ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

dezembro 3, 2012

Chamem o Mulder: milhares de documentos comprometedores do Metrô paulista são engolidos por vórtex dimensional e desaparecem sem deixar vestígios!!


Uma quantidade tão insignificante de papéis, nem dava para perceber mesmo.

Uma quantidade tão insignificante de papéis, nem dava para perceber mesmo.

Cinquenta dias depois de entrar em vigor a Lei do Acesso à Informação, que obriga os órgãos públicos a fornecerem cópias de qualquer documento que não seja coberto por sigilo legal, o Metrô de São Paulo ( estatal sob comando do governo Alckmin ) “descobriu” o sumiço de mais de 15 mil caixas de documentos.
O sumiço foi constatado oficialmente no dia 9 de julho deste ano. Na sexta-feira (30/11), o diário oficial de SP publicou edital informando o extravio de 15.399 caixas com documentos do arquivo da companhia (figura acima).
São papéis diversos, incluindo contratos assinados entre 1977 e 2011, laudos técnicos, processos de contratação, de incidentes, propostas, empenhos, relatório de acompanhamento de contratos de 1968 até 2009, e vários outros documentos. Suspeita-se que na papelada esteja farto material resultado do mega escândalo internacional do pagamento de propinas da empresa Alstom para tucanos paulistas, em contas secretas na Suíça.
Além de abertura de processo interno, o texto diz que o boletim de ocorrência do desaparecimento dos documentos foi feito no dia seguinte, sob número 1.435.
O Metrô de SP é fonte de diversos escândalos, a começar pelo internacionalmente famoso da Alstom. O Ministério Público
Estadual também investiga suspeita de fraude e combinação de resultados na licitação do prolongamento da Linha 5-Lilás. Outra investigação aponta para superfaturamento na contratação de serviços para reformas de trens das linhas já existentes.
Promotores ouvidos pela reportagem, no entanto, disseram não acreditar que o sumiço possa prejudicar as ações – no caso da Linha 5, principalmente, porque o inquérito já foi relatado à Justiça. ( Com informações da Agência Estado )
Publicado no site AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

REMEMORANDO:

MPE investiga mais 5 contratos da Alstom com o governo de SP
Além do Metrô, negócios da multinacional com a CESP, CPTM, Sabesp, Eletropaulo e CTEEP, realizados entre 95 e 2003, estão sob suspeita
O Ministério Público de São Paulo receberá a colaboração de seus congêneres da Suíça nas investigações sobre o pagamento de propina pela empresa francesa Alstom a políticos tucanos para a obtenção de contratos no Metrô da capital, entre os anos de 1995 e 2003.
As denúncias foram divulgadas inicialmente na Suíça. Segundo elas, a multinacional francesa pagou US$ 6,8 milhões em propinas para “vencer” uma licitação de US$ 45 milhões no governo paulista. Um dos nomes envolvidos é o do ex-ministro das Comunicações de Fernando Henrique, Sérgio Motta, que era dono da empresa Hidrobrasileira, conhecida por intermediar negócios desta natureza.
O Ministério Público informou que vai investigar também contratos da Alstom com outras seis empresas ligadas ao governo de São Paulo. Além do Metrô, cujos documentos já haviam sido solicitados pela Promotoria na semana passada, serão apurados os negócios da empresa francesa com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), Cesp (Companhia Energética de São Paulo), Eletropaulo, Sabesp (a companhia estadual de água e saneamento) e CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista).
A CTEEP teve um contrato no valor total de R$ 5,6 milhões, firmado sem licitação nos anos de 2002 e 2003. No Metrô, pelo menos cinco contratos foram firmados com a Alstom. O que chamou a atenção dos procuradores que começaram a investigar o caso é a grande quantidade de aditamentos que foram feitos. Dois aditivos efetuados em contratos da Linha 2 – Verde, de 2005, somam R$ 160 milhões. O aditivo mais recente é de maio de 2007, de R$ 70 milhões, para compra de 22 trens.
O secretário-geral do Sindicato dos Metroviários e presidente da Federação Nacional dos Metroviários, Wagner Fajardo, comentou as denúncias envolvendo a Alstom e o Metrô paulista. “A Alstom chegou no Metrô de forma meio estranha”, recorda o sindicalista, para quem a companhia não tinha o devido know-how para substituir o sistema de sinalização e computadores em licitação vencida pela multinacional no ano 2000. “Foi o próprio corpo técnico do Metrô quem mais trabalhou. Na época, aquilo nos pareceu muito estranho, mas não suspeitávamos que pudesse haver propina”, prosseguiu.
Calcula-se que a Alstom pode ter distribuído cerca de US$ 200 milhões em propinas no Brasil, como a outros países da América do Sul, e mais Cingapura e Indonésia. O procurador Silvio Marques, que apura o escândalo, ressalta que precisará de colaboração internacional para desvendar o caso. Os papéis suíços poderiam, segundo ele, vir para o Ministério Público de São Paulo por meio de uma figura jurídica chamada “transmissão espontânea de informação”.
HORA DO POVO, MAIO DE 2008

PÓS-POST:

Bando rouba computadores, incendeia empresa e foge
( Notícia publicada na edição de 11/07/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 6 do caderno A )
Nove bandidos armados roubaram computadores e incendiaram uma empresa que realizava serviço de digitalização de documentos, situada na Estrada da Taperinha, em Itu. O crime aconteceu na noite de segunda-feira, por volta das 23h. Os criminosos renderam dois seguranças e roubaram 10 computadores. Logo após, despejaram gasolina no galpão de 5 mil metros quadrados, atearam fogo e depois fugiram.
Os seguranças chamaram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. O fogo foi contido somente às 5h de ontem. Foram utilizados 130 mil litros de água e 10 homens do Corpo de Bombeiros de Itu e Sorocaba. Caminhões-pipa da Prefeitura de Itu também apoiaram a ação. Não houve feridos.
Há 200 metros do local, a Polícia localizou um Corsa Wind, furtado, com placa de Itu, provavelmente usado pelos bandidos. A empresa P.A. Arquivos Ltda. tinha como um dos clientes o Metrô de São Paulo ( grifos do ENCALHE ). Todos os arquivos foram destruídos e a estrutura do prédio teve perda total. Acredita-se que os bandidos tenham provocado o incêndio devido o local abrigar vários documentos de empresas. A perícia técnica foi solicitada no local e a polícia vai investigar o caso. A previsão era de que o trabalho de rescaldo continuasse por mais dois dias.

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