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agosto 28, 2013

Obama quer bombardear a Síria empregando a mesma fraude que W. Bush utilizou contra o Iraque


Como um clone de W. Bush, que usou uma falsificação sobre “armas químicas” para atacar o Iraque há dez anos, o presidente Obama buscou atropelar a investigação da ONU sobre o “episódio de Goutha”, suposto ataque químico nas imediações de Damasco na semana passada, e ameaçou bombardear a Síria. Coube ao secretário de Estado, John Kerry, repetir a performance de Colin Powell, desta vez com um cínico discurso sobre “senso básico de humanidade”.
HORA DO POVO

Clone de Bush ameaça atacar a Síria por suas ‘armas químicas’

Obama diz que é “inegável” [ sic ] que ataque químico foi de Assad. W. Bush dizia que não era preciso esperar pelos inspetores da ONU porque “estava provado” que Sadam tinha armas de destruição em massa

Como um clone de W. Bush, que usou uma falsificação sobre “armas químicas” para atacar o Iraque há dez anos atrás, o presidente Obama buscou atropelar a investigação da ONU sobre o “episódio de Goutha”, suposto ataque químico nas imediações de Damasco na semana passada, e ameaçou bombardear a Síria, conforme notícia do “New York Times” de sábado (24) sobre iminente “campanha aérea ao estilo de Kosovo” (a agressão de 1999 da Otan à Iugoslávia).

Após advertências da Rússia, através do chanceler Serguei Lavrov, e de resposta de Assad de que a Síria “jamais seria um estado fantoche” e que se os EUA invadissem iriam fracassar, “igual a todas as outras guerras que desencadearam, a começar pelo Vietnã”, segundo a mídia dos EUA os planos começaram a mudar para um “ataque limitado de dois dias”, com mísseis Tomahawk e possivelmente bombardeiros, o que ainda será decidido por Obama e pelo Pentágono.

Coube ao secretário de Estado, John Kerry, repetir a performance de Colin Powell no tempo de W. Bush, desta vez não com “vidrinhos” de “antrax”, mas com um discurso hipócrita, em que – em nome do país que usou armas nucleares em Hiroxima e Nagazaki, massacrou milhões na Coreia, Vietnã, Iugoslávia, Iraque, Afeganistão e Líbia, e comete execuções de civis por drones – atreveu-se até mesmo em falar em “senso básico de humanidade” ofendido.

A esse coro de cínicos se juntou o chanceler francês Laurent Fabius – que deve se ver como uma espécie de ministro das colônias mas não passa de um capacho de Washington -, e que se reuniu com o carniceiro dos palestinos, Shimon Peres, para clamarem por uma agressão à Síria. Já David Cameron, que não é o “poodle de Bush” mas parece muito o chihuauha de Obama, deslocou aviões para a base britânica em Chipre.

Segundo Kerry, não é preciso investigar nada porque seria “inegável” que o “ataque químico” foi cometido “por Assad”. W. Bush, no seu tempo, dizia que não era preciso esperar pela investigação dos inspetores de armas da ONU no Iraque porque “estava provado” que Sadam tinha “armas de destruição em massa”.

Por que o governo sírio usaria armas químicas, quando o quadro militar evoluiu favoravelmente a seu favor nas últimas semanas, ainda mais no momento em que chega uma missão da ONU para investigar o uso de armas químicas, pelos contras, em Khan Al Assad, missão esta pedida por Assad, e com os EUA dizendo que as “armas químicas” seriam a “linha vermelha” para uma agressão? As recentes vitórias do exército sírio reforçam a avaliação de que só uma intervenção militar direta dos EUA/Otan poderia salvar os contras da derrota.

Como o chanceler Lavrov destacou, “Washington, Londres e Paris fizeram declarações oficiais clamando que têm poderosas evidências que incriminam as autoridades sírias, mas fracassaram até agora em substanciar suas alegações”.

DOIS PESOS

O ministro russo lembrou acordo feito durante a reunião de junho do G-8 de que qualquer caso de uso de armas químicas deveria ser investigado em detalhes e que os resultados deveriam ser submetidos ao Conselho de Segurança da ONU. “Agora essas partes refutam o acordo, dizem que está superado e que toda a evidência sobre o uso de armas químicas [em Goutha] ficou danificada”.

“Porque nossos parceiros ocidentais não falaram do mesmo modo sobre a investigação do uso de armas químicas em Khan Al Assal em Aleppo na primavera passada, e ninguém falou de qualquer evidência possivelmente danificada?”, inquiriu Lavrov. Ele sublinhou que os especialistas russos efetivamente investigaram o caso de 19 de março e submeteram um denso relatório ao Conselho de Segurança da ONU, com detalhada documentação, “ao contrário das declarações que nós ouvimos agora”.

O chanceler russo assinalou outras fragilidades nas acusações dos EUA e satélites. “Quando vemos essas chocantes imagens de crianças caindo no chão em grandes números… a questão que se coloca é: como e porque essas crianças aparecem nesse lugar e nessa hora? Nenhuma resposta”. Além disso, “os sintomas que nós vemos nas imagens não parecem em nada com gás sarin. Por que as pessoas acudindo aos feridos não tomam nenhuma medida de proteção?”

O site “Al Manar” apontou outra coisa estranha: “curiosamente, não se vê nenhum animal alcançado pelo gás, nem sequer um pássaro, apesar de que se trataria, segundo a oposição, de um ataque que causou 1.729 mortos”.

Em maio, Carla Ponti acusou os contras por ataque com gás sarin
A alegação de Kerry de que “só governo sírio é que tem capacidade de lançar ataque com armas químicas” também é falsa. Em maio, Carla Ponti, da Comissão Independente de Investigação sobre a Síria da ONU, revelou que os testemunhos colhidos dos atingidos e do pessoal médico mostravam que o gás sarin havia sido usado “pelos rebeldes”. Inclusive no ataque de março em Khan Al Assal os contras usaram um foguete. Também é sabido que armas químicas têm sido contrabandeadas para os mercenários pró-EUA e recentemente foram descobertos num túnel barris cheios de materiais químicos.

A Rússia também destacou que continuam chegando “mais evidências de que esse ato criminoso teve uma natureza claramente provocadora”. “Em particular existem informes que circulam na internet e que mostram que os vídeos sobre o suposto incidente foram colocados várias horas antes que o suposto ataque químico tivesse lugar. Deste modo, se trata de uma ação planejada de antemão”.

2 Comentários »

  1. desculpe, mas “há 10 anos atrás” está errado. ou é “há 10 anos”, ou é “10 anos atrás”.
    há e atrás na mesma frase náo pode……..

    Comentário por Pierangela Bianco Piquet — agosto 29, 2013 @ 5:41 am

  2. Obrigado pela correção do erro encontrado na 4a.linha do texto

    Comentário por Humberto — agosto 29, 2013 @ 7:56 pm


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