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agosto 22, 2013

Documentos disponibilizados obrigam EUA a admitirem «Plano Condor»


A sinistra política externa do imperialismo norte-americano
O «Plano Condor» foi, ao longo de décadas, desmentido pelos EUA

Parte da documentação relativa ao macabro «Plano Condor», executado pelas ditaduras sul-americanas em conluio com a CIA, e do qual fizeram parte o assassinato em massa, nos anos 70, de militantes progressistas, está agora disponível online.

O acervo do denominado «Plano Condor», a operação secreta levada a cabo pela CIA em conluio com as ditaduras sul-americanas, encontra-se, finalmente, disponível para quem o quiser consultar. A existência deste processo de assassinato em massa de pessoas que professavam ideologias de esquerda, democráticas e progressistas – bem como de muitos dos seus familiares e amigos -, «apenas» porque se opunham, nos diversos países da América do Sul, aos regimes ditatoriais aliados dos EUA, foi ao longo de décadas desmentido pelas sucessivas administrações norte-americanas, quer Democratas quer Republicanas. Agora, os assassinatos em massa não só estão suficientemente documentados, como essa documentação passou a ficar disponível para consulta na Internet através do endereço electrónico www.ippdh.mercosur.int/archivocondor.

O trabalho de recolha e tratamento dos dados é da responsabilidade do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul (IPPDH), cuja sede é em Buenos Aires, capital da Argentina. O guia permite a consulta documental de 71 instituições da Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai, e a sua divulgação teve o propósito de apoiar o «Grupo Técnico» na obtenção de dados, informação e arquivos referentes às actuações repressivas do chamado Cone Azul, particularmente da operação «Condor», revela a agência noticiosa argentina Telem, citada pela Prensa Latina.

A mesma fonte reproduz declarações do director deste Instituto, Víctor Abramovich, que destaca a importância do apoio dado a este processo de investigação por parte dos presidentes que governaram a Argentina a partir de 2003, Néstor Kirchner (2003-2007) e a sua esposa, Cristina Fernández, que lhe sucedeu no cargo.

Para Víctor Abramovich, as intervenções destes dois chefes de Estado foram fundamentais para o sucesso da investigação. «Reconstruir a memória enfrentando o Estado é diferente de quando temos o Estado como aliado. Era impossível pensar na sistematização desta informação sem instituições que, dentro do Estado, se dispusessem a investigar», afirmou Abramovich.

Desde o passado dia 5 de Março que decorre na Argentina um julgamento que visa provar e condenar os responsáveis pelos crimes contra a humanidade e as violação de direitos humanos perpetrados por ex-militares, actores nesta criminosa cumplicidade entre ditaduras sul-americanas e os serviços secretos norte-americanos.

As estimativas apontam para que este processo, no qual 25 ex-militares são acusados de envolvimento em 108 casos de crime, dure aproximadamente dois anos. Nele serão ouvidas perto de 500 testemunhas. Só na Argentina foram assassinadas cerca de 30 mil pessoas.

( AVANTE! ]

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