ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

novembro 29, 2012

Relator arrega e pombinhos Policarpo e Cachoeira podem voltar a se telefonar à vontade


Cachoeira: relator amarela e retira indiciamento de ‘Veja’ e Gurgel do relatório da CPI
Na quarta-feira, o relator da CPI do Cachoeira apresentou uma nova versão do seu relatório, retirando os pedidos de investigação sobre o procurador-geral Roberto Gurgel, e de indiciamento de Policarpo Jr, da sucursal da revista “Veja” no DF.
HORA DO POVO
Odair cede às pressões do lobby da Veja e retira indiciamento de Policarpo Júnior
O relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT/MG), alterou o texto de seu relatório final com a conclusão dos trabalhos da comissão. Na quarta-feira (28), ele apresentou uma nova versão, na qual retirou os pedidos de investigação da conduta do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e de indiciamento de cinco jornalistas, entre eles, Policarpo Júnior, da sucursal da revista “Veja” em Brasília.
Contrariando a versão divulgada dez dias antes, Cunha classificou esses dois itens de “secundários” e “acessórios”. “Se os partidos se comprometeram a aprovar o essencial, estou disposto a retirar o secundário. O encaminhamento do procurador-geral para o conselho e o indiciamento dos jornalistas é irrelevante; não é uma questão central. Se o procurador e os jornalistas são elementos que criam obstáculos à aprovação do relatório, abro mão deles”, afirmou.
Segundo o relator, a investigação destas questões poderiam ser excluídas do texto. “São questões importantes, mas o ponto central de nosso relatório é o núcleo da organização criminosa comandada por Cachoeira”, declarou.
Na primeira versão, o chamado núcleo de imprensa era descrito em 349 páginas, onde o relator destacou que não restavam dúvidas “de que o jornalista Policarpo Junior aderiu à organização criminosa de Carlos Cachoeira, colaborando intensamente para o êxito e a continuidade de suas atividades e a impunidade de seus líderes”.
Ele registrou, ainda, trecho do despacho do juiz da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, Paulo Augusto Moreira Lima, ao decretar a prisão de Cachoeira: “Os meios de proteção ao esquema criminoso alcançaram a utilização e manipulação da própria imprensa, sempre mediante pagamento, tudo com o escopo de tentar desqualificar o trabalho desenvolvido por órgãos sérios de persecução e preservar negócios espúrios”.
Sobre a conduta do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o relator destacou, em seu documento inicial, que o servidor teria incorrido na conduta de prevaricação, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
“Em hipótese alguma, ele poderia ter sobrestado – leia-se interrompido – a investigação em face da organização chefia por Carlos Cachoeira. Ao interromper as investigações sobre a Operação Vegas, o dr. Roberto Gurgel deixou que continuassem as ilicitudes cometidas pela organização criminosa liderada por Carlos Cachoeira”, frisou.
Odair Cunha manteve em seu novo texto o indiciamento de Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, e de Cláudio Abreu, ex-diretor da empreiteira no Centro-Oeste. Ele também propõe a responsabilização do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, em seis crimes, além do indiciamento do ex-senador Demóstenes Torres e do deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB/GO).
No relatório, consta que a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 83 pessoas físicas e jurídicas revelou uma movimentação de R$ 84 bilhões, nos últimos dez anos. Segundo o relator, a maioria dessas transações ocorreu em períodos eleitorais.
O PSDB acusou Cunha de ter sido parcial por deixar de fora o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT). “Não foi comprovado que o Agnelo sucumbiu aos interesses da organização criminosa do Cachoeira. No caso do Perillo há encontros dele com o contraventor e até possível entrega de dinheiro”, rebateu o relator.
Com a apresentação de um pedido de vista coletivo, abriu-se prazo de cinco dias úteis, conforme o Regimento Interno do Senado, para que os parlamentares apresentem voto em separado ou mesmo sugestões para o relator. Com isso, a votação do relatório foi marcada para o próximo dia 5 de dezembro, às 10h15, na sala 2 da Ala Alexandre Costa do Senado.

LEIA TAMBÉM:

Abatido no nascedouro? – CARTA CAPITAL

Anúncios

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: