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março 27, 2013

Casa Branca faz contrabando em massa de armas a Contras na Síria. Exxon e Shell na briga pelo controle de marionetes na Síria


A CIA alimentou seus mercenários que atuam na agressão à Síria com 3.500 toneladas de armamentos durante o ano de 2012, segundo afirmou o New York Times, através de 160 vôos com cargueiros, usando a capital turca, Ancara, como entreposto.
HORA DO POVO

CIA enviou 3.500 toneladas de armas a terroristas contra Síria
Foram mais de 160 voos com cargueiros C-130 que aterrizaram no aeroporto de Ancara
No ano de 2012, a CIA financiou e organizou o fornecimento de 3.500 toneladas aos mercenários lotados na Turquia para lhes fornecer o equipamento necessário a sua atividade de ações terroristas no solo sírio.
As ações foram divulgadas pelo jornal nova-iorquino, New York Times, com base em dados levantados pelo Instituto Internacional de Investigações pela Paz, com sede em Estocolmo.
Os armamentos foram transportados via aérea com aviões que incluíram aviões cargueiros C-130 da aviação militar do Qatar desde o início do ano passado e a seguir foram incorporados os aviões da Arábia Saudita e da Jordânia.
Segundo as informações, mais de 160 vôos realizaram este transporte durante o ano.
Os vôos com aviões cargueiros lotados de armas tiveram como destino aeroporto de Esenboga, nas proximidades da capital turca de Ancara.
Segundo Hugh Griffiths, diretor do instituto sueco, “as operações tinham coordenação logística militar”. A agência de espionagem ajudava na busca de armamentos na Croácia (que os da CIA conhecem por sua ação junto aos mercenários locais usados para dividir e ocupar a Iugoslávia) para entupir os bandos armados na fronteira da Síria, conforme publicado no NYT e no site Rússia Today.
Segundo o jornal norte-americano uma boa parte dos armamentos entregues aos mercenários tem ido parar no mercado negro internacional de comércio de armamentos (afinal o interesse principal dos mercenários é ganhar dinheiro de forma fácil e na maior quantidade possível).
“Existem brigadas falsas do Exercito Livre Sírio (ELS) que se autodenominam combatentes, mas quando pegam em armas as vendem”, como disse um dos integrantes do ELS, Hassan Abud.
Ele descreveu a chegada de armas como “uma catarata”. “Dá para ouvir o fluxo das armas, que é gigantesco”, disse Abud.
“O diretor da CIA até o mês de novembro, David H. Petraeus, supervisionou pessoalmente a operação e buscou arrastar outros países a trabalharem nesta questão”, acrescenta o NYT.
O governo de Ancara também ajudou neste despacho de armas através da colocação dos containers lotados de arma e munição para caminhões até a distribuição nos campos de treinamento de terroristas na fronteira com a Síria.
Atila Kart, do Partido Republicano do Povo, que se opõe ao envolvimento da Turquia na agressão à Síria, declarou que “o uso do espaço aéreo turco, em um momento tão crítico, com aviões estrangeiros de países que estão em beligerância com a Síria, nos colocam como parte no conflito”.
Em viagem pelo Oriente Médio, quando passou pela Jordânia, Obama admitiu, ainda que de forma oblíqua e apesar de todos os esforços, o insucesso da empreitada: “Então, a nossa intenção é acelerar o processo de transição – disse o democrata. – Mas nós não podemos fazer isso sozinhos. É necessário haver um esforço conjunto. E a solução vai ter que ser diferente. Mesmo que todos os nossos planos dêem certo, não será da melhor forma possível [ele quer dizer, que a ‘transição’ vai requerer uma invasão?]”.
Para Obama a culpa pelas dificuldades em dominar a Síria provêem do presidente sírio Bashar Al Assad: “Isso é o que acontece quando um líder se importa mais em ficar no poder do que com seu povo”.
Como se os EUA e Obama estivessem preocupados com o povo sírio.
Outra dificuldade é encontrar um fantoche à altura do papel de entregar a Síria aos interesses ianques. “Temos que buscar um aliado da oposição que seja confiável”, disse Obama.
Aliás o mais recente líder dos marginais, um sírio criado no Texas, para dirigir a coalizão dos marionetes acaba de renunciar pouco tempo depois de haver assumido ( ver matéria abaixo ). Disse que foi por conta da “divisão nas fileiras da oposição”.

Exxon e Shell na briga pelo controle de marionetes na Síria
O presidente da cúpula dos mercenários denominada Coalizão Nacional Síria (CNS), Moaz Al Khatib, anunciou sua renúncia.
Khatib, que foi diretor da sucursal síria da Shell, havia sido ungido para o cargo numa escolha acompanhada de perto por Hillary Clinton, em novembro do ano passado.
A Coalizão já fora forjada para substituir no comando político dos fantoches o Exército Livre da Síria já desmoralizado por brigas e dissensões internas. O ELS pretendia ser o órgão que reuniria todos os diversos bandos que agridem a Síria a serviço da deteminação dos EUA de derrubar o governo sírio.
Ocorre que no dia 18 foi anunciado que a CNS elegera um “governo interino” com o sírio naturalizado americano, Ghassan Hitto (um Karzai para a Síria). Logo após essa “eleição” 12 integrantes da CNS já renunciaram alegando que lhes haviam prometido que a escolha do “primeiro-ministro” seria por consenso e não por uma votação.
O Exército Livre da Síria também correu a anunciar que não reconhece Hitto, “eleito” por 35 votos contra 32 que apontavam Assad Mustafá para o cargo.
Note-se que Hitto atuava com uma empresa de tecnologia no Texas, Estado onde fica a sede da Exxon Mobil.
Hitto também é agente do Carnegie Endowment for International Peace que tem um representante do Citigroup no seu Conselho Diretor.
Será que a escolha de Hitto não foi uma passada de mão da Exxon sobre a Shell?
Em meio a este qüiproquó, Riad al-Asaad, um dos primeiros a convocar abertamente uma rebelião armada contra o presidente Bashar al-Assad e chefe do mesmo ELS alijado do centro dos marionetes para a entrada da CNS, foi ferido por uma bomba. As informações são de que Asaad deve ter uma perna amputada.

Bispo Al Khoury: “Al Bouti buscava unir a todos os sírios, cristãos e muçulmanos”
Uma multidão acompanhou o funeral do clérigo Mohammad Said Ramadan al-Bouti e seu neto Ahmad al-Bouti. Os corpos foram velados na milenar mesquita Umayad em Damasco para seu repouso ao lado da tumba do herói da libertação síria, Salah A Din.
Bouti, era, segundo o ministro da Informação da Síria, Omaran Al Zoubi, “um grande homem de acordo com todo o seu significado e padrões de dignidade”.
“O assassinato de Bouti é mais um registro na ficha de crimes dos terroristas que agridem a Síria”, afirmou Zoubi.
“Querem atingir o verdadeiro Islã, que preceitua a tolerância e na Síria apóia o entendimento entre as diversas religiões”, afirmou o ministro para as Questões Religiosas, Al Sayed. Ele declarou que “a resposta dos sírios é o aprofundamento do compromisso com o diálogo nacional e a fraternidade entre nós”.
O patriarca da Igreja Romana Ortodoxa, bispo Luqa al- Khoury, declarou que “mataram al Bouti por que ele ensinava o que é certo e justo e buscava unir o cristianismo e o islamismo. Era não apenas pelo Islã, mas por um mundo de paz e de amizade”.
Delegações de religiosos do Líbano, Jordânia e Irã participaram das cerimônias de despedida de Al Bouti.
Al Bouti que tinha 84 e era doutor em Ciências Religiosas pela Universidade Al Azhar no Cairo, morreu vítima de uma explosão de uma bomba acionada por um terrorista suicida, junto com mais 41 fiéis, na mesquita Al Iman, em Damasco.

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