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julho 4, 2008

Metrô paga pouco em indenizações por propriedades. Dersa paga muito.

Filed under: DERSA, indenizações, Metrô, propriedades, Rodoanel, Vila Prudente — Humberto @ 2:39 pm
Na praça Gonçalves Júnior uma casa resiste à desapropriação
Proprietária quer receber preço justo pelo imóvel
Folha de Vila Prudente , 30.06.08
Quem passa em frente à praça Gonçalves Júnior, na Vila Prudente, percebe uma cena inusitada. Em meio aos escombros dos imóveis desapropriados pela Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, para obra de expansão da linha 2-Verde, uma residência ainda resiste intacta, a de número 49. Na casa reside Aderly Terezinha Tringoni, que ao não concordar com o valor ofertado pelos avaliadores do Metrô, entrou na Justiça e apesar de ter perdido em 1ª e 2ª instâncias, continua lutando para receber o preço que ela acha justo.
“As imobiliárias avaliaram minha casa em R$ 350 mil, já o Metrô falou que valia R$ 196,8 mil. O juiz mandou outro avaliador que estipulou R$ 228 mil. Não acho justo este preço. Onde conseguirei achar uma casa na Vila Prudente pelo valor que estão me pagando?”, comenta Aderly. “É duro competir com uma empresa grande. O juiz da primeira instância deu sentença favorável ao Metrô. Recorri. Na segunda instância, a mesma coisa. Porém, até agora não recebi nenhum dinheiro”, explica a moradora que também não foi avisada sobre um possível despejo.
A proprietária da casa ainda teme outro prejuízo. “Como parcelo o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), o Metrô quer que eu pague o valor integral relativo a este ano. Onde já se viu? Eles querem a minha casa e eu ainda tenho que pagar o imposto até o fim do ano?”, reclama. Outro problema apontado por Aderly, é que devido às casas vizinhas estarem vazias, o local ficou perigoso. “Tiraram até a guarita do guarda por causa das obras. Algumas casas aqui da vizinhança já foram assaltadas e estou com medo. Sempre fica alguém da família em casa. Estou vivendo um verdadeiro inferno”, conclui.
A assessoria de imprensa do Metrô confirmou que o valor de R$ 228 mil foi apurado por um perito da confiança do juiz responsável pelo processo. Já no caso do IPTU, afirmou que o parcelamento do mesmo é entendido como faculdade da Prefeitura e como a cobrança é feita no primeiro dia do ano, o expropriado deve, por lei, pagar a integralidade do valor tributado, se estiver ocupando o imóvel na data. Sobre o recebimento do dinheiro, o Metrô alegou que o depósito foi feito em menos de um mês e que a proprietária não conseguir sacar por não ter quitado o IPTU.
Rodoanel (SP) Dersa dá R$ 90 mil por bananal de R$ 1.880, diz juiz
Folha de S.Paulo 26/06/2008
Magistrado afirma que a estatal oferece valores superiores aos preços médios por áreas desapropriadas no trecho sul do Rodoanel
Indícios de sobrepreço foram detectados em seis casos, que representam R$ 5 milhões; Ministério Público vai investigar
A Justiça de São Paulo identificou indícios de sobrepreço nos pagamentos de indenizações feitos pela Dersa, estatal do governo José Serra (PSDB), por áreas desapropriadas para o trecho sul do Rodoanel.
Em todos os seis casos analisados pela Justiça foram encontrados indícios de que a estatal pagou ou definiu valores de indenizações superiores ao preço médio da região. As seis áreas envolvem R$ 5 milhões.
No trecho sul, onde os casos foram encontrados, a Dersa deve desapropriar 1.452 propriedades -11,3 milhões de metros quadrados (cerca de R$ 420 milhões em indenizações). Um exemplo utilizado pela Justiça para descrever o “descompasso com a realidade” dos pagamentos feitos pelo governo está na oferta de pagamento de R$ 90 mil para indenizar um bananal que a perícia da Justiça estimou em R$ 1.880. Essa distorção foi descoberta pelo juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Marcelo Sérgio, no julgamento de pedido de indenização feito pelo comerciante Hsieh Hsu Sheng.
Pela propriedade dele, a Dersa pretendia pagar R$ 245 mil por alqueire (24,5 mil metros quadrados), enquanto o perito avaliou em R$ 101 mil o preço mais justo (apenas pela terra).
A Dersa, segundo o juiz em documento, não explicou como chegou aos valores oferecidos (de R$ 10 por metro quadrado).
Com isso, a indenização caiu dos R$ 642,5 mil oferecidos para os R$ 424 mil estipulados pelo juiz – uma queda de R$ 217,9 mil, ou 34% a menos.
Os valores incluem as melhorias e as culturas da propriedade. Ao analisar o pedido de Sheng, o juiz se lembrou de um outro caso semelhante envolvendo indenização e solicitou, então, uma ampla investigação ao Ministério Público.
Segundo o magistrado informou à Promotoria, em outro processo, o valor oferecido pela Dersa caiu de R$ 30 mil para “pouco menos de R$ 10 mil” após uma avaliação pericial da Justiça.
Além disso, a defesa de Sheng anexou ao processo quatro casos em que os valores pagos por alqueire iam de R$ 367,5 mil a R$ 686 mil (não há informações sobre benfeitorias). Esses valores teriam sido pagos a vizinhos de Sheng e, por isso, o preço da indenização deveria ser maior. O juiz solicitou à Promotoria que apure também os casos listados por Sheng .
“Primeira”
O IEA (Instituto de Economia Agrícola) fixou em R$ 50,47 mil o alqueire para a chamada terra de “primeira”, a de melhor qualidade, na região de São Paulo, segundo pesquisa de junho de 2007, mesmo período em que a Dersa enviou a avaliação à Justiça. Ao colocar à venda uma gleba de 155,3 mil m2 remanescente do Rodoanel, no km 7 do trecho oeste, a Dersa estipulou o preço mínimo de R$ 27 o m2, mas ninguém se interessou. A área de Sheng é considerada de má qualidade. “A área (…), em Parelheiros, local que sabidamente não está classificado como sendo de boa qualidade de vida e de infra-estrutura, motivo pelo qual o perito notou a falta de “percepção do contexto imobiliário e ocupacional e equilíbrio/ponderação na análise” dos assistentes-técnicos”, diz o juiz.
Estatal afirma que bananal é produtivo e que avaliação foi feita por peritos
A Dersa afirmou que as indenizações foram fixadas com base em avaliações realizadas por peritos registrados no Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e que não há sobrepreço. A diferença nos valores, diz a empresa, ocorreu devido à forma de avaliar o bananal, que o perito da Dersa considerou como unidade produtora. “Cada laudo leva em conta um levantamento prévio sobre todo o trecho, além das benfeitorias de cada terreno, o que, obviamente, gera diferenças de preços”, afirmou a Dersa. Ainda segundo a empresa, em somente 17% das desapropriações o valor final foi estipulado pela Justiça. “Desse total, 75% tiveram na Justiça avaliação superior à do perito da Dersa.”
Além disso, a estatal destacou em nota enviada à Folha que o terreno foi avaliado por um perito oficial contratado por ela em R$ 612 mil, valor inferior ao que era pedido pelo proprietário. “O caso foi para o Poder Judiciário, onde o terreno foi avaliado em R$ 424 mil.” Por fim, a nota Dersa ressalta “que o valor [da indenização] foi depositado em juízo, conforme laudo de perito judicial” e que a decisão final caberá à Justiça.
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junho 3, 2008

