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setembro 4, 2013

Ex-deputado americano Dennis Kucinich: “há denúncias de pelo menos 2 ataques químicos cometidos pelos contras na Síria”


Também é uma grosseira mentira que os contras não tenham usado armas químicas, como alegam os EUA. O ex-deputado norte-americano Dennis Kucinich, duas vezes pré-candidato a presidente pelos democratas, lembrou ao site “Thruthdig” que há pelo menos duas denúncias estabelecidas de ataques químicos cometidos pelos contras. Ele destacou despacho da “Voz da América” registrando que o embaixador russo na ONU entregou ao Conselho de Segurança 80 páginas de documentos provando o uso de armas químicas pelos assim chamados rebeldes em março. “Cientistas russos concluíram de um exame de amostras tiradas do local do alegado ataque que a arma usada ‘não era industrialmente manufaturada e estava cheia de sarin,’ que também ficou determinado que não foi feito profissionalmente”. “Portanto, disse o embaixador, “há toda a razão para que tenham sido os combatentes de oposição armados que tenham usado armas químicas no ataque”.

Kucinich também lembrou que o uso de agentes químicos por “rebeldes” foi apontado pela investigadora especial da ONU Carla Del Ponte, que acrescentou que as provas eram de que não haviam sido as forças do governo. O ex-deputado também se referiu a relatos descrevendo foguetes recuperados perto de Ghouta como “de fabricação caseira”, isto é, improvisados. Quanto à suposta interceptação de diálogo entre militares sírios sobre Ghouta, Kucinich dá também outra versão: o que aparentemente os oficiais sírios estão fazendo na gravação é “negando que iniciaram um ataque” e não declarando que cometeram um.
HORA DO POVO

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Segundo artigo difundido pela MintPress News, dos EUA, contras admitiram terem sido os responsáveis pelo ataque com gás venenoso em Ghouta, o que teria ocorrido por manuseio inadequado. O artigo foi escrito pela veterana jornalista Dale Gavlak, correspondente no Oriente Médio da Associated Press, e que também tem artigos publicados pela BBC e Huffington Post, em conjunto com o repórter na Síria, Yahya Ababneh, que fez as entrevistas no local.

Segundo o relato, enquanto EUA, Grã Bretanha e França, bem como a Liga Árabe acusaram o regime do presidente sírio Bashar Al Asssad de cometer o ataque com armas químicas, que principalmente atingiu civis, uma “figura diferente emerge” a partir de “numerosas entrevistas com médicos, residentes de Ghouta, combatentes rebeldes e suas famílias”.

“Muitos acreditam que certos rebeldes receberam armas químicas via o chefe da inteligência saudita, príncipe Bandar bin Sultan [N.HP também conhecido como Bandar ‘Bush’] e foram responsáveis pelo ataque com gás”.

“Meu filho veio até mim há duas semanas perguntando o que eu achava que armas eram essas que tinham pedido para ele carregar”, disse Abu Abdel Monein, o pai de um rebelde combatendo para derrubar Assad, que vive em Ghouta.

“Abdel Monein disse que seu filho e 12 outros rebeldes foram mortos dentro de um túnel usado para armazenar armas fornecidas por um militante saudita, conhecido como Abu Ayesha, que encabeçava um batalhão de combate. O pai descreveu as armas como tendo uma “estrutura como um tubo” enquanto outros eram como “grandes garrafas de gás”.

“Moradores da aldeia de Ghouta disseram que os rebeldes estavam usando mesquitas e casas particulares para dormir, enquanto armazenavam suas armas em túneis.

“Abdel Monein disse que seu filho e os outros foram mortos durante o ataque com armas químicas. No mesmo dia, o grupo militante Jabhat Al Nusra, que é ligado à Al Qaeda, anunciou que atacaria de forma similar civis no coração do regime de Assad, Latakia, na costa ocidental da Síria, como retaliação.”

“Eles não nos disseram o que essas armas eram ou como usá-las”, queixou-se uma combatente mulher de nome “K”. “Nós não sabíamos que eram armas químicas. Nós nunca imaginamos que fossem armas químicas”.

“Quando o príncipe saudita Bandar dá tais armas às pessoas, ele as devia àqueles que sabem como manejá-las e usá-las”, ela advertiu. Ela, como outros sírios, não quer usar seu nome completo com medo de retaliação.”

“Um bem conhecido líder rebelde em Goutha de nome “J” concorda. “Os militantes do Jabhat Al Nusra não cooperam com outros rebeldes, exceto na hora de combate. Eles não compartilham informação secreta. Eles meramente usam alguns rebeldes comuns para carregar e operar este material”, ele disse.

“Nós estávamos muito curiosos sobre essas armas. E desafortunadamente, alguns dos combatentes manejaram as armas de forma inapropriada e deflagraram as explosões”, “J” disse.
HORA DO POVO

 

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