ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

junho 18, 2013

Black Op: Memorando 1 ( Top Secret ). Leia antes de queimar tudo.

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 8:21 pm

To Group of Friends of Liberty

P/ Vsa conferência.

Greetings:
This is the Secretary of War at the State Department of the United States

A data se aproxima.
Todos os agentes receberam as instruções, mas não custa dar uma repassada. Como o tempo é curto, destacamos apenas as partes mais importantes.
Dever-se-á proceder dessa maneira e tudo correrá bem. O timing deverá ser perfeito, como perfeita deverá ser a concatenação entre os eventos. Nos anos 40, 50 e 60 não dispunhamos da tecnologia de informação instantânea como as que temos atualmente e da qual faremos uso eficientemente.

ESTRATÉGIA E FOCO
Uma insatisfação pontual levará a um protesto menor, que deverá servir de estopim. Algo como o reajuste trianual das passagens de transportes públicos em uma cidade grande. Uma causa justa, evidentemente. Se ocorrerem reajustes em outras cidades, isso somente nos ajudará. Pulverizam-se as ações.

PROTESTO DE RUA
Para lá desloquemos e infiltremos nossos grupos de vândalos e bandoleiros remunerados, já que é impossível infiltrar mercenários como fazemos na Síria. Simplesmente não colaria. Os trajes são importantíssimos. Nossos rapazes deverão causar atos de depredação à propriedade pública e privada. Depredação e saques de pequenos estabelecimentos comerciais também serão bem-vindos. Provocações e ataques físicos às forças de segurança são imperativos. Isto é importante, pois funciona dentro do seguinte contexto: as forças de segurança deste país receberam treinamento da gente. Foram doutrinados a atacar com toda a selvageria possível e rechaçar violentamente toda e qualquer manifestação que vier do povo. Deu certo nos anos 60 e 70. Tem se mantido ligeiramente apática nos últimos 30 anos, mas definitivamente ativa nas periferias das cidades e regiões rurais. Sim, o caldo de revolta já existe. Só precisamos dirigir esta revolta. Mexer os pauzinhos e as cordinhas.
Com a provocação e ataques sofridos por nossos bandos de vândalos e vagabundos em geral, recrutados com a missão de acirrar os ânimos e arrasar com a manifestação, as forças de segurança revidarão de forma nunca antes vista. De modo que os humores se alterarão e parte dos manifestantes passe a não enxergar outra forma de se manifestar, a não ser com violência. Com um pouco de sorte, as autoridades responsáveis pelos reajustes das tarifas não aceitarão rever os aumentos. Nossa imprensa corporativa, igualmente pouco afeita às tradições democráticas, denunciará os vândalos e, em editoriais fortíssimos, exigirá que as forças de segurança derramem sangue dos baderneiros.

Nessa hora, com o moral dos participantes ferida, nossos agentes nas mídias sociais deverão dar início ao passo seguinte: a violência agora é válida, e não é mais por causa do aumento. Agora vale tudo. Se você tiver o que reclamar, será bem-vindo. Isto é importante. Essa idéia deverá ser disseminada pelas redes sociais, atingindo toda e qualquer pessoa que tenha algo sobre o que reclamar. Isto é importante. Há quase uma década nossos agentes da mídia corporativa vêm martelando na mente das pessoas que o país vive uma onda sem precedentes de corrupção política. Sim, nós manipulamos as coisas a ponto de a palavra “corrupção” ter assumido o sinônimo de “política”, e vice-versa. Não existem corruptores. Levantamentos secretos mostram que as pessoas não se incomodam com a sonegação tributária, mas se importam com a corrupção “dos políticos”, da forma como havíamos previsto. Demos a eles “corrupção política” e, como cereja do bolo, um caso que tomará as atenções de todos os noticiários durante anos. O meio é a mensagem. Martelar a mensagem é a mensagem. Isto é importante. A classe-média, afeita a valores como egoísmo e consumo, já foi cooptada pela a idéia de que “os corruptos” são o problema do país. Deu certo em 64. Nossos estreladinhos conviveram com corruptos por 21 anos, mas who cares?
Nessa hora, para não assustar os temerosos e facilitar sua adesão ao movimento, nossos agentes nas redes sociais venderão a idéia de que não existem líderes e que todos devem se manifestar. Oferecemos a chamada “horizontalidade”. Ainda haverá o apoio de alguns grupos políticos radicais, mas serão limados no decorrer do plano.

TOMANDO DE VEZ AS RUAS
Outra manifestação deverá ocorrer, como previsto, só que o número de participantes deverá obrigatóriamente ter se multiplicado. Isto é importante. As redes sociais são o nosso maior aliado nessa causa.
As forças de segurança deverão ser minuciosamente alertadas para não retrocederem, por ordem do governo do Estado. Atos de vandalismo deverão ser respondidos com uma força descomunal. Enquanto isso, nossa mídia corporativa deverá, desde cedo, ir preparando o espírito de todos. As manchetes estarão “prevendo” violência e confrontos. Nossos agentes nas redes sociais estimularão, sem trégua nem descanso a idéia de que não se deve levar desaforo para casa. E que não se refere mais a uma quantia em dinheiro, a moedas.

Tudo ocorrerá como prevemos. Com um pouco de sorte, até mesmo funcionários da mídia corporativa sofrerão ataques físicos pelas forças de segurança. Balas de borracha, cassetetes, spray de pimenta. O caos se instalará e a revolta se generalizará, atingindo gregos e troianos. Não é mais pelo dinheiro. “Tudo ou nada JÁ”, será a palavra de ordem que pregarão à enésima potência, ininterruptamente, nossos agentes nas redes sociais. Isto é importante. No dia seguinte, as imagens cruzarão o país. Toda e qualquer pessoa que tiver um mínimo de brio de chocará com as cenas de brutalidade. Agora, “os políticos” e “o Estado” foram longe demais. Mensagens de apoio virão do país inteiro e cerrarão fileiras com os manifestantes. Direitistas e esquerdistas, cada qual a seu modo, se comoverão com tudo isto. Pessoas comuns despertarão do torpor de sua rotina. O país acordará, tal como queremos. Isto é importante: a violência contra lixeiras degringolará em batalha campal e esta deverá OBRIGATORIAMENTE chocar a Nação. E, se antes era o direito ao transporte ou algo nesse sentido, tomará corpo a idéia de exigir o simples direito à livre manifestação. Como se estivessem numa ditadura. Isto é importante. “Se manifestar” deverá se tornar muito mais importante do que “se manifestar sobre algo”. Não é questão semântica. E nem um mero detalhe. Ponto fundamental: a partir de agora, a mídia corporativa do país e vários think thank deverão se posicionar a favor das manifestações. 

OS “DO CONTRA”
Estes deverão ser neutralizados, e não entraremos em maiores detalhes. Os senhores já conhecem os planos. As redes sociais terão papel fundamental, repetimos, em nossa estratégia. Irmãos brigarão com irmãos, amigos se tornarão inimigos. Follows se tornarão unfollows. Só existirá espaço para quem for “a favor”. A ponderação deverá se desestimulada.

ATO GRANDIOSO NA BABEL
No intermédio entre o último ato ocorrido e este, novas diretrizes terão sido disseminadas. Uma delas: cortar toda e qualquer ligação com grupos e partidos políticos. Limpar a área. Higienizar. Os políticos e seus partidos serão agora o problema. Alguns desavisados entusiastas de primeira hora sofrerão forte decepção ha ha ha. Teremos orientado a limar todos os possíveis símbolos e sinais que aludam a alguma instituição, agremiação ou ideologia política. Bandeiras serão proibidas. Estandartes serão banidos. Promoveremos um expurgo ideológico. “Nada de partidos!”
Novas idéias tomarão corpo. Agora não é mais pelos centavos. É contra a política. Mudança de rumo. Parlamentares, prefeitos, vereadores, deputados, todos serão indistintamente admoestados, não importa sua biografia. Contamos com isso, inclusive. “Global” e “Indistintamente” são termos de suma importância. Nossas redes sociais ditarão este rumo:

“RT@XXXX Abaixo a corrupção!”
“#ForaPolíticos”

Já devidamente a favor do people, os jornais e noticiários praticamente convidarão a população a se unir nos atos contra os políticos. Acorrerão ao chamado centenas de milhares de cidadãos indignados, mas ainda sem saber o que fazer, ou contra quem lutar. Nós lhes daremos as coordenadas. Convidados a falar, defenderão causas díspares e, na maioria dos casos, frontalmente divergentes. Não importa. Traga sua energia destrutiva e nós nos encarregaremos disso.
Percebam os senhores que causas historicamente caras aos marxistas, socialistas e esquerdistas não serão vistas ali. Nada de “reforma agrária”, “Justiça no campo”, “taxação sobre fortunas”, “direitos LGTB”, “direitos trabalhistas”, “moradia” e outras terão sido abandonadas, como papel velho. Não há líderes nem afinação entre propostas. Qualquer coisa vale. 

FAÍSCA
Toda revolução começa com uma faísca, mas nós conduziremos o incêndio.
No dia do ato final, manifestações deverão ocorrer em várias cidades importantes do país, simultaneamente. O script deverá ser o mesmo cf acima. Angariaremos apoios no exterior.
Nossos bandos de vândalos e arruaceiros estarão a postos, pro caso das manifestações tomarem um rumo desagradavelmente pacífico. Chegamos a um point of no return.
Na hora apropriada, com muitos milhares de pessoas marchando, mais uma vez lançaremos mão de nossos bandos de vândalos e arruceiros.
Ao longo dos dias que antecederão este ato, dirigiremos, por meio de nossos agentes nas redes sociais, as manifestações às portas das casas legislativas e até mesmo à porta do palácio dos dirigentes que autorizaram a brutalidade policial ocorrida dias antes. Alguns líderes tentarão retornar a uma agenda propositiva, até mesmo podendo negociar com as altas autoridades policiais o trajeto das marchas. Isto é importante: para salvar um pouco a imagem da corporação e como voto de confiança, as autoridades policiais permitirão que os manifestantes cheguem às portas dos palácios governamentais.

ATO FINAL
( Cavalgada das Valquírias ao fundo )
Na tarde gloriosa, executaremos o ato final.
Tudo correrá conforme a programação. Dezenas de atos percorrerão o país. Vândalos a postos.
The people reclamará dos políticos e da corrupção. Bonecos do presidente eleito serão queimados, apesar dele não ter nada diretamente a ver com o objetivo inicial disso tudo ( não é ótimo? ), ou seja, o aumento das tarifas e as agressões cometidas pelas policias estaduais.
É necessário lembrar que todos os eventos de todos os dias foram filmados, editados e mostrados ao mundo por nossa mídia corporativa monopolista, como a Focs. Quando o presidente do país compareceu a uma cerimônia esportiva, demos-lhe um pequeno tratamento à base de vaias, e estas imagens também correram o mundo. As platéias internacionais já começaram a se acostumar com a “impopularidade” do chefe de Estado daquele país.
Ao chegar às portas dos locais apontados acima, a massa será empurrada por nossas hordas de vândalos e arruaceiros remunerados e se tentarão invadir os recintos, rasgando todos os acordos e protocolos de confiança negociados com as autoridades policiais. Deverão ter sucesso nessa empreitada. Isto é importante. Dentro destes locais, destruirão tudo, moveis, documentos, samambaias. Espalharão fogo, caos e enxofre. Os manifestantes pacíficos, atônitos, começarão a apanhar de policiais igualmente atônitos.
Desandará o molho, como se diz aí.
No dia seguinte, todo o caos estampará capas de jornais e será tema de noticiários pelo mundo afora, em todos os continentes. Editaremos tudo, obviamente, de acordo com nosso manual de redação e estilo, alterando a cronologia dos eventos e recriando a realidade: o presidente sendo vaiado; a polícia agredindo todo mundo; centenas de milhares indo às ruas protestar; a polícia batendo em todo mundo; os manifestantes invadindo as casas legislativas e depredando tudo; as tentativas de invasão de palácios governamentais regionais; mais repressão policial; a invasão do Congresso. Tudo será embalado e apresentado às platéias como uma irresistível onda de insatisfação generalizada contra o mandante do país, que responde às legítimas e democráticas demandas populares com uma insana brutalidade policial.
Manifestaremos à ONU nosso pesar pelas ocorrências que estão sendo exibidas ao mundo e externaremos nossas preocupações com a situação dos direitos humanos neste país. Convidaremos o Embaixador deste país a comparecer a nosso Congresso para prestar esclarecimentos sobre a verdadeira situação do povo no que tange a seus mais básicos direitos constitucionais. Não ficaremos satisfeitos e começaremos uma campanha junto à ONU para denunciar os ataques que a população vem sofrendo por parte de um governo ditatorial beligerante e tirânico. Mostraremos como a Carta dos Direitos Humanos vem sendo pisoteada neste país. Em seguida, por meio de nossos bandos de arruaceiros e bandoleiros, promoveremos protestos na porta de nossa Embaixada, que deverá ser invadida, saqueada e botada abaixo pelos manifestantes. De preferência deverá ocorrer uma ou duas perdas colaterais. Poderá ser um de nossos funcionários, tanto faz.
Fecharemos nossa embaixada e nossas representações diplomáticas e comerciais, mantendo no país apenas nossos notórios adidos culturais e comerciais.
Ainda que seu glorioso país se localize em terras distantes, o Oriente Médio, não economizaremos para levar este plano a bom termo. Disponibilizaremos imediatamente, conforme o acordo, o envio da Quarta Frota, bastando que seja feita a solicitação.

Como o plano ainda está em fase embrionária, como sugere este esboço, solicitamos a todos os amigos e aliados que participem efetivamente de sua elaboração, contribuindo com sugestões e críticas. Todas as contribuições são bem-vindas

God bless you all!

( PS: Ao terminar de ler este esboço, queime e jogue na privada. Não esqueça de dar descarga. Voltaremos ao assunto. )

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