Serra imita a PF para desviar o foco do escândalo PSDB-Alstom

OS Amigos do Presidente Lula, 03.06.08
Um tucaninho de bico longo, ligado ao grupo de Geraldo Alckmin, me ligou a pouco para me contar a novidade do dia. José Serra providenciou a operação denominada Carta Branca, da polícia civil de São Paulo. A imprensa, especialmente
a Folha, já saiu com a manchete “Delegado está entre os 18 presos suspeitos de emissão ilegal de CNH”…
Tudo muito bom, se não fosse as verdadeiras intenções do governador Paulista José Serra. Desviar o foco PSDB-Alstom que nos últimos dias vem sendo divulgado por blogueiros e mídia. Em outras palavras, Serra está tentando jogar uma cortina de fumaça sobre o escândalo que envolve o tucanato paulista.
O barraco tucano vai pegar fogo
A Eletropaulo, que parecia ter entrado no caso Alstom a reboque do Metrô, pode se revelar problema maior para o PSDB. Quem teve acesso a dados da investigação na Suíça afirma: trata-se de encrenca que, no Brasil, atinge acima de tudo o setor elétrico.
Balanço fiscal da Alstom de 15 de maio de 2001 aponta o interesse na Eletropaulo. O documento cita o contrato “Gisel 2”, com transformadores de R$ 100 milhões, como prioridade no orçamento da empresa, ao lado de subestações de gás em Singapura e Dubai e sistemas de geração de energia na Flórida. Dois tucanos chefiaram a pasta estadual de Energia na época: Mauro Arce, atual secretário de Transportes, e Andrea Matarazzo, secretário das Subprefeituras.
Por: Helena™
Eu acrescento: se for este o plano, o escândalo de carteiras de motorista remete a um caso parecido, e muito mais concreto: o do Detran do Rio Grande do Sul, e que envolve, vejam só, uma governadora também do PSDB. Talvez a intenção seja essa: vincular os dois casos, às custas até mesmo de Yeda Crusius, mantendo o interesse da opinião pública e o foco sobre a governadora gaúcha. Mas é apenas ilação minha. ( Humberto )

junho 2, 2008

Quem fez o quê e aonde? Estadão "noticia" caso Alstom na capa sem, entretanto, citar personagens como "PSDB", "governo Covas", "tucanos de SP", etc

