ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

março 18, 2009

São Paulo de vento em popa: Imagens impressionantes da cidade submersa. Até quando??

Mapa de São Paulo. Observe que, há alguns milênios, neste mesmo lugar, se encontrava o continente de Atlãntida, antes de desaparecer sob o manto profundo das águas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Athanasius_Kircher%27s_Atlantis.gif

Carro busca abrigo e se esconde da chuva debaixo de uma árvore. Com esses raios, essa não é uma boa idéia.

Paulistanos aguardam socorro, e sobem no teto do automóvel para fugirem do alagamento. Até quando, dona Marta? ATÉ QUANDO, MEU DEEEUSSS DO CÉÉU??? BUÁÁÁ!!

Olha aí, ó!! Tá rindo de nós, paulistanos de bem, eleitores conscientes!! É por isso, dona Marta do PT, que a gente não votou na senhora, viu? Votamos no Bonecão, e agora as coisas vão indo de vento em popa ( “vento em popa” é termo náutico, e tem tudo a ver com São Paulo de hoje em dia ). Que a senhora continue ( como castigo imposto pela nobre população de São Paulo à vossa pessoa ) exilada aí em Paris, bebendo champanhe.

fevereiro 22, 2009

Jaz São Paulo: até que o ano tá rendendo…

“O busão tá meio cheio…”, lamenta um passageiro, forçado a sair pela clarabóia do veículo. Até quando essa negligência com o transporte público?
Pinheiros tem 3 vezes mais enchentes que em 2008 ( Destak, 12.02.09 )
Árvore cai e atinge três carros na Zona Oeste de SP ( G1, 19.02.09 )
1º caso de dengue é nos Jardins ( Jornal da Tarde, 14.02.09 )
Subprefeitura de Pinheiros lidera em alagamento em SP ( Estado, 11.02.09 )
25 mil têm reajuste do IPTU de até 70% ( JT, 30.01.09 )
” ( … ) SUSTO – Maria Cecília Tavares, de 51 anos, foi a primeira moradora de uma vila de oito casas na Pompeia, zona oeste da cidade, a receber o boleto do IPTU. Eu tomei um susto, porque nunca tivemos uma reajuste tão grande, diz. ( … ) O aposentado Aloízio de Lima, 75 anos, possui 15 imóveis na zona sul e utiliza alguns deles para locação. Em quatro, o reajuste no IPTU foi superior a 50%. Quase todos são sobrados do mesmo estilo e na mesma região. Não entendi como em alguns os reajustes foram monstruosos. Em um deles, na Rua Gabriele D’Annunzio (Campo Belo), eu pagava R$ 286,89 e agora veio R$ 490,78, mais de 70% de reajuste, diz. A vendedora Alice Teruko Sugiura, de 61 anos, alugou há um ano um desses imóveis, em Campo Belo, e não sabia que se tratava de uma área de enchentes ( … )”.
Quadrilha invade e assalta prédio residencial em área nobre de São Paulo ( Folha, 21.02.09 )

fevereiro 21, 2009

Jaz São Paulo: AMA’s de bairros da Zona Sul da Capital sofrem assaltos e consequente evasão de médicos e de pacientes

Filed under: AMA's, bairros de São Paulo, Jabaquara, Jaz São Paulo, violência — Humberto @ 7:45 am
Violência espanta médicos de AMA´s no Jabaquara
Bandidos saltam os muros da AMA em Vila Santa Catarina à noite e pegam as chaves de carros dos médicos ou enfermeiros.
Assaltam também pacientes e agem nas redondezas das unidades. Resultado: os profissionais não querem mais trabalhar nas unidades de saúde nas regiões mais periféricas. A secretaria de Saúde admite que já sabia das ocorrências mas garante que o atendimento não será comprometido.
Só que, além de assustar os médicos, a ação dos bandidos pode também espantar os pacientes que optam em voltar a ser atendidos em hospitais, o que comprometerá a própria filosofia de atendimento das AMA´s – que prestam Assistência Médica Ambulatorial para justamente desafogar os pronto-socorros. Os ataques aconteceram especialmente nos últimos três meses e também atingiram outras unidades de saúde municipais.
Unidades de saúde no Jabaquara sofrem onda de assaltos e médicos desaparecem
Nos últimos três meses, uma onda de assaltos quase diários tem atemorizado usuários e funcionários de algumas unidades de saúde da rede pública municipal, no Jabaquara.
A denúncia foi feita no último dia 16, durante a primeira reunião do ano do Conseg (Conselho de Segurança Comunitária) do bairro. O posto mais visado pela ação dos bandidos é a UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila Santa Catarina, localizada na confluência das ruas Belmiro e Genaro de Carvalho. O local é alvo dos assaltantes não só durante o expediente de trabalho, mas também nas madrugadas.
“A unidade está perdendo médicos e enfermeiros, que não querem mais trabalhar lá por causa dos constantes assaltos. Além dos roubos nas ruas do entorno, os bandidos já entraram nos consultórios para tomar a chave dos carros dos médicos. Na madrugada, também pulam o muro para tentar levar algum equipamento”, relata Andréia Calipal, conselheira de saúde da referida UBS.
Ela reclama da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana que, quando acionadas, demoram a chegar após as ocorrências. Segundo ela, o mesmo problema se estende também nas UBSs-AMAs Americanópolis, Vila Clara e Dr. Geraldo da Silva Ferreira, esta última em frente à antiga
sede da subprefeitura. “Nas reuniões da supervisão regional de saúde, os comentários são de que os assaltos têm afetado as quatro unidades do Jabaquara”, conta Andréia.
A Guarda Civil Metropolitana da região prometeu intensificar a vigilância e informa que já realiza algumas rondas noturnas nos ambulatórios, mas sem adentrar o próprio municipal.
A PM, por sua vez, nega a demora no atendimento, pede para as vítimas registrarem o boletim de ocorrência e assegura que vai aumentar a patrulha e investigação sobre os casos.
Segundo a comunidade usuária, a AMA Vila Santa Catarina se tornou alvo preferencial de assaltantes, que não respeitam nem pacientes nem médicos
Secretaria confirma crimes nas AMA’s, mas nega prejuízos ao atendimento
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou as ocorrências denunciadas em algumas unidades. Mas assegurou que os casos de violência não têm causado a debandada de funcionários nem provocado transtornos ao atendimento do público.
A pasta emitiu a seguinte nota oficial: “Em relação aos assaltos ocorridos nos últimos meses na Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Santa Catarina e UBS/AMA Dr. Geraldo da Silva Ferreira, informamos que, mesmo em virtude das ocorrências, em nenhum momento o atendimento aos pacientes foi prejudicado. Estas unidades funcionam por meio de parcerias que, com grande empenho, tem realizado reposições de profissionais quando necessário.
A UBS/AMA Dr. Geraldo da Silva Ferreira funciona com vigilância 24 horas e a UBS Vila Santa Catarina com vigilância das 7h às 19h, incluindo monitoramento noturno (alarme).
Ambas também receberam reforços de rondas da Guarda Civil Metropolitana e Polícia Militar. Esclarecemos que não houve assaltos na AMA Americanópolis e AMA Vila Clara, que também possuem vigilância 24 horas”.
Jornal São Paulo ZONA SUL
edição 2409
20 a 26.02.09

Não tem muito a ver com o caso, mas eu estaria delirando se dissesse que, se não me engano, o José Serra prometeu, na campanha eleitoral à Prefeitura, em 2004, que haveria postos de saúde 24 horas? Alguém lembra, ou minha mente me prega peças?

fevereiro 10, 2009

Cala a boca e nada, paulistano!!!

Filed under: bairros de São Paulo, enchentes, Gilberto Kassab, imprensalão, Marta Suplicy — Servílio Gentil Lavapés @ 8:40 pm
Fiquei compungido com as cenas escabrosas de automóveis submersos ou empilhados, graças às chuvas que, parece, perseguem o tucanato do Demo. Caiu Metrô, culpa da chuva. Blablabla, chuva. O suspeito de sempre. São Pedro não gosta de São Paulo. Bom, o eleitor paulistano também não. Eu celebro o fato da Marta Suplicy ter perdido a eleição. E perdeu de lavada ( sem trocadilho ), justamente nos bairros que, desta vez, parecem ter sido mais prejudicados com as belas chuvas que têm caído sobre a cidade. Bairros de Sumaré, Vila Madalena, Perdizes, Pinheiros, Jardim Paulista. Que beleza!! Pois imaginem, por um singelo segundo, o que estariam dizendo ( imprensalão e moradores ) se essas chuvas e enchentes ocorressem em meio ao mandato de Marta. Afinal, até gente morrendo teve. E, nada de aparecer dentista para discutir com o Kassab. Você viram alguém? E o preceptor do prefeito, o Conde, sumiu. Ele ( a quem Kassab a reeleição ), que correu a ver o que acontecia na Renascer do Cambuci. Até o medo de crucifixo ele esqueceu, o Conde.

Foi feio, mas eu acho tão bacana. Eu trabalhei nessa região, e não tenho saudades das “Senhoras da Rebouças”, combativo grupo que dispunha de bastante destaque no imprensalão, graças a uma obra da Marta ali, que elas tentaram embargar. Também teve o tal Túnel Bandeira de Melo. Inundou umas vezes, ela perdeu a eleição, o prefeito eleito fez uns factóides ( disse que não ia pagar, cancelou conttratos e tal ) e não se falou mais nisso. Tanto é que nem sei se inundou o túnel com estas últimas tormentas. Acho que não. Por isso, não disseram nada. Iam dar o braço a torcer?
Agora, um pouco de amenidades, já que ninguém é de ferro. E, se for, vai acabar enferrujando, com tanta água…
– A SPFW ( Swimming-Paul Flooding Water ) revelou a vedete da estação Primavera-verão-outono-inverno em São Paulo: o colete.
A moda agora é o colete, queridos! A peça volta com tudo ao guarda roupa do paulistano, sempre preocupado com a imagem e a elegância em qualquer ocasião.
Nos dias de chuva, colete salva-vidas.
Nos dias de chumbo, colete à prova de balas.
– A Prefeitura de São Paulo vai mudar a designação dada a vários logradouros da Capital. Mudará a forma de tratamento: Saem os termos “Rua”, “Avenida” ou “Alameda”, e entra “Raia”.
– E também instituirá um serviço, que será administrado pela Prefeitura mesmo ( porém altamente privatizável, claro): o de balsas que ligarão bairros de São Paulo quando ficarem submersos, já que a famigerada e maldita chuva ( à semelhança de greves e manifestações ) só serve para prejudicar o trânsito na Capital.

novembro 7, 2008

Jaz São Paulo: coisas estranhas acontecem num lugar onde as coisas parecem estar tão bem…

