ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

outubro 4, 2013

Rússia acusa tropas sauditas de ataque químico na Síria

O ataque químico nos arredores de Damasco, na Guta Oriental, a 21 de agosto, que matou centenas de pessoas, foi realizado como provocação para desestabilizar a situação por um grupo especial enviado pela Arábia Saudita, informa a Interfax citando fontes diplomáticas russas.

“Com base em dados obtidos de várias fontes, pode-se concluir que a provocação criminosa em Guta Oriental foi realizada por um grupo especial enviado pelos sauditas a partir do território da Jordânia e que agiram sob a proteção do grupo “Liba al-Islam”, precisou a fonte da agência russa.
Outra fonte citada pela Interfax declarou que “visto que o próprio ataque químico e a sua discussão revoltaram a opinião pública, os sírios dos mais diferentes quadrantes políticos, incluindo os guerrilheiros da oposição, tentam ativamente levar todas as informações a esse propósito aos diplomatas e funcionários de estruturas internacionais que operam na Síria”.
Hoje, o Presidente sírio Bashar Assad acusou, numa entrevista ao canal turco Halk, “grupos terroristas” dos ataques químicos, sublinhando que não é do interesse dele o seu emprego e que ele nunca deu ordem para o emprego de armas químicas.

P.S. E se as acusações russas se provarem, quem e como irá sancionar a Arábia Saudita? Ou será isto um aviso de Moscovo aos sauditas para que deixem de apoiar a guerrilha islâmica no Cáucaso do Norte?

Extraído do site JOSÉ MILHAZES – DA RÚSSIA 

Original: RT

Jornalista Pepe Escobar: “O sociopata Netaniahu na ONU”

Filed under: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 7:29 pm

Em comparação com o tom construtivo do presidente do Irã, o belicoso representante de Israel fez um vitupério totalmente fora de compasso com o espírito que reinou na maioria dos pronunciamentos da ONU (à exceção, é claro, do norte-americano, Obama, que ousou chamar seu desmedido e criminosos intervencionismo de “contribuição dos EUA” ao bem-estar do planeta).

O destempero do israelense levou o jornalista do Asia Times e do Russia Today, Pepe Escobar a se referir ao pronunciamento no artigo “O discurso de Netaniahu na ONU: soa como um sociopata?”, do qual reproduzimos algumas observações.

Escobar começa ressaltando na fala do israelense Bibi sua arenga contra o presidente iraniano, ao qual já chamara de “cínico” e de “armadilha hipócrita”, destacando que “os mísseis do Irã atingiriam Nova Iorque em três a quatro anos e que “um Irã nuclear é como 50 Coreias do Norte”.

Escobar ressalta outro trecho em que Bibi se refere a “Ahmadinejad como o lobo em pele de lobo enquanto que Ruhani seria o lobo em pele de cordeiro”.

Netaniahu disse ainda que Ruhani tentara se apresentar como “piedoso” mas estava sempre envolvido no “Estado de terror do Irã” e por aí vai.

Como ressalta Escobar, chamou o mundo a acabar com o “programa nuclear militar” do Irã que até o sistema de espionagem dos EUA diz que não existe.

Isso tudo depois do mesmo Netaniahu dizer a Barack Obama que esqueça para sempre a Resolução da ONU 242; a que determina a total retirada de Israel das terras ocupadas desde a guerra de 1967.

Vejam então quem é cínico e portavoz da verdadeira hipocrisia a serviço da limpeza étnica, ou seja, do genocídio do povo palestino, como pontua o jornalista do Asia Times: “O Estado de Israel não tem nenhuma fronteira internacionalmente reconhecida e é um Estado direcionado à expansão perpétua”.

“Israel desrespeita nada menos do que 69 Resoluções do Conselho de Segurança da ONU, e foi ‘protegida’ de outras 29, cortesia dos vetos norte-americanos”.

“Tem ocupado território soberano do Líbano e da Síria sem dar o mínimo para decisões em contrário da ONU.

“Assinou os Acordos de Oslo prometendo parar de construir para sempre, qualquer novo assentamento na Palestina. Ao invés disso, construiu mais de 270, como parte de uma limpeza étnica de mais de seis décadas.

“Tem ameaçado bombardear o Irã, em ritmo semanal, por pelo menos três décadas.

“Israel é uma potência nuclear com cerca de 400 ogivas nucleares, recusa-se a assinar o Tratado de Não Proliferação Nuclear; barra inspeções internacionais, usou armas químicas em Gaza, nunca ratificou o Tratado sobre Armas Químicas, e tem um estoque desse tipo de arma muito maior do que qualquer país do Oriente Médio.

“O lobby israelense em Washington apoiou o bloqueio financeiro imposto ao Irã que para todos os efeitos é uma declaração de guerra, com drásticas consequências na vida dos iranianos comuns. Ainda por cima ameaçou de ataque unilateral ao Irã.

“Bibi não aceita nem mesmo que o Irã enriqueça urânio para propósitos civis, como definido pelo TNP.

Como conclui Escobar, o sonho de Israel é um Oriente Médio dividido entre petromonarquias submissas aos EUA de um lado e países balcanizados de outro. “Só que o Irã é uma potência emergente dos pontos de vista político e econômico e se chega a ter relações normais com EUA e Europa coloca em risco os planos de hegemonia de Israel no Oriente Médio, para seguir estocando armas nucleares e sendo Estado de colonização buscando varrer um povo inteiro – os palestinos do mapa. Quem duvidar que olhe o mapa”. ( HORA DO POVO )

#TREMSALÃO: Tucano Jorge Fagali Neto foi responsável por pagar propinas da Alstom a agentes públicos, diz PF

Jorge Fagali Neto, ex-secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo e irmão de José Jorge Fagali, ex-presidente do Metrô durante o governo de José Serra está na lista dos onze pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal pelo envolvimento no esquema de propinas da multinacional francesa Alstom junto os governos tucanos no estado.

Atuando hoje em dia como “consultor”, Jorge Fagali Neto divide a lista dos que a Justiça autorizou a quebra de sigilo com o tucano de alta plumagem Andréa Matarazzo, que atualmente é vereador na capital paulista, mas que ocupou cargos em todas administrações tucanas nos últimos 20 anos.

Seu irmão, José Jorge Fagali que foi presidente do Metrô e que também está sendo investigado pelo Ministério Público.

Segundo a Polícia Federal, Jorge Fagali Neto era responsável por receber e intermediar o pagamento de propinas da multinacional francesa Alstom a autoridades do PSDB paulista nas gestões Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos eles tucanos.

Fagali Neto é autor de uma série de e-mails delatores entregues ao Ministério Público, em junho de 2010, pela sua ex-secretária, Edna da Silva Flores. Os e-mails deixam clara a proximidade dele com agentes públicos e o seu interesse em contratos do Metrô paulista e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A propina paga para os representantes do governo, através de empresas de consultoria de Fagali chega a R$ 52 milhões.

Em 2006, Fagali trocou mensagens e recebeu planilhas por e-mail de Pedro Benvenuto, então coordenador de gestão e planejamento da Secretaria de Transportes Metropolitanos, órgão responsável pelas estatais. Entre os documentos, estavam as discussões sobre o Programa Integrado de Transportes Urbanos do governo até 2012, que ainda não estava definido. Após a descoberta do envolvimento Pedro Benvenuto pediu demissão do cargo de secretário-executivo do Conselho Gestor do Programa de PPPs do governo de São Paulo, fato que aconteceu na última quarta-feira (25).

A Bombardier diz que Fagali Neto prestou consultoria para projetos que incluíam a sinalização de uma estrada de ferro na Colômbia, sinalização de transporte ferroviário urbano no Brasil e modelagem para a reforma de trens da CPTM. A companhia afirma ter todas as notas e contratos e que os pagamentos à BJG (empresa de Fagali Neto) foram feitos “pelos meios oficiais, tanto que foram identificados no relatório da PF”, segundo matéria publicada na Folha de S. Paulo no último dia 30.

A Alstom diz que “desconhece o teor das investigações” da PF. Nesse inquérito são acusados ex-executivos da Alstom e a atual diretoria não foi chamada pela PF.

Em depoimento ao Ministério Público, Fagali Neto afirmou que não tinha contas no exterior e não cometeu crimes. Porém em uma das contas investigadas, segundo o inquérito da PF, era dele.

A PF afirma ainda que Jorge Fagali Neto “integrou o esquema de distribuição de valores para agentes públicos paulistas que ele mantinha conta não declarada no exterior e que ocultou a origem de valores recebidos em virtude de pagamento de propinas, também no exterior”. Por isso, ele foi um dos indiciados. ( HORA DO POVO )

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