Supressão é a palavra. Conforme observado por PHA, em São Paulo – capital – não existe uma avenida com o nome de Getúlio Vargas.
O Estadão, zeloso e parcimonioso quando se trata de ocultar os ilícitos tucanos da melhor forma que puder, tascou na capa ( vejam bem: muita gente lê apenas a capa dos jornais, as manchetes e destaques, e só, e passa a considerar o que leu como “informação”; portanto, a capa de um jornal e suas manchetes têm um poder de convencimento e persuassão muito fortes; não é segredo nenhum ) um pequeno bloco noticioso com o título “Identificado esquema que pagou propinas da Alstom” e, abaixo, “Corrupção favoreceria políticos de SP”. Mmmm.
Políticos de São Paulo? Vanessa Damo, do PV, é política, e tem sua base no município paulista de Mauá. Serve ela? Claro que não, eu coloquei o nome dela, só para ilustrar.
Fernando Henrique Cardoso, que tal? É político e sua carreira desenvolveu-se aqui no estado.
Celso Daniel? Emerson Kapaz? Rui da Costa Pimenta? Orestes Quércia? Todos de São Paulo, e todos políticos.
É. O Estadão não ajudou muito nessa. Vejamos se o jornal dá mais detalhes: “(… ) repassou propinas a autoridades e políticos paulistas entre 1998 e 2001, em troca da assinatura de contratos em São Paulo (…)”.
De “repassou” a “2001”, na primeira sentença, fomos informados que “autoridades e políticos paulistas receberam propinas entre 1998 e 2001″. Quais autoridades? Não aparece. Pode ser qualquer autoridade? Algum coronel da polícia? Algum delegado da Polícia Civil? Uma autoridade de que tipo? Por exemplo, o Papa é a autoridade máxima da Igreja Católica. Meio vago, Estadão.
Que mais? Ah, lembrei: “(…) autoridades E políticos (…)”?
Então há autoridades envolvidas nesse esquema que não sejam políticos? Ah, entendi.
Entre 1998 e 2001, foi dito, ocorreram estes pagamentos. Covas faleceu em 2000 ou 2001. Um político – e paulista – que se dava bem com o ex-governador, é justamente o Paulinho da Força. Teria ele, Paulinho, recebido uma grana da Alstom, em troca de assinatura de contratos em São Paulo? Ou Covas? Ou ambos?
A segunda sentença também não esclarece nada: “(…) em troca de assinaturas de contratos em São Paulo (…)”.
Fala a verdade: essa frase não sugere que algo comprometedor tivesse acontecido, apenas que contratos foram assinados, e em São Paulo. Apenas mostra em que unidade da federação isso ocorreu, e só. Geografia.
Mas que tipo de contratos e com quem?
Digamos que eu seja a Alstom. Aí, eu quero uma coisa e, para conseguí-la, eu devo contatar as pessoas que poderiam me dar o que eu quero. Eu, “Alstom”, vou falar com quem? Como o meu ramo de negócios frequentemente envolve governos – e estes compram certas coisas que eu produzo e vendo, para colocar nos lugares em que governo é quem decide -, óbvio que vou falar com “o governo”. Pois quem não está no governo não tem poder para decidir nada.
Comedidamente, o Estadão evitou, delicadamente, dizer quem teria algo a negociar com a Alstom. Apresentado dessa forma, fica parecendo a sacada do filme “Sexto Sentido”: a empresa acha que está firmando um contrato, normalmente. Manda um representante para São Paulo, com plena legitimidade para assinar os papéis. Só que a outra parte, doravante denominada neste post “a contratante”, só existe em sua imaginação. Como lhe foi conferida uma missão ( que acabou frustrada, por ausência de parte interessada ) o representante, acometido de delírios, passa a distribuir dinheiro da empresa, a autoridades e políticos sem nome e face, e que só aparecem para ele. Só ele as vê.
Sem brincadeira: as que as únicas “autoridades e políticos”, “paulistas” com quem a Alstom poderia e desejaria conversar, entre 1998 e 2001, pertenceriam ao “Governo do Estado de São Paulo”!!
Tá vendo? Já dei um nome ao monstro que assina contratos com a Alstom. Agora vamos esperar que o investigativo Estadão descubra se existiu alguma ilegalidade nesses negócios aí e, em caso positivo, nos diga ( detalhadamente ) quem recebeu, já que nós já sabemos – pelo Estadão – quem pagou.
MAS NÃO É SÓ O ESTADÃO…
Rabo preso com os tucanos
Chico Villela
NOVAE
O recente texto “O fim do ombudsman na Folha” é iniciado com esta afirmação: “A decadência do jornal Folha de S. Paulo é irreversível. Em texto anterior, ‘A III Word War e a mídia’, resenhei algumas das suas matérias sobre temas internacionais e destaquei procedimentos jornalísticos indignos por parte da Folha. O mais evidente, de uns anos para cá, tem sido a desproporcional cobertura dedicada aos erros e desmandos do governo Lula e aliados e a blindagem vergonhosa às ações ominosas e censuráveis de FHCs, Serras, Virgílios, Alckmins, Aécios e similares e seus aliados e partidos.”
Na edição de 25 de maio, o ombudsman da Folha publicou em sua coluna semanal de domingo ( que a partir da sua posse é a sua única manifestação pública ), sob o título “O Caso Alstom”: “Em 6 de maio, o ‘Valor’ revelou, com reportagem do ‘Wall Street Journal’, que a multinacional Alstom é investigada por denúncias de corrupção em negócios com o governo do Estado de São Paulo. Tenho cobrado na crítica interna e nesta coluna que a Folha melhore na cobertura do caso.
Além de poucas notas em colunas, o jornal publicou oito textos sobre o assunto. Em vários, não disse que as empresas envolvidas ( como Metrô ) são estatais. Em nenhum, ouviu ou disse ter tentado ouvir o governador José Serra ou os secretários de Estado a que estão subordinadas as empresas.
Em 16 de maio, mencionou que o PT fez uma pesquisa no site do Tribunal de Contas do Estado, segundo a qual há 139 contratos no valor de R$ 7,6 bilhões entre o governo estadual e a Alstom. Mas o próprio jornal não fez pesquisa nenhuma.
A Folha não se pronunciou em editorial sobre o tema e, exceto na coluna de Elio Gaspari ( 11 de maio ), não deu uma análise das conseqüências políticas do tema, coisa que até o ‘Wall Street Journal’ já fez.”
Conclusão: a blindagem é de tal forma vergonhosa que até mesmo o conservador sr. da Silva, ombudsman conveniente à direção do jornal, é forçado a reconhecer e manifestar-se.
Faltou dizer que a Alstom esta sendo investigada na Europa por múltiplas ações de corrupção em vários países, e que no Brasil foram detectados R$ 8,6 milhões em propinas que teriam ido, ao menos em parte, para o caixa de um partido político. Qual? A Folha pensa que é possível esconder o segredo. Como escondeu ao máximo o escândalo do propinoduto do PSDB, anterior ao do mensalão do PT, que, este sim, ficou meses sem conta nas manchetes. Imagine o leitor a enxurrada de matérias que estaria rolando se o partido subornado pela Alstom fosse o PT. Antigo slogan da Folha de S. Paulo: ‘um jornal de rabo preso com o leitor’. Visto de hoje, é apenas engraçado. As coberturas, com esse modelo desonesto de pesos e medidas, terminam distorcendo e omitindo fatos. Um exemplo recente é o caso do dossiê das despesas de FHC, vazado da Casa Civil de Dilma Roussef, potencial candidata à sucessão de Lula, que tem sua figura diariamente martelada no noticiário, com direito até a fotos em poses ridículas.
A risível oposição vem movendo montanhas para investigar o caso. Mas o jornal nunca destacou a intrigante outra ponta do fio, o envolvimento de membros do partido de FHC na obtenção e divulgação, na lata de lixo chamada Veja, de um dossiê que atinge o ex-presidente como um tapa na cara, além de respingar também em sua esposa. Há mais coisas entre o céu e a terra do que mostra a vã reportagem da Folha.
Chico Villela é editor e escritor

maio 31, 2008

Genro de FHC é suspeito de ser mais um entre os tucanos paulistas que receberam propina da ALSTOM! Família, nunca perde essa mania!!

