ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

fevereiro 28, 2013

Hora do Povo: Ingrato é FH, que não está em cana graças ao PT e à sua generosidade

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 7:35 pm

A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula deixaram os tucanos nervosos e irritados, principalmente FHC, que chamou a presidente de “ingrata”. Lula rebateu em seguida e indagou: “o que FHC fez a Dilma para merecer gratidão?”.
HORA DO POVO
Lula e Dilma repelem FHC e o advertem: “Na aba do meu chapéu, você não pode ficar”
A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula deixaram os tucanos nervosos e irritados, principalmente FHC, que chamou a presidente de “ingrata”, por ela ter dito que não herdou nada das gestões do PSDB, em resposta a Aécio. Lula rebateu em seguida e indagou: “o que FHC fez a Dilma para merecer gratidão?”. O ex-presidente ainda observou que FHC “deveria, no mínimo, ficar quieto”. Com razão, porque com uma gestão desastrosa, marcada por juros lunáticos, recessão, racionamento de energia, além de escândalos, como os da privataria e outros, FHC deveria ficar na sua e agradecer ao PT.
“Nas duas últimas edições, ele trabalhou contra a Dilma e contra o nosso projeto”, disse o ex-presidente em rápida entrevista ao site 247, referindo-se às disputas de 2006, quando Dilma era ministra da Casa Civil, e de 2010, quando ela se elegeu presidente.
Para quem deixou o país praticamente arrebentado, com recessão, racionamento de energia, desemprego na estratosfera, milhares de empresas na falência, juros nas alturas, promoveu a privataria de empresas estatais altamente lucrativas na bacia das almas e teve uma gestão marcada por inúmeros escândalos, entre eles a ajuda ilegal para Daniel Dantas e o seu banco, o Opportunity, açambarcarem a telefonia, a compra de votos para a reeleição e o dinheiro para os bancos através do famigerado Proer, não está em condições de jogar pedra na gestão de Dilma e do PT.
Na quarta-feira (27), a presidente Dilma Rousseff criticou as ilações da oposição, lembrando que tucanos e setores da imprensa subserviente aos monopólios tentaram provocar “instabilidade” no país ao alardear a ameaça de racionamento de energia. No seu discurso de comemoração dos dez anos de criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, ela ressaltou que estas vozes “se calaram” quando o racionamento não aconteceu.
“É um absurdo dizer que nós não mantemos todos os nossos compromissos com os pilares da estabilidade”, afirmou, referindo-se à cantilena para criar a sensação de que havia um risco de desabastecimento de energia.
“O que não é admissível para o país é que se crie instabilidade onde não há instabilidade. Exemplo: não é admissível que se diga que vai haver racionamento quando não vai haver racionamento”, disse.
Dilma também rechaçou insinuações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, reiterando que foi o governo do PT que criou o cadastro para as famílias receberem benefícios sociais. “É conversa que tinha cadastro. Nós levamos um tempão para fazer. E para limpar o cadastro, e para ver se não tinha gente em duplicidade? E até hoje fazemos isso”, assinalou.

fevereiro 27, 2013

Breves impressões de um brasileiro que rodou de moto por Cuba

Filed under: WordPress — Tags:, , , , — Humberto @ 8:03 pm

UMA VOLTA NO TEMPO
Rodar de moto por Cuba é descobrir um mundo surpreendente ( e apaixonante )

Texto: Marcelo Leite
Publicado na edição 146 da revista Moto Adventure

Quando cheguei a Portugal, depois de ter cumprido meu percurso pelos cinco continentes, precisava definir uma rota para voltar para casa. Voltar pelo lado oeste da América do Sul se mostrou uma alternativa interessante, afinal, eu passaria por Cuba, um velho sonho meu – e esta seria minha conexão entre Europa e América do Sul.
Comecei a acionar vários contatos e entidades para definir como eu poderia entrar, rodar com minha moto e, depois, sair de Cuba. As barreiras e dificuldades pareciam confirmar os conselhos que recebi para desistir dessa idéia. Chegaram a me dizer que seria “impossível”, que ninguém teria levado sua própria moto para lá e que eu estaria em “busca de problemas”. Mas a vontade de realizar meu sonho colocou minha moto encaixotada no Terminal de Cargas do Aeroporto de Havana.
NA TERRA DE FIDEL
Começaram, então, minhas peripécias com a Alfândega e o Departamento de Trânsito. Não havia um caso similar e tampouco um procedimento formalmente estabelecido para tratar do meu caso. Foi estipulado, então, um novo procedimento para garantir que eu entrasse e saísse com minha moto. Recebi uma placa provisória e uma autorização temporária de circulação pela ilha. Vale lembrar que, com oficiais me ajudando em um ambiente de colaboração e brincadeiras, percebi que em Cuba tudo seria diferente ( para o bem e para o mal ).
MOTOS
Em Cuba há muitas motos, principalmente, side-cars. A frota reflete a história do país. A influência norte-americana dos anos 1950 deixou muitas Harley-Davidson por lá. Elas estão impecavelmente conservadas e rodam por Havana. Do mesmo período são algumas raras e lindas motos europeias, como BMW R69, Triumph, Norton e até Matchless. O período pós-revolução e de influência soviética deixou um parque de modelos da Ural, CZs e Jawas, a maioria, em versão side-car. As indestrutíveis motos alemãs orientais MZ também são dessa época.
FOCO DAS ATENÇÕES
Imagine, então, como é rodar por lá com uma BMW GS, toda equipada e “cheia de botõezinhos”? A atração é garantida, no sinal, nas ruas ou estradas. E, como a BMW GS é um dos melhores produtos que a “sociedade de consumo” já produziu, imagine o reflexo disso. Rodando em plena Cuba socialista, poderia ser quase uma provocação, mas, ao final, torna-se um excelente pretexto para longas conversas com os cubanos, que são inteligentes e vivem intensamente a própria história.
GENTE BOA
Os primeiros dias em Havana me foram estranhos. Tudo funciona diferentemente do que conhecemos. E não havia como não tentar entender a vida daquele povo. As relações são fáceis e se estabelecem rapidamente. Não demorou para eu estar com o pessoal em um moto clube local. Reunimo-nos, montamos uma rota para as semanas seguintes e as pessoas das principais cidades foram acionadas. como se não bastasse, veicularam uma reportagem sobre o assunto no rádio. Algumas vezes, quando chegava a um local, alguém se lembrava da notícia, o que facilitava os contatos. Sempre fiquei hospedado em casas de cubanos. Às vezes pagando, às vezes como convidado.
BELAS PARAGENS
Em meio a tudo isso, rumei para Cienfuegos, na costa sul. O lugar tem um charme todo especial pela influência dos colonos franceses do século passado. ali, a arquitetura está preservada, seja nas casas coloniais ( com colunas e varandas no centro ) ou nas antigas mansões à beira-mar. Já na pequena Trinidad, surge o velho estilo colonial espanhol e as ruas estreitas são divididas por turistas estrangeiros e camponeses. À noite, música da melhor qualidade ecoa por todos os lados.
MAIS ESTRADA!
Retomei a estrada em direção ao extremo oriente da ilha. Cheguei a Santiago de Cuba apenas dez dias após o furacão Sandy ter passado por ali. Ventos de até 300km/h arrasaram a área rural, acabando com as plantações e derrubando mais de 10 mil árvores. Obviamente, o abastecimento da cidade foi afetado nos primeiros dias, mas tudo voltou à normalidade. A rede elétrica já fora restabelecida nas casas, mas as ruas ainda estavam às escuras.
TRADIÇÃO MUSICAL
Santiago tem uma pulsação forte e diferente de Havana. É o berço dos maiores mitos da música tradicional cubana. Em pleno dia, na praça da catedral, a Orquestra Municipal faz seu show no mais alto nível técnico, empolgando a todos.
PERCALÇOS
Geralmente, as estradas cubanas são boas e tranquilas. Nas cidades, algumas ruas são esburacadas e as faixas centrais concentram uma incrível quantidade de óleo, devido aos carros e caminhões velhos em circulação. Há gasolina e borracharias por todos os cantos. Os mecânicos cubanos são ótimos e criativos. Minha GS, que nunca teve vazamentos em seus 80.000km, apresentou este problema no motor e no cardã, ao mesmo tempo. O vazamento do motor foi fácil arrumar, mas o do cardã foi na base do “jeitinho”, até que eu chegasse à América do Sul para um reparo definitivo. A polícia cubana me parou várias vezes, mas nunca me pediu os documentos. Sempre foi para saber se precisava de alguma coisa ou para fazer perguntas sobre a moto. Ali, basta respeitar as regras essenciais e andar de luz apagada durante o dia.
CAMAGUEY
Também passei alguns dias em Camaguey e tive uma experiência especial. É uma cidade de porte médio, bem conservada e com um padrão aparentemente acima da média do país. Apesar do agito do comércio local, as pessoas parecem levar a vida sem estresse. No final da tarde, as mesinhas das docerias, bares e casas de xadrez ficam cheias. São famílias ou grupos de amigos jogando conversa fora e apreciando o fim do dia.
PAIXÕES
Além do xadrez e do baseball, outra paixão cubana é tomar um sorvete na Coppelia, ótima sorveteria estatal, com filiais por quase todas as cidades do país. As crianças saem da escola e fazem uma farra gostosa pelas ruas. Uma turminha me provocou para que eu levasse a moto, à noite, na praça, quando todos já teriam jantado e trocado de roupa. E assim o fiz, travando conversas gostosas com a criançada e com alguns de seus pais. Ainda em Camaguey, conheci Peter, um canadense. Este velho motociclista mudou-se para Camaguey, onde comprou uma bela casa. Orgulhoso de sua opção, ele me explicou: “Apesar de não ter acesso aos produtos que costumava comprar em Vancouver, vivo sem nenhuma preocupação, com segurança.”
NOVOS CAMINHOS
No caminho de volta para Havana, parei alguns dias em Remédios, uma pequena cidade no litoral norte, de onde é possível ir até a famosa Ilha Cayo Sta.Maria. rodei quase 3 mil km por Cuba, coheci lugares de beleza ímpar, ouvi música excelente e fui a praias dignas de cartão postal… Mas o melhor de Cuba são os cubanos. Ou, melhor dizendo, a experiência de viver entre eles. Cuba é um país onde as pessoas não sabem o que são problemas de segurança, drogas ou miséria. Deixei Cuba para trás, sabendo que era hora de embarcar para a Colômbia e, de lá, descer a América do Sul, até voltar para casa.

