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fevereiro 2, 2013

A corrupção e a Ditadura Militar, Por Jasson de Oliveira Andrade


PINOCHET - CHARGEO artigo “O sábio eleitor e sua arma poderosa”, do jornalista Mauro de Campos Adorno Filho, publicado na Gazeta Guaçuana em 17/1/2013, deixou-me muito preocupado, principalmente por esse trecho: “Um dia desses, em uma rodinha de amigos, um deles sugeriu um golpe militar, com destituição dos legislativos estaduais e do Congresso Nacional, como forma de se fazer uma reforma geral e irrestrita e implantar leis que coloquem um fim à corrupção (sic)”. A minha preocupação se justifica. Para esse amigo do Maurinho, a Democracia é sinônima de corrupção e o Golpe Militar ( Ditadura ) é sinônimo de honestidade. Isto não é verdade, como irei demonstrar.
Na “Introdução” do meu livro “Golpe de 64 em São João da Boa Vista, escrevi: “Preocupa-me, atualmente (2008), que algumas pessoas, felizmente uma minoria, pretendem a volta da ditadura militar em vista às denúncias de corrupção. Em artigo escrito no mês de maio de 2007, revelei que a ditadura, seja de esquerda ou de direita, é pior. No tempo da Ditadura Militar também houve corrupção. Só que ela não era divulgada (havia a censura)”.
Em seguida, transcrevi trechos de livro que demonstra que na Ditadura Militar de 64 houve corrupção. Eis o que mostrei: “Gilberto Dimenstein, no livro “As Armadilhas do Poder – Bastidores da imprensa”, na página 117, revelou: “O mundo do poder, no Brasil, está abarrotado de histórias de primeiras-damas, capazes de influenciar o chefe do Estado – ou provocar escândalos e desgastá-los. Alvo de uma bateria de mexericos sexuais, Yolanda Costa e Silva chegou a ser apontada em envolvimento em contrabando, apreço por rapazes jovens e presentes caros. Gostava de mandar e influenciar. Chegou a gravar, secretamente, as conversas do próprio marido, o presidente Costa e Silva. (…) Disseminou-se a versão de que o derrame que atingiu Costa e Silva e levou-o à morte teve como um dos ingredientes a mulher, acusada de participar de negócios escusos. E não foi acusada por adversários. Mas por gente influente do próprio governo como o poderoso general Muniz de Aragão que, em relatório ao presidente, contou fatos sobre concorrências públicas envolvendo sua família. O autor fez outros relatos, mas fico neste”. Terminei com essa observação: “Na democracia, sem a censura, a corrupção é revelada pela imprensa escrita e falada. Pode até haver exageros, mas a notícia não é substituída pelas receitas ou versos de Camões, como acontecia no tempo da Ditadura Militar”.
Tenho um amigo que, em conversa comigo, também defendeu a implantação de uma Ditadura Militar. Na oportunidade, outubro de 2007, escrevi um artigo, “Pinochet, o ditador corrupto”, que, entre outras coisas, afirmei: “Em vista da corrupção que campeia no Brasil, um conhecido me disse: “Precisamos de um Pinochet”. Ele desconhecia que o ditador chileno, no poder de setembro de 1973 a 1990, era um corrupto como se pode verificar com essa manchete do Estadão (5/10/2007): “Família Pinochet é presa por desfalque – Viúva do ex-ditador, os cinco filhos e outros 17 aliados são detidos pelo suposto desvio de US$ 27 milhões”. Ele, portanto, não serve de exemplo para combater o nossos corruptos. Pinochet é pior. Antes de morrer, em dezembro de 2005, aos 91 anos, esteve preso. Como estava doente, ficou em prisão domiciliar. Além de torturar e matar, o ditador chileno era ainda acusado de suposto desvio de dinheiro”.
Conclui assim o meu texto: “Ditadura não serve de exemplo para nenhum país. Com a censura, os ditadores de plantão impedem que a população tome conhecimento da verdade. Na democracia, conhecemos a corrupção através da imprensa escrita e falada”
A verdade: se é ruim com a democracia, é bem pior com a Ditadura Militar. Por isto, sempre repito: “DITADURA NUNCA MAIS”!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Fevereiro de 2013

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