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março 22, 2013

Terroristas armados pelos EUA atacam Síria com arma química. Texano é eleito “primeiro-ministro” do governo a substituir Assad, no que depender dos EUA

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Mercenários apoiados pela CIA atacaram com gás na terça-feira (19) na cidade de Alepo e mataram 31 pessoas, 10 militares e 21 civis. Mais de uma centena estão em hospitais, 11 em estado grave
HORA DO POVO
Ataque com gás desfechado pelos contras armados pelos EUA na terça-feira (19) em Alepo matou 31 pessoas, a maioria civis, e deixou mais de uma centena hospitalizadas com problemas respiratórios, inclusive 11 em estado crítico. Entre os mortos há 10 soldados do exército sírio. O governo sírio denunciou o crime de guerra cometido pelos contras e pediu à ONU uma investigação internacional, independente e imparcial sobre o ataque, com respaldo da Rússia, que condenou o uso de gás pelos mercenários, considerando-o como “um precedente extremamente perigoso”.
Ao mesmo tempo, o presidente Barack Obama, em visita a Israel, mais senadores dos EUA, buscavam usar o crime cometido por aqueles a quem armam para, dez anos após a invasão do Iraque, volta a brandir suposta “arma de destruição em massa” para dar pretexto à intervenção militar, agora contra a Síria. Obama havia dito que um ataque com gás “contra a população” seria a “linha vermelha” para uma agressão militar. Saiu ainda em defesa dos seus contras, dizendo-se “cético” sobre as denúncias feitas pelo governo sírio, que ameaçou de “investigação” que naturalmente caberá à CIA.
No dia 8 de dezembro, o governo Assad havia se dirigido à comunidade internacional denunciando que os países que estão bancando a guerra civil no país – isto é, centralmente, os EUA – estavam se preparando para entregar armas químicas aos contras. Um site “jihadista” chegou a anunciar um “vento que mata”. O que não falta no arsenal dos EUA, nem na CIA, é arma química. O uso de arma química virou senha para um ataque militar.
Pelas vítimas – civis, inclusive crianças, e soldados do exército sírio, como documentado pela tevê estatal e por fotos das agências de notícias -, não há como fugir à realidade de que o ataque partiu dos mercenários. Foi um ataque com foguete, na cidade de Khan Al Asal, a sudoeste de Alepo, lançado de uma área controlada pelos contras, o distrito de Nairab a sudeste, e que acertou próximo a uma base militar sob controle das tropas sírias e acossada há três semanas. A explosão foi por volta das 8 horas, horário local.
Conforme a denúncia do ministro da Informação Omran Al Zoabi, “a substância no foguete causa perda de consciência, convulsões, e depois a morte”. Uma menina deu seu testemunho a uma agência de notícias: “meu peito se fechou. Não conseguia falar ou respirar. Vi gente caindo morta no chão. Meu pai caiu e não sei onde ele está. Que (os contras) sejam amaldiçoados. Que morram”. Às dezenas, civis foram levados aos hospitais; um fotógrafo da Reuters disse ter visto que eram “na maioria crianças e mulheres”.
Martin Nesirky, porta-voz da ONU, ainda sem poder confirmar ou não que houve um ataque com gás, advertiu contra uma “escalada que causa indignação” do conflito na Síria resultante do eventual uso de armas químicas, que considerou “uma grave violação das leis internacionais”. Os contras, depois de dispararem o foguete com ogiva química que provocou a carnificina, passaram a acusar o governo sírio.
Por muita coincidência, o ataque com gás ocorre na mesma semana em que os contras “escolheram” um “primeiro-ministro interino”, o “Karzai sírio” ( VEJA ABAIXO ); a França e a Inglaterra tentaram obter na União Europeia o armamento direto dos mercenários, sem precisar mais passar pelos intermediários, a Turquia e as petromonarquias; e em que o segundo ponto da pauta de Obama em Israel era justamente “as armas químicas da Síria”, segundo o chefe da inteligência sionista, Yuval Steinitz, em entrevista à rádio do exército.
AÇODAMENTO
No senado dos EUA, a denúncia feita pela Síria do ataque com gás propiciou a que o ex-candidato a presidente John Cain, mais os republicanos Lindsey Graham e Mike Rogers, falassem abertamente em colocar “tropas terrestres”, o que pareceu música para democratas como Carl Levin. A senadora democrata Dianne Feinstein chegou mesmo a insistir em que “o governo de Assad já cruzou a linha vermelha”.
A agência de notícias chinesa Xinhua compilou uma série de razões “para refutar” os contras; “a área de onde o foguete foi lançado está sob controle rebelde; o foguete caiu perto de um posto militar e matou 10 soldados bem como 21 civis; assim que ocorreu o ataque foi mostrado exclusivamente pela TV estatal, cujos câmera e repórter foram ao local, enquanto não havia seqüências dos ativistas da oposição, uma indicação de que a área alvo está totalmente sob o controle governamental”. Outra razão para o governo sírio não usar as armas químicas, ainda segundo a Xinhua, é que “seja quem o tenha feito, abriria o apetite de potências estrangeiras para intervir no país e favoreceria os rebeldes que vêm perseguindo uma intervenção estrangeira para acelerar a queda do governo Assad”.
ANTONIO PIMENTA

EUA escolhe seu “Karzai da Síria”, o texano Ghassam Hitto
O executivo do Texas Ghassam Hitto, nascido sírio mas naturalizado norte-americano desde os anos 1980, acaba de ser nomeado pelo Departamento de Estado como o seu “Karzai sírio”. Ele foi “escolhido” para ser o “primeiro-ministro” do governo fantoche que pretendem implantar no país árabe, apesar de ser desconhecido até mesmo entre os mercenários, para não falar da população. O nome foi formalizado na segunda-feira em Istambul, em uma cúpula dos mercenários amigos dos EUA.
A “nomeação” do fantoche foi encomendada há uma semana pelos EUA via a “Liga Árabe” que, desde a traição à Líbia, não passa de um instrumento de Washington e suas petromonarquias reacionárias. A manobra lembra a indicação de Hamid Karzai para “presidente” do Afeganistão invadido, ele que era um desconhecido imigrado nos EUA.
Um membro de uma organização de oposição interna ao governo Asssad, Safwan Akkas, do Corpo de Coordenação Nacional ( NCB, na sigla em inglês ) disse à agência de notícias chinesa Xinhua que o “governo interino” formado “não tem qualquer peso real na sociedade e no Estado”. “Eu considero que o peso atual de tal governo emana das potências estrangeiras que o bancam, não mais que isso”, assinalou, acrescentando que sua organização defende um governo de transição baseado na iniciativa apresentada pelo enviado especial da ONU à Síria, Lakhdar Brahimi, e no Comunicado de Genebra, que propôs uma negociação política entre o governo Assad e a oposição.

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