As circunstâncias políticas da morte de Yasser Arafat, Por Thierry Meyssan

Há 6 anos, o envenenamento do presidente palestiniano
A 11 novembro de 2004, o presidente Yasser Arafat falecia num hospital militar francês. Desencadeou-se então uma polémica sobre a origem do seu envenenamento. Só muito mais tarde, quando da captura pelo Hamas de documentos nos arquivos pessoais do ministro Mohamed Dahlan, foi que as provas do complô foram reunidas. O assassinato foi orquestrado por Israel e pelos Estados Unidos, mas realizado por palestinianos. Thierry Meyssan reexamina as circunstâncias políticas que conduziram à planificação desta eliminação.
VOLTAIRENET
A chegada ao poder de George W. Bush, em janeiro de 2001, e a do general Ariel Sharon, em março de 2001, em plena Intifada, marcam uma mudança radical de política em relação aos Palestinianos. O período coincide com a entrega do relatório do senador George Mitchell sobre as responsabilidades partilhadas na continuação do conflito. O presidente Bush designa um diplomata experimentado, William Burns, para o representar no Próximo-Oriente. Com director da CIA, George Tenet, eles elaboram um protocolo em seis pontos para um cessar-fogo. Sharon e Bush examinam este plano, a 26 de junho de 2001 na Casa-Branca.
Tudo não passa de uma simples encenação. A reabertura das vias de circulação nos Territórios ocupados está subordinada à paragem imediata e completa das hostilidades. Por outras palavras, as medidas de repressão nos Territórios ocupados não serão levantadas sem que os Palestinianos renunciem, sem contrapartida, à resistência armada. Os Srs. Sharon e Bush acordam num discurso que estigmatiza o presidente Yasser Arafat, e o torna responsável do prosseguimento das hostilidades: ele é «o terrorista» por excelência e os dois países devem unir-se para fazer falhar o «terrorismo». Por conseguinte, o general Sharon decide aplicar agora a estratégia dos «assassinatos dirigidos» contra os dirigentes políticos palestinianos. O primeiro eliminado será Abou Ali Moustapha, um dos chefes da OLP.
Também logo que sobrevêm os atentados do 11de setembro de 2001, esta retórica funde-se sem problemas na da «guerra ao terrorismo». Nessa manhã aliás, os medias difundem uma reivindicação por um grupo palestiniano e Israel fecha todas as suas representações diplomáticas no mundo. Imagens de uma quinzena de Palestinianos gritando a sua alegria diante dos danos infligidos aos Estados-Unidos dão a volta ao mundo. Seja como for, a responsabilidade palestiniana será descartada no decurso do dia e os atentados serão atribuídos a um grupúsculo instalado no Afeganistão. Para fechar este capítulo, Yasser Arafat dirigir-se-á a um hospital para dar o seu sangue para as vítimas americanas. Mas a ocasião é esplêndida: os dirigentes israelitas multiplicam as declarações de compaixão com as vítimas estabelecendo nisto um paralelo entre o que sofrem os Americanos e os Israelitas. Ariel Sharon qualifica a Autoridade palestiniana de«organização apoiante do terrorismo», enquanto o porta- voz da Casa-Branca sublinha que Israel tem o direito de se defender. A amálgama é completa entre Resistência e terrorismo.
Telavive multiplica as iniciativas para isolar «o terrorista» Yasser Arafat. Entretanto, os ministros dos Negócios estrangeiros da União Europeia reafirmam que o presidente da Autoridade palestiniana é um parceiro para a paz, enquanto Washington mantêm os seus contactos com o velho líder.
Constatando a impossibilidade de uma solução militar, o general Sharon imagina um plano de recorte da Palestina que assegure a continuidade territorial de Israel e das suas colónias e que, pelo contrário, divida os Territórios palestinianos em duas zonas descontinuas. Discretamente, ele inicia grandes obras de construção, nomeadamente a construção de um muro que marcará a nova fronteira. O plano do conjunto não será revelado senão posteriormente. O general Sharon contenta-se numa primeira fase em anunciar a criação de «zonas tampões», talhadas nos Territórios ocupados.
Simultaneamente, uma associação de antigos oficiais realiza uma campanha de propaganda para uma separação unilateral entre os judeus e os árabes. Caminha-se para uma forma de apartheid onde Gaza e a Cisjordânia desempenharão o papel de Bantustões.
Para deslocar as linhas no terreno, o governo israelita lança a operação «Muro de protecção» (por vezes traduzida por operação «Muralha») cujo significado só será compreendido posteriormente. O Tsaal arrasa uma parte de Jenine e sitia a Basílica da Natividade em Belém onde a Igreja Católica concedeu asilo a resistentes palestinianos. O general Sharon designa Yasser Arafat como o «inimigo de Israel», o que muitos interpretam como o sinal da sua eliminação iminente. Numa alocução televisiva solene, o Primeiro-ministro israelita declara: «O Estado de Israel está em guerra (…) Uma guerra sem tréguas contra o terrorismo (…) actividade coordenada e dirigida por Yasser Arafat». Durante cinco meses, as Forças israelitas sitiam o palácio presidencial em Ramalla e declaram a cidade «zona militar interdita». O velho líder é encurralado para umas poucas divisões, enquanto lhe são cortadas a água e a electricidade. Sharon dá-lhe a possibilidade de partir, «com um bilhete sem retorno». No seguimento do cerco, levantado sob a pressão internacional, Arafat permanecerá em prisão domiciliária nas ruínas do palácio presidencial.
O príncipe Abdullah da Arábia Saudita propõe um plano de paz razoável, levando em conta os interesses dos diferentes protagonistas. Ele apresenta-o na cimeira da Liga Árabe em Beirute, na ausência de Yasser Arafat prisioneiro em Ramalla, e obtêm o apoio dos Estados árabes. George Bush, — que jogava com um pau de dois bicos, à guerra com William Burns e Donald Rumsfeld, e à paz com Anthony Zini e Colin Powell — sabota o plano de paz Árabe. A 24 de Junho de 2002, ele pronuncia-se pela criação de um Estado palestiniano, mas põe como condição prévia a partida voluntária do presidente Arafat e a tomada de posse de uma nova direcção palestiniana que não esteja «comprometida com o terrorismo».
A lógica que vai conduzir ao assassinato do velho líder está já em marcha. Nada a poderá deter.
Washington solicita em vão aos seus parceiros do Quarteto (ONU, União Europeia, Rússia) que apoiem a partida de Arafat. No seguimento de um atentado que faz 7 mortos em Telavive, o general Sharon ordena a retoma do cerco ao palácio presidencial. O Tsaal destrói quase todo o complexo governamental e os dirigentes israelitas não escondem o objectivo de querer acabar com o seu «inimigo» Arafat. Toda a população Palestiniana se manifesta em apoio ao velho líder, enquanto o Conselho de Segurança da ONU vota a resolução 1435 intimando Israel a cessar imediatamente esta operação. O Tsaal levanta o cerco.
São convocadas eleições antecipadas em Israel. O seu resultado reforça o poder de Ariel Sharon. Ao formar o novo Gabinete, ele declara sem rodeios que vai «acabar a guerra contra o terrorismo, afastar a direcção terrorista e criar as condições para a a ascenção de uma nova direcção com a qual será possível chegar a uma paz verdadeira».
