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novembro 23, 2012

Povo brasileiro exulta: relatório da CPI do Cachoeira indicia Policarpo Jr, da revista VEJA, e Gurgel


Para a felicidade maior da Nação. Falta agora o “Mensalão Tucano”, mais conhecido como “A Gênese”

Diretor da Veja cuidava de “destruir biografias” visando êxito de “sua organização criminosa
O relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha , divulgou na terça-feira seu relatório que pede o indiciamento do diretor da revista Veja, Policarpo Júnior, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, entre outros. São 200 ligações entre Cachoeira e Policarpo Jr., cujas matérias serviam “como uma arma letal para (…) destruir personalidades, criar falsos moralistas (…) visando sempre alcançar o êxito político e econômico de sua organização criminosa”.
HORA DO POVO
CPMI: relator denuncia crimes de Policarpo Jr, Gurgel e Perillo
Ligação do diretor da Veja com o mafioso Cachoeira não era apenas relação de “jornalista e fonte”, apontou Odair Cunha
O relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), divulgou na terça-feira (20) seu relatório que pede o indiciamento de 46 pessoas, entre elas, o diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, Policarpo Júnior, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish. O relator ainda pede que o Conselho Nacional do Ministério Público investigue a conduta do procurador Roberto Gurgel, que suspendeu a investigação sobre Cachoeira sem uma explicação convincente.
A apresentação do relatório final está marcada para esta quinta-feira (22).
O diretor da Veja, Policarpo Júnior, que por pressões escusas não chegou a ser convocado para depor, foi flagrado em mais de duzentas ligações telefônicas com Carlos Cachoeira e foi indiciado no art. 288 do Código Penal (formação de quadrilha). Ele comandou diversas reportagens de Veja feitas a partir de grampos clandestinos produzidos por funcionários da quadrilha. O capítulo a respeito da mídia tem 348 páginas. Dessas, 86 são dedicadas ao relacionamento entre Cachoeira e Policarpo Júnior, “um dos profissionais da imprensa mais requisitados pelo líder da quadrilha”. Segundo o relator, o diretor de revista Veja manteve “constantes interlocuções com o chefe da Organização Criminosa, Carlos Cachoeira”. Ele não mantinha com o bicheiro “uma vinculação que se consubstanciava apenas na relação de jornalista e fonte”, ressalta Odair no documento.
O texto do relator sustenta que Cachoeira e sua organização alimentavam Policarpo Jr. com informações e usavam as matérias assinadas ou pautadas pelo jornalista ou sua equipe “como uma arma letal para prejudicar adversários, destruir personalidades e biografias, criar e promover falsos moralistas e paladinos da ética, visando sempre alcançar o êxito político e econômico de sua organização criminosa”. Segundo o relator, o diretor da sucursal de Brasília da revista também se abastecia de informações passadas pelo esquema do bicheiro. O relatório informa que, para conseguir seus objetivos, Policarpo cometeu crimes, infringiu o Código de Conduta dos Jornalistas e maculou a ética da profissão.
Várias reportagens, publicadas pela revista da Editora Abril por iniciativa de Policarpo Júnior, atendiam aos interesses diretos de Carlos Cachoeira, como as que trataram da derrubada de integrantes do Ministério dos Transportes – onde a empreiteira Delta enfrentava dificuldades. Segundo o relator da CPI, o esquema de Cachoeira não teria o mesmo êxito se não contasse com um braço midiático tão poderoso.
Odair Cunha escreveu ainda que Policarpo Júnior usava os serviços da quadrilha de Cachoeira para fazer “investigações” para a revista. Isso teria ocorrido, por exemplo, em agosto de 2011, com o deputado Jovair Arantes, envolvido em supostas irregularidades na Conab. No mesmo mês o ex-ministro José Dirceu também foi espionado pela quadrilha e o resultado desses grampos foi passado para o diretor de Veja. Segundo o relatório, Policarpo Junior procurou o araponga Jairo Martins, que trabalhava para Cachoeira, para obter imagens de um hotel onde José Dirceu estava hospedado em Brasília e mantinha encontros políticos. Cachoeira, afirma o relator, “a tudo acompanhava e controlava, sendo todo o tempo informado dos pedidos e solicitações de Policarpo Junior para Jairo Martins”.
Quanto ao governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, Odair Cunha aponta que ele cometