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abril 23, 2013

Bombers que o FBI blindou se voltam contra os EUA em Boston

Filed under: WordPress — Tags:, , , , , — Humberto @ 6:18 pm

Desde 2011, os EUA foram notificados pela Rússia de que Tamerlan Tsarnaev tinha vínculos com grupos extremistas da Chechênia – notórios pelos massacres praticados na campanha separatista, e que incluíram massacres em escola, metrô, hospital, teatro e blocos de apartamentos com centenas de mortos. O FBI alega ter investigado e interrogado Tamerlan e não ter encontrado nada. De origem chechena, Tamerlan e seu irmão Dzhokhar viviam nos EUA desde 2002. No ano passado, ele esteve na Chechênia e novamente a Rússia notificou o FBI. O presidente da comissão de segurança nacional da Câmara dos Representantes, Michael McCaul, indagou “se ele [Tamerlan] estava no radar, e o deixaram ir, porque não havia nenhum tipo de aviso sobre ele?”.
HORA DO POVO

Deputado republicano questiona por que FBI ignorou aviso russo
Em 2011 a Rússia notificou os EUA sobre vínculos de Tamerlan Tsarnaev com grupos extremistas chechenos – notórios por atentados e massacres em sua campanha separatista
Após uma caçada humana que praticamente parou Boston e sua região metropolitana, operação policial comandada pelo FBI matou a tiros Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, e capturou seu irmão Dzhokhar, de 19 anos, gravemente ferido, os dois apontados pelo atentado de Boston que assassinou três pessoas e feriu 170 na Maratona da cidade na semana passada com uso de bombas improvisadas com panelas de pressão, pólvora e pregos. De origem chechena, os dois viviam nos EUA desde 2002, sendo que o irmão mais velho tinha residência permanente, enquanto Dzhokhar já era naturalizado cidadão norte-americano.
Apesar de, ao divulgar os vídeos com as imagens dos irmãos Tsarnaev na maratona, o FBI aparentar que não conhecia a identidade deles, sabe-se agora que desde 2011 os EUA haviam sido notificados pelo governo da Rússia sobre os vínculos de Tamerlan com grupos extremistas da Chechênia, notórios pelos atentados praticados contra civis como parte da campanha separatista, e que incluíram massacres em escola, metrô, hospital, teatro e blocos de apartamentos, com centenas de mortes, inclusive numerosas crianças. Tamerlan viajou para a Rússia no ano passado, onde permaneceu por seis meses e teria aprofundado os contatos com tais grupos.
Como é sabido, a ação dos grupos separatistas na Chechênia foi patrocinada pela CIA através de operações realizadas com ajuda do governo saudita e do serviço secreto paquistanês, visando desestabilizar a Federação Russa, além de atender aos interesses do Cartel das Quatro Irmãs para controlar o petróleo do Cáucaso. Derrotados na sua tentativa de impor à população chechena uma concepção wahabita e sectária do islamismo que lhe era estranha, os extremistas passaram a propugnar por um “Emirado do Cáucaso”.
O FBI alega ter investigado e interrogado Tamerlan e não ter encontrado nada. Também se tornou público que há seis meses os russos voltaram a advertir Washington. A blindagem dos Tsarnaev agora está sendo questionada no Congresso dos EUA, onde o presidente da comissão de segurança nacional da Câmara dos Representantes, o deputado republicano Michael McCaul, indagou “se ele [Tamerlan] estava no radar, se estava no radar dos russos, e o deixaram ir, porque não havia nenhum tipo de aviso sobre ele?”
Conforme o inglês “Daily Mail”, a Rússia voltou a notificar os EUA há seis meses após ele ter sido plotado com um conhecido terrorista durante sua viagem ao Cáucaso – teriam sido vistos juntos seis vezes. Ao que parece, a interação de Tamerlan com extremistas chechenos não parecia preocupar o FBI e menos ainda a CIA. Agora o presidente da comissão de inteligência da Câmara, deputado republicano Mike Rogers, disse acreditar que “esse período é muito importante” por ser quando “provavelmente ele se radicalizou”. Algumas fontes aventam que ele teria recebido “treinamento” durante a viagem à Rússia.
PELA TV
Tamerlan era estudante de engenharia e lutava boxe. Era casado com Katherine Russel, que disse através de seu advogado que seu marido estava em casa quando ela saiu para trabalhar na última quinta-feira e que soube que ele era suspeito pela TV. Dzhokhar, que aparentava estar mais integrado à sociedade norte-americana, era estudante de medicina e considerado bom aluno. Ele permanece hospitalizado sob vigilância, com ferimentos graves e impossibilitado de falar. De acordo com a mídia dos EUA, estaria consciente e respondendo por escrito a perguntas; o interrogatório está sendo feito sem a presença de um advogado e sem as garantias dos chamados direitos de Miranda.
Segundo o senador Dan Coats, do comitê de Serviços Armados, “a informação que nós temos é que ele tem um tiro na garganta, e é questionável se – quando e se – ele será capaz de falar novamente. Isso não significa que ele não possa se comunicar, mas, exatamente agora, eu penso que ele está numa condição em que não conseguimos obter absolutamente qualquer informação dele”.
ANTONIO PIMENTA

LEIA TAMBÉM:

Mil ( um pouco menos ) perguntas sobre Boston – GIRA MONDO, GIRA ( Blog do Flávio Gomes )

Boston, um conto mal contado – CLÓVIS ROSSI

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