A Rússia e a França pressionam Arafat a “largar a barra” para evitar ao pior. O velho líder consente na criação de um posto de Primeiro-ministro, a confiá-lo uma personalidade que seja aceite por Telavive e Washington, e que possa negociar com eles para conseguir romper o isolamento. Ele nomeia Mahmoud Abbas. Os dois homens dificilmente se põem de acordo quanto à composição do governo. Abbas deseja confiar as relações com as organizações da Resistência militar ao general Mohammed Dahlan, o que Arafat recusa. No fim, eles acordam em nomear Dahlan para a chefia da policia.
Seja como for, a formação deste governo não muda nada. A decisão de matar Arafat está tomada. É mesmo o ponto fulcral do programa do novo gabinete de Sharon. O embaixador William Burns e o Primeiro-ministro Ariel Sharon organizam um encontro secreto com o Primeiro-ministro palestino Mahmoud Abbas e o futuro ministro do Interior Mohammed Dahlan. Os conspiradores ultimam os detalhes do crime. Eles acordam em assassinar, à vez ,o velho líder e os chefes do Hamas, para que estes não possam retomar o estandarte.
O Quarteto acolhe a nomeação do novo governo palestino emitindo a propósito um «roteiro». O gabinete de Sharon aprova publicamente esta iniciativa, mas transmite em segredo Casa-Branca uma nota explicitando 14 reservas que esvaziam «o roteiro» do seu significado.
Durante seis meses, Mahmoud Abbas participa em numerosos encontros internacionais para colocar em marcha as recomendações do Quarteto e é recebido com toda a pompa na Casa-Branca. Entretanto, depressa fica claro que ele assume compromissos fora das suas competências. Teria, assim, prometido na cimeira de Akaba o fim da Resistência armada sem contrapartida.
Em todo o caso, Jacques Chirac é informado do complô. Ele alerta o seu homólogo russo, Vladimir Putin. A França e a Rússia propõem ao presidente Arafat a sua imediata evacuação de Ramalla e a concessão de asilo político num país à sua escolha. O velho guerreiro declina a oferta. Ele sabe que se deixar a Palestina, nunca mais voltará.
Para garantir a sua segurança, Arafat cria um posto de Conselheiro nacional de segurança que emperre as prerrogativas de Abbas e de Dahlan. Confia-o a Jibril Rajoub. A tensão atinge o paroxismo. Abbas demite-se, levando Dahlan com ele.
É nesta altura que Mohammed Dahlan dirige uma carta ao ministro israelita da Defesa Shaul Mofaz; um documento cujo duplicado foi encontrado nos arquivos privados de Dahlan após a sua fuga,(na
Ele escreveu: «Esteja seguro que os dias de Yasser Arafat estão contados. Mas deixe-nos fazê-lo à nossa maneira, e não à vossa (…) eu «cumprirei as promessas que fiz diante do presidente Bush».
Yasser Arafat nomeia Ahmed Qorei como Primeiro-ministro. O gabinete Sharon replica adoptando o princípio da expulsão do presidente da Autoridade palestiniana para fora da Palestina. Os Palestinianos manifestam-se de novo pelo seu líder. A Síria pede ao Conselho de Segurança da ONU a interdição da expulsão do presidente Arafat, mas os Estados-Unidos opõem o seu veto a este projeto de resolução. Como retaliação, aviões israelitas sobrevoam o palácio presidencial sírio e bombardeiam um antigo campo palestiniano perto de Damasco.
Em Março de 2004, o Tsaal assassina o xeque Ahmad Yassine, chefe espiritual do Hamas. Esta morte só se pode entender no contexto da intenção de decapitar o braço muçulmano da Resistência de modo a que ela não possa tomar o lugar assim que o braço laico seja, também ele, decapitado. Na ONU, Washington opõe o seu veto a uma resolução condenando este crime. Continuando nesta senda, o Tsaal assassina, no mês seguinte Abdel Aziz al-Rantissi, o chefe civil do Hamas.
Ariel Sharon vai a Washington e revela o novo plano de partilha da Palestina que ele orquestra desde há três anos. Ele insiste no facto que a continuidade do território de Israel exige o desmantelamento dos colonatos muito avançados e indefensáveis; e que as tropas israelitas se retirarão dos territórios destinados aos Palestinos. Ele admite o projeto de separação das populações em entidades etnicamente homogéneas e o traçado completo do muro de separação. O presidente Bush dá-lhe luz verde, por escrito, de Washington e acrescenta que, tendo em vista «a nova realidade no terreno», o princípio de retorno às fronteiras estabelecidas pela comunidade internacional-(fronteiras
é agora «irrealista». O facto consumado passa por cima do direito.
Como o Conselho de Segurança recusa condenar as anexações de territórios situados dentro do muro de separação, a Assembleia Geral vira-se para o Tribunal Internacional de Justiça de Haia para que ele se pronuncie quanto à matéria do Direito.
Em Ramalla, Yasser Arafat teme que o ministro do Interior do governo Qorei se tenha juntado ao complô. Decide-se a demiti-lo. Ahmed Qorei, sentindo-se desautorizado, apresenta a sua demissão. Por fim Arafat cede e renuncia. Qorei e a sua equipa permanecem, nela incluídos os traidores.
Erro fatal.
A 21 de Outubro de 2004, Yasser Arafat é acometido de vómitos. Os médicos creem primeiro numa simples gripe. O seu estado piora rapidamente e o seu sistema imunitário está gravemente enfraquecido. Sob proposta do seu homólogo francês, Jacques Chirac, ele aceita deixar a Palestina para se tratar. Ele sabe que a sua vida está em perigo e que mesmo se escapar desta,ele não voltará mais à sua terra. Ele é internado num hospital militar especializado. Os médicos não conseguem descobrir o veneno, além de que os seus assassinos lhe inocularam igualmente o retrovírus da sida tornando indecifráveis todos os exames. Ele entra em coma. A sua morte é anunciada a 11 de novembro de 2004 às 3h30 hora de Paris. O Eliseu vela para que a certidão de óbito mencione que o presidente da Autoridade palestiniana nasceu em Jerusalém.
O gabinete Sharon opõe-se à inumação em Jerusalém, as exéquias internacionais têm lugar no Cairo e a inumação em Ramalla. Os Colaboradores que conspiraram com o Ocupante para o matar vão apoderar-se do poder sem demora.
Thierry Meyssan

Tradução
Alva

E o Oscar vai para… a CIA

Filed under: WordPress — Tags:, , , , , — Humberto @ 6:31 pm

Hollywood jamais escondeu seus vínculos de muitos anos com Washington, mas nunca uma primeira-dama chegara ao ponto de expô-los tão abertamente como Michelle Obama, ao anunciar direto da Casa Branca, atendendo a Jack Nickolson, o vencedor do Oscar 2013, o filme “Argos”, a glamourização de uma operação da CIA no Irã em 1980 em que um filme fake é a fachada. Dos cinco indicados para melhor filme, dois glorificavam as ações encobertas da CIA – o outro é “A Hora Mais Escura”, marcado pelos 30 minutos de apologia à tortura. “Argos” é uma falsificação da história real, em que a operação foi um fiasco completo, com três helicópteros derrubados e oito soldados dos EUA mortos. Não foi por falta de filme melhor: havia “Lincoln”.
HORA DO POVO