BOMBA!!!! GENRO DE FHC, envolvido nos negócios da Alstom
Blog do ONIPRESENTE
Para Suíça, Alstom usou offshores em propina a tucanos
Seis empresas offshore, duas das quais controladas por brasileiros, teriam sido utilizadas pela multinacional francesa Alstom para supostamente repassar propinas a autoridades e políticos paulistas entre 1998 e 2001. Os pagamentos seriam feitos com base em trabalhos de consultoria de fachada.
Documentos enviados ao Brasil pelo Ministério Público da Suíça, que chegaram ontem ao Ministério da Justiça, revelam que, nesse período, o dinheiro com origem e contabilidade suspeitas soma pelo menos 34 milhões de francos franceses. O valor atualizado das “comissões” supostamente pagas pela Alstom em troca da assinatura de contratos em São Paulo chegaria a aproximadamente R$ 13,5 milhões. Offshores são empresas constituídas em paraísos fiscais, onde gozam de privilégios tributários e proteção por regras de sigilo que dificultam as investigações.
Os investigadores suíços tratam esses recursos como “gratificações ilícitas” por estarem atrelados a contratos de consultoria que, pelo cruzamento de informações, foram avaliados como trabalhos fictícios. As “comissões”, segundo os documentos suíços, foram formalizadas por intermédio dos contratos de consultoria de abril a outubro de 1998 – governo Mário Covas -, quando a Alstom T&D (Transmission and Distribution) e a Eletropaulo discutiam um contrato aditivo à obra de reforma e expansão do Metrô de São Paulo. Parte dos repasses era realizada pela empresa Cegelec, também pertencente ao grupo Alstom.
No período de negociação e da assinatura dos contratos de consultoria estiveram à frente da Secretaria de Energia de São Paulo – que comandava a Eletropaulo – o então genro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, David Zylbersztajn ( deixou o cargo em janeiro de 1998, ao assumir a direção geral da Agência Nacional de Petróleo ), o atual secretário de Coordenação das Subprefeituras da cidade de São Paulo, Andrea Matarazzo, que ocupou a secretaria por alguns meses, e o atual secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce. Os nomes deles não aparecem na documentação da investigação.
Um ex-funcionário do setor de finanças da Alstom brasileira disse ao Estado, com a condição de que sua identidade não fosse revelada, que alguns fornecedores emitiam notas fiscais com valores alterados e/ou produtos e serviços nunca entregues ou executados. Segundo o funcionário, o valor da propina entrava no custo total do projeto, deixando a verba diluída com o custo de fornecimento de materiais, produtos e serviços.
De todas as offshores identificadas, a que mais depósitos teria recebido é a MCA Uruguay Ltda, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas e contas em um banco na Suíça e outro em Luxemburgo: 21,8 milhões de francos franceses, ou R$ 8,7 milhões. A MCA era administrada pelo brasileiro Romeu Pinto Junior. A empresa também aparece em operações relacionadas ao caso Banestado, investigação que identificou milhares de remessas ilegais de brasileiros para o exterior por intermédio de doleiros.
A documentação apreendida pelas autoridades suíças aponta que também integrariam o esquema a Taltos Ltda, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas e administrada José Geraldo Villas Boas, que entre 1975 e 1977 presidiu a Associação dos Engenheiros das Companhias Energéticas no Estado de São Paulo (Aecesp). Por intermédio da Taltos, teriam sido depositados pela Alstom no exterior 7,6 milhões de francos franceses, equivalentes a R$ 3 milhões atualmente.
Também foram identificadas as offshores Splendore y Associados, com escritório fantasma que teria sede em São Paulo, mas não consta na Junta Comercial, e a Andros Management, sediada nas Bahamas. As duas eram administradas por franco-brasileiros. A Splendore seria do banqueiro aposentado Jean Marie Lannelongue. O esquema envolvia ainda outras duas offshores – Janus Holding e a Compania de Asesores de Energia S.A.
Há registro de um caso em que as comissões teriam sido pagas no Brasil, diretamente à empresa de consultoria. Trata-se da construtora Acqua Lux Engenharia e Empreendimentos Ltda, localizada na pequena cidade de Monteiro Lobato, de 3,7 mil habitantes, na região de São José dos Campos.
TEM MAIS:
Daquele TAPETE do Governo Federal passado, começa aflorar a sujeira escamoteada por tanto tempo.

maio 29, 2008

Jaz São Paulo: nem no busão a gente tá livre da televisão!! Silêncio, por***a!!!

As instalações do Metrô estão virando camelódromo. E, para quem lembra como era, é muito estranho observar lixo, como copos de refrigerantes e Mc Sundays, embalagens de salgadinhos gordurosos, papéis de bala e outros detritos espalhados até mesmo nas plataformas!
Claro que não é o lixo que vemos nas ruas, mas é uma tendência. Pois antes você não via nem cisco no chão. Observem e façam um esforço de memória. Claro, não me sirvo de Metrô tanto quanto muita gente, e nem passo em todas as estações. Mas deixo aqui o registro do que tenho visto e não lembro que tenha sido assim. Acho que é sintoma de sucateamento, vulgo, redução de custos.
A respeito do título do post, não há muito o que falar: não bastasse os imbecis que insistem em dividir seu nefasto mau-gosto musical com os outros passageiros, via celular ( acho que vocês devem ter percebido que a parada de sucessos dos celulares é Créu e outras merdas tum-tum-tss, tum-tum-tss, e não Stravinsky ), ainda vem a Prefeitura permitir uma bosta de televisão no busão!! Pegadinhas, “humor”, “cultura”, “informação”… tudo entre aspas, pois deve-se questionar a qualidade da merda que nos é jogada na cara sem pedirmos.
Óbvio que, para o público a que se destina, tá bom até demais, já que não adiantaria querer também, que no lugar disso, a Prefeitura emprestasse livros para a população ler durante suas viagens. Mas parece que há uma relação causal entre mau gosto musical e comportamento social inadequado. Quem alimenta quem? Por exemplo, não se vê fã de Joy Division escutando música no ônibus.
O comportamento social dos neanderthais do busão merece estudo mais aprofundado, por parte da comunidade científica.
Falei sobre o som que os idiotas ouvem no busão, mas os idiotas ( seriam os mesmos? ) que transitam pelas ruas de São Paulo, com o booster no último volume, possuidores de hediondo gosto musical, similar ao dos passageiros de ônibus, merecem que todo o tipo de desgraça possível neste mundo caia sobre suas cabeças!! O que querem? Impressionar a alguém? Ser “invejados”? O que os faz agir dessa forma? Claro, desejam algum tipo de aprovação social, é óbvio. Mas o que lhes leva a concluir que é isso que devem fazer para conseguí-la?
Pior, é esta a tendência majoritaria do comportamento popular, é A SUA PRÓPRIA CULTURA, não se tratam de exceções!!
Fala-se alto, berra-se por qualquer coisinha, grita-se para comunicar inutilidades. Algozes do silêncio. Não gostam de silêncio. Deve ser porque o silêncio obriga a gente a pensar, ou a ficarmos conosco, nossos sentimentos e refletir sobre eles.

maio 12, 2008

Jaz São Paulo: Mais uma aberração a enfeitar a cidade!! Metrô no Sapopemba, que é bom…

Olhando a foto abaixo têm-se algo que parece um pregador de roupas gigante. Questão de ângulo. Não é esse o defeito da obra, seu visual. Esteticamente, não é do meu agrado, outros talvez gostem e tudo bem.

Pior que o horroroso Paulistão não acho que seja. A Marta Suplicy devia era ter feito um plebiscito e perguntado aos munícipes o que estes achavam que deveria ser feito com o esqueleto deixado por Celso Pitta para a cidade. A Marta pisou na bola. Os paulistanos já são bem grandinhos e poderiam muito bem se responsabilizar pelo destino do então denominado Fura-Fila. Que ela não carregasse a decisão solitariamente sobre seus ombros. Agora, aqui no jornal do bairro ( Vila Prudente – ZL ) tá escrito que pode ser que o Fura-Fila não seja mais extendido até a Cidade Tiradentes. Bom, que tenha ocupado uma parte da Avenida do Estado, do Centro até o Ipiranga, até se pode tentar compreender, vá-lá.

Entrementes, o que eu queria escrever, inicialmente, é o seguinte:

Haveria, no sábado às 14:00 horas, uma manifestação, promovida por várias entidades da região do Sapopemba, pedindo que o Metrô chegue ao bairro.

Isso não está previsto pela companhia, que – parece – prefere fazer com que a linha que virá até Vila Prudente, continue em direção do Tatuapé. Eu não tenho certeza, acho que já escrevi aqui [ Oba, descolei um link para este assunto, de meu outro blog ], a explicação dada em certa ocasião é que tenta-se evitar a especulação imobiliária naquele bairro. Mas não é só. Tem algo a ver com demanda local. Depois eu procuro, devo ter em algum lugar.