Moradores do Butantã City querem transformar bairro em condomínio fechado
Moradores do Butantã City, na zona oeste, perto da USP, uma das áreas residenciais nobres de São Paulo, querem transformar o bairro em um bolsão semelhante a Alphaville, com portão e vigilância 24 horas, para aumentar a segurança e impedir a invasão de travestis e prostitutas. A idéia conta com o apoio do subprefeito do Butantã, Maurício de Oliveira Pinterich.
– Isso é possível sim. Até sugeri que desenvolvessem um projeto de comunidade protegida, em conjunto com a Companhia de Engenharia de Tráfego, para o caso ser analisado – diz Pinterich.
Enquanto o projeto não fica pronto, a medida já vem sendo adotada em diversas ruas do bairro, onde a população, por conta própria, colocou barricadas, cancela com câmera de monitoramento, grades, obstáculos e correntes. Em algumas vias há até cartazes informando que o acesso de carros e pedestres é controlado.
A principal reclamação é contra a presença de travestis e prostitutas.
– Ninguém agüenta mais essa situação. É barulho, droga, sujeira e confusão até amanhecer. Não se pode mais entrar ou sair de casa à noite porque a rua virou ponto de prostituição – reclama Carlos Wang, vice-presidente da Sociedade Amigos do Butantã City e da Cidade Universitária.
Uma comissão de moradores está sendo formada para elaborar a minuta do projeto para apresentar na Câmara Municipal. Se não for possível isolar tudo da prostituição, os moradores querem, pelo menos, trancar ruas e calçadas à noite, entre 19h e 6h.
– A lei permite o fechamento de ruas para o trânsito, mas determina que a calçada seja livre, mesmo quando se trata de um questão de segurança – afirma Eduardo Ferraz, um dos moradores.
O trecho onde Ferraz mora, na Avenida Moncorvo Filho com Rua Gaspar Moreira, havia sido fechado com grades à noite. Porém, por causa de denúncia, o Ministério Público exigiu a reabertura.
– Se não houvesse denúncia, a rua continuaria fechada, como outras vias do bairro. O pedestre não circula a pé durante a noite – reclama Ferraz.
Com medo de que a fiscalização destruísse as grades, a moradora Maria de Lourdes Pimentel Malta, “síndica” da rua, a guardou em sua casa, na esperança de poder reverter a situação.
– Bastou tirar as grades e alguns dias depois ladrões tentaram assaltar a casa da esquina – lamenta.
Carlos Wang afirma que os moradores também estudam a possibilidade de acionar o município, para obrigá-lo a tirar a prostituição do bairro.
– Essas pessoas estão ocupando as calçadas para praticar um comércio ilegal, porque não têm Termo de Permissão de Uso (TPU). Então a Prefeitura deveria agir como faz com os camelôs.
Para a maioria dos moradores, o problema são os travestis.
– Eles ficam pelados, praticam atos obscenos e ninguém faz nada – reclama Camila Mingione, que quer fechar a rua onde mora, como a de seus pais, a Valdomiro Guilherme de Campos, uma das três vias fechadas regularmente.
Leila, travesti assídua da região, afirma que eles não querem prejudicar os moradores ou desvalorizar o bairro.
– A rua é pública, porque nós também pagamos impostos. O IPTU que eles pagam só garante exclusividade no imóvel.
Carlos Wang, vice-presidente da Sociedade Amigos do Butantã City e da Cidade Universitária, afirma que os moradores já pensaram até em atacar a clientela de travestis e prostitutas para afastá-los.
– Nossa idéia é colocar câmeras nas ruas para filmar os carros dos clientes e depois divulgar as imagens pela internet. Quero ver se eles ( sic ) voltam – diz.
Comerciantes são contra
Comerciantes estabelecidos da região do Butantã estão revoltados com a campanha dos moradores para transformar o bairro em condomínio.
– Eles querem comandar tudo, se sentem donos da região. Foi por causa deles que eu e dezenas de outros lojistas quebramos – diz Enriqueta Pelegrina, dona da loja Girassol, há 13 anos estabelecida na Rua Alvarenga.
Enriqueta afirma que, desde 2004, quando os moradores decidiram transformar o bairro em zona estritamente residencial, os comerciantes estão sofrendo as conseqüências.
– É um absurdo o que vem acontecendo. Metade da rua Alvarenga é considerada zona de residências e a outra não. Por isso, tive de deixar a casa onde formei toda a minha clientela e mudar para outra maior, na mesma rua, mas com aluguel muito mais caro.
Segundo a comerciante, as multas mensais de R$ 4 mil começaram a chegar em novembro de 2007, porque sua loja estava instalada em área residencial.
– Agüentei até a metade do ano mas, como outros, também fui obrigada a ceder. Agora não sei como fazer, porque estou totalmente quebrada. E também quebrei diversas famílias que empregava. Enquanto eles querem fechar o bairro, nos queremos somente poder trabalhar.
Motoristas que são obrigados a passar pelo bairro a trabalho também estão irritados com as mudanças.
– Se a gente erra uma rua, tem que dar uma volta imensa para retornar porque está tudo fechado – reclama o taxista José Maciel.
Comentário: “Eles?”, os clientes dos travecos? Ninguém do “City” Butantã? Tá bom…

Polícia investiga morte de fiscal da Prefeitura de SP
Homem foi assassinado na noite de quarta, quando voltava para casa. Fiscal trabalhava na Zona Sul; suspeitos fugiram.
Do G1, com informações do SPTV

23.10.08
A polícia de São Paulo investiga o assassinato do chefe dos agentes de apoio da Subprefeitura de Santo Amaro,
morto a tiros dentro de seu carro na noite de quarta-feira (22). Claudemir dos Santos, de 44 anos, atuava na fiscalização de camelôs.
Veja o site do SPTV De acordo com testemunhas, um veículo parou do lado do carro em que seguia o fiscal, na Avenida Santo Amaro, Zona Sul da capital paulista, e um homem atirou várias vezes. A polícia foi chamada, mas não conseguiu encontrar os suspeitos.
As características do crime são semelhantes a casos de execução ou vingança. Não foi levado nada da vítima, atingida por mais de um disparo – um dos tiros atingiu o rosto e outro a lateral esquerda do corpo. Na opinião de colegas da vítima, o crime pode não ter relação com a função que ela desempenhava. O fiscal estava fora do seu horário de trabalho. Ele era contratado da subprefeitura, mas não era um funcionário concursado. Na hora do crime, estava voltando para casa. O homem chegou a ser levado para um pronto-socorro, mas não resistiu. O corpo foi levado para o Instituto Médico-Legal. O velório deve ser realizado na Zona Norte e, o enterro, em Lins, a 431 km de São Paulo.

Comentário: Execução foi mesmo. Agora, por quê a certeza de que o caso não tem a ver com sua atividade? E esses “colegas da vítima”, também seriam fiscais? Mais um caso envolvendo fiscais de Subprefeituras na Administração de Kassab.

Após 3 horas parados, ônibus deixam garagens na zona sul de SP
Motoristas e cobradores da Viação Campo Belo protestaram contra demissão de funcionários ligados a sindicato
Estadao.com.br , 06.11.08
Motoristas e cobradores deixaram as garagens três horas depois do previsto na zona sul

SÃO PAULO – Motoristas e cobradores das duas garagens da Viação Campo Belo iniciaram a liberação dos primeiros ônibus somente às 6h25 desta quinta-feira, 6, quase 3 horas depois do normal. Com a paralisação no início da manhã, moradores que dependem dos ônibus dos terminais da região central em direção a bairros e a terminais na zona sul da capital paulista foram muito prejudicados.
A paralisação foi em protesto à demissão de funcionários ligados ao sindicato da categoria. As duas garagens juntas possuem um total de 595 carros. Os primeiros ônibus deveriam ter saído da garagem às 3h30. Com a paralisação de quase 3 horas, usuários que tomam os ônibus no Largo São Francisco, e nos terminais Bandeiras e Parque Dom Pedro, no centro foram muito prejudicados.
Os terminais Capelinha, João Dias, Santo Amaro, Jardim Angela, Guarapiranga e Ana Rosa, na zona sul, também ficaram com a circulação de ônibus prejudicada na manhã desta quinta-feira.
Foram prejudicados também moradores do Itaim Bibi, Santo Amaro e Campo Limpo, e de bairros localizados próximo da divisa entre a capital e as cidades de Itapecerica da Serra e Embu, como Jardim Santo Eduardo, Jardim das Rosas, Valo Velho, Parque do Engenho, Jardim Angela, Chácara Santa Maria e Capão Redondo, entre outros.

Comentário: e por quê foram demitidos, o jornal não fala, e nem parece querer saber, já que a explicação é : “pertencem ao Sindicato”, e isso, pro Estadão, já é motivo. Só faltava ouvirem o Serra, pra este jogar a culpa no “Paulinho da Força”. Sério mesmo: qual a causa das tais demissões? A Prefeitura já garantiu que os subsídios serão mantidos e ampliados, para que não haja reajustes em 2009, uma típica jogada eleitoral.

outubro 29, 2008

Repulsa ao nexo: Kassab conseguiu a proeza de, com 49% dos votos de certa zona eleitoral, vencer Marta que teve 51%!!