Oscar convoca primeira-dama para premiar apologia da CIA
Dos 5 indicados a melhor filme, 2 são da CIA. Michelle Obama, da Casa Branca, deu a vitória a “Argos”, contra o Irã. Denunciado por tortura, “A Hora Mais Escura” ficou só com uma estatueta
Hollywood jamais escondeu seus vínculos de muitos anos com Washington, o Pentágono e o complexo industrial-militar, mas nunca uma primeira-dama chegara ao ponto de expô-los tão abertamente como Michelle Obama, ao anunciar direto da Casa Branca, atendendo ao melífluo Jack Nickolson, o vencedor do Oscar 2013, o filme “Argos”, a glamourização de uma operação da CIA no Irã em 1980 em que um filme fake é a fachada.
Outro filme, tido até três meses antes, pela Reuters, como “favorito ao Oscar”, também sobre uma operação da CIA, a que executou extra-judicialmente o desarmado Osama Bin Laden, “A Hora Mais Escura”, após enorme escândalo pelos 30 minutos de apologia da tortura, teve de se contentar com uma modesta estatueta, a de edição sonora, depois de estar concorrendo a cinco indicações, inclusive de melhor filme.
Assim, em 2013, o Oscar vai – como assinalou o articulista Pepe Escobar – para …. a CIA! A Academia estendeu seu tapete vermelho para esse antro de tortura, sabotagem e terror que infelicita os povos do mundo e inclusive o povo norte-americano, e dá aval à campanha midiática pela guerra ao Irã.
Não foi por falta de filme melhor. “Lincoln”, de Steven Spielberg, sobre um momento decisivo da história dos EUA, a mudança na constituição para abolir de vez a escravidão, em que pese ignorar o papel que os próprios negros jogaram – no campo de batalha e na retaguarda – para a vitória na guerra da Secessão, é muito superior. Flagra a luta obstinada de Lincoln, magnificamente interpretado por Daniel Day-Lewis, para obter a maioria de dois terços no Congresso, através do convencimento e do suborno, pois já era assim que funcionava na época a democracia nos EUA. Não houve como negar o Oscar de melhor ator a Day-Lewis, mas “Lincoln” teve de se contentar com apenas mais uma estatueta, depois de 12 indicações.
“Argos” é um filme fake sobre a realização de um filme fake. Como o próprio ex-presidente Jimmy Carter relatou à CNN, a operação foi essencialmente dos canadenses, graças ao então embaixador Ken Taylor.
Mas é principalmente uma falsificação da história, a exemplo do que “Rambo” buscou fazer com a derrota no Vietnã. Na realidade, a CIA foi amplamente derrotada pela irrupção da revolução no Irã, após ter derrubado o primeiro-ministro legítimo Mossadegh em 1953 e instaurado a ditadura do Xá. A indignação acumulada anos a fio e as tentativas dos EUA de deterem a revolução levaram ao episódio da tomada da embaixada em Teerã por centenas de estudantes em novembro de 1979, gerando a chamada crise dos reféns. Foi a ditadura do Xá que reverteu a nacionalização do petróleo proclamada por Mossadegh.
Nos anos do Xá, a embaixada se caracterizou pela mais extremada intervenção nos assuntos internos do país, no apoio à ditadura e como conduto das decisões de Washington. No final de 1979, se concentravam na embaixada todo tipo de agentes de que os EUA dispunham na tentativa de derrotar o levante popular. São esses os “americanos inocentes” retratados em Argos; como já havia sido registrado o “americano tranqüilo” de Graham Greene em Saigon.
Embora cite o golpe da CIA contra Mossadegh, “Argos” só o faz para dar credibilidade a tudo que quer passar depois: a demonização do povo iraniano e sua revolução, apresentados como extremistas e homicidas potenciais dos “americanos inocentes”.
Quando os EUA tentaram uma operação militar para liberar os reféns, a chamada Operação “Eagle Claw” (Garra da Águia), em abril de 1980, foi um fiasco total. Três dos oito helicópteros enviados foram derrubados, oito soldados dos EUA morreram, e nenhum agente foi liberado. Eles iriam permanecer retidos na embaixada por 444 dias ao todo, só sendo libertados minutos depois da posse de Ronald Reagan na presidência dos EUA.
O fracasso na “crise dos reféns” foi explorado pelos republicanos para derrotar Jimmy Carter nas eleições de 1980 e numerosos analistas consideram que a CIA, por baixo dos panos, negociou a permanência dos reféns até o pleito nos EUA, em troca de peças de reposição para o exército iraniano, que se preparava para a guerra contra o Iraque e necessitava desesperadamente desses suprimentos. Episódio até hoje conhecido como a “Surpresa de Outubro” – a carta na manga para mostrar a “fraqueza” de Carter e a necessidade do belicoso Reagan na véspera da eleição. Assim, os reféns – 52 – foram liberados no governo Reagan, e apenas seis lograram se safar antes, como dito, centralmente graças à interferência dos canadenses, fato desconsiderado agora em prol da exaltação da CIA.
HISTÓRIA FALSIFICADA
Não há nada de inocente em querer reescrever a história, quando na ordem do dia está a guerra contra o Irã, acusado pelos EUA e Israel de suposto “programa nuclear militar”, a exemplo do que foi feito com a “ameaça das armas de destruição em massa” no Iraque que não existiam. Menos ainda a presença de uma primeira-dama, em tais circunstâncias, a menos de dois dias de uma reunião com o Irã que vem sendo apontada como “última chance”. Nem em querer aclamar a CIA, com seus vôos de rendição, suas prisões secretas, tortura em massa com memorando do governo de W. Bush e ataques de drones – só para citar os fatos dos tempos mais recentes -, além dos costumeiros golpes de estado e ações do gênero.
Nem dá para esquecer que seu marido aproveitou uma aparição na viagem ao Brasil para anunciar o bombardeio da Líbia. Na operação que assassinou Bin Laden – foco do filme “A Hora Mais Escura” – o presidente Obama teve participação direta e ao vivo, desde a Casa Branca, e depois de ter autorizado tanto terrorismo com drones. Ganhador do Prêmio Nobel, quem sabe não seria merecedor também de um Oscar? Como sempre que dá uma boa bilheteria Hollywood providencia um repeteco, já estamos visualizando os próximos filmes da CIA: “190 horas de Waterboarding (Afogamento)” e “Drones da Liberdade”, este, estrelado por John Brennan.
ANTONIO PIMENTA

fevereiro 26, 2013

Bloqueio dos EUA contra Cuba é anacrônico, avalia premiê russo

Filed under: WordPress — Tags:, , , , — Humberto @ 7:01 pm

O premiê russo, Dimitri Medvedev, avaliou como anacronismo do passado o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por Estados Unidos contra Cuba há mais de 50 anos.

Em entrevista com Prensa Latina, o dirigente russo comentou também sobre as tensas relações de Moscou com Washington, e em particular reconheceu a colocação em prática de algumas emendas discriminatórias mais globais como o cerco à Ilha, uma medida destinada ao fracasso.

“Essa é nossa posição sobre este tema e não mudamos”, afirmou.

Em outra parte de suas respostas, Medvedev explicou a importância de que tanto a Rússia como Estados Unidos, duas grandes potências nucleares, consigam melhorar suas relações, afetadas nos últimos tempos por medidas unilaterais do nortenho país.

A respeito, mencionou a postura de Washington em matéria de desarmamento e a defesa antimíssil.

Para a Rússia, declarou, as políticas e decisões do governo de Barack Obama nestas esferas estão dirigidas contra Rússia e seu potencial nuclear e apesar de várias tentativas e argumentos de nossa realidade, a situação é a mesma.

Longe de conseguir o chamado equilíbrio, afirmou, tanto Estados Unidos como a Organização do Tratado Atlântico do Norte (OTAN) fazem questão de nos tranquilizar com explicações não convincentes e de que se trata de outros países.

Cada vez, agregou, há menos tempo e isso nos obriga a que no final desta década se este tema não tem solução, devemos tomar nossas próprias medidas em defesa dos interesses estratégicos da Rússia, uma conclusão à que chegaria a qualquer governante da Federação.

Medvedev criticou outra medida impulsionada por legisladores democratas e republicanos norte-americanos relacionada com a Lei Magnitsky, pelo dano que traz para os cidadãos russos e porque vulnera seus direitos humanos elementares.

A lei concede faculdades ao Departamento de Estado para a adoção de represálias contra aquelas pessoas que, segundo o critério de Washington, violam os direitos humanos neste país, daí que seja vista como ingerencista pelas autoridades e políticos russos.

Fonte: PRAVDA / Prensa Latina

fevereiro 22, 2013

Israel autorizou exploração de petróleo nos Monte Golã. Participação especial: Dick Cheney e Rupert Murdoch

Filed under: WordPress — Tags:, , , , , — Humberto @ 3:21 pm

Israel autorizou uma exploração petrolífera nos montes Golã arriscando-se a condenações internacionais, noticia esta quinta-feira o jornal israelita “Yediot Aharonot”.
Segundo o jornal, a licença de exploração foi atribuída à empresa israelo-americana Genie, presidida por um antigo ministro de extrema-direita, Effi Eitam, instalada nos Golã.
O jornal “Globes”, publicação de noticiário económico israelita, indica também que o magnata da comunicação social Rupert Murdoch é acionista da petrolífera e Dick Cheney, antigo vice-presidente dos Estados Unidos é conselheiro do projeto de exploração.
“Atribuir uma licença para exploração e perfuração de petróleo nos Golã pode provocar contestação internacional porque toda a área em questão é considerada território sírio ocupado”, escreve ainda o “Globes”.
De acordo com o “Yediot”, Israel interrompeu nos anos 1980 as explorações petrolíferas na zona ocupada.
O porta-voz do ministro da Energia do governo de Israel, contactado pela agência France Presse mostrou-se indisponível para “comentar” as informações publicadas hoje.
Israel ocupou 1200 quilómetros quadrados os Montes Golã em 1967 mas a anexação nunca foi reconhecida pela comunidade internacional.
Recentemente foi construída por Israel uma nova barreira ao longo da linha de cessar-fogo. ( JN )

fevereiro 20, 2013

A RECOLONIZAÇÃO DA AFRICA – Condenação da Guerra em Mali e denúncia de conspiração neo-colonial ocidental

Filed under: WordPress — Tags:, , , , , , — Humberto @ 8:38 pm

Em 11 de Janeiro, 2013, a França lançou uma intervenção militar em Mali, num país Africano onde perto da metade da população vive com menos de $ 1.25 por dia. Os motivos de Paris para justificar essa operação vem direto da retórica de “Guerra ao terror”, tão querida da administração de Bush Jr. Em 17 de Janeiro, o parlamentar independente Laurent Louis denunciou em frente ao Parlamento Belga os objetivos reais dessa intervenção. O único legislador a se opor ao suporte Belga na operação Francesa, Laurent Louis aponta que países ocidentais – incluindo a França – ajudaram e continuam ajudando, na Síria, os mesmos jihadistas que Paris afirma que quer lutar contra em Mali.
REDE VOLTAIRE

Explicação do voto independente pelo Parlamentar Belga Laurent Louis,
Parlamento Belga 17 de Janeiro, 2013

Obrigado, Sr. Presidente.

Caros Ministros, caros colegas.

A Bélgica é realmente a terra do surrealismo.

Esta manhã, nós aprendemos pela imprensa que o exército Belga é incapaz de lutar contra alguns soldados extremistas tendo crenças radicais islamistas que existem dentro de sua própria corporação e que não podem ser demitidos por falta de meios legais.

No entanto, ao mesmo tempo, nós decidimos ajudar a França em sua guerra contra o “Terror” fornecendo suporte logÌstico para sua operação em Mali.

O que nós não fazemos para combater o terrorismo fora das nossa fronteiras?

Eu só espero que nós tenhamos o cuidado de não mandar para essa operação anti-terrorismo, em Mali, esses tão falados Soldados Islamistas Belgas!

Parece que eu estou brincando, mas o que est acontecendo no mundo hoje não me faz rir de forma nenhuma. Não me faz rir, porque sem sombra de dúvida os líderes de nossos países ocidentais consideram o povo como imbecis com a ajuda e o suporte da mídia a qual hoje em dia não passa de um órgão de propaganda para as forças governantes.

Ao redor do mundo, intervenções militares e de desestabilização de regimes se tornando mais e mais frequentes.

Guerras preventivas se tornaram a regra.

E hoje, em nome da democracia e da luta contra o terrorismo, nossos países garantem a si mesmos o direito de violar a soberania de países independentes e de derrubar líderes legítimos. Houve o Iraque e o Afeganistão, as guerras da mentira americana.

Veio depois, Tunísia, Egito, Líbia, onde graças aos suas decisıes, nosso país foi o “primeiro da fila” a participar em crimes contra a humanidade, em cada caso para derrubar regimes progressistas e moderados e para substitui-los por regimes islamistas, e – não é estranho? – a primeira vontade deles foi de impor a lei Sharia. Isso é exatamente o que acontece na Síria onde a Bélgica está vergonhosamente financiando o armamento de rebeldes islâmicos que estão tentando derrubar Bashar Al Assad, Assim, no meio de uma crise econômica, conforme mais e mais Belgas não conseguem mais ter um lar, comida, calor e de se curar.

Siiim, posso ouvir que populista sujo eu sou – bem, o Ministro das Relações Exteriores decidiu oferecer aos rebeldes Sírios 9 milhões de euros!

Claro, eles vão tentar nos convencer que esse dinheiro vai ser usado para propósitos humanitários… Mais uma mentira!

E como vocês podem ver, por meses, nosso país está apenas participando para colocar no poder, regimes Islâmicos no Norte da Africa e no Oriente Médio.

Então, quando eles vem e fingem ir para a guerra para lutar contra o terrorismo em Mali, bem…

Me dá vontade de rir. Isso é falso!

Sob a aparência de boas ações, nós só interferimos para defender interesses financeiros numa completa mentalidade neo-colonialista. … um real absurdo ir ajudar a França em Mali em nome da luta contra o terrorismo islâmico quando ao mesmo tempo, nós ajudamos na Síria rebeldes islâmicos a derrubar Bashar Al Assad que querem impor a lei Sharia, como foi feito na Tunísia e na Líbia Já está na hora de parar de mentir para nós tratando o povo como imbecis Chegou a hora de dizer a verdade.

Armando rebeldes islâmicos, como os ocidentais fizeram, no passado armando Bin Laden, aquele que era amigo dos americanos antes deles terem se virado contra ele, bem, os países ocidentais estão tendo a oportunidade de colocar bases militares nos países recentemente conquistados enquanto favorecem empresas nacionais.

Portanto tudo é estratégico.

No Iraque, nossos aliados americanos, colocaram suas mãos nas riquezas petrolíferas do país. No Afeganistão, foi o ópio e as drogas sempre útil quando é para fazer muito dinheiro o mais rápido possível. Na Líbia, na Tunísia, no Egito, ou então de novo na Síria, a meta era e ainda hoje é derrubar poderes moderados, para substituí-los por forças islâmicas que rapidamente, se tornarão um problema e que nós sem vergonha nenhuma atacaremos fingindo mais uma vez, lutar contra o terrorismo ou proteger Israel. Assim, os próximos alvos já são conhecidos. Dentro de alguns meses, eu aposto que nossa atenção vai se voltar para Algéria e eventualmente para o Irã.

Ir para a guerra, para libertar povos de um agressor estrangeiro, é nobre Mas ir para a guerra para defender os interesses dos Estados Unidos, Ir para a guerra para defender os interesses de grandes empresas como a AREVA, ir para a guerra para colocar nossas mãos em minas de ouro, não tem nada de nobre mesmo e mostra como nossos países são os agressores e ladrões! Ninguém ousa falar, mas eu não vou me calar! e se minha batalha me faz parecer um inimigo desse sistema que alardeia os direitos humanos em nome de interesses econômicos, geo-estratégicos e neo-colonialistas, que assim seja!

Alardear e expor esse regime é um dever e me deixa orgulhoso E honestamente, eu peço desculpas por meu discurso de baixo nível, mas fodam-se vocês todos, os chamados bons samaritanos, de esquerda e de direita ou os do centro que estão hoje lambendo as botas de nossos poderes corruptos e que terão o prazer de me ridicularizar.

Fodam-se vocês todos, líderes que estão brincando com suas bombas como fazem as crianças em um playground!

Fodam-se, vocês que fingem ser democratas quando na verdade não passam de criminosos de baixo nível.

Eu também não tenho muito respeito pelos jornalistas que tem a audácia de chamar os oponentes de retardados mentais quando basicamente, eles sabem muito bem que esses oponentes são normais.

Finalmente, eu desprezo, ao ponto mais alto, aqueles que acreditam que são os reis do mundo e que estão ditando suas leis, porque EU ESTOU do lado da verdade, o lado da justiça, o lado das vítimas inocentes das pilhagens a qualquer custo.

E é por essa razão que eu decidi me opor claramente a essa resolução que está levando nosso país a ajudar a França em sua operação neo-colonialista. Desde o começo da operação Francesa, a mentira é organizada. … dito a nós que a França está apenas respondendo a um chamado de ajuda do Presidente de Mali. Nós quase nos esquecemos que esse presidente não tem legitimidade e que ele foi colocado no poder para garantir a transição após o golpe de estado de Março de 2012.

Quem deu suporte a esse golpe de estado? Quem o iniciou? Para quem esse Presidente de transição trabalha na verdade?

Essa é a primeira mentira! O Presidente Francês, François Hollande ousa fingir travar essa guerra para lutar contra os Jihadistas que ameaçam (ohhhh você percebe!) que ameaçam os territórios Francês e Europeu!

Mas que mentira feia!

Ao usar esse argumento oficial, enquanto usando a oportunidade para assustar a população aumentando o nível de alerta ao terror, implementando o Plano Vigipirate nossos líderes e a Mídia estão demonstrando um ultraje inimaginável!

Como eles ousam usar tal ponto enquanto França e Bélgica não hesitaram em armar e ajudar Jihadistas na Líbia e que esses mesmos países continuam a ajudar esses Jihadistas na Síria. Esse pretexto esconde propósitos estratégicos e econômicos.

Nossos países não temem mais a inconsistência porque é feito de tudo para esconder isso. Mas a inconsistência está bem presente. Não será amanhã que vocês verão um cidadão de Mali cometer um ato de terrorismo na Europa.

Não! A não ser que de repente nós criássemos um então poderemos justificar essa operação militar. Nós não criamos o 11 de Setembro, afinal, para justificar as invasões, prisões arbitrárias, tortura e o massacre de populações inocentes?

Assim, criar um terrorista Mali não é grande coisa! não deve ser tão complicado para nossos líderes sanguinários.

Outro pretexto usado nesses meses recentes para justificar operações militares, é a proteção dos direitos humanos.

Ahh! Esse pretexto é usado ainda hoje para justificar a guerra em Mali.

Mas sim! nós temos que agir, caso contrário os islâmicos do mal vão impor a lei Sharia em Mali, apedrejando mulheres e cortando as m„os dos ladrões.

Oh! A intenção é nobre. Nobre e salutar com certeza. Mas então porque isso, meu bom Deus, porque é que nossos países contribuíram na Tunísia e na Líbia para a ascenção ao poder pelos islâmicos que decidiram aplicar essa mesma Lei Sharia nesses países o qual ainda eram até pouco tempo atrás, modernos e progressistas?

Eu os convido a perguntar aos jovens Tunisianos quem lançou a revolução na Tunísia, se eles estão felizes com sua atual situação? Isso é tudo hipocrisia.

O propósito dessa guerra em Mali é bem claro.

E já que ninguém fala sobre isso, EU VOU. O propósito é o de lutar contra a China e permitir aos nossos aliados americanos manterem sua presença na Africa e no Oriente Médio. Isso é o que guia essas operações neo-colonialistas.

E vocês vão ver, quando as operações militares terminarem, a França vai, é claro, manter sua base militar em Mali. Essas bases também irão beneficiar os americanos.

E ao mesmo tempo, como sempre tem sido o caso, corporações ocidentais colocarão suas mãos em contratos suculentos que irão mais uma vez privar os países re-colonizados de suas riquezas e matérias primas.

Então sejamos claros, os principais beneficiados dessa operação militar, serão os proprietários e acionistas da gigante Francesa AREVA que tem tentado por anos obter uma mina de Urânio em Falea, uma cidade de 17.000 habitantes localizada a 350 km de Bamako.

E eu não sei porque, mas meu dedinho está me dizendo que não vai demorar muito antes e a AREVA vai eventualmente explorar aquela mina!

Eu não sei, é uma impressão que eu tenho. Está portanto fora de questão que eu poderia participar desse colonialismo de mineração, esse colonialismo dos tempos modernos. E para aqueles que duvidam dos meus argumentos, Eu sinceramente os convido a aprender algo sobre as riquezas de Mali.

Mali é um grande produtor de ouro, mas recentemente foi designado recentemente, eh…- como sendo um país que oferece um ambiente de classe mundial para a exploração de Urânio.

Que estranho! Um passo adiante para uma guerra contra o Irã, é óbvio.

Por todas essas razões e para não cair nas armadilhas de mentiras as quais estão nos empurrando, Eu decidi não dar meu apoio para essa intervenção em Mali.

Portanto, eu vou votar contra. E fazendo isso, estou sendo consistente uma vez que, eu nunca apoiei no passado nossas intervenções criminosas na Líbia ou na Síria, e então sendo o ˙nico parlamentar nesse país a defender a não-interferência e a luta contra interesses obscuros.

Eu realmente penso que já é hora de colocar um fim em nossa participação nas Nações Unidas ou na OTAN e cair fora da zona do Euro se a Europa, ao invés de fornecer a paz se tornar uma arma de ataque e desestabilização de países soberanos submissos a interesses financeiros e não humanitários Finalmente, eu só posso insistir com nosso governo para lembrar ao Presidente Hollande as obrigações resultantes da Convenção de Genebra referente ao respeito aos prisioneiros de guerra.

De fato, eu fiquei chocado ao ouvir na televisão da boca do Presidente Francês que sua intenção era de “destruir” Eu disse “destruir” – terroristas islâmicos.

Então, eu não quero que essa qualificação seja usada para nomear os oponentes do regime de Mali … sempre conveniente hoje em dia falar sobre terroristas islâmicos- usados para envolver as obrigações de qualquer estado democrático em termos de respeitar os direitos de prisioneiros de guerra. Nós esperamos tal respeito da Pátria dos direitos humanos.

Para terminar, deixem-me enfatizar como decidimos ir para a guerra tão facilmente Primeiro, o governo age sem nenhuma permissão do parlamento. Parece que ele tem o direito de fazer isso.

Ele envia equipamentos, homens para Mali O parlamento reage subsequentemente e quando responde, como hoje, bem, essa instituição parece ser composta de apenas 1/3 de seus membros.

Muito menos se nós falarmos dos discursos dos parlamentares franceses. E portanto, uma culpa leve o qual não me surpreende, vindo de um parlamento de cachorrinhos, submissos aos ditadores dos partidos políticos.

Obrigado.

O mito da iniciativa privada, Por Arthur Meucci

Reproduzido do Portal FILOSOFIA CIÊNCIA & VIDA

O mais novo técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, fez um comentário preconceituoso sobre uma parte do funcionalismo público. Em sua primeira entrevista coletiva no comando da seleção brasileira, ao falar sobre a pressão de ganhar uma Copa do Mundo no Brasil, disse: “Se não quer pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil. Senta no escritório e não faz nada, aí não tem pressão nenhuma”. Segundo o técnico, bancos e empresas públicas não são eficientes, pois seus funcionários, por gozarem de uma estabilidade, não têm motivos para melhorar seu trabalho. Essa ideia popular, baseada no mito da iniciativa privada, não encontra fundamentos reais que a justifiquem em comparação ao setor público.
A depreciação do setor público teve início nos governos neoliberais que administraram o Brasil após o regime militar. Herdamos da ditadura empresas públicas que funcionavam como cabide de emprego, contratando funcionários nomeados por generais, sem concurso, para alimentar esquemas de corrupção. O discurso da privatização das empresas públicas nas décadas de 1980 e 1990 foi baseado no mito da “ineficiência” do Estado frente ao “dinamismo eficiente” do mercado. Porém, com a redemocratização, o funcionalismo público voltou a exigir concursos e seleções rigorosas para todos os funcionários que trabalham nestas instituições. Se por um lado há a estabilidade e os benefícios especiais de cargos e aposentadoria, por outro existe uma competitividade entre os candidatos e funcionários de empresas estatais e a busca contínua pela capacitação. Afinal, a Constituição exige que somente os melhores candidatos podem ser contratados e promovidos. A exoneração por problemas éticos ou legais impossibilita a contratação em qualquer outra instituição pública. A meritocracia, regra que rege o bem público, não é compartilhada pelo mercado.
Sacralizada pela ideologia midiática e pela classe média, as empresas privadas ganham fama de eficientes, performáticas, competidoras e lucrativas. Sempre buscando se aperfeiçoar para conquistar clientes e superar seus concorrentes. Afinal, na visão liberal, é a mão invisível do mercado que guia a sociedade para o bom caminho. Parece- nos tão lógico que é difícil duvidar das promessas feitas pela iniciativa privada. Porém, basta ter olhar crítico para constatarmos as falácias desses argumentos, sobretudo no Brasil.
Em nosso país, as universidades públicas são muito superiores às universidades particulares, gozando de menores recursos que uma particular e com um quadro docente estável. Nossa melhor universidade particular está na décima terceira posição, e a segunda colocada bem mais distante, segundo os critérios acadêmicos e mercadológicos do Ranking Universitário Folha.
Como professor universitário, já ministrei aulas em muitas universidades particulares tradicionais, ou seja, mais preocupadas com o lucro do que com a educação. Tive recentemente três alunos do último ano de Administração que poderiam ser facilmente classificados como analfabetos. Com o sistema de “DPs” on-line criado pela instituição, eles passavam de ano pagando para outras pessoas fazerem as provas a distância. Um dos alunos trabalhava em um hospital particular de São Paulo, aprovando ou reprovando autorização de procedimentos médicos via convênio. Os outros dois, que também não sabiam escrever e fazer contas, estagiaram e se efetivaram em dois grandes bancos privados.
Eu fiquei preocupado, pois era cliente de um dos bancos em questão. Quando o meu novo gerente me chamou por e-mail para me vender um fundo de investimento (que eu não pedi), percebi que o domínio do idioma não era um fator importante na contratação. Os grosseiros erros de conta, quando me mostrou o possível retorno dos investimentos, me convenceram a transferir meu ordenado para minha antiga conta no banco público. Esse banco público nunca me ligou no aniversário, não telefona de noite para me oferecer produtos e nem me ofereceu tratamento personalité, porém, nestes últimos dez anos, eu jamais tive problemas. Como consultor de Ética, que presta serviços no sistema financeiro, posso afirmar que os gerentes do meu banco público, de agências simples, são muito mais bem preparados que alguns diretores financeiros que conheci no setor privado.
Na cidade de São Paulo temos cada vez mais relatos de pessoas que sofreram erros médicos em importantes hospitais particulares. Os serviços de telefonia, que foram privatizados em nome da eficiência, não funcionam satisfatoriamente nem se comparam ao antigo sistema estatal – que, apesar de não expandir de forma agressiva o oferecimento das novas linhas, mantinha boa qualidade na prestação dos serviços. A média geral das notas nas escolas particulares é tão ruim quanto a média geral das escolas públicas, mesmo com práticas antiéticas para melhorar suas posições no Ranking do Exame Nacional do Ensino Médio.
Em tempos de crescimento econômico, a falta de mão de obra bem preparada no mercado torna cada vez mais evidente o abismo entre a qualidade dos prestadores de serviço públicos e particulares. Beleza, roupas, persuasão, submissão ao chefe, corroboração aos assédios morais, indicação e alienação são os pré-requisitos básicos de contratação em um RH. Pessoas com conteúdo, críticas e que se esforçam para subir na hierarquia, típico de um sistema de meritocracia, são vistas com maus olhos. Como todo mito, a sacralização do privado é muito mais ilusório e teatral que verdadeiro.

Arthur Meucci é mestre em Filosofia pela USP, doutorando em Educação, Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, é membro da Associação Filosófica Scientiae Studia. Professor conferencista da ECA/USP e do curso de Ética e Meio Ambiente do PEC/FGV-SP e consultor do Espaço Ética. www.meucci.com.br

Raúl Castro recebe congressistas norte-americanos em Havana

Filed under: WordPress — Tags:, , , , , , — Humberto @ 6:47 pm

O presidente cubano, Raul Castro, recebeu, na terça-feira, em Havana, uma delegação de congressistas norte-americanos liderada pelo senador democrata Patrick Leahy, que realiza uma visita a Cuba, revelou a televisão estatal cubana.
Durante o encontro entre Castro e Leahy, que preside ao Comité de Justiça do Senado norte-americano, foram abordados temas do interesse de ambos os países que, contudo, não foram especificados.
Cuba e os Estados Unidos não possuem relações diplomáticas desde 1961, mantendo um diferendo há mais de meio século.
Depois de terem chegado a Cuba na segunda-feira, os congressistas norte-americanos mantiveram vários encontros de caráter político com o presidente da Assembleia Nacional cubana, Ricardo Alarcón, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodriguez.
Há cerca de um ano, em fevereiro de 2012, Patrick Leahy, eleito por Vermont, e outros congressistas estiveram em Cuba para vários contactos, nomeadamente com Raul Castro, tentando sensibilizar as autoridades do país a libertarem o construtor norte-americano Alan Gross, que está preso na ilha.
Gross, de 63 anos, trabalhava numa empresa subcontratada pela ‘agência norte-americana’ [ aspas nossas ] de desenvolvimento e foi detido em Cuba em 2009 sob a acusação de distribuir tecnologia de comunicações a uma ‘comunidade judia’ [ idem – ver texto abaixo ], tendo sido julgado em 2011 e condenado a 15 anos de prisão. ( JN )

Fidel e Obama exigem, um do outro, libertação de prisioneiros
03.08.2010
WASHINGTON/HAVANA – O presidente americano Barack Obama e o líder cubano Fidel Castro trocaram acusações e querem que um empresário americano preso em Havana e cinco espiões cubanos presos nos Estados Unidos sejam postos em liberdade.
O ex-presidente cubano Fidel Castro rejeitou a pressão dos Estados Unidos para que Cuba liberte o empresário Alan Gross, acusado de espionagem na Ilha, e exigiu que Washington ponha em liberdade cinco agentes cubanos, presos nos EUA, como fez “com dez agentes russos”.
Em entrevista a TV cubana, Fidel revelou que “estão pressionando” para obter a libertação “daquele que espionava”, em referência ao empresário Alan Gross, preso em Cuba em dezembro de 2009.
Segundo Castro, enquanto isto, as autoridades americanas mantêm, “injustamente”, cinco agentes cubanos presos nos Estados Unidos desde 1998, condenados por espionagem em 2001.
“O ilustre presidente dos Estados Unidos (…) poderia tê-los libertado, como fez com um montão de gente que se dizia espião russo”, enfatizou Fidel Castro em um encontro com jovens comunistas.
Fidel qualificou de “tortura” a manutenção de Gerardo Hernández, um dos cinco agentes cubanos, em um “buraco” (prisão) nos Estados Unidos, mesmo estando doente, por ter contraído “uma bactéria na prisão”.
O empresário americano Alan Gross, acusado de espionagem pelo governo cubano, foi preso quando estava em Havana vendendo celulares e computadores portáteis a grupos judeus, a serviço de uma empresa contratada pelo departamento de Estado dos Estados Unidos.
Fidel Castro não abordou no encontro com jovens comunistas nenhum tema da atualidade cubana, como o acordo firmado entre seu irmão, Raul Castro, e a Igreja Católica para a libertação de presos políticos cubanos.
Alan Gross, de 60 anos, trabalhava numa empresa em Washington, contratada por um programa financiado pelos Estados Unidos para promover a democracia na ilha.
O governo de Cuba diz que Alan Gross cometeu “crimes sérios” ao fornecer equipamentos de comunicações por satélite a dissidentes cubanos, mas o governo dos Estados Unidos diz que ele entrou em Cuba com visto de turista e estava ajudando grupos judaicos a terem acesso à internet.
“Consideramos a prisão de Alan Gross um ato inaceitável. Ele não estava violando leis e não foi indiciado até onde eu saiba. Ele não está bem, perdeu 36 quilos, faz mais de seis meses que está preso, e estamos encorajando o governo cubano a soltá-lo”, disse o secretário-assistente de Estado norte-americano, Arturo Valenzuela.
Os Estados Unidos recentemente dirigiram cautelosos elogios ao governo de Cuba pela decisão, após mediação da Igreja Católica, de libertar 52 dos 75 dissidentes presos numa onda de repressão em 2003. Vinte deles já foram soltos e emigraram para a Espanha.
Mas o governo de Barack Obama deixou claro que os seus modestos esforços para melhorar as relações com Havana ficarão suspensos enquanto Gross permanecer detido.
A secretária de Estado Hillary Clinton disse que Washington trabalha “a cada dia, por todos os canais” para obter a libertação de seu cidadão. Enquanto isso, as autoridades cubanas dizem que Alan Gross tem direito à defesa jurídica, assistência consular e comunicação com a família.
Por conta do cinematográfico e bem sucedido episódio da troca de espiões entre Estados Unidos e Rússia, no aeroporto de Viena, na Áustria, analistas de política internacional acreditam que Cuba pode estar tentando usar Alan Gross em uma troca para libertar cinco cubanos presos e condenados nos Estados Unidos por espionagem.
ANTONIO CARLOS LACERDA
PRAVDA Ru BRASIL

fevereiro 18, 2013

Ainda a Corrupção e a Ditadura Militar, Por Jasson de Oliveira Andrade

FIGUEIREDO - FOTO DA MENINA QUE RECUSOU CUMPRIMENTAR

O assunto sobre a corrupção e Ditadura Militar ainda não está esgotado. A imprensa, escrita e falada, afirma que a corrupção atual é a maior da História do Brasil. Com essa crítica, uma pequena parte de brasileiros, decepcionada, deseja a Ditadura Militar com a finalidade de combater os corruptos. No entanto, a corrupção no tempo da Ditadura Militar era infinitamente superior, como irei mostrar.
O jornalista e escritor J. Carlos de Assis escreveu três livros, no final da Ditadura Militar, em 1984, mostrando os escândalos desse período. Um deles, o mais famoso, “A Chave do Tesouro, anatomia dos escândalos financeiros no Brasil: 1974/83”, revela essa corrupção. Alguns capítulos: Caso Halles, Caso BUC, Caso Econômico, Caso Eletrobrás, Caso UEB/Rio-Sul, Caso Lume, Caso Ipiranga, Caso Aurea, Caso Lutfalla (família de Paulo Maluf, marido de Sylvia Lutfalla), Caso Abdalla, Caso Atalla, Caso Delfin, Caso TAA. Cada “Caso” é um capítulo. Por este motivo, é impossível detalhar esses escândalos financeiros, que trouxeram prejuízos inimagináveis à Economia daquela época!
Em outro livro, “A dupla face da Corrupção”, também em 1984, J. Carlos de Assis revela: “A censura (sic) da era Médici manteve o submundo da economia tão longe da curiosidade pública como as masmorras sombrias da repressão política. (,,,) Esta era uma atmosfera particularmente favorável ao apaniguamento (sic) e à proteção econômica e administrativa dos amigos do regime (…) Foi à sombra desse período obscurantista que a maioria dos arrivistas e aventureiros do mercado, esgueirando-se por essas omissões originais da lei ou pelos espaços abertos por sua deformação propositada (sic), penetrou no sistema financeiro e nele engordou seus conglomerados fraudulentos (sic), para explodir posteriormente em escândalos”, acrescentando: “Vários grupos de aventureiros e de gangsters de gravata (sic) foram postos na engorda junto aos cofres públicos (sic), com total contemporização e cumplicidade da autoridade administrativa”. Adiante o escritor comenta o escândalo da Corretora Laureano, em 1976, fazendo essa estarrecedora denúncia: “Seu dono, contudo, precavidamente, havia lastreado suas ousadas operações num ativo intangível de valor incalculável nas circunstâncias: a amizade com o Ministro-chefe da Casa Civil, o condestável do governo Geisel, General Golbery do Couto e Silva. A relação estava selada, além disso, por um contrato de trabalho do filho de Golbery como diretor da Corretora (sic). E o General não tinha maiores constrangimentos éticos (sic) em encaminhar seu amigo às boas graças de algum colega de Ministério, em especial o que detinha as chaves dos cofres públicos, o Ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen”. Na página 85, outra denúncia grave: a compra pela Coroa-Brastel (uma empresa que também fazia parte do escândalo financeiro) da Metalúrgica Castor: “A Metalúrgica era propriedade do banqueiro de bicho Castor de Andrade, em sociedade com Osório Pais Lopes da Costa, sogro do Johnny Figueiredo, filho mais velho do Presidente da República (na época em que o livro foi publicado, 1984, o General João Figueiredo era o Presidente). No ambíguo depoimento, Paim [dono da Coroa-Brastel] relata que foi contatado por Álvaro Leal em outubro de 1982. O consultor lhe teria dito que a Metalúrgica estava para quebrar e lhe sugeria comprar a empresa. “atendendo a um pedido do Chefe” (sic) – o próprio Presidente, no caso. Ele receberia por isso as “compensações devidas” , através do Banco do Brasil (sic)”. Era uma empresa suspeita comprando outra falida “atendendo o pedido do Chefe”! O escritor foi corajoso ao fazer essa denúncia contra o General-Presidente em plena Ditadura Militar, mesmo que nesse ano, 1984, o regime estava mais brando!
Existem outras denúncias de corrupção no período ditatorial, mas ficam para outro artigo.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Fevereiro de 2013

fevereiro 14, 2013

Síria: deputado russo afirma que Estados Unidos começam a entender consequências da guerra

Filed under: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 8:04 pm

Rússia não irá contribuir para a queda de Bashar al-Assad
O chefe do Comitê Internacional da Duma, câmara baixa do parlamento russo, Alexei Pushkov, declarou que a Rússia não aceitará usar sua influência para fazer com que o Presidente sírio, Bashar al-Assad seja destituído do poder. O parlamentar afirmou que “os norte-americanos querem que a Rússia use sua influência para conseguir com que Assad se retire da presidência” e disse que o Kremlin não apoiará a ideia por considerá-la “incorreta, salientando que o país ajuda na negociação da paz do país em guerra.
O deputado afirmou que os Estados Unidos estão começando a prestar atenção às propostas russas sobre a Síria. “Os norte-americanos reconheceram, em particular, que a destruição das estruturas administrativas na Síria teria consequências desastrosas (…). Eles entenderam que, se tudo for acabado, teremos outro Afeganistão.”
Segundo Pushkov, isso significa que Washington está ciente de que junto com os rebeldes sírios virão radicais islâmicos ligados a organizações terroristas internacionais, deixando cristãos, xiitas e outras minorias na Síria em perigo. ( DIÁRIO DA RÚSSIA )

Assange oficializa candidatura ao senado australiano

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 6:43 pm

Julien Assange apresentou a sua candidatura ao senado da Austrália, pelo recém-formado partido Wikileaks.
Julien Assange – a viver desde junho na embaixada do Equador em Londres, de onde não sai temendo a extradição para a Suécia – oficializou a candidatura ao senado da Austrália, o seu país natal, segundo a edição de hoje do jornal australiano “The Age”.
O fundador do site que revelou documentos secretos de vários países, sobretudo dos EUA, já tinha manifestado a intenção de entrar para a política, no ano passado, através da sua conta no Twitter.
Segundo o “The Age”, o fundador do WikiLeaks reúne muitas condições para vencer as eleições. Sondagens realizadas por uma empresa UMR de sondagens do Partido Trabalhista Australiano, Assange poderia ser um forte candidato em New South Wales ou Victoria.
A legislação na Austrália permite que os cidadãos australianos a viverem noutros países possam candidatar-se ao senado, no entanto, não se sabe ainda como é que Assange vai conduzir a sua campanha a partir da embaixada do Equador em Londres, nem como irá assumir o cargo se vencer as eleições. ( EXPRESSO )

Older Posts »

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.