ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

julho 3, 2013

Ex-ministro do Exterior da França: “Derrubada de Assad foi programada muito antes dos primeiros protestos”


O ex-ministro do Exterior da França, Roland Dumas, em entrevista à agência de notícias síria, SANA, declarou que havia uma preparação para derrubar o presidente Bashar Al Assad muito antes dos protestos contra o governo darem início na Síria.

As declarações de Dumas – ministro do Exterior durante o governo de François Mitterrand – foram divulgadas no dia 1º deste mês revela a existência de “um complô internacional”.

Dumas declarou que numa de suas estadas em Londres muito antes do começo da atual crise, foi convidado a uma festa durante a qual foi abordado por duas pessoas (um inglês e um francês) que lhe perguntaram se queria participar nos preparativos de um ataque à Síria para a derrubada do governo daquele país.

“Recusei-me a participar, mas os eventos provaram que aqueles dois falavam com seriedade no que diz respeito ao que disseram naquela noite”, declarou Dumas.

Ele se declarou surpreso de que o governo francês (particularmente nas gestões de Nicolas Sarkozy e agora de François Hollande) tenham embarcado nesta política norte-americana com apoio britânico adotada há vários anos. “Não são políticas de paz, mas sim de guerra”.

Ele condenou ainda as posições do Qatar e da Arábia Saudita em apoiar o armamento dos que querem derrubar o “governo legítimo da Síria”.

“Uma solução pacífica não é alcançada através do estímulo aos que querem a guerra”, prosseguiu Dumas.

O diplomata francês estranhou que o encontro do G8 em Belfast tenha centrado na discussão sobre a Síria. “Aquele não era o fórum apropriado para esta questão”, declarou, apoiando a realização da Conferência Internacional puxada pela Rússia, em Genebra, com a participação de todas as partes para a solução do conflito.

“As alegações de uso de armas químicas pelo governo da Síria são muito perigosas e trazem à lembrança as alegações similares sobre o Iraque e que nunca se confirmaram”, alertou.

“Em termos legais as evidências têm que ser produzidas por canais judiciais e especializados e não através de jornalistas com garrafinhas que dizem haver encontrado na Síria”, finalizou.

HORA DO POVO

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