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setembro 11, 2013

Reféns de rebeldes ouviram em cativeiro que ataque químico foi orquestrado pela oposição síria


Combatentes queriam “provocar intervenção”. Grupos rebeldes pedem ao Ocidente que não acredite “nas mentiras de Assad” [ sic ]

O correspondente de guerra italiano Domenico Quirico e o professor universitário belga Pierre Piccinin, que desde Abril estavam reféns de um dos grupos rebeldes que lutam há dois anos e meio para derrubar o regime de Bashar al-Assad, foram libertados na segunda-feira e ontem quebraram o silêncio.

Em diferentes artigos e vídeos divulgados ao longo do dia por vários media, os dois homens dizem ter ouvido uma mesma conversa entre os rebeldes durante o cativeiro que parece indicar que o ataque químico de 21 de Agosto a um subúrbio de Damasco foi de autoria rebelde.

“Não foi o governo de Bashar al-Assad que usou gás sarin ou outros gases durante o combate nos subúrbios de Damasco”, diz Piccinin numa entrevista dada ontem a um canal de televisão belga, citada pelo jornal “Le Soir”. Segundo Piccinin, que diz que inicialmente era “um fervoroso apoiante do Exército para a Libertação da Síria [ ELS, grupo armado de oposição ] e da sua luta justa pela democracia”, a dada altura durante o cativeiro ouviram os rebeldes dizer que o fatal ataque com gases nervosos – que, segundo os EUA, fez mais de mil mortos – foi levado a cabo por uma das forças anti-Assad para tramar o governo e provocar acção militar do Ocidente.

Quirico, que diz que a Síria “foi traída por uma revolução que já não existe e que se tornou fanática nas mãos de bandidos”, confirma ter ouvido a mesma conversa, mas diz que é uma “loucura” assumir que tal prova a autoria do ataque químico. “É impossível saber se o que foi dito é baseado em factos reais ou apenas boatos.” O jornalista acrescenta que, a concretizar-se, a intervenção que Obama quer iniciar – precisamente sob o argumento de ter sido Assad a usar armas químicas – seria um “tremendo erro”.

Ontem, e após o aparente passo atrás da administração Obama quanto a essa possível intervenção, a Coligação Nacional Síria – um dos grupos de oposição ao regime – pediu ao Congresso americano que a aprove. “Por favor autorizem o presidente Barack Obama a actuar contra Assad e a detê-lo”, disse Ahmad Jarba, líder dessa coligação. “Fazemos um apelo aos ataques e advertimos a comunidade internacional de que o regime [de Assad] diz mentiras e que o seu mentor é Putin”, disse Selim Idriss, chefe do ELS, à Al-Jazeera. [ IONLINE ]

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