Não subestimem o alcance dos pequenos jornais. Há um aqui em São Paulo, chamado Agora, que é o “Mini-Me” do Grupo Folha. Ele foi criado a partir do cancelamento dos antigos Notícias Populares e Folha da Tarde. Diz meu amigo, o jornaleiro onde vou filar as notícias sem pagar, que quem costuma comprar este jornal são, em sua esmagadora maioria, aposentados e taxistas. E que esse é o jornal que ele mais vende em sua banca. Esse jornal suplantou o Diário de São Paulo ( antigo Diário Popular, o então “Rei das Bancas” ) na preferência popular ( bom, provavelmente ele não considerou o Lance! e aqueles jornais que são distibuídos de graça no Metrô ).
Logo, ao nível do populacho, essa é a leitura e fonte de notícias/ informações mais consultada, que não seja televisão e rádio.
Em matéria publicada no dia seguinte ao 2º. turno municipal, o Agora veio triunfante: “Em 21 dias, Kassab toma 8 redutos de Marta”.
Quais são esses “redutos”? Minha opinião é a seguinte: a apresentação dos números é que é o importante, a forma como eles são mostrados ao público, e os efeitos gerados no estado de espírito da população para, aí sim, abrir o jogo. Os redutos seriam:
Capela do Socorro, Cidade Ademar, Pirituba, Vila Jacuí, Itaquera, Conjunto José Bonifácio São Miguel Itaim Paulista. Essa é a lista apresentada pelo Agora. E os números:
Não quero me estender. Começa assim:
“A fama de rainha dos extremos da candidata Marta Suplicy ( PT ) encolheu ontem. Desde 2004*, quando perdeu para José Serra ( PSDB ), e no primeiro turno contra Gilberto Kassab ( DEM ), ela registrava vitórias nas periferias das zonas sul, leste e norte. No segundo turno foi diferente. Em 21 dias – intervalo entre o primeiro e segundo turnos – Kassab conseguiu engolir oito zonas eleitorais que pertenciam a Marta.”
“O cinturão vermelho recuou com a perda de tradicionais redutos petistas, como Itaquera, na zona este, e Capela do Socorro, na zona sul (…)”.
De acordo com O Globo, o primeiro turno ficou assim:
“Com 100% das urnas apuradas, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) obteve 33,61% dos votos e vai disputar o segundo turno com Marta Suplicy (PT), que somou 32,79%. Geraldo Alckmin (PSDB) ficou em terceiro lugar com 22,48%.”
Capela do Socorro – 1º. Turno – 2º. Turno
Kassab 32,30% 50,57%
Marta 42,43% 49,43%
Somando os dois candidatos Anti-Marta ou Anti-PT, o segundo turno deu quase um empate técnico. Mas, como no primeiro turno, Marta obteve 10% a mais que o prefeito, e não aparece o percentual conseguido por Alckmin, fica parecendo uma lavada martista e uma reviravolta colossal de Kassab no segundo. Beleza, deu Kassab. Vamos aos outros:
Cidade Ademar
Kassab 32,16% 56,17%
Marta 36,93% 43,83%
Aqui também um primeiro turno equilibrado. Dá mesmo para considerar a Cidade Ademar um “reduto” petista?

Pirituba

Kassab 30,91% 60,3%
Marta 31,86% 39,7%
Outro primeiro turno equilibrado. Que redutos irredutíveis. O segundo, o Kassab levou de lavada.
Vila Jacuí
Kassab 30,16% 57,41%
Marta 37,07% 42,59%
Aqui a Marta teve uma vantagem sobre Kassab um pouco maior no primeiro turno. No segundo, ele se recuperou bem.
Itaquera
Kassab 31,95% 58,25%
Marta 35,38% 41,75%
Primeiro turno disputado, uma leve vantagem para Marta. No segundo turno, vitória fácil do Kassab.
Conjunto José Bonifácio
Kassab 31,32% 55,23%
Marta 36,75% 44,77%
A tônica dos “redutos” petistas: dão cerca de “astronômicos 1/3 de seus votos à petista no primeiro turno, quase a mesma coisa para os outros dois mais fortes pleiteantes ( talvez uma votação nostálgica, mas não forte, a Maluf ou Erundina ) e depois, no segundo turno, os 2/3 se fundem em um candidato só, e não é do PT.
São Miguel
Kassab 32,64% 58,36%
Marta 35,47% 41,64%
Primeiro turno também parelho ( não como foi no Rio, é evidente ), e “unidos venceremos” Marta, no segundo. Finalmente:
Itaim Paulista
Kassab 27,59% 49%
Marta 46,53% 51%
Exato, ao contrário do que apregoou o jornal, com manchete e tudo, no Itaim Paulista a Marta ganhou nos dois turnos, apesar de, ao contrário dos demais exemplos, o segundo turno ter sido pau-a-pau. O afã em criar os tais “redutos” petistas – que estariam “cristalizados”, e devem ser conquistados – fez com que o jornal tirasse um desses “redutos” de Marta na marra.
E aí é que chega onde eu quero: da mesma maneira que a tucanalha do Demo e seus jornais e revistas conseguiram fazer colar diversas pechas em Marta ( como, por exemplo, a de quem cria – pior, a única pessoa que faz isso – impostos a seu bel prazer, o que está astronômicamente distante da verdade ) que acabaram pegando mesmo, não há dúvida, trabalhar a imagem do oponente é o que mais lhes dá esperança de conseguir alguma chance.
Pois antipático Serra também é. Arrogantes o PSDB tem para encher uma sacola. Impostos, aliás, é com eles mesmos. Obras ruins? Alguém falou em Fura-Fila que cai, ou Metrô que vira cratera? E por quê silenciaram quando naquela chuva que inundou São Paulo ( não lembro se foi em novembro do ano passado ou em março deste; só sei que inundou o Ipiranga, Vila Prudente, São Caetano, a água invadiu o Shopping Central Plaza, e eu cheguei em casa às 3 da manha estando às 22:40 no terminal Ana Rosa ) o túnel Rebouças não alagou?
Frases desastrosas? Oras, se a Marta tivesse dito que em São Paulo não tinha jeito de evitar enchente, só remediar, e isso desde José de Anchieta, ela não ia mais poder sair na rua, coisa que não ocorreria – e de fato não ocorreu – com o autor dessa frase ( da qual eu, sinceramente, não discordo ), o prefeito Kassab, em Novembro de 2007.
O problema é que, sendo verdade ou não, conseguiram pegar essas qualidades isoladas dos tucanos e vincularm-nos, todos juntos, numa única pessoa, Marta Suplicy. Mas é fundamentar entender que, sem o imprensalão golpista isso jamais teria sido possível.
É a explicação que eu tenho. Pois me dá o gancho para a outra teoria: sim, os preparativos PSICOLÓGICOS para 2010 já começaram.
Por isso, a exploração de supostas derrotas acachapantes tem que vir na forma de um blitzkrieg. É o que eu acho que mostrei aqui. Pois no dia seguinte, as Relações Públicas tucanodemos jornalísticas já vieram rapidamente com o papo de que a “nova” Administração vai governar voltada à periferia, ou seja, os “redutos” petistas. Não se deve aceitar essa visão. Aceitá-la significa aceitar uma idéia falsa: a de que, um dia, o PT obteve os corações e mentes paulisatnos de fato, e isso jamis ocorreu. Marta só foi eleita em 2000 porque o Covas deu-lhe seu apoio. Com isso, a classe-média que pretendia esquecer seu passado malufista e posar de moderninha ( ou seja, “tucana” ) se viu obrigada a votar contra seus próprios princípios, contra o velho ídolo Maluf.:
Kassab prepara governo voltado à periferia para tirar redutos do PT
Prefeito interpreta baixa votação que recebeu nos extremos da cidade como sinal de reprovação à sua gestão
Estado, 28.10
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) vai atacar a força do PT em seus derradeiros redutos no município de São Paulo. Ele interpretou que a baixa votação que recebeu nos extremos das zonas sul, leste e noroeste deve ser encarada como uma reprovação daquelas populações a sua primeira gestão, aprovada no resto do município. E essa reprovação terá uma resposta no segundo mandato: a nova administração Kassab vai investir pesado nessas três regiões, as mais pobres do município.
“Nunca mais perderemos lá”, profetizou Kassab a três dezenas de aliados, parentes e amigos no domingo, na sala de seu apartamento, nos Jardins, logo após o anúncio da pesquisa de boca-de-urna que lhe dava ampla vitória sobre a rival Marta Suplicy (PT). Enquanto os amigos festejavam, o prefeito revelou sua preocupação com a sombra que a ampla vitória, por mais de 21 pontos porcentuais de diferença, projeta na extrema periferia da cidade.
Ali o PT voltou a ganhar em alguns bairros com grande vantagem, embora com menos força do que em 2004. Kassab decidiu que, em sua segunda gestão, vai ampliar investimentos nessas regiões de baixo sucesso para PSDB e DEM – ainda que a aliança tenha, em 2008, “empurrado” Marta e o PT mais para a periferia. Kassab quer amplificar esse efeito, de forma que, em 2012, a coligação consiga virar o jogo contra o tradicional adversário também nos extremos onde o PT ainda reina.
ELEIÇÃO DIFERENTE
Lugares como Sapopemba ou São Miguel Paulista, em que o então candidato José Serra perdeu feio para Marta em 2004, agora deram a vitória a Kassab. Nas regiões mais extremas, no entanto, houve uma eleição com características inversas às da média da cidade, como se fosse outro pleito, embora com os mesmos candidatos.
Em Parelheiros, no extremo sul, por exemplo, Marta venceu o segundo turno com 75,77% dos votos válidos, contra apenas 23,23%; no Grajaú, também na região sul, a vitória da petista deu-se por 74,94% a 25,06%. Na zona leste, a Cidade Tiradentes, que impôs uma derrota ao candidato José Serra, em 2004, agora voltou a derrotar Kassab por 68,82% a 31,18% – e lá o prefeito tinha esperanças de obter um resultado melhor.
Kassab quer acabar com a tese de que o PT é “o partido que combate a miséria”, que Marta tanto apregoou na campanha, apresentando-se como “candidata dos pobres”. Para o prefeito, essas regiões votam no PT nem tanto pelo que a gestão do partido na prefeitura fez por elas, mas porque são iludidas pelo discurso populista que emoldura a pobreza. “Eu tenho compreensão do papel do governante moderno”, disse Kassab. “E esse papel me incentiva a investir cada vez mais em saúde, educação e segurança. E a investir tanto mais quanto mais pobre seja a região”, finalizou.
O cara admite, na caradura, que vai investir na periferia apenas para derrubar o PT. Já que, também admite, não fez isso até agora. E a classe-média cabotina e ignara paulistana, vai permitir que Kassab gaste o dinheiro dos impostos com essa “pobraiada que só sabe fazer filhos” ou esse discurso mesquinho é só quando a Marta, Erundina ou Lula estão no governo? Isso não é populismo? Claro que não: é a habitual hipocrisia paulistana. E vejam como são as coisas: a periferia, para essa gente, é “LÁ”. Ali se disputam “outras eleições”, diferentes da “nossa”, que é democrática, racional, cidadã, iluminista e com dentes bonitos.
A Marta conseguiu, no primeiro turno, vitórias apertadas em locais que o imprensalão já denominou “redutos”. Ora, seria terrível para o PT se ela perdesse no Grajaú no primeiro turno. Alí, sim, temos um reduto petista. Da mesma forma, na Rebouças o PT não entra. Pois é um reduto da classe-média paulistana, eleitora de Jânio, Maluf, Pitta, Serra, FHC, Collor, e ninguém tasca.
Ou locais como os que deram a vitória para gente do naipe de Wadih Mutran, o rei da Vila Maria: isso são redutos. E Kassab herdou para si esses redutos malufistas.
O resto pode ser discutido caso a caso, e considerando-se um bocado de coisas, como o uso da máquina da prefeitura e do Estado, a simpatia jornalística, o crescimento econômico do país.
E devemos agradecer aos demais estados do país ( EM ESPECIAL OS DO NORDESTE, MUITO OBRIGADO! ) que mantiveram e mantém as votações excepcionais ao Lula, e que garantiram que o Brasil não caísse nas garras de pessoas muito bem estimadas aqui em “Sampa”, sempre muito elogiadas pelo imprensalão, pois vocês já sabem do que a classe-média paulistana é capaz e como ela vota. O Nordeste não permitiu, em 2002 e 2004, que os “cidadãos de bem competentes” de São Paulo continuassem governando ( entregando ) o país. Saibam vocês que o preconceito contra sua região ainda prossegue aqui: paulistanos – não todos, claro – não escondem a opinião de que vocês são ignorantes e que nós, sim, sabemos votar.

outubro 15, 2008

DNA Paulistano: um pouco da Geografia local

Então vamos lá. Conheça um pouco de sua cidade e arredores. Como de costume, eu grifo uns trechos que julgo importantes. Não que sejam importantes para já. Além disso, tem um bocado de coisa complicada, que eu não faço idéia do que estão falando. Vai assim mesmo:
Luxo em alta
IstoÉ Dinheiro, ed. 575 – 08.10.08
Imóveis de quatro ou mais dormitórios puxam o crescimento do setor imobiliário no Brasil. Em São Paulo, respondem por quase 60% das vendas
Nos últimos três anos, o mercado imobiliário do País entrou em ebulição. Segundo especialistas, a alta é resultado principalmente do aumento da renda do brasileiro, que permitiu a milhões de novos consumidores comprarem seu imóvel. Mas, ao contrário do que muitos analistas previam, não foi apenas a classe C que puxou o setor. De acordo com dados do Secovi, sindicato das empresas de venda de imóveis do Estado de São Paulo, a participação de apartamentos ou casas de quatro ou mais dormitórios no total de negócios fechados foi de 58% em junho, ante 23% dos imóveis de três quartos e 15% dos de dois. Considerando o número de unidades comercializadas, os imóveis para as classes A e B também lideram, com 32,2% do total. Os indicadores revelam, portanto, que os ricos têm uma importância vital para o desenvolvimento do setor [ imobiliário ] no Brasil. “Como 40% deles [ dos ricos ] moram na região metropolitana de São Paulo, é fácil entender por que o mercado cresceu tanto na capital paulista” [ nota do blog: só faltou relacionar os bairros ] , afirma Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Segundo Pompéia, em São Paulo o preço médio de um imóvel de quatro dormitórios é de R$ 634 mil – valor, convenhamos, que não cabe no bolso de qualquer um.
( … ) O levantamento constatou que esses consumidores compram o segundo imóvel a uma distância média de 3,7 quilômetros em relação ao primeiro. Ou seja, em geral eles se mantêm nos mesmos bairros, o que de certa forma limita as ofertas para áreas restritas das grandes cidades.
Para Fábio Romano, diretor de incorporação da Gafisa, outros bairros nobres terão de ser criados [ Mmm, é? Aonde? Cidade Tiradentes, que tá uma pechincha? ] . “Muitas pessoas [ sic ] querem comprar imóveis em regiões com potencial de valorização para investir [ especular ] em longo prazo [ especular mesmo, portanto ] ”, diz. Além dos empreendimentos de luxo em Moema e Itaim, que valem R$ 7 mil o metro quadrado, a Gafisa está lançando empreendimentos em Osasco e São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e outro no Tatuapé, na zona leste da capital, umas das regiões de maior potencial de crescimento da cidade. O setor de luxo vem atraindo até construtoras que antes tinham foco apenas em imóveis de baixo custo, como a Norcom, que atua no Nordeste ( … )”.
Dinâmicas urbanas do território metropolitano
LUME – FAU/USP, 2005
1.Substituição de padrão socioeconômico e funcional em bairros consolidados
Bairros consolidados do município de São Paulo vêm vivenciando um forte processo de substituição do estoque construído através da verticalização residencial. Tal mudança, intensificada na década de 1980, é acompanhada, muitas vezes, de um movimento de substituição da população de menor poder aquisitivo por moradores de maior renda. A transformação é acompanhada também pela instalação de atividades de comércio e serviços especializados.
Situações exemplares: Tatuapé, Jardim Anália Franco, Vila Prudente ( Jardim Avelino ), Itaim ( Vila Olímpia), Mooca, Moema.
2. Aumento da precariedade urbana nos conjuntos habitacionais periféricos
É uma dinâmica localizada de forma precisa em áreas formadas por conjuntos habitacionais de interesse social que apresentam graves problemas de inserção urbana e social de sua população.
A escala dos empreendimentos e sua concentração nas periferias do município de São Paulo e nas periferias metropolitanas contribuem para a formação de espaços socialmente confinados e distantes. Seus moradores reproduzem freqüentemente, nos trechos urbanos onde esses conjuntos se inserem, a prática de produzir ilegalidades, construindo informalmente espaços de comércio e serviços nas áreas de uso comum dos condomínios e no espaço público. O interior desses imensos territórios apresenta inclusive outras formas de invasões na forma de favelas, que ocupam muitas vezes os espaços destinados aos equipamentos de serviços previstos no projeto original, porém não executados, ou à beira de córregos e áreas íngremes.
Conjuntos habitacionais de interesse social na região metropolitana.
3. Grandes favelas que ganharam atributos de bairro
A ocupação ilegal do solo gerou, no interior da malha metropolitana, setores que concentram milhares de moradores em favelas formadas a partir de processos desorganizados deurbanização. Elas resultaram de invasões de grandes áreas que tinham, e ainda têm, problemas diversos de regularização fundiária. Alguns trechos dessas favelas existentes há décadasprosperaram como bairros, tanto em função dos investimentos públicos quanto dos realizados pelos próprios moradores. Demandam do poder público programas e projetos de reorganização urbana, tais como regularização fundiária e implantação de infra-estrutura e equipamentos sociais.
Situações exemplares: Heliópolis, Paraisópolis.
4. Impactos da construção de avenidas de “fundo de vale” em zonas periféricas
A implantação de sistemas de infra-estrutura viária de grande extensão que atravessam áreas ocupadas por população de baixa renda promove mudanças no uso do solo e cria formas embrionárias de novas centralidades, ancoradas em funções comerciais. Os espaços adjacentes às inúmeras avenidas de fundo de vale, abertas sobretudo a partir da década de 1980, reúnem em pontos específicos condições propícias para a implantação de equipamentos urbanos de grande porte. Nesses locais se instalam complexos de redes de consumo e lazer.
Situações exemplares: Avenida Aricanduva, avenida Jacu Pêssego/Nova Trabalhadores, avenida Escola Politécnica.
Ver também Travassos, Luciana. A dimensão socioambiental da ocupação dos fundos de vale urbanos no Município de São Paulo
Ver também Grostein, Marta Dora. Periferias Metropolitanas: uma questão urbano-ambiental
5. Consolidação de novas centralidades terciárias
O deslocamento das atividades terciárias do Centro tradicional no sentido do quadrante sudoeste do município de São Paulo percorreu ao longo dos últimos cinqüenta anos um caminho que incluiu as avenidas Paulista e Faria Lima, alcançando o eixo da marginal Pinheiros e estabelecendo ali “novas centralidades terciárias”. Esse percurso corresponde à movimentação do grande capital imobiliário que concentrou seus investimentos e na sua etapa atual ganha um novo perfil incorporando os setores de comércio, serviços especializados e edifícios corporativos.
Situações exemplares: Marginal Pinheiros, avenida Eng. Luís Carlos Berrini, Chácara Santo Antônio (rua Verbo Divino), avenida Água Espraiada.
6. Ocupação socioeconômica desigual de setores urbanos contíguos
A concomitância na ocupação de áreas urbanas por classes sociais muito distintas do ponto de vista socioeconômico tem sido freqüente tanto em setores de urbanização recente quanto em setores de urbanização mais antiga. Encontram-se presentes nessas áreas padrões residenciais extremamente distintos. Edifícios de alto padrão e favelas ocupam espaços urbanos muito próximos e, algumas vezes, contíguos. Essa situação aponta para o fenômeno já descrito como “proximidade física e distância social” e não chega a gerar formas de inclusão social ou urbana,uma vez que cada um dos grupos está assentado em sistemas urbanos isolados. Esse “isolamento” se deve em grande parte à organização do sistema viário e de transporte.
Situações exemplares: Região do Morumbi e Paraisópolis, Granja Viana e Carapicuíba.
7. Conjugação entre fragilidade ambiental e alto índice de expansão habitacional precária
Uma das principais expressões da expansão habitacional precária tem como sítio as áreas de fragilidade ambiental. Essa dinâmica, caracterizada pelo alto índice de expansão, compromete severamente os recursos hídricos, as áreas florestadas e as várzeas. Correspondem às áreas de ocupação ilegal, ou seja , clandestina ou irregular, impulsionada pelos assentamos residenciais de baixa renda em áreas impróprias para urbanização intensiva.
Situações exemplares: Área de proteção aos mananciais da Região Metropolitana de São Paulo ( bacias hidrográficas das represas Guarapiranga e Billings ), área de proteção ambiental da várzea do Tietê, Parque Estadual da Cantareira.
Ver também Silva, Lucia Sousa e. Proteção ambiental e expansão urbana: a ocupação ao sul do Parque Estadual da Cantareira
Ver também Grostein, Marta Dora. Periferias Metropolitanas: uma questão urbano-ambiental
8. Adensamento habitacional junto aos trechos urbanos das rodovias
A partir dos anos 90, os trechos urbanos das rodovias que alcançam o município de São Paulo concentraram um número crescente de edifícios residenciais produzidos pelo mercado imobiliário. Trata-se de uma nova opção de localização utilizada pelo mercado que atende a faixas de renda média e média baixa. Os planos do poder público, através de seus órgãos especializados, de transformar esses trechos rodoviários em vias expressas com acessos locais deverão ampliara oferta habitacional nessas áreas.
Situação exemplar: Área urbana da rodovia Raposo Tavares.
9. Emergência de novos setores empresariais de alto padrão
Setores urbanos impulsionados e beneficiados por obras públicas viárias geraram, no interior de bairros consolidados, desapropriações e transformações de uso. Esses processos propiciaram a extensão e conexão de corredores de comércio e serviço, formando com outros setores empresariais preexistentes novas áreas qualificadas de comércio, serviço e habitação de padrão médio e alto.
Situações exemplares: avenidas Nova Faria Lima e Hélio Pelegrino, região da Vila Olímpia, extensão da avenida Eng. Luís Carlos Berrini.
10. Esvaziamento residencial dos “bairros centrais”
Nos últimos vinte anos os “bairros centrais” do município de São Paulo perderam população. Esse fato representa um paradoxo se compararmos a infra-estrutura neles instalada a outros que apresentaram crescimento populacional no mesmo período. Os casos mais exemplares dessas dinâmicas pressupõem a concomitância de três fenômenos: queda no número de moradores, diminuição no número de domicílios alugados e ausência de lançamentos imobiliários. A existência de dinâmica imobiliária (lançamentos) e novas posturas por parte do poder público em alguns bairros, como a Barra Funda, Mooca e Liberdade, embora crie uma grande expectativa, ainda não é passível de generalização.
Situações exemplares: bairros centrais que circundam o centro histórico: Barra Funda, Brás, Pari, Mooca, Bela Vista, Liberdade, Santa Efigênia, Campos Elíseos, Cambuci.
11. Promoção de setores urbanos através de instrumento urbanístico – operações urbanas
As operações urbanas são um instrumento de intervenção urbanística coordenado pelo poder público municipal, visando à transformação estrutural de áreas específicas da cidade. Envolve, em princípio, a participação de moradores, proprietários e investidores privados. Deve estar regulamentado pelo Plano Diretor e constará de um plano que deve conter os seguintes itens: definição da área a ser atingida, programa básico de ocupação da área, finalidades da operação, estudo prévio de impacto de vizinhança, programa de atendimento econômicoe social para a população diretamente afetada e a forma de controle da operação. Também se exige a contrapartida em função da flexibilização dos índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e subsolo. Visa também à reorganização de setoresurbanos com valor histórico nos quais a dinâmica imobiliária é inexpressiva. Até o momento os resultados são controversos do ponto de vista urbanístico, embora apresentem potencial para se tornarem dinâmicas urbanas de grande alcance.
Situações exemplares: operações urbanas existentes: Água Branca, Centro, Faria Lima e Água Espraiada; operações urbanas propostas pelo Plano Diretor 2002: Diagonal Sul, Diagonal Norte, Carandiru -Vila? Maria, Vila Leopoldina, Vila Sônia, Celso Garcia, Santo Amaro e Tiquatira.
12. O impacto dos projetos de infra-estrutura em escala local e metropolitana
A presença de grandes infra-estruturas urbanas, com ênfase nos sistemas de transporte de massa e na mobilidade, vem funcionando como elemento capaz de atender à expansão excessiva da mancha urbana e produzir maior coesão nos territórios metropolitanos. Sua função é organizar os sistemas e subsistemas urbanos que levam à consolidação ou expansão da malha urbana. Seu impacto positivo sobre o território está diretamente associado à sua capacidade de gerar ou anunciar a continuidade urbana. Seus aspectos negativos já foram examinados em outras dinâmicas e se relacionam, sobretudo, com as alterações do preço da terra quando incidem sobre zonas habitadas por moradores com baixo poder aquisitivo.
Situações exemplares: Traçado do Rodoanel, expansão do Metrô.
Ver também Meyer, Regina M. P. São Paulo Cidade Metropolitana.
13. Organização de pólo funcional de transporte metropolitano
“O novo padrão de organização do território metropolitano está intrinsecamente associado à mobilidade e é comandado, em grande parte, por seus novos atributos – dispersão e descontinuidade. Esse novo modelo espacial requer uma infra-estrutura de transportes cuja eficiência repousa na capacidade de integrar as atividades dispersas no território metropolitano e criar fortes e eficientes pólos articuladores locais” [ ?!?!? Entendi porra nenhuma! ]. O reconhecimento desses “pólos de convergência” é hoje um dos focos de planejamento e projeto urbano.
Situação exemplar: Pólo Luz.
14. Consolidação de subcentros regionais
Correspondem aos municípios em acelerado processo de transformação urbana, com elevado crescimento populacional e que reproduzem funções e dinâmicas antes circunscritas ao município de São Paulo. Desempenham o papel de fornecedores de postos de trabalho para os moradores dos municípios adjacentes. Verifica-se também um aumento considerável das atividades de comércio e serviços.
Situações exemplares: Osasco, Guarulhos.
15. Transformação funcional de tradicionais pólos industriais
Os municípios do pólo industrial criado nos anos 50 estão hoje em processo de reorganização funcional e territorial impulsionados pelas transformações produtivas, com redução significativa em suas taxas de crescimento populacional. Embora esse fenômeno já esteja instalado em tais municípios há pelo menos duas décadas, estes concentram ainda o maior estoque de indústrias ativas. Em contrapartida, apresentam também um forte processo de implantação de atividades terciárias.
Situações exemplares: Santo André, São Bernardo, São Caetano do Sul, Diadema.
16. Formação de núcleos urbanos autônomos
Estão instalados em municípios metropolitanos, porém circunscritos espacialmente, cujas características resultam do fato de corresponderem a empreendimentos imobiliários de grande porte. Sua implantação é baseada em projeto urbano também circunscrito, onde se utilizam tipologias de ocupação do solo que remetem ao conceito de subúrbio americano. A organização funcional dessas áreas se apresenta na forma de condomínios residenciais ou multifuncionais destinados à população de alta renda. Pelas suas próprias características, tais núcleos estabelecem com os municípios adjacentes poucas relações funcionais.
Situações exemplares: Alphaville e Tamboré ( nos municípios de Barueri e Santana do Parnaíba ); Arujá.
17. Novas formas de organização físico-espacial da atividade industrial
É uma dinâmica ainda incipiente que corresponde ao aumento de empreendimentos imobiliários, com novos padrões de organização espacial, na forma de condomínios industriais, localizados em municípios metropolitanos.
Situações exemplares: Cotia, Osasco, Arujá, São Paulo.
18. Pólo de âmbito nacional com impacto metropolitano
A instalação do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, repercutiu intensamente nas atividades dos municípios adjacentes. A relação desse equipamento com o município de Guarulhos e seu entorno estimulou a instalação de atividades complementares associadas a serviços diversos, tais como logística, aeroportuário, turismo, especialmente de negócios, impulsionando a instalação de hotéis, centros de convenções e de compras. Como desdobramento, está ocorrendo um grande crescimento populacional e a reprodução intensa do padrão periférico de urbanização nos arredores do aeroporto na forma de loteamentos ilegais e favelas.
Situação exemplar: Guarulhos/Aeroporto Internacional de Cumbica.
19. Expansão dos municípios-dormitório
É uma dinâmica que esteve presente em períodos anteriores à década de 1980 e que no momento está voltando a ganhar impulso. Corresponde a municípios com grande estoque habitacional e disponibilidade de áreas nas quais contrasta a baixa densidade de ocupação nos loteamentos e a alta densidade nos lotes. Os municípios onde essa dinâmica se acha mais presente correspondem a regiões precárias, com urbanização insuficiente e de baixo valor imobiliário. Concentram também um grande número de moradias produzidas pelo poder público na forma de conjuntos habitacionais, assim como de favelas e loteamentos irregulares. Do ponto de vista socioeconômico, são municípios que concentram população de baixa renda sem oferecer postos de trabalho na escala necessária.
Situações exemplares: Franco da Rocha, Francisco Morato, Poá, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Carapicuíba.
20. Aumento da população favelada e dispersão de novos núcleos na região metropolitana
A permanência de um déficit habitacional e a insuficiência da ação pública para atender à demanda das faixas de zero a três salários teve como resultante a multiplicação e a dispersão de núcleos de favelas nos diversos municípios metropolitanos. A gravidade desse problema social amplia-se na medida em que a ele se associa o problema ambiental. Os novos núcleos, assim como a ampliação dos já existentes, têm ocorrido principalmente sobre córregos, em áreas remanescentes de obras viárias e no interior de áreas de proteção ambiental.
Situações exemplares: municípios com grande incremento de população favelada: Guarulhos, Carapicuíba, Embu, Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, São Bernardo, Santo André.
21. Difusão do “condomínio fechado” como modelo habitacional
A multiplicação de empreendimentos residenciais na forma de condomínios fechados está ocorrendo tanto no município de São Paulo quanto nos demais municípios metropolitanos. Apesar da diminuição das taxas de crescimento populacional, verifica-se a extensão da mancha urbana sobre áreas com qualidade ambiental, atributo que acrescenta valor imobiliário aos empreendimentos residenciais mencionados. O mesmo ocorre em bairros residenciais onde predominavam moradias unifamiliares em grandes lotes. O pressuposto desses empreendimentos é ignorar o entorno onde se instalam, voltando-se exclusivamente para o interior da gleba ou lote do empreendimento. A tipologia do condomínio fechado está sendo adotada tanto para empreendimentos de alta renda, com os atributos mencionados, quanto para outros nas periferias populares, para faixas de renda média e média baixa.
Situações exemplares: condomínios ou loteamentos residenciais no município de São Paulo e em outros municípios metropolitanos; Granja Viana (no município de Cotia), Arujazinho (no município de Arujá).
22. Recuperação de áreas ambientalmente degradadas
Áreas ambientalmente degradadas que concentram moradias populares, loteamentos ilegais e favelas no interior das bacias hidrográficas dos principais sistemas produtores de água da metrópole e em outras áreas protegidas são atualmente objeto de programas de recuperação ambiental mediante ações públicas articuladas. A urbanização predatória que originou essasáreas compromete a qualidade da água e cria conflitos socioambientais. Vigora nessas áreas, desde os anos 90, uma nova abordagem de intervenção que busca recuperar a degradação, regularizar a ocupação urbana e conter os processos predatórios de expansão urbana.
Situações exemplares: áreas de proteção e recuperação dos mananciais na bacia hidrográfica do Alto Tietê (represa Guarapiranga e Billings) e área de proteção ambiental da várzea do Tietê (APA Tietê).
23. Espaços estratégicos para projetos urbanos de abrangência metropolitana
A identificação de um espaço urbano estratégico é fruto da dupla abordagem do território: análise e projeto de intervenção em escala metropolitana. Para que um espaço seja designado como estratégico, é necessário analisá-lo no contexto de um plano ou de um programa de obras abrangente e sistêmico, de tal maneira que se possa avaliar a sua disponibilidade no presente e sua potencialidade no futuro. Assim, o aspecto estratégico de um determinado setor urbano nasce da concomitância temporal e espacial entre a superação de sua função atual ou passada e as perspectivas que ele oferece para novos projetos que deverão criar melhores soluções e qualidade urbana.
Situação exemplar: a orla ferroviária nos distritos centrais do município de São Paulo.

A (re)estruturação das metrópoles: novos padrões de segregação espacial

( pdf )

EXPANSÃO URBANA DA CIDADE DE SÃO PAULO E A SEGREGAÇÃO SÓCIO-ESPACIAL DURANTE O PERÍODO DE 1850 A 1992
Enfim, façam bom proveito.

outubro 7, 2008

ELES ESTÃO CERCADOS…

“Estamos seguros e quentinhos aqui na região Central de São Paulo…E temos bastante comida!*”
O CERCO DE OUTUBRO

Uniforme da cavalaria em azul com detalhes amarelos. Chegará a tempo?

HISTÓRIA: Reduto da classe média paulistana, a Zona Oeste da Capital sempre garantiu boas votações a tucanos, demos e malufis. A Marta Suplicy até tentou ganhar um ponto com esses cidadãos, mandando construir um túnel na Av. Rebouças c/ Faria Lima X Cidade Jardim; só que eles não caíram no golpe e escorraçaram a petista da prefeitura; faxineiros, diaristas, domésticas que trabalhavam nessas regiões ouviam histórias de horror, contadas pelos patrões, sobre como a cidade ficaria se Marta fosse reeleita; alguns patrões, menos afeitos ao diálogo entre-classes eram mais diretos: ou a Marta perdia a eleição, ou a peãozada perdia o emprego. Serra venceu, o transporte ( ônibus ) piorou muito, a peãozada chegava ( bem ) atrasada por causa disso e vários perderam os empregos de qualquer forma.“Mas nem andar de carro nessa cidade a gente pode, sem correr o risco de sofrer assaltos! Até quando? Acorda, Brasil!! BAAAASTAAaAaAa!”

Lixo na Av. Rebouças
Nas últimas semanas estamos tendo problemas com catadores que estão revirando o lixo.Alguns prédios já tomaram a iniciativa de adiar a colocação dos sacos de lixo nas calçadas, o que de fato melhorou muito a situação.Informamos que já estamos em contato com a Subprefeitura para juntos buscarmos uma solução ( Rebouças Viva, 01.08.08 )

* Pra quem não teve infância: essa fala eu roubei dum desenho do Pica-Pau…

setembro 29, 2008

Jaz São Paulo: Mais uma Subprefeitura paulistana é investigada por corrupção de fiscais. Empreendimento imobiliário rouba ruas do Mandaqui

Antes de ler, saiba que o título e o subtítulo da matéria do Estado, além de quase 95% do texto fazem o leitor achar que a feira irregular é o absurdo. Claro que não. A informação sobre o empreendimento que roubou ruas – de forma aparentemente regular – de um bairro é que é o verdadeiro escândalo. Eu chuto, com bastante confiança, que isso vem ocorrendo há anos aqui em São Paulo. Os “investidores” imobiliários tomaram posse do município. A que preço? Vai saber.
No horário eleitoral, acho que o único candidato que mencionou investigar a especulação imobiliária na Capital, foi a candidata LÍDIA CORREA, do PMDB que, apesar da coligação com o Kassab, apoia Marta Suplicy. Se eu decidir votar em alguém, talvez ela, Lídia, seja escolhida.
Isso se eu achar que devo votar, menos pelos políticos, e mais por esta população. Mas tratarei disso noutro post.
Subprefeitura é investigada por manutenção de feira irregular
Ex-funcionário diz que barracas, proibidas desde 2005, continuam funcionando por conivência da fiscalização
ESTADO ONLINE
25 de Setembro de 2008
A Polícia Civil e o Ministério Público investigam denúncias de irregularidades na Subprefeitura de Santana, na zona norte de São Paulo, principalmente no que se refere a uma feira livre, que deveria ter sido extinta em 2005, mas ainda funciona. O ex-chefe da Unidade Técnica de Fiscalização daquela subprefeitura, Marlone Silveira Diniz, denuncia irregularidades que envolvem o titular da Coordenadoria de Planejamento de Desenvolvimento Urbano, Emílio Romero, e agentes vistores.
Diniz cita o funcionamento da feira livre debaixo do Viaduto do Metrô Santana, na Avenida Cruzeiro do Sul, cujo pedido de funcionamento está indeferido desde 2005, quando foi declarada extinta. “Está lá, normalmente, por conivência da fiscalização”, disse o ex-chefe dos fiscais. O subprefeito Marcelo Bruni e Romero negam as irregularidades. São cerca de 12 barracas cobertas por plástico azul, que invadem o passeio público. Caixotes são espalhados, há sujeira e muito pó, diariamente. O comércio teve o pedido de regularização indeferido e foi declarado extinto pela própria Subprefeitura de Santana, em 25 de agosto de 2005. Relatório de vistoria aponta que a área não permite o estacionamento de veículos nas proximidades e diz que as calçadas são utilizadas para colocação de mercadorias e o armazenamento de alimentos é “extremamente inadequado”. Entre os problemas levantados, há a proibição por lei da existência de comércio ambulante no recinto de feiras livres. Para que os feirantes continuassem a exercer suas atividades, foram oferecidas alternativas, como a Praça dos Maçons, no fim da Cruzeiro do Sul. Diniz relatou à Polícia Civil a existência de recebimento de propina por Romero para facilitação das atividades de ambulantes, diminuição da fiscalização e conivência com infrações. O suborno seria de R$ 3 mil semanais. “Alguns ambulantes falam sobre isso abertamente na rua.”
Outra denúncia diz respeito ao empreendimento imobiliário Parque de Santana, na Rua Pestana, Mandaqui, zona norte, que incorporou duas pequenas ruas do bairro à área do edifício. Os locais eram usados pela comunidade para lazer.
As irregularidades, que teriam ocorrido com conhecimento de Romero, são parte de investigação do Ministério Público Estadual. A promotoria recebeu denúncias sobre os problemas em Santana, de propinas a inação de funcionários públicos em casos em que a lei determina autuação. Isso caracteriza prevaricação. Bruni teria reclamado ao MPE da dificuldade de exonerar Romero, apontado como indicação política do vereador Carlos Apolinário, líder do DEM na Câmara.
Por não concordar com o suposto esquema montado na subprefeitura, Diniz afirmou que vem sendo perseguido e até ameaçado de morte, o que teria ocorrido há cerca de três meses. A ameaça foi registrada no 13º DP (Casa Verde). “Tenho tudo gravado. Foi feita pelo presidente do sindicato dos ambulantes.” Em 22 de agosto, ele foi transferido para o Programa de Silêncio Urbano (Psiu). Mudou de horário de expediente e parou de fazer fiscalização nas ruas.
OUTRA VERSÃO
Romero nega as denúncias. Diz que nunca recebeu propina e está à disposição do MPE e da Polícia Civil para colaborar nas investigações. Romero informou, por escrito, que atende os ambulantes e representantes do sindicato da categoria, juntamente com o subprefeito Marcelo Bruni, mas para organizar e regularizar o comércio ambulante em Santana.Romero disse que não está no cargo por indicação política.
“Ocupo o cargo desde 3 de maio de 2007, quando fui nomeado pelo prefeito Gilberto Kassab, e acredito me manter no cargo até hoje face à boa avaliação de meu desempenho”, justificou.
O coordenador disse que tomará “as devidas providências legais, cíveis e criminais, por causa das denúncias caluniosas”.
Bruni, por escrito, informou que não há problema com funcionários da repartição que administra, principalmente com respeito a propinas. Ressaltou, entretanto, que “é comum chegarem denúncias, entre elas de ambulantes irregulares que sofreram ação de fiscalização e querem se vingar”. “Todas as denúncias que parecem ter algum embasamento são encaminhadas para os DPs da região.” Ele negou uma “conversa informal” com a promotoria ou que tenha se queixado dos problemas com fiscalização. Sobre a feira livre, a subprefeitura alegou que não há impedimento legal para seu funcionamento. “São vendedores em feira permanente confinada e o processo (de regularização) está em andamento.”
Já o Condomínio Parque de Santana “teve seu projeto aprovado pela Secretaria de Habitação (Processo 2004-0293423-3)”. “As ruas que suscitaram a dúvida são de propriedade do empreendimento, conforme figura no processo aprovado pela Sehab. Ao tomar conhecimento do caso, a subprefeitura pediu manifestação da Sehab e verificou-se a regularidade da situação.”
Há dois meses, informou Bruni, foi recebida denúncia contra Romero e foi aberto processo de averiguação preliminar.
“O senhor Emílio encaminhou formalmente resposta ao questionamento à subprefeitura, que espontaneamente encaminhou-a para o Ministério Público. Não se constatou prova de qualquer irregularidade”.
A subprefeitura concluiu que “qualquer medida baseada apenas em boatos ou denúncias anônimas sem indícios pode resultar injusta, ineficaz ou, muito pior, induzir a erro, servindo aos interesses escusos do denunciante, para facilitá-lo a realizar as ilegalidades que falsamente denuncia”.
Apolinário disse conhecer Romero, pois mora e atua na zona norte, mas não fez nenhuma indicação para a Coordenação de Planejamento de Desenvolvimento Urbano e muito menos atua politicamente com o coordenador. Apolinário defende também a demissão de quem tenha cometido qualquer irregularidade.
CASO DA MOOCA
No dia 11 de julho, a Polícia Civil de São Paulo desarticulou um esquema de cobrança de propina de camelôs ilegais que atuam no Brás, zona leste, vitrine política da gestão Gilberto Kassab (DEM) no combate ao comércio clandestino. Duas quadrilhas agiam na Subprefeitura da Mooca, segundo as investigações. Uma era liderada pelo agente de fiscalização Edson Alves Mosquera e a outra por Georges Marcelo Eivazian, assessor político do subprefeito Eduardo Odloak. Além deles, outras nove pessoas foram presas – três fiscais, cinco ambulantes e um advogado. O Ministério Público estima que o grupo movimentasse R$ 500 mil por mês, cobrando propinas de 7 mil camelôs que atuam durante o dia no Brás. Em troca, a máfia oferecia proteção contra as próprias blitze, além de alertar os camelôs sobre as operações policiais na região. As investigações policiais ainda prosseguem.

maio 31, 2008

Jaz São Paulo: Metrô demole casa, apesar de proprietária não ter recebido um centavo de indenização!!!

Mais uma vez, sou obrigado a reproduzir matérias do combativo jornal de bairro Folha de Vila Prudente já que, se depender do imprensalão, o que acontece nos bairros, fica nos bairros. Exceções são exceções. Inicialmente, ofereceram 59 cruzeiros como indenização, mas este valor já não compra nem um quarto e cozinha na favela da região. Já que os miliardários especuladores imobiliários estão destruíndo a “qualidade de vida” na cidade, mas ficando com o là creme.

FOLHA DE VILA PRUDENTE

Edição 835, 30.05 a 05.06.08
O endereço rua Amparo, 521, não existe mais. A residência que ficava neste exato ponto, bem como as vizinhas, já foram colocadas abaixo em prol do prolongamento da Linha 2-Verde do Metrô. Agora, na esquina das ruas Amparo e Tomaz Izzo, onde ficava a antiga casa, há apenas um imenso terreno. No entanto, engana-se quem pensa que imóvel demolido é sinônimo de proprietário indenizado (mesmo que o valor não seja o esperado ou justo). A viúva Leonidia Cardoso Bargas, de 78 anos, viu seu imóvel sumir do mapa há alguns dias, sem receber absolutamente nada da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô. Quando tenta obter uma informação, ouve apenas que “depende do juiz”.
Leonidia conta que a antiga propriedade na rua Amparo estava alugada e com o dinheiro recebido pagava a locação da casa onde vive com a filha na rua José Zappi. “No final do ano passado comecei a ser pressionada pelo Metrô para retirar a inquilina do meu imóvel.
Ela estava no local há cerca de três anos e sentiu muito por ter que se mudar. Mantinha a residência em ordem. A casa era muito boa, foi onde morei com minha família”, comenta. A inquilina deixou o imóvel em dezembro, desde então, a viúva tem que sobreviver sem o dinheiro do aluguel que complementava seu orçamento e sem a indenização que a possibilitaria adquirir outra propriedade.
As chaves foram entregues ao Metrô em fevereiro, sob nova pressão e sem nenhum dinheiro em troca. “Falavam que se o imóvel fosse invadido, a responsabilidade era minha. Acabei dando as chaves, mesmo sem a indenização”, conta.
A proposta inicial que a desapropriada recebeu do Metrô foi de R$ 59.760 – que considerou inadequada e principalmente, abaixo do valor de mercado que a Companhia sempre propagou que seria utilizado nas negociações.
Com o auxílio de uma advogada, contratada a princípio para ajudar na papelada da desapropriação, conseguiu chegar a quantia indenizatória de R$ 78.920 – o mesmo que teria recebido um antigo vizinho que tinha imóvel semelhante. Já do Metrô, Leonidia ouviu que o aumento foi iniciativa da própria Companhia que também considerou a primeira oferta insuficiente.

maio 28, 2008

Parque Getúlio Vargas em criação na Moóca!!

Leiam as notícias abaixo ( os grifos são meus ):
SP ganhará 33 novos parques até o fim do ano
A Prefeitura de São Paulo aproveitará terrenos abandonados para criar 33 novos parques até o fim do ano, multiplicando por dois o número de espaços públicos de lazer na capital paulista. Entre os bairros escolhidos para a iniciativa, os mais pobres e populosos da cidade, ao lado de Centros de Educação Unificados (CEUs). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Com a entrega dos 33 parques, o número, que era de 31, subirá para 64. Segundo o o titular da secretaria do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, outras 40 áreas ficarão separadas, a maioria com desapropriação aprovada. “A idéia de que a cidade não tinha área livre era uma falácia. Algumas estavam cobertas de entulho. Havia algumas ocupadas de forma irregular e outras estavam abandonadas. Mas que elas existiam, existiam”, afirma.
“Houve uma integração entre Prefeitura e Estado, entre secretarias e autarquias, nunca vista antes”, disse o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andréa Matarazzo. “Algumas dessas áreas serão instaladas em parceria com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e com a Empresa Metropolitana de Águas e Energia ( Emae ).
O subprefeito da Capela do Socorro ( zona sul ), o físico Valdir Ferreira, foi o que mais se empenhou em localizar novas áreas e buscar parcerias. A região, que inclui bairros que não tinham nenhuma opção de lazer, ganhará oito áreas. “Certamente a demanda será muito forte. Veja bem, o distrito tem a mesma população de Osasco, mais de 700 mil habitantes. Há lugares em que não há nem rua direito”, diz Ferreira.
Um terreno de 13,6 mil metros quadrados em Pinheiros, na zona oeste, dará lugar a um parque único na capital. O local, ao lado da Editora Abril, na Rua Sumidouro, abrigou, durante 40 anos, um incinerador da Prefeitura e será, a partir de setembro, a Praça Victor Civita – em homenagem ao fundador da empresa de comunicação vizinha. A contaminação será contida com a colocação de uma camada de solo acima do existente no local.
Redação Terra, 22.05.08
Sigam com a leitura, por favor ( pode-se pular até chegar a área em destaque, mas não é recomendável ):
TODOS CONTRA SÃO PAULO: COMO EM 1930
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1109
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
. Trecho de um autor desconhecido, recolhido na internet, sobre uma entrevista que o Governador Aécio Neves deu em Paris, em 2005, à revista Paris – Match:
“ … nessa entrevista o governador de Minas conta que se acertou com o atual presidente: depois do segundo mandato de Lula, ele, o tucano Aécio, será candidato com o apoio do PT.”
. O Conversa Afiada já registrou algumas vezes que Aécio considera que agora é a vez de Minas: chega de São Paulo.
.
Clique aqui para ler.
. Aliás, nas eleições de 2006 se percebeu que uma das razões para Geraldo Alckmin ter tido no segundo turno menos votos do que no primeiro – fato inédito em países onde há dois turnos, com voto obrigatório – foi que Aécio “cristianizou” Alckmin em Minas.
. Veja o que aconteceu nas eleições de 2006 em Minas e, especialmente, em Belo Horizonte: Eleições 2006, fonte TSE
Resultado Final 1º turno – Minas Gerais
Lula 5.192.439 votos 50,80%
Alckmim 4.151.507 votos 40,62%
Resultado Final 1º turno – Belo Horizonte
Lula 588.898 votos 44,53%
Alckmim 521.072 votos 39,40%
Resultado Final 2º turno/MINAS GERAIS
Lula 6.808.417 – 65,19%
Alckmim 3.635.228 – 34, 81%
Resultado Final 2º turno/BELO HORIZONTE
Lula 848.978 – 63,18%
Alckmim 494.749 – 36,82%. Ou seja, o entendimento entre Lula e Aécio já ocorreu e ajudou a decidir uma eleição.
. O Presidente Lula disse a um interlocutor que, naquela cadeira, pode sentar qualquer um – menos o Serra.
. O PiG tem uma certa dificuldade de entender o que acontece com a aliança PSDB/PT/PSB na eleição para prefeito de Belo Horizonte.
. O PiG, especialmente o de São Paulo, não entende nada do que se passe além do Vale do Paraíba.
. Se é que entende o que se passa até o Vale do Paraíba …
. É que o resto do Brasil vai se organizar inevitavelmente em torno do “chega de São Paulo”.
. Como em 1930.
. São Paulo tem a peculiaridade de celebrar derrotas.
. Por exemplo, a Revolução “Constitucionalista” de 32, que sobrevive nos monumentos, ruas e avenidas de São Paulo (a Av. 9 de Julho, uma das mais belas “artérias” do mundo, é um exemplo).
. Não é por acaso que São Paulo é a
única metrópole brasileira que não tem uma Avenida Getúlio Vargas.
. 32 foi uma derrota retumbante.
. Um “segundo turno” da Revolução de 30 – e deu errado.
. O PiG, o PSDB/PFL, o Farol de Alexandria, a Fiesp, os bancos, o presidente eleito José Serquércia (*), o aparato cultural, “a força da grana”, todos, unidos, pretendem transformar o Brasil num Maxi-São-Paulo.
. Quando isso não for mais possível, essas mesmas forças se unirão de novo para replicar a Bolívia e tentar a Secessão, como Santa Cruz de la Sierra.
. ( Os paulistanos talvez prefiram ser comparados aos neofascistas do Berlusconi que ficam no Norte da Itália … )
. O PiG não discute disso, porque tem como premissa a hegemonia de São Paulo.
. É uma realidade física que não merece ser questionada.
. Como a Lei da Gravidade.
. Mas, está em questão, sim.
. O acordo de Belo Horizonte é apenas uma expressão disso.
. (E o PT nacional é o último a saber …)
. O resto do Brasil se cansou da “elite branca”.
. Se cansou do preconceito contra os nordestinos.
. Do controle sobre o aparelho de Estado, para dar, primeiro, a São Paulo.
. Do boicote a qualquer tentativa de distribuir a renda.
. Como eu ouvi neste domingo: “o etanol vai para o saco porque os trabalhadores dos canaviais vão preferir o Bolsa Família…”
. São Paulo foi o centro de operações para derrubar a CPMF.
. São Paulo é a sede do “Cansei”.
. São Paulo é onde fica o PT de São Paulo, que o que mais quer é ser tucano de São Paulo.
. São Paulo é o motor do regresso.
(*) Com a vitória da “BrOi” e a capitulação do Presidente Lula a Daniel Dantas, Dantas vai botar mais US$ 1,2 bilhão no bolso para jogar todas as fichas, como sempre, em José Serquércia. É bom não esquecer que a irmã de Dantas financiou uma empresa da filha de Serra:
clique aqui para ler.
PROSSIGAM:
Getúlio Vargas e a Era Vargas
Suapesquisa
Vida de Getúlio Vargas, Revolução de 1930, Estado Novo, Era Vargas, história do Brasil República, nacionalismo, desenvolvimento econômico, “o petróleo é nosso”, direitos trabalhistas, industrialização, desenvolvimento industrial brasileiro, suicídio de Vargas

Getúlio Vargas

Vargas: uma das figuras políticas mais importantes da História do Brasil
Biografia: Getúlio Dornelles Vargas (19/4/1882 – 24/8/1954) foi o presidente que mais tempo governou o Brasil, durante dois mandatos. De origem gaúcha (nasceu na cidade de São Borja), Vargas foi presidente do Brasil entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Entre 1937 e 1945 instalou a fase de ditadura, o chamado Estado Novo.
Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930, após comandar a Revolução de 1930, que derrubou o governo de Washington Luís. Seus quinze anos de governo seguintes, caracterizaram-se pelo nacionalismo e populismo. Sob seu governo foi promulgada a Constituição de 1934. Fecha o Congresso Nacional em 1937, instala o Estado Novo e passa a governar com poderes ditatoriais. Sua forma de governo passa a ser centralizadora e controladora. Criou o DIP ( Departamento de Imprensa e Propaganda ) para controlar e censurar manifestações contrárias ao seu governo.Perseguiu opositores políticos, principalmente partidários do comunismo. Enviou Olga Benário , esposa do líder comunista Luis Carlos Prestes, para o governo nazista.
Realizações : criou a Justiça do Trabalho (1939), instituiu o
salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho, também conhecida por CLT. Os direitos trabalhistas também são frutos de seu governo: carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas.
GV investiu muito na área de infra-estrutura, criando a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce (1942), e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945). Em 1938, criou o IBGE ( Instituto brasileiro de Geografia e estatística). Saiu do governo em 1945, após um golpe militar.
O Segundo Mandato
Em 1950, Vargas voltou ao poder através de eleições democráticas. Neste governo continuou com uma política nacionalista. Criou a campanha do Petróleo é Nosso” que resultaria na criação da Petrobrás.
O suicídio de Vargas
Em agosto de 1954, Vargas suicidou-se no Palácio do Catete com um tiro no peito. Deixou uma carta testamento com uma frase que entrou para a história : “Deixo a vida para entrar na História.” Até hoje o suicídio de Vargas gera polêmicas. O que sabemos é que seus últimos dias de governo foram marcados por forte pressão política por parte da imprensa e dos militares. A situação econômica do país não era positiva o que gerava muito descontentamento entre a população.
Conclusão
Embora tenha sido um ditador e governado com medidas controladoras e populistas, Vargas foi um presidente marcado pelo investimento no Brasil. Além de criar obras de infra-estrutura e desenvolver o parque industrial brasileiro, tomou medidas favoráveis aos trabalhadores. Foi na área do trabalho que deixou sua marca registrada. Sua política econômica gerou empregos no Brasil e suas medidas na área do trabalho favoreceram os trabalhadores brasileiros.
TÁ ACABANDO:
Atos por redução de jornada complicam trânsito em SP
Agência Estado, 28.05.08
Várias manifestações pelo Dia Nacional de Luta pela Redução da Jornada de Trabalho, em diferentes regiões da capital paulista, prejudicaram o trânsito na cidade na manhã de hoje. As passeatas, organizadas pelas centrais sindicais, entre elas a Força Sindical, reuniram, junto com outras categorias, metalúrgicos e funcionários da construção civil.
Na Marginal do Pinheiros, os manifestantes ocuparam duas faixas de rolamento da pista sentido Interlagos e, por volta das 8 horas, estavam junto à Ponte Ary Torres. Outros grupos estavam localizados na zona sul. Um deles, na avenida Luís Carlos Berrini, junto coma rua Quintano, ocupava uma faixa da direita e a calçada da via. Perto dali, na Vila Olímpia, cerca de 60 manifestantes da construção civil ocupavam a faixa da direita, junto com um carro de som.
Na zona leste, o protesto estava concentrado na Avenida do Contorno, próximo à estação Corinthians-Itaquera do Metrô, e na avenida Presidente Almeida Couto, junto com a avenida Presidente Costa Pereira, onde os manifestantes estavam começando a se reunir para iniciar a passeata.
Segundo informações da Polícia Militar, funcionários das empresas Volkswagen e Mercedes, em São Bernardo do Campo, no Grande ABC paulista, estavam se concentrando nos pátios das empresas. No interior, os sindicatos filiados à Federação dos Metalúrgicos do Estado farão manifestações em 32 cidades.
E, FINALMENTE:
Parque Verde da Mooca
COLUNÃO, Folha de Vila Prudente, 23 a 29.05.08
Diversos leitores e entidades enviaram carta ao colunista pela aprovação da Lei que cria o Parque Verde da Mooca, na área do antigo depósito da Esso, na Rua Barão de Monte Santo. Destaco duas delas: a da Associação Comercial de São Paulo – Distrital Mooca, assinada por seu superintendente Antonio Viotto Netto. A outra de Francisco Aparecido Romanucci, mooquense apaixonado. As palavras de elogio são reconfortantes e serão rateadas com os autores do projeto, vereadores Adilson Amadeu e Domingos Dissei e com a própria Associação Comercial que esteve e está conosco nesta luta.
CONCLUSÃO: A área, situada na Moóca, e que pertenceu à Esso, está em vias de se tornar um parque; o parque a surgir não parece ter sido batizado ainda; Victor Civita tem uma praça batizada com seu nome e Roberto Marinho, uma avenida; isso significa que, por mais erros que uma pessoa tenha cometido em vida ( óbvio; em morte é que não seria ), ela ainda pode batizar uma rua, avenida ou praça.
Em recente pesquisa, publicada pela Folha, em que foram ouvidos diversos personagens de destaque no Brasil, Getúlio Vargas foi eleito o “Maior Brasileiro de Todos os Tempos”, ou algo assim.
Getúlio criou várias das leis que perduram até hoje, e que deram, finalmente, alguma dignidade aos trabalhadores do Brasil. Você tem direito ao registro em carteira, por exemplo, graças a Getúlio.
A Esso deixou de operar no Brasil, deixando uma área no bairro da Moóca à disposição e que, luta-se para isso, poderá se tornar mais um parque verde na cidade de São Paulo. A Moóca foi um bairro operário-industrial, talvez o mais importante de São Paulo à sua época, neste quesito.
Getúlio criou a famosa campanha “O Petróleo é Nosso”. Olhem a Petrobrás hoje.
De acordo com o que escreve o P ( iG ), tudo o que o trabalhador faz, quando se une em manifestações reivindicatórias, é “atrapalhar o trânsito em São Paulo” ( sic! ).
Então, senhores e senhoras, acho que já passou da hora de São Paulo ( município e Estado ) , e seus descendentes de cafeicultores, seus quatrocentões e seus bandeirantes esquecerem a inveja, superarem o despeito e, finalmente, admitirem que o maior mito político e maior presidente que este país já teve, deve ser homenageado nestas plagas.
Quem tais personagens velhuscos e golpistas de polainas, casacas e pincenês pensam que são para ignorarem a história de Getúlio e, numa atitude típica do Grande Irmão, boicotarem e suprimirem de nossos logradouros o nome do grande presidente gaúcho?
É isso, amigos: se o parque que será construído tiver que receber o nome de alguém, é mais que justo, por toda a simbologia que carrega, que receba, orgulhosamente para o bairro da Moóca, o nome do mítico Getúlio Vargas!!! Passem essa idéia adiante, e vamos ver se pega.

maio 12, 2008

Jaz São Paulo: Mais uma aberração a enfeitar a cidade!! Metrô no Sapopemba, que é bom…

Olhando a foto abaixo têm-se algo que parece um pregador de roupas gigante. Questão de ângulo. Não é esse o defeito da obra, seu visual. Esteticamente, não é do meu agrado, outros talvez gostem e tudo bem.

Pior que o horroroso Paulistão não acho que seja. A Marta Suplicy devia era ter feito um plebiscito e perguntado aos munícipes o que estes achavam que deveria ser feito com o esqueleto deixado por Celso Pitta para a cidade. A Marta pisou na bola. Os paulistanos já são bem grandinhos e poderiam muito bem se responsabilizar pelo destino do então denominado Fura-Fila. Que ela não carregasse a decisão solitariamente sobre seus ombros. Agora, aqui no jornal do bairro ( Vila Prudente – ZL ) tá escrito que pode ser que o Fura-Fila não seja mais extendido até a Cidade Tiradentes. Bom, que tenha ocupado uma parte da Avenida do Estado, do Centro até o Ipiranga, até se pode tentar compreender, vá-lá.

Entrementes, o que eu queria escrever, inicialmente, é o seguinte:

Haveria, no sábado às 14:00 horas, uma manifestação, promovida por várias entidades da região do Sapopemba, pedindo que o Metrô chegue ao bairro.

Isso não está previsto pela companhia, que – parece – prefere fazer com que a linha que virá até Vila Prudente, continue em direção do Tatuapé. Eu não tenho certeza, acho que já escrevi aqui [ Oba, descolei um link para este assunto, de meu outro blog ], a explicação dada em certa ocasião é que tenta-se evitar a especulação imobiliária naquele bairro. Mas não é só. Tem algo a ver com demanda local. Depois eu procuro, devo ter em algum lugar.

Bem, eu li os jornais de hoje, domingo 11 de maio, buscando presatar atenção àqueles que destacam assuntos locais ( Estado e cidade de São Paulo ), como o JT, Agora e Diário de São Paulo, além dos cadernos locais de Folhão e Estadão para ver o que falaram sobre a manifestação ocorrida em Sapopemba.

Pedindo – repito – a ida do Metrô até este superpopuloso bairro.

Sim, vocês adivinharam direitinho: NÃO SAIU NADA!! Ou seja, para o leitor da Rebouças e Higienópolis, o evento não ocorreu. E o apelo dos moradores do bairro tampouco existem, já que não saiu no jornal. Se bobear, o tal bairro nem deve existir.

Se eu fosse morador do lugar e das imediações, ou de locais até próximos, e que seriam favorecidos com a chegada do Metrô, eu entupiria o email destes jornais, perguntando o porquê de terem ignorado o fato. Ou isso não é notícia? Quer dizer, então, que o Metrô só é assunto quando trata de se falar sobre o aumento da tarifa, das panes – sem explicar em detalhes o processo de sucateamento, claro – paralisações, Pinheiros ( Ah! O CRATERÃO completa mais um desaniversário! ) , Av. Paulista ou quando há alguma inauguração? Aliás, até agora não há uma explicação razoável para o comparecimento de um ex-governador ( o Alckmin ) em inauguração de estações ( não lembro em qual ele esteve: Alto do Ipiranga ou Imigrantes ). Por quê não chamaram o Maluf, então?

Vamos lá, todos vocês que se importam ou estão diretamente envolvidos na briga pelo transporte metroviário em Sapopemba, sejam vocês de onde forem: PASSEM A BOICOTAR ESTES JORNAIS! Comuniquem-lhes sua insatisfação! Parem de lhes dar seu dinheiro! Ou eles continuarão a ignorar vocês.

Prosseguindo.

Abaixo, trecho do Colunão, assinado por Alceste Filinto, da Folha de Vila Prudente desta semana ( saiu na 6ª. feira, 09 de Maio ):

” Expresso Tiradentes
Pelo que conseguimos saber, corre nos bastidores da SPTrans que o Expresso Tiradentes está fadado a chegar somente a Vila Prudente e terminar no entroncamento com a Linha 2 do Metrô. O prosseguimento até a Cidade Tiradentes tem tudo para abortar. Aliás, esta seria a solução mais lógica e desejada pela população.
Com uma centena de semáforos ao longo da Avenida Anhaia Mello, o nome expresso é mera legenda de propaganda. O que a população deseja e exige é que a Linha 2 do Metrô siga de Vila Prudente até São Mateus. E estamos falados.
“Linha 2 do Metrô
O Fórum Social Leste, promove amanhã, dia 10, às 14h, um ato público em defesa da Linha 2 do Metrô até São Mateus. O movimento começa em frente à igreja Nossa Senhora de Fátima (Jardim Grimaldi) e percorrerá a Av. Sapopemba até o Hospital Sapopemba. O Fórum Social Leste congrega mais de três dezenas de entidades sociais da região. “
Viram só? Três dezenas de entidades!! E ZERO espaço nos jornais! Pois a ponte é mais importante.
Ops! Falando em ponte: já apelidaram a Estaiada de “Estilingão”.
Vou tentar dar outro: Gigantesca Harpa do Inferno !
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