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junho 17, 2013

Lavrov: provas da utilização de armas químicas na Síria são ilegítimas


A solução do problema sírio foi um dos temas centrais das conversações entre o ministro das Relações Exteriores da Rússia Serguei Lavrov e a sua colega italiana Emma Bonino. Roma e Moscou estão convencidas de que a crise síria deve ser resolvida somente por via pacífica. Ao mesmo tempo, Lavrov criticou os EUA, afirmando que a sua convicção de que as tropas de Bashar Assad teriam utilizado armas químicas é baseada em provas duvidosas.

“Promovemos conversações muito boas”, foi assim que o ministro das Relações Exteriores da Rússia Serguei Lavrov inaugurou a conferência de imprensa conjunta com a sua colega italiana Emma Bonino. O chefe do serviço diplomático russo afirmou que as partes conseguiram discutir as questões mais atuais das relações bilaterais. Foi debatida, em particular, a preparação do encontro do presidente Vladimir Putin com o primeiro-ministro italiano Enrico Letta no quadro da cúpula de G8.
Os ministros discutiram também as mais importantes questões internacionais, incluindo a situação na Síria. Os ministros declararam que a crise neste país deve ser regulada com ajuda de meios diplomáticos e não militares. Emma Bonino informou que a Itália apoia na íntegra a ideia de realização da conferência Genebra 2. Lavrov ressaltou da sua parte que os jogadores externos não devem enviar aos participantes do conflito sinais capazes de acarretar a escalada da violência. O ministro comentou desta maneira a declaração de Washington sobre a disposição dos EUA de fornecer armas aos rebeldes. A afirmação de que Damasco teria utilizado armas químicas afigura-se ridícula, pois Assad poderia tomar esta decisão somente num caso extremo, assevera Serguei Lavrov.
As próprias provas que confirmam, supostamente, o uso de armas químicas pelo regime de Assad não correspondem aos padrões internacionais, adotados nesta esfera.
“Existem regras, estabelecidas pela Organização de Proibição de Armas Químicas. Estas regras rezam que as amostras do sangue, urina, solo e vestuário podem ser consideradas provas sérias somente quando tomadas pelos peritos da Organização de Proibição de Armas Químicas, que devem controlar estas amostras em todo o seu percurso para o respetivo laboratório. Os materiais que nos apresentaram há algum tempo os nossos parceiros americanos, e antes deles, os parceiros franceses e britânicos, não contêm confirmações e garantias de que as provas, na base das quais se fazem conclusões de tamanho alcance, correspondam a critérios rigorosos da Organização de Proibição de Armas Químicas.”
Quaisquer passos com vista a armar a oposição irão consolidar a sua convicção de que deve “manter uma posição intransigente”. Por isso, se os países do Ocidente estão interessados em que a conferência Genebra 2 se realize, não devem adotar uma atitude indulgente para com os rebeldes. “Se os nossos colegas seguirem a lógica preconizada pela oposição, isto é, vamos antes conquistar algumas posições ao regime, vamos tirar-lhe um par de cidades, que ele tinha libertado há pouco, e somente depois vamos começar as conversações, então jamais encetaremos estas conversações”, resumiu Serguei Lavrov.
Artiom Kobzev

VOZ DA RÚSSIA

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