Bem, eu li os jornais de hoje, domingo 11 de maio, buscando presatar atenção àqueles que destacam assuntos locais ( Estado e cidade de São Paulo ), como o JT, Agora e Diário de São Paulo, além dos cadernos locais de Folhão e Estadão para ver o que falaram sobre a manifestação ocorrida em Sapopemba.

Pedindo – repito – a ida do Metrô até este superpopuloso bairro.

Sim, vocês adivinharam direitinho: NÃO SAIU NADA!! Ou seja, para o leitor da Rebouças e Higienópolis, o evento não ocorreu. E o apelo dos moradores do bairro tampouco existem, já que não saiu no jornal. Se bobear, o tal bairro nem deve existir.

Se eu fosse morador do lugar e das imediações, ou de locais até próximos, e que seriam favorecidos com a chegada do Metrô, eu entupiria o email destes jornais, perguntando o porquê de terem ignorado o fato. Ou isso não é notícia? Quer dizer, então, que o Metrô só é assunto quando trata de se falar sobre o aumento da tarifa, das panes – sem explicar em detalhes o processo de sucateamento, claro – paralisações, Pinheiros ( Ah! O CRATERÃO completa mais um desaniversário! ) , Av. Paulista ou quando há alguma inauguração? Aliás, até agora não há uma explicação razoável para o comparecimento de um ex-governador ( o Alckmin ) em inauguração de estações ( não lembro em qual ele esteve: Alto do Ipiranga ou Imigrantes ). Por quê não chamaram o Maluf, então?

Vamos lá, todos vocês que se importam ou estão diretamente envolvidos na briga pelo transporte metroviário em Sapopemba, sejam vocês de onde forem: PASSEM A BOICOTAR ESTES JORNAIS! Comuniquem-lhes sua insatisfação! Parem de lhes dar seu dinheiro! Ou eles continuarão a ignorar vocês.

Prosseguindo.

Abaixo, trecho do Colunão, assinado por Alceste Filinto, da Folha de Vila Prudente desta semana ( saiu na 6ª. feira, 09 de Maio ):

” Expresso Tiradentes
Pelo que conseguimos saber, corre nos bastidores da SPTrans que o Expresso Tiradentes está fadado a chegar somente a Vila Prudente e terminar no entroncamento com a Linha 2 do Metrô. O prosseguimento até a Cidade Tiradentes tem tudo para abortar. Aliás, esta seria a solução mais lógica e desejada pela população.
Com uma centena de semáforos ao longo da Avenida Anhaia Mello, o nome expresso é mera legenda de propaganda. O que a população deseja e exige é que a Linha 2 do Metrô siga de Vila Prudente até São Mateus. E estamos falados.
“Linha 2 do Metrô
O Fórum Social Leste, promove amanhã, dia 10, às 14h, um ato público em defesa da Linha 2 do Metrô até São Mateus. O movimento começa em frente à igreja Nossa Senhora de Fátima (Jardim Grimaldi) e percorrerá a Av. Sapopemba até o Hospital Sapopemba. O Fórum Social Leste congrega mais de três dezenas de entidades sociais da região. “
Viram só? Três dezenas de entidades!! E ZERO espaço nos jornais! Pois a ponte é mais importante.
Ops! Falando em ponte: já apelidaram a Estaiada de “Estilingão”.
Vou tentar dar outro: Gigantesca Harpa do Inferno !

fevereiro 11, 2008

Transporte público aumenta em São Paulo!! Mas Prada planeja abrir a 28a. loja nos Jardins. Quem ganha é São Paulo!!!

Preço da tarifa do transporte aumenta de novo em São Paulo
Movimento Passe Livre e Sindicato dos Metroviários afirmam que reajustes são injustificáveis, não trazem melhorias ao serviço e acusam que governo tucano beneficia os empresários dos transportes
Brasil de Fato
11/02/08
Em meio ao período festivo e de férias escolares, o governo de José Serra (PSDB) decidiu anunciar um aumento na tarifa do transporte coletivo de São Paulo. Na quarta-feira, 30 de janeiro, os tucanos informaram que o valor do bilhete unitário do Metrô e do Trem passará de R$ 2,30 para R$ 2,40, um reajuste de 4,35%. O Bilhete Único integrado (que faz a conexão dos ônibus com o Metrô ou os trens) terá reajuste de 4,29%, passando de R$ 3,50 para R$ 3,65.
O trabalhador também pagará mais caro pelos ônibus. Nos metropolitanos, os reajustes vão variar de 3,42% a 3,64%, dependendo do percurso do veículo. No corredor metropolitano de trólebus, o reajuste será exatamente o mesmo dos bilhetes do Metrô e da CPTM: 4,35%. Assim, o valor também passará de R$ 2,30 para R$ 2,40. Na região metropolitana da Baixada Santista, o reajuste será de 3,62% para os ônibus comuns e de 2,79%, para os seletivos. Na região metropolitana de Campinas, a 95 km de São Paulo, o aumento será de 3,96% (comuns) e 3,25% (seletivos).
De acordo com a assessoria da Secretaria Municipal de Transportes da Prefeitura de São Paulo, ainda não há previsão de aumento nos ônibus municipais. A tarifa atual é de R$ 2,30. A assessoria do Metrô argumentou que o ajuste nos preços das passagens anunciado ficou abaixo da inflação registrada no ano de 2007 – 4,46%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O Movimento Passe Livre (MPL) contesta essa afirmação e responde que o poder de compra dos trabalhadores não aumentou, pois o salário dos usuários do transporte público não teve esse mesmo ganho real. O movimento critica a medida também sobretudo porque os trens metropolitanos servem, sobretudo, “para as parcelas mais pobres da população”.
Tarifas em disparada
“Somados os últimos aumentos, a tarifa foi reajustada bem acima do índice de inflação do período”, aponta Lucas Monteiro, conhecido como Legume, membro do Movimento Passe Livre (MPL). Só em 2006, o aumento do preço das tarifas de ônibus e trens subiu 15%, quase cinco vezes mais que a inflação do período, acumulada em 3,14%.
O governo do Estado de São Paulo afirma também que o objetivo do aumento é “contribuir para a estabilidade fiscal e para a auto-suficiência do financiamento da operação” dos sistemas de transporte. No entanto, segundo o MPL, por trás desse argumento de ordem técnica, há uma concepção de transporte público pela qual quem custeia quase integralmente a tarifa são aqueles que utilizam o serviço, e não aqueles que dele se beneficiam – ou seja, os empresários em geral, que lucram com a força de trabalho dos empregados.
Transporte: serviço público ou negócio?
Na visão de Wagner Fajardo Pereira, secretário-geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o governo de José Serra possui uma visão limitada do serviço público de transporte. “Para o governo paulista, o usuário é considerado um simples cliente e o Estado, um grande administrador empresarial”, analisa. Segundo ele, predominam as estratégicas políticas e ideológicas que beneficiam os grandes empresários de transportes e oneram a população. “O transporte público no mundo todo, principalmente o metroviário, é subsidiado pelo governo. Aqui, no Brasil, os sistemas de ônibus são bem mais subsidiados que o metrô, o que beneficia os empresários, não os usuários”, pondera Pereira.
O sindicalista aponta que o grande problema do sistema de transporte público paulista e brasileiro, em geral, nunca foi a falta de recursos como dizem certos governos. “Trata-se de um problema de política, pois não onera quem deveria onerar”, diz. Para ele, quem deveria pagar o preço do transporte público são os empresários de diversos setores, como os banqueiros, os industriais, ou seja, aqueles que lucram com os trabalhadores que moram nos bairros mais afastados do trabalho e necessitam do transporte público de qualidade.
Mesmo sob a ótica da “clientela”, porém, os seqüentes reajustes implementados pelos tucanos não satisfazem a população quanto à melhoria dos serviços. Segundo o MPL, no início deste ano, os trens do metrô sofreram quatro panes técnicas em menos de quinze dias, provocadas por falta de manutenção. “O aumento do número de usuários de trens e do metrô não foi acompanhado por uma ampliação da frota, provocando superlotação crescente. O argumento de que o aumento do preço das tarifas seja necessário para melhorar a qualidade do serviço oferecido não tem base diante do histórico da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo”, afirma o MPL, em nota.
Lucas Monteiro, do MPL, lembra ainda que, a partir do sistema de integração entre ônibus e trens, o número de passageiros cresceu, mas a frota permaneceu a mesma. “Apenas a linha C, que liga Grajaú a Osasco, administrada pela CPTM, teve um aumento de 60% na quantidade de passageiros”, informa.

