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setembro 6, 2013

Obama quer bombardear sírios para apoiar comedores de carne humana


Depois de alegar como pretexto para bombardear a Síria suposto “uso de armas químicas pelo governo Assad”, sem quaisquer provas e recusando as investigações da ONU, Obama obteve da comissão de Relações Exteriores do Senado resolução que abre o jogo e define que o objetivo é “reverter a dinâmica no campo de batalha”, isto é, socorrer os comedores de carne humana, que vinham sendo batidos pelo exército sírio. O Secretário de Estado, John Kerry, acrescentou que o morticínio pretendido é para mandar um recado a outros países do mundo.
HORA DO POVO

Obama quer atacar sírios porque contras estão perdendo a guerra

Alegação sobre gás sarin é pretexto: resolução que será votada no Senado escancara que “objetivo é reverter a dinâmica no campo de batalha”, isto é, socorrer os seus mercenários

Depois de alegar como pretexto para bombardear a Síria suposto “uso de armas químicas pelo governo Assad”, sem quaisquer provas e recusando as investigações dos inspetores da ONU em Ghouta, o carniceiro Obama obteve da comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA uma resolução que abre o jogo e define que o objetivo do ataque é “reverter a dinâmica no campo de batalha”, isto é, socorrer seus contras, que vinham sendo inapelavelmente batidos pelo exército sírio.

A resolução, que ainda terá de ser aprovada no Congresso dos EUA, dá até 90 dias para Obama descarregar mísseis e bombas para salvar seus mercenários. Aqueles comedores de carne humana, degoladores, incendiários de igrejas, adeptos da submissão da mulher, fanáticos e vagabundos que a CIA despejou na Síria, com a conta paga pela Arábia Saudita e Qatar.

O bombardeio visará, segundo o próprio Obama, “enfraquecer as capacidades [militares] de Assad”, aliado a uma “estratégia mais ampla que nos permitirá aumentar as capacidades militares da oposição”. Tomado de súbita franqueza, o chanceler francês, Laurent Fabius, confessou que o ataque é necessário “para equilibrar a situação” na Síria.

Com isso, o “Nobel da Paz” Obama se prepara para iniciar sua segunda guerra, além das que herdou de W. Bush, e das matanças de rotina com drones. Com a alegação de que as provas que não mostra são “irrefutáveis”, Obama repete a fraude de W. Bush de uma forma ainda mais cínica, pois já se conhece, vide o Iraque, como a CIA fabrica o que quer que seja que a Casa Branca encomende, que depois é repercutido pela mídia oil-belicista e capachos.

Também não chega a ser propriamente uma novidade operações com bandeira trocada, como o incêndio do Reichtag, ou a “invasão da Alemanha” por nazistas fantasiados de soldados poloneses em 1939 que serviu para Hitler iniciar a ocupação da Polônia, ou fabricações como o incidente do Golfo de Tonkin, que Johnson usou para atacar o Vietnã. Foi assim que os inspetores da ONU, que haviam ido à Síria a pedido do governo Assad, para investigar denúncias de que os contras usaram gás sarin em Khan Al Assal, de repente se viram diante do “maior ataque químico no mundo em duas décadas” a poucos quilômetros de seu hotel.

Não existe até aqui nenhuma prova – fatos, não “rumores” e “ilações” – que demonstrem que o exército sírio usou armas químicas. Mas há pelo menos três episódios que relacionam os contras com o uso armas químicas. O governo russo entregou ao Conselho de Segurança da ONU investigação de seus especialistas determinando que em Khan Al Assal (em março) os contras usaram uma modalidade não industrial, artesanal, de gás sarin, disparado por meio de foguete improvisado.

Também Carla Del Ponte, da Comissão de Investigação da ONU para a Síria, atestou em maio que “foram os rebeldes” que usaram armas químicas na Síria, “e não o governo”, o que a deixou “estarrecida”. E o governo turco no ano passado abafou o caso dos integrantes da Frente Al Nusra que foram detidos perto da fronteira com arma química. Há ainda relato da CNN, de dezembro de 2012, revelando que os EUA estavam usando “contratados” para treinar os contras no manejo – que eles chamam de “controle” – de armas químicas.

Como o presidente Putin ressaltou, é contra toda a lógica que o exército de Assad, que estava obtendo vitória atrás de vitória contra os mercenários por meios de guerra convencionais, fosse usar armas químicas que eram exatamente o pretexto que os EUA vinham anunciando como mote para a intervenção.

Além disso, os EUA não têm a mínima moral para falar sobre armas químicas, pois usaram napalm e agente laranja no Vietnã; bombas de fósforo e urânio depletado – que causou um séquito de bebês com defeitos congênitos e câncer a rodo – no Iraque, além de antrax (arma biológica) contra a Coreia. Aliás, o chefe da “diplomacia” do único país que usou bombas nucleares contra outro povo, Kerry, falar que alguém cruzou a “linha vermelha da Humanidade” é o cúmulo da falta de limites.

AMOSTRAS

O presidente Putin lembrou que as amostras colhidas pelos inspetores da ONU foram entregues à Organização para a Proibição de Armas Químicas em Haia, que é o órgão internacional com competência e idoneidade para fazer a análise e que precisa de pelo menos três semanas para apresentar suas conclusões – mas os EUA não podem esperar. Se até um exame de antidoping precisa ser feito dentro de normas rigorosas, imagine-se uma prova de que depende uma questão de guerra ou paz.

Não está determinado que substância foi usada em Ghouta, nem de quem partiu. Conforme questionou Putin, “se for estabelecido que são os rebeldes que empregam meios de extermínio em massa, o que os EUA farão com os rebeldes? O que farão estes patrocinadores com os rebeldes? Deixarão de lhes fornecer armas? Começarão operações de combate contra eles?

Deixando claro que não é movido por considerações humanitárias, mas pela ânsia de dominação e subjugação das nações soberanas, Obama disse que a decisão de bombardear era uma “mensagem firme” para o “Irã, Coreia do Norte, Hezbollah” – e quem mais não se dobrar diante dos interesses carcomidos de Wall Street. Ou, como disse Kerry, “vários outros países cujas políticas desafiam as normas interna-cionais”, isto é, os ditames de Washington. “Eles estão observando. Querem ver se os Estados Unidos e nossos amigos levam a sério o que dizem”.

Quanto a isso, o presidente russo considerou um “disparate” o Congresso dos EUA pretender “autorizar um ataque contra a Síria”. “Nenhum Congresso do mundo pode autorizar tal coisa, já que isso seria autorizar uma agressão, pois tudo que não sai do Conselho de Segurança da ONU é uma agressão, com exceção da própria defesa”, afirmou Putin. “A Síria, como todo o mundo árabe, não está atacando os Estados Unidos, por isso não se pode falar em defesa própria”. Ele acrescentou que o fato dos parlamentares norte-americanos quererem dar a última palavra sobre o uso da força contra a Síria contradiz “o bom senso e noção de direito internacional”.

Como o Tribunal de Nuremberg estabeleceu, a guerra de agressão é o “crime supremo”.

ANTONIO PIMENTA

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