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março 31, 2013

Mais uma mentira tucana revelada: quem é mesmo que aparelha o Estado?, Por Altair Freitas


Mitos vão caindo! E geralmente caem amparados por dados efetivos e não conversa fiada de político metido a esperto. Tradução: a tucanagem acusa o PT e demais partidos progressistas de aparelhameto do Estado e inchaço da máquina com “cabos eleitorais”. Vamos aos números, conforme o mais recente estudo feito pelo IBGE:

1) Funcionários federais em cargos de confiança ( nomeados pelos partidos que compõem o atual governo ) representam ZERO VIRGULA 7 POR CENTO do total de funcionários públicos federais ( o que significa dizer que 99,3% são concursados ). Em números absolutos, há 4.445 funcionários em cargos de confiança;

2) Quando são analisados os números dos governos estaduais, em primeiro lugar em nomeações para cargos de confiança, dispardo, está o PSDB. Nos Estados dirigidos pela tucanagem foram nomeados 37,7 mil servidores não concursados. Só em Goiás, dirigido por Marconi Pirilo, há simplesmente o dobro de funcionários nomeados quando comparamos com o governo federal. Os governadores petistas nomearam 23 mil e os do PMDB 21 mil.

Não sou contra nomeações de funcionários não concursados para o exercício de funções estratégicas da máquina pública para garantir o cumprimento dos planos de governo dos partidos eleitos. Não entro na campanha idiótica de setores da classe média que enxergam corrupção e desvios em todos os setores da administração pública ( geralmente esses setores “esquecem” que a corrupção tem como origem os interesses das empresas privadas em ganhar contratos, licitações e benesses diversas para aumentar seus lucros ). Também não sou daqueles que berram afirmando que o Estado está inchado e que há funcionários públicos em excesso. Diante das demandas do Brasil e das carências históricas da nossa fomação econômica, temos ainda é poucos funcionários públicos. O que não dá para tolerar é a campanha nefasta movida pelos tucanos e aliados da grande imprensa que pregam um suposto aparelhamento do Estado desenvolvido por Lula-Dilma e partidos aliados.

Não estou com isso afirmando que não existem problemas. É claro que existem e quando são detectados precisam ser combatidos. Práticas antiquíssimas do funcionamento da máquina pública e do jogo político brasileiro precisam ser modificadas, sem sombra de dúvidas. Agora, a regra vale pra todo mundo e o PSDB, conforme os números acima mostram, precisa parar de fazer demagogia barata e a imprensa que lhe dá respaldo precisaria tomar um banho imediato de bom caratismo e isenção. Afinal, quem é mesmo que aparelha o Estado? Picaretagem tem limite!

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,governadores-controlam-maquina-de-105-mil-cargos-sem-concurso-publico,1015021,0.htm

( PUBLICADO NO SITE PALAVRAS AO TEMPO!  )

– – –  LEITURA COMPLEMENTAR:

A CONTA GOTAS
A Assembleia Geral do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) fez uma importante advertência ao governo federal e à sociedade: faltam servidores públicos em áreas estratégicas, como a Polícia Federal e o Fisco, situação que se agrava com a proximidade de grandes eventos internacionais.
O Fonacate reconhece que a União vem promovendo concursos regulares, mas considera que na maioria das vezes as vagas são insuficientes, como é o caso de auditor-fiscal do trabalho, situação que o sindicato
nacional da categoria luta para reverter. Das 629 vagas pedidas, só 100 foram autorizadas, embora 400 fiscais estejam aptos à aposentadoria.
Os integrantes das carreiras de Estado federais estão cobertos de razão: a defasagem entre a necessidade e as vagas autorizadas é mesmo muito grande, impossibilitando a prestação de um serviço público eficiente, à altura da carga tributária suportada pelos brasileiros, uma das maiores do mundo.
O MPU, por exemplo, pediu mais de 2 mil vagas, e abriu apenas 147 imediatas. O Banco Central solicitou 1.850 contratações, 1.090 para este ano, mas poderá fazer só 515, apesar do ritmo acelerado das aposentadorias. Já o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pode perder até 2 mil funcionários até 2014, e por isso a associação dos engenheiros agrônomos reivindica, pelo menos, 1.600 vagas, ainda este ano.
É verdade que a legislação permite acréscimo de 50% de nomeações durante a validade dos concursos, com autorização prévia do Planejamento, mas isso ainda não atende às necessidades mais urgentes.
O governo precisa reconhecer que, muitas vezes, a má qualidade do serviço público também resulta da falta de pessoal para atender a sociedade com eficiência. E não pode alegar falta de recursos financeiros, pois eles existem para os desperdícios e malfeitos.
( Blog EDITORIAL – Folha Dirigida )

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