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abril 12, 2013

Produção cultural britânica, Anos 80: “Morra, Thatcher”

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 10:04 pm

“Boa parte da produção cultural britânica dos anos 80 chocou-se abertamente com Margaret Thatcher e os valores que esta encarnava – a ganância, o egoísmo, as privatizações selvagens, o empobrecimento da população e favorecimento dos ricos, a devastação da indústria em prol da especulação e o sucateamento dos serviços públicos.
Da escritora J.K.Rowling, de “Harry Potter” ao beatle Paul McCartney, passando por estrelas do rock como Elton John e Elvis Costello, o rechaço a Thatcher foi uma quase unanimidade, e diante das dimensões do desastre que ela provocava na Grã-Bretanha, sua morte é apresentada abertamente como uma expectativa.
Morrissey, dos Smiths, cantou “Margaret na Guilhotina”. O Iron Maiden, no disco “Sanctuary”, pôs o mascote da banda, a caveira Eddie, para apunhalar uma Thatcher caída no chão. O pacato Elton John, em “Feliz Natal Maggie Thatcher”, disparou que “nós todos celebraremos hoje/porque é um dia em que a sua morte está mais próxima”. E, quem diria, “a infraestrutura econômica/deve ser varrida/para abrir caminho para call centers/e salários baixos”.
Elvis Costello disse querer “viver o bastante” para ver o funeral dela e pisotear seu túmulo, numa canção com versos como “quando a Inglaterra era a prostituta do mundo/Margaret era sua cafetina”. Segundo o site inglês Buzz Feed, são nada menos que 21 músicas contra a Dama de Ferro. Algumas, tão explícitas quanto “O Dia da Morte de Thatcher”, da banda Hefner.
Frank Turner, em “Thatcher Ferrou as Crianças”, traça um quadro sombrio da Inglaterra que o neoliberalismo moldou: “Então todas as crianças são bastardas/ não as culpe, elas seguiram o exemplo/culpem os caras que venderam o futuro pelo lance mais alto/é isso, Thatcher ferrou as crianças”. A banda Pink Floyd a pôs ao lado de Nixon e McCarthy no “Lar Memorial Fletcher para reis e tiranos incuráveis”, no disco “Final Cut”. Um hino da greve dos mineiros, “Maggie, Maggie, Maggie (Out, Out, Out)” (fora, fora, fora), tornou-se um hit na versão dos The Larks.
No teatro, a peça “A Morte de Margaret Thatcher” expunha um caixão em pleno palco. J.K.Rowling disse ter se inspirado nela para compor a maior vilã da saga “Harry Porter”, Dolores Umbridge. O livro “Ícone”, de Frederick Forsythe, de ficção, a retrata negativamente. Até o pacífico McCartney, em “Todas as Minhas Provações”, denunciou a adoração ao dinheiro promovida pelos neoliberais. ( HORA DO POVO )

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