não se pronuncia por meio de notas de esclarecimento, e sim publicando atos legais.
O secretário interino da Receita assegurou ainda que a instituição deve se pronunciar em breve para acabar definitivamente com a polêmica causada pela existência de diversas interpretações sobre o período em que é permitida a troca de regime tributário pelas empresas.
Relator da CPI e líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou que em seu relatório final proporá uma alteração no texto da lei para aperfeiçoar a regulamentação da matéria.
“Estou satisfeito (com as explicações)”, sentenciou Jucá antes do encerramento da sessão.
A oposição, no entanto, revidou. “Ainda é cedo para dizer se houve algum procedimento irregular da Petrobras. Mas a consistência da legislação e a falta de entendimento da Receita contribuíram para que isso acontecesse”, destacou o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA).
LINA VIEIRA
A oposição também insistiu na convocação da então secretária da Receita, Lina Vieira, que, segundo algumas versões, deixou o cargo devido ao episódio. A iniciativa, entretanto, continua a enfrentar resistência da base aliada do governo, maioria na comissão.
“Não fui protagonista desse episódio. Seria leviano da minha parte tecer considerações a esse respeito”, respondeu Cartaxo, dizendo que só Lina Vieira ou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, podem esclarecer os motivos da demissão da ex-secretária.
A convocação de Lina pode gerar outros constrangimentos ao governo. Ela disse em recente entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pediu que a investigação realizada pelo órgão nas empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fosse concluída rapidamente.
“A secretária Lina Vieira nunca comentou comigo qualquer encontro com a ministra Dilma Rousseff,” disse Cartaxo.(Reportagem de Fernando Exman)

agosto 21, 2009

GLOBO E ALI KAMEL CONTRATAM OITO ADVOGADOS PARA ARRANCAR DINHEIRO DE BLOGUEIRO SUJO

Ao folhear o alentado libelo do processo movido pelo Diretor Geral de Jornalismo e Esporte da Rede Globo, Ali Kamel, contra o titular deste Cloaca News, causou espécie a verdadeira legião de causídicos mobilizada pelo demandante para tentar asfixiar o pobre diabo que escreve estas mal-traçadas.
Nada menos que oito (!!!) advogados foram constituídos pelo dirigente da corporação mafiomidiática com o propósito de subtrair da conta bancária do Cloaquinha aqui uma quantia que ultrapassa os 30 dinheiros ( nem mesmo para defender a funcionária da Receita Federal que, à sorrelfa, fez desaparecer um processo de R$615 milhões o conglomerado convocou tantos rábulas: apenas quatro deles foram escalados para livrar Cristina Maris Meinick Ribeiro do xadrez ).
Para quem não sabe, a tropa de choque jurídica de Kamel é a mesma que atua nas causas judiciais da TV Globo Ltda. ( CLOACA NEWS, 13.07.2013 )

 

 

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"Um mundo cheio de Linas e tapiocas", por Maria Inês Nassif

Um mundo cheio de Linas e tapiocas
Por Maria Inês Nassif 20/08/2009
Clima foi criado em cima de uma reunião
O caso da “denúncia” feita pela ex-secretária da Receita Lina Maria Vieira contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não é o primeiro episódio na história recente do país em que um clima de escândalo sobe a uma temperatura máxima, alimentado por fatos que são o centro das atenções políticas por semanas até que sumam no ar como fumaça. Nesse caso, depois do depoimento de Lina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, anteontem, e de inúmeros indícios apontados por apoiadores e detratores, a pergunta que vem à cabeça dos acompanhantes mais atentos da cena política é: qual é mesmo o crime?
Lina disse, em entrevista à “Folha de S. Paulo”, que no final do ano passado Dilma pediu que a Receita concluísse rapidamente inquérito em andamento contra o filho do senador José Sarney, Fernando. Os jornais e a oposição inferiram daí que a ministra-chefe da Casa Civil pressionou a Receita a arquivar os processos contra o empresário maranhense. E se apegaram, como prova do crime, a uma suposta reunião que Lina teria mantido com Dilma. Passou-se a considerar que, provada a existência desse encontro, estaria automaticamente atestada a pressão de Dilma em favor do filho do presidente do Senado.
Convocada à reunião de Comissão e Justiça do Senado para explicar sua “denúncia”, Lina reiterou o “crime” de Dilma, de tê-la convocado para uma reunião, mas absolveu-a da acusação de tê-la pressionado para livrar a cara de Fernando Sarney na Receita. “Eu entendi, das palavras da ministra, que resolvesse logo as pendências, que desse celeridade ao processo, não me senti pressionada pela ministra; a ministra disse para agilizar a fiscalização do procedimento contra o filho de Sarney, mas, de forma alguma, o pedido foi para não investigar o filho de Sarney. Foi apenas para dar agilidade”; ao voltar a Receita, pediu a um dos subsecretários levantamento dos processos em andamento, descobriu que tudo estava em ordem e colocou uma pedra no assunto: Não dei mais retorno para a ministra e ela não me cobrou mais sobre o assunto? (Valor, 19/8, A8).
O depoimento da ex-secretária da Receita sequer foi dúbio, ao contrário de suas contraditórias declarações anteriores. Ela inocenta a ministra da acusação que seria de fato crime: pressionar a Receita para não investigar alguém. Na ausência de evidências de pressão, a oposição retoma a estratégia de que o crime é ter convocado uma reunião. E pede acareação.
É certo que, nesses movimentos em que se força a criação de climas de forte comoção política, pouco importa o que se disse ou se dirá em favor de uma ministra cujo principal problema não é ter se reunido com alguém, mas ser candidata à sucessão de Lula em 2010, com o apoio de um presidente que tem grande popularidade e, supõem-se, capacidade de transferência de votos. Mas também não se registra uma tentativa de Dilma e dos governistas que assumiram a sua defesa de registrar o ridículo da situação. Caíram numa armadilha e vão ter que ficar na defensiva, negando que a reunião tenha existido, até que o fato que seria central – a pressão para inocentar Sarney, negada pela própria Lina – caia definitivamente no esquecimento, por falta de provas. O caso Lina, após a reunião da CCJ do Senado, entrou na lista das tapiocas.
Pelo padrão do que tem sido a disputa política nos últimos sete anos, desde a posse de Lula, presume-se que, daqui até as eleições do ano que vem, as tapiocas se repetirão, numa mesma técnica: denuncia-se, o fato denunciado é alimentado por pequenos detalhes enquanto for possível, convoca-se comissões e acareações e o clima chega ( pelo menos institucionalmente ) ao limite da tensão. Enquanto é possível, cria-se uma moral própria para o momento: a tapioca é imoral; convocar reunião é imoral. A repetição é fundamental na criação de um clima onde se atribui moralidade própria a um fato menor. E cada detalhe é prova da justeza do novo julgamento moral. A criação de “ondas” de comoção política atinge de imediato uma parcela da opinião pública que já é identificada ideologicamente com esses setores. São mais sensíveis a construções de caráter moral as classes médias. Nesse segmento social, as construções da oposição certamente criaram clichês próprios: a “tapioca”, o “mensalão” como característica exclusiva do PT etc. A estratégia de criar comoção política apenas é vitoriosa eleitoralmente, todavia, se consegue se expandir para além dos seus próprios votos, subtraindo eleitores do outro lado.
Na política recente, a exploração do escândalo Sarney teria muito maior potencial de expansão para setores sociais que votam hoje em Lula. Para a maioria da opinião pública, segundo atestam as últimas pesquisas, Sarney é a representação do que existe de ruim na política – e ele se sustenta graças ao valioso apoio do presidente Lula. O problema é que esse episódio tem potencial de atingir indiscriminadamente todos os partidos representados no Senado. Os fatos contra Sarney levantados pelos jornais não são assumidos como instrumento de luta política com tanta convicção pela oposição, como tem sido com o episódio Lina. Existem razões para isso.
Maria Inês Nassif é editora de Opinião. Escreve às quintas-feiras no Valor Econômico.
E MAIS:
Marido de ex-secretária foi Ministro de FHC

agosto 20, 2009

"Lina Vieira e a estratégia dos malandros", por Chicão Dois Passos

( Extraído do Blog do Chicão )
Lina Vieira e a estratégia dos malandros
Fala abaixo é a da Lina Vieira, após dizer que não sabe o dia e a hora do suposto encontro com a ministra Dilma, nem sabia descrever o gabinete da ministra.
“Eu não mudo a verdade no grito, nem preciso de agenda para dizer a verdade. A mentira não faz parte da minha biografia.” Os trastes da direita safada brasileira estão usando frase como se fosse uma prova de uma pessoa ética.
Eu discordo.Esta é a principal estratégia dos malandros. Você compraria uma casa de alguém que te dissesse “eu não preciso te mostrar os documentos da casa, minha palavra basta”?
Eu JAMAIS compraria uma casa na qual o vendedor não me mostrasse todos os documentos do imóvel e dele próprio.
Uma vez fui comprar um terreno, depois de acertar o preço, dei para o vendedor uma lista de documentos para ele me entregar para concretizar o negócio.
O sujeito ficou me enrolando para entregar. Dizia que era um sujeito honesto, que não mentia, tinha biografia positiva. Dizia que sua palavra valia muito.
Lógico que não comprei o terreno. A pessoa que comprou teve MUITOS PROBLEMAS.
Comprei outro terreno de uma pessoa honesta. Esta pessoa honesta apresentou todos os documentos. É assim que agem as pessoas honestas: mostram e provam o que dizem.Já os malandros adoram bater no peito e não mostram nada.
A tal Lina Vieira acha que tem biografia. Nem sabia da existência dela. Por que teria que acreditar em uma pessoa desconhecida?
Se ela é correta vai mostrar o que tem para mostrar. Se não tem nada, que confesse que mentiu. Esta é a única dignidade que ela precisa ter.
Observe bem: agenda não prova nada, mas permite um INÍCIO de investigação. Até porque ela pode agora mesmo escrever o nome Dilma em uma página qualquer. Eu não conheço ela, não sei do seu caráter, não sei da sua vida.
Eu sei que quem acusa os outros tem que provar [ Nota deste blog: até a nefanda vEJA colocou isso na capa de sua edição desta semana; o conteúdo eu não sei ], tem que pelo menos dar elementos para as pessoas se defenderem.
Mercadante prova índole mentirosa de Lina http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/08/mercadante-prova-indole-mentirosa-de.html
Complementando: os jornais disseram hoje, dia 20, que a Lina disse reservadamente aos senadores da oposição que o dia do encontro foi 19 de dezembro. Muito esquisito. Ela não fala na sessão e fala reservadamente?
Ou será que a imprensa sabe que ela foi este dia no Palácio do Planalto para outra reunião ( lá trabalham centenas de pessoas ) e vão tentar enfiar goela abaixo a “hipótese” de ser o encontro com a Dilma?A imprensa gosta de mentir e enganar, temos que ficar atentos. Que a verdade apareça, doa a quem doer.
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