janeiro 19, 2008

Jaz São Paulo/ Metrô: De Vila Prudente para o Tatuapé? Sem passar pelo Sapopemba? E mais…

Filed under: bairros de São Paulo, Metrô, Sapopemba ( SP ), Tatuapé, Vila Prudente — Humberto @ 1:16 pm
Em breve:
Moradores de imóveis desapropriados em Vila Prudente reclamam que não foram indenizados ainda. E outros não conseguem receber o suficiente para adquirir um imóvel no bairro, ou nas dimensões adequadas. O Metrô, por seu lado, diz querer evitar a especulação imobiliária no Sapopemba, e que, para isso, não levará a linha ao bairro. A-hã…

outubro 6, 2007

‘Continuísmo privatista’ em São Paulo será o fim da função estratégica do Estado

A abertura da licitação para o levantamento dos valores de mercado de empresas controladas pelo governo de São Paulo pode ser um indício da retomada do mal-sucedido processo de privatização das empresas públicas, que dilapidou o patrimônio do estado durante a década de 1990.
Durante sua campanha para as eleições de 2006, José Serra tratou o assunto – assim como seu colega tucano Geraldo Alckmin, que deixava o Palácio dos Bandeirantes para disputar a presidência do país – como um tabu, reiterando diversas vezes que a venda de patrimônio público não faria parte de seu programa de governo.
No entanto, o edital da licitação promovido pela Secretaria da Fazenda de São Paulo prevê que as empresas vencedoras, além da avaliação dos valores de mercado, poderão realizar operações como a abertura de capital na Bolsa e a venda de ações das companhias.
Embora o governo não tenha esclarecido se irá vender ou não as empresas, especula-se que pelo menos boa parte delas tenha o seu capital aberto, introduzindo a participação de entes privados no controle da empresa – aos mesmos moldes de Petrobras e Banco do Brasil, por exemplo.
Principais alvos
As 18 estatais que serão colocadas sob análise estão divididas em três grupos, de acordo com seus ativos e o potencial de rentabilidade. Cesp, Nossa Caixa e Sabesp são as três “jóias da coroa” do estado de São Paulo e fazem parte do primeiro grupo.
No segundo grupo, com empresas de potencial médio, estão o Metrô, a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a Dersa, a Emae – do setor de água e energia – e a Cosesp, do setor de seguros.
As empresas restantes são a CPP, Cetesb, Prodesp, Imprensa Oficial, EMTU, CPOS, IPT, Codasp e Emplasa. Apesar do menor potencial lucrativo e de mercado deste grupo, algumas das empresas, como o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), oferecem serviços essenciais ao estado.
De acordo com estimativas, o valor total das empresas pode chegar a R$ 30 bilhões. A Nossa Caixa e a empresa de energia elétrica Cesp são as mais cobiçadas pelo mercado e, juntamente com a Sabesp, possuem o maior valor de mercado entre as 18 empresas.
O governo paulista, no entanto, parece não cogitar a venda da empresa de saneamento. De acordo com declarações do governador José Serra durante a inauguração de um laboratório farmacêutico estatal, a notícia de que a Sabesp possa ser vendida – possibilidade dada como real pelo colunista Ancelmo Góes, do diário carioca “O Globo” – não passa de “plantação de quinta classe”.
Críticas e resistência
A oposição paulista não tardou a criticar a licitação e as possíveis intenções por trás dela. De acordo com a bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo, o processo de privatização abortará qualquer função do Estado de caráter estratégico no processo de desenvolvimento e crescimento da economia.
Raul Marcelo, deputado estadual pelo PSOL, acredita que o processo deveria ser chamado de “Liquida São Paulo”, pois o continuísmo privatista de Serra não deverá gerar nenhuma benesse para o estado. “As vendas das empresas, além de insuficientes para cobrir a dívida que o estado de São Paulo possui hoje, deixarão milhares de funcionários desempregados”, diz.
Em comunicados divulgados à imprensa logo após a entrega das propostas dos bancos à Secretaria da Fazenda, diversos deputados federais de São Paulo também demonstraram a sua preocupação e foram categóricos ao afirmar que, por trás do levantamento dos valores das empresas, está, sim, a intenção de privatizá-las, repetindo erros do passado.
“Os tucanos fizeram um ciclo de privatização muito negativo. Privatizaram o setor de energia, as estradas e o Banespa. Comparativamente com outros estados, São Paulo perdeu muita capacidade e instrumentos de desenvolvimento em relação a Minas Gerais e Paraná, por exemplo. A proposta de voltar com esse processo é infeliz”, diz o deputado Paulo Teixeira (PT/SP).
Trabalhadores das estatais na mira dos privatistas também se mostraram preocupados com a possibilidade da venda do patrimônio público. Segundo Paulo Pasin, do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o processo de privatização do Metrô, que se iniciou com a PPP da Linha 4, está dando um passo adiante.
“Apesar de dizerem que nada será privatizado, que o controle da empresa pelo estado seria mantido, dar as ações do Metrô para a iniciativa privada descaracteriza completamente a empresa como estatal”, diz Pasin.
O metroviário garante que a resistência será ferrenha e que, com o apoio de lideranças da oposição na Assembléia Legislativa e nos sindicatos, um movimento sólido deverá tomar corpo nas próximas semanas.

Correio da Cidadania
Mateus Alves
05-Out-2007
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agosto 25, 2007

TCU manda suspender licitação do Metrô

Filed under: licitações, Metrô, Porto Alegre, TCU — Humberto @ 3:00 am
TCU determina que a Trensurb anule licitação para expansão do metrô de Porto Alegre (RS)
O Plenário do Tribunal de Contas da União, fundamentado em proposta de sua área técnica, determinou, hoje, que a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) adote providências no sentido de anular a Concorrência nº 4/2001, relativa às obras civis e fornecimento de sistemas para a expansão norte da linha 1 do Metrô de Porto Alegre (RS), trecho São Leopoldo-Novo Hamburgo, devido a graves irregularidades no edital e na proposta do Consórcio Novavia, vencedor do certame.
Auditoria realizada pelo tribunal constatou sobrepreço da ordem de R$ 58 milhões, em valores de janeiro de 2001, que representam R$ 103 milhões quando atualizados para maio do presente ano. Esses valores não incluem sobrepreço eventualmente existente na parcela referente ao fornecimento de sistemas, vez que o respectivo orçamento não se encontrava suficientemente detalhado para que pudesse ser comparado a preços de mercado, conforme determina a Lei nº 8.666/93. Tais conclusões mantiveram-se inalteradas mesmo após apresentação de justificativas pela Trensurb e pelo Consórcio Novavia, vencedor da licitação.
Além do sobrepreço global, a auditoria apontou a existência de sobrepreços de até 2.325% naqueles itens constantes da proposta do Consórcio Novavia que puderam ser comparados com valores de mercado (Sistemas Sicro2, do Dnit; Sinapi, da CEF, ou PINI).
A Trensurb e o referido consórcio apresentaram minuta de acordo extra-processual que previa, entre outros ajustes, a redução do valor total da proposta vencedora da licitação em R$ 28,9 milhões em valores de janeiro de 2001.
O Plenário do TCU considerou que a redução de valor da proposta constante dessa minuta de acordo (R$ 28,9 milhões), frente ao referido sobrepreço (R$ 58 milhões), não garante que a obra venha a ser executada por preços compatíveis com os de mercado, conforme exige a Lei nº 8.666/93.
Além disso, foi questionada a legalidade do fato de ter sido conferida à primeira colocada a possibilidade de ajustar sua proposta, conforme referida minuta de acordo extra-processual, sem que a mesma oportunidade tenha sido dada às demais licitantes.
O ministro-revisor do processo foi Agusto Sherman Cavalcanti. Cabe recurso da decisão.
TCU
22/08/2007

agosto 8, 2007

Craterolândia News urgente:

Criminalização da greve no Metrô é estratégia de ataque aos direitos trabalhistas
Mateus Alves
CORREIO DA CIDADANIA
07-Ago-2007

A greve dos metroviários em São Paulo, imediatamente criminalizada pela grande mídia devido aos reflexos imensos observados durante os dois dias em que os trens metropolitanos permaneceram parados na capital paulista, suscita novas questões sobre o direito de greve em setores essenciais e sobre a crise de infra-estrutura no Brasil.

Para expôr as causas e conseqüências da greve, o Correio conversa com Paulo Pasin, vice-presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Além de esclarecer algumas dúvidas que estavam sendo mascaradas pela “criminalização” do movimento feita pela imprensa e pelo governo estadual, Pasin expõe outras mazelas do transporte paulistano e reafirma a necessidade da união de sindicatos no combate à retirada de direitos trabalhistas que vem acontecendo no país.

Correio da Cidadania: Quais foram os motivos para a paralisação do metrô de São Paulo?

