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maio 1, 2013

Bangladesh: grande parte das vítimas trabalhava para grifes e empresas ocidentais

Filed under: WordPress — Tags:, , , , , — Humberto @ 6:47 pm

Muitos dos 402 mortos em Bangladesh trabalhavam para empresas ocidentais

As autoridades de Bangladesh já confirmaram o resgisto de 402 mortos confirmados no desabamento do prédio no Rana Plaza. Pelos menos cinco marcas ocidentais tinham fornecedores no edifício.

As fábricas instaladas no prédio de oito andares que ruiu, em Savar, Bangladesh, forneciam peças de vestuário a empresas ocidentais, mas ainda não se sabe a quais. Confirmadas estão a Primark, Loblaw, Bonmarché, Benetton e El Corte Inglés.

O desabamento do prédio deixou pelo menos 402 mortos e mil feridos. Um porta-voz do exército disse à agência noticiosa francesa AFP que, uma semana depois do colapso, 149 pessoas continuam dadas como desaparecidas.

Entretanto, algumas das empresas que utilizavam serviços das fábricas instaladas no complexo manifestaram interesse em ajudar as vítimas.

Assim como a marca irlandesa Primark, que anunciou segunda-feira que pagará indemnizações às vítimas, a rede de supermercados canadiana Loblaw afirmou, em comunicado, que prestará apoio aos funcionários de seu fornecedor, assegurando “que as vítimas e suas famílias recebam benefícios agora e no futuro”.

A Loblaw é o maior grupo de distribuição alimentar no Canadá, possuindo cerca de mil estabelecimentos. No complexo Rana Plaza, produzia roupas através de sua filial têxtil Joe Fresh.

Outra empresa a manifestar-se publicamente foi a rede inglesa de vestuário feminino Bonmarché. Também em comunicado, a empresa informou que a sua preocupação agora é recolher informações e apoiar “sempre que possível” o seu fornecedor e as famílias dos trabalhadores envolvidos, mas não especifica se pagará alguma indemnização.

Justificações de algumas empresas ocidentais

Por seu turno, as lojas espanholas El Corte Inglés anunciaram que utilizavam uma das empresas alocadas no prédio, mas que a fábrica tinha passado pela auditoria social no âmbito da BSCI (Business Social Compliance Initiative), um organismo internacional que tem como objetivo monitorar e melhorar as condições sociais e de trabalho dos fornecedores.

De acordo com El Corte Inglês, as autoridades locais é que são responsáveis por garantir a segurança da infraestrutura de edifícios industriais, realizando inspeções técnicas, no entanto, acrescentam, têm uma pessoa em Dhaka a acompanhar a situação.

Apesar da acusação de terem uma relação mais frequente com as fábricas em Savar, a empresa italiana de vestuário Benetton disse ao Expresso que nenhuma das empresas envolvidas no acidente é fornecedora de qualquer uma de suas marcas. Mas admite que um de seus fornecedores subcontratou “ocasionalmente” os serviços de um dos fabricantes, mas diz que já não trabalha com esta empresa.

Já a Mango, outra empresa apontada como detentora de vínculos com as fábricas, afirma nunca ter utilizado os serviços de nenhum dos fornecedores, mas que um deles, a Phantom, planeava produzir algumas amostras para as várias linhas da empresa.

Na sua página no Facebook, a Mango diz estar a realizar uma auditoria social aos seus novos fornecedores para verificar as condições de trabalho oferecidas, mas que, neste caso, mesmo que fosse feita teria sido impossível detetar um desabamento como este.

EXPRESSO

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