ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

dezembro 2, 2012

Bob Fernandes: “Com Rose ou sem Rose, Lula é e seguirá sendo o alvo”


Em tempos de futebolização da política é necessário separar o que é fato, o que é informação, o que é opinião. Fato é que a polícia federal indiciou Rosemary Noronha, a Rose. Rose era a chefe da Representação da Presidência da República em São Paulo. Por indicação de Lula, de quem Rose é próxima. E isso é um fato.
Rose, em resumo, está sendo acusada de tráfico de influência e corrupção passiva. A polícia federal fez seu trabalho e o processo vai andar. Quem for condenado, paga, quem for inocente, não paga; ainda que, como é habitual, carregando manchetes na história e nas costas. Ponto final.
A partir disso, vamos a outras informações. O ex-presidente Lula faz reuniões rotineiras de avaliação de conjuntura com seus assessores. Uma reunião, essa informal, abordou aspectos políticos também desse último caso, a Operação Porto Seguro.
Em maio, Lula teve rumoroso encontro com o Ministro Gilmar Mendes, do Supremo. Na avaliação daquele barulho todo, Lula entendeu haver exagero de quem percebia alí uma ação política. para desgastá-lo. Desgastá-lo porque ele é a rocha no caminho dos que pretendam enfrentar a presidente Dilma.
Lembrando sempre que isso, outros fatos à parte, é informação. Eventos, escândalos produzem desdobramentos políticos. E levam a informações e análises das ações e das contra-reações. Disso tratamos aqui hoje: das razões e opiniões de uns e de outros.
Pois bem, 6 meses depois do episódio com Gilmar Mendes, o ex-presidente tem avaliação diferente do que tinha à época. Lula, assim como a maioria de seu grupo de assessores, entende que há, sim, uma articulação política que busca desgastá-lo.
Fato é que, à parte articulações, há fatos objetivos que levam às ações de desgaste; como esse episódio de agora, o de Rose. Assim como é fato, entendem por seu lado Lula e os seus, que qualquer informação, em qualquer episódio, grave ou banal, será sempre usada nessa guerrilha de desgaste.
Há quem estranhe a ação da polícia federal. Não há porque estranhar. No segundo governo Lula, recordemos, a polícia chegou a investigar Vavá, o irmão do presidente. A polícia federal não é um ente uno e indivisível que obedece a todo e qualquer comando. E a PF, felizmente, tem autonomia já há alguns anos; como nunca teve antes.
Para lembrar. Na Operação Satiagraha a polícia se dividiu. Uma banda atuou para prender o banqueiro Daniel Dantas. Outra porção trabalhou contra. Na Operação Porto Seguro a policia agiu por entender que existem provas para agir.
Isso é um fato. Claro, objetivo, com documentos e gravações. Assim como há outro fato, fato político, e dele temos tratado aqui nos últimos meses. Aconteça o que acontecer, com Rose ou sem Rose, Lula é e seguirá sendo o grande alvo.

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