Paulo Pasin: Tradicionalmente, a categoria metroviária recebe um montante anual pela participação nos resultados, com uma antecipação deste no primeiro semestre. Essa participação, também tradicionalmente, é igualitária – ou seja, há um valor que é dividido igualmente para todos os funcionários. Por exemplo, pegava-se o valor total de uma folha de pagamento e dividia-se o valor entre todos os funcionários da companhia.
Este ano, o Metrô inovou e propôs um mecanismo de participação nos resultados que privilegia aqueles que têm um alto salário. Chefes, coordenadores, passariam a receber algo em torno de 8 mil reais anualmente, enquanto condutores, o pessoal da manutenção – aqueles trabalhadores que carregam nas costas o Metrô dia após dia – receberiam, no máximo, 2 mil reais.
CC: Como tal proporção foi calculada?
PP: O cálculo foi feito da seguinte forma: pegou-se a folha de pagamento do Metrô, separaram a parte destinada aos engenheiros ( que possuem um sindicato à parte ), que corresponde a R$ 4 milhões de um total de R$ 24 milhões. Os outros R$ 20 milhões que sobram são destinados a todos os outros funcionários, sendo a divisão feita como uma parcela fixa de mil reais e 60% proporcional aos salários que recebem.
Se somarmos a parte fixa e a parte proporcional ao salário, temos esse montante que, em média, é de 8 mil reais para os que têm salários altos e 2 mil para outros funcionários. A antecipação seria de 800 reais.
CC: Qual a contra-proposta que o sindicato dos metroviários apresentou?
PP: Queremos que o valor total de participação seja o correspondente a uma folha e meia de pagamento, sem separação da parte destinada aos engenheiros e dividida igualmente para todos. Isso daria algo em torno de 5 mil reais anuais para cada funcionário, com uma antecipação de R$ 2.500.
CC: Quais resultados obtiveram após a realização da greve?
PP: Como houve o julgamento da greve, onde o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) considerou-a abusiva e decidiu pelo retorno imediato ao trabalho, a categoria optou por retornar à normalidade sem nenhuma negociação. Do ponto de vista econômico, saímos sem nenhum resultado, mas do ponto de vista da categoria, reforçamos a nossa indignação com o governo, com o secretário de transporte e com a mídia, que procurou jogar a população de maneira ostensiva contra a gente.
Fizemos dois dias de greve, obtendo a adesão total dos operadores de trem e dos funcionários das estações. O metrô só funcionou de maneira precária pois foi instituído um esquema de colocar pessoas não-habilitadas, que há muitos anos atrás foram operadores de trem, para manejar as composições da linha 1 e da linha 2 – colocando em risco os usuários, inclusive.
CC: Quais são suas percepções sobre a “criminalização” do movimento que tem sido feita pela mídia e pelo governo?
PP: Sistematicamente, desde o movimento que fizemos em abril, o governo Serra tem feito uma campanha intensa contra qualquer possibilidade de greve dos metroviários, com o objetivo claro de acabar com qualquer direito de greve. Inclusive, isso que criaram agora, que é colocar operadores desabilitados para controlar os trens, é uma forma de inviabilizar greves em serviços essenciais. Na verdade, isso é muito parecido com o que o governo federal está propondo; há essa hipótese de que, no meio da greve, o ideal é contratar funcionários temporários para reestabelecer os serviços. O que aconteceu agora não foi exatamente isso, mas dividir funções de funcionários que não eram mais condutores serviu como tal.
CC: O governador José Serra declarou que haverá demissões no Metrô. Que tipo de retaliações o sindicato espera?
PP: Embora tenhamos cumprido a decisão do tribunal de retorno imediato – e quando isso acontece, não se pode demitir grevistas -, é de se esperar retaliações e demissões, conhecemos o governo Serra. Trabalhamos sempre com a hipótese de demissões de funcionários ligados à direção da categoria. Inclusive temos informações de demissões que poderão acontecer durante a semana. Trata-se de um governo extremamente autoritário quanto ao fim do direito de greve, e uma retaliação seria simbólica para os projetos que tem. ( N. do Ed. No dia 06/08, o governo estadual de São Paulo anunciou a demissão de 61 funcionários do Metrô ).
CC: Há declarações do governador de que, assim como a paralisação de abril, esta nova greve teve um caráter apenas político. Qual a sua opinião sobre isso?
PP: É claro que toda greve possui um conteúdo político à medida que reivindica direitos; no nosso caso, além de brigarmos por nossos direitos, procuramos denunciar à população o sucateamento do transporte na capital paulista. O que acontece na realidade é que o próprio Serra está adotando uma posição essencialmente política, para acabar com nosso direito de greve.
Hoje é muito importante que os movimentos sindicais, independentemente das Centrais, se unam em torno do combate a essas políticas, que constituem um ataque muito grave aos nossos direitos e à liberdade de expressão.
CC: Qual é o reflexo da crise de infra-estrutura que o Brasil vivencia em relação ao transporte metropolitano? Qual a posição do sindicato dos metroviários em relação a isso?
PP: Ultimamente, todo o debate sobre a crise nos sistemas de transporte do país se concentra no setor aéreo. No entanto, a imensa maioria da população também sofre uma crise nos transportes coletivos, não só o urbano como também o intermunicipal.
O sindicato dos metroviários possui um entendimento de que é necessário investimentos para a ampliação da malha metroviária, que consideramos como a grande solução para os problemas do transporte metropolitano em São Paulo. No entanto, isso é um papel que deveria ser cumprido pelo Estado. Com a ampliação da malha metroviária se cria uma economia monstruosa na cidade de São Paulo pois, além da questão do transporte individual, resulta na diminuição da poluição, gasta-se menos combustível, etc. Mesmo dentro da ótica do governo, acaba-se criando uma movimentação na economia. O próprio Metrô e a Secretaria de Transportes possuem dados muito interessantes dizendo que privilegiando não apenas o balanço econômico mas também o balanço social do sistema de transporte, cria-se condições de atender perfeitamente a população; quando levam o Metrô para uma região de São Paulo, tudo por lá começa a ser ativado – não é por acaso que constroem shopping centers ao lado de estações.
Um de nossos principais projetos é fazer com que o governo, tanto o estadual como o federal, amplie suas aplicações em transportes, para ampliar a malha e reduzir a tarifa que, hoje, é muito alta para os padrões brasileiros.O governo alega que não tem dinheiro para investir, mas na linha 4 está cobrindo 85% dos gastos da obra para repassa-la à iniciativa privada, que irá operar o trecho por 30 anos com tarifas mínimas garantidas que irão integralmente para seus cofreS. Percebe-se aí a falácia.

LEIA MAIS:

O ACIDENTE DA LINHA 4 E A ENGENHARIA NACIONAL – IBRACON

junho 18, 2007

Meninos do Brasil

Filed under: Metrô, revista Veja — Humberto @ 1:27 am
Eu sou leigo em vários assuntos. Não tenho opinião sobre outros vários. Geralmente adoto a idéia que mais me parece simpática. Calma, não é bem assim.
Outro dia, a vEJA tascou na capa que “raça não existe”. Logo, o sistema de cotas que objetiva, segundo meu entender, ressarcir aos descendentes dos escravos negros de alguma forma, não deveria existir. Para a revista, é simples assim.
Eu, que nunca adentrei uma universidade, sou branco de olho azul. E não dou a mínima para as cotas. Considero justo. Só não me agrada a possível criação de uma classe média consumista formada por negros ascendentes e arrivistas. Não podem repetir os erros da sociedade consumista só por terem sido deixados na rebarba durante séculos. Não dá mais. Portanto, meu modo de ver a Educação vai no sentido inverso de “carreira”, “profissão”, “ascensão social”. Independente de quem seja. É difícil explicar.
Voltando à vEJA ( onde até mesmo as vírgulas dos textos são suspeitas de carregar alguma conotação mentirosa e golpista ) : não surpreende que ela nos determine que não existem raças ( eu não saberia definir “raça”; só estou seguindo o fluxo ) , já que uma de suas estrelas jornalísticas participou de uma falida publicação que afirmara o mesmo com relação aos sem-terra: eles não existem. Ponto. E as verbas publicitárias da Nossa Caixa também não existem mais para ele.
Poderá soar como provincianismo o que vou dizer, portanto me desculpe quem não residir em São Paulo, Capital: na estação de Metrô Clínicas, linha Verde, existe um túnel que dá direto no complexo do Hospital das Clínicas. Nesse túnel/ corredor, costuma-se instalar painéis que podem ser desde celebrações ou artísticos, do tipo exposição, além de campanhas informativas, trabalhos de ONGs, etc.
Para comemorar o Dia das Mães, uma artista instalou uma série de pôsteres/ fotos em uma parede cujas modelos são mulheres gestantes; essa exposição consta como patrocinada por um complexo vitamínico ou um laboratório; já se passou a data, o mês de Maio, o Dia dos Namorados, e a mostra continua lá. E os transeuntes se interessam, vão andando e torcendo o pescoço, alguns param em meio ao tropel por alguns minutos, para observar com calma as fisionomias risonhas, que ali celebram a concepção e a maternidade.
Tudo perfeito. Até demais, para alguns.
Pois são 12 ou 15 fotos de mulheres barrigudas, lindas e BRANCAS!!!
Nenhuma negra ou oriental.
Raça não existe, mas a questão já foi posta ao observador curioso: as musas-mamães são escandinavas ou mulheres-banto?
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