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setembro 26, 2013

#TREMSALÃO Propinoduto tucano: secretário de PPPs de SP mantinha relação com representantes do cartel das multinacionais


O consultor José Fagali Neto, investigado pela Polícia Federal sob a denúncia de ser um dos articuladores do pagamento de propinas da multinacional francesa Alstom para políticos tucanos do governo de São Paulo mantinha estreita relação com integrantes da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do governo paulista, que lhe fornecia dados internos do Metrô e da CPTM, conforme revelou a ex-secretária do consultor, Edna Flores, em depoimento aos Ministérios Públicos Federal e Estadual.

As propinas foram pagas aos políticos tucanos e diretores de empresas estatais paulistas, para garantir a vitória da empresa, que faz parte de um cartel de multinacionais, em contratos de licitação superfaturados com as estatais paulistas, caso que ficou conhecido como propinoduto tucano.

Segundo a denúncia, Fagali Neto tinha acesso privilegiado à cúpula da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do governo paulista. O interlocutor teve uma conta bancária bloqueada na Suíça, onde constavam R$ 6,5 milhões do esquema.

A secretária Edna Flores entregou e-mails que comprovam a relação.

Segundo os e-mails, Pedro Benvenuto, atual secretário-executivo do conselho gestor de Parcerias Público Privadas do governo de Geraldo Alckmin e ex-coordenador de gestão da Secretaria de Transportes Metropolitanos, frequentou o escritório de Fagali entre 2006 e 2007 e lhe repassava dados estratégicos sobre o metrô. Na época, Benvenuto era coordenador de gestão e planejamento da Secretaria de Transportes Metropolitanos. Em 2006, Geraldo Alckmin (PSDB) era o governador; e José Serra assumiu em 2007.

Segundo as denuncias da ex-secretária, Benvenuto repassou planilhas e discussões sobre o Programa Integrado de Transportes Urbanos do governo até 2012 e teria sugerido um plano de ações para a futura gestão na área. A Bombardier e Tejofran, todas participantes do esquema de pagamento de propina aos tucanos, contrataram os serviços de Fagali Neto e pretendiam conquistar uma parceria público-privada, para reformar trens da série 5000, de R$ 1 bilhão na CPTM.

O consultor Fagali tinha intimidade com o setor. Seu irmão, José Jorge Fagali, foi gerente financeiro do Metrô em 2006 e presidente da empresa entre 2007 e 2010.

Edna Flores relatou ao MP que era proibida de citar os nome de José Geraldo Villas Boas, investigado no caso Alstom, Telmo Porto, da Tejofran, Nelson Cabral, da Bombardier, e do advogado Rubens Naves. Segundo ela, eles tinham apelidos. Villas Boas era “o geólogo”, Naves, “o síndico do Horsa”, nome do edifício onde fica seu escritório.

“Ele às vezes usava o meu computador para alterar dados de planilhas de assuntos que ele tinha com o Fagali”, afirmou Edna. Segundo ela, Fagali Neto a mandava para o shopping quando executivos da Bombadier estavam no escritório.

Com a suspeita de Fagali Neto ter intermediado o pagamento de propinas da francesa Alstom a alta cúpula do tucanato, o governo da Suíça bloqueou uma conta em seu nome, com saldo de US$ 6,5 milhões. ( HORA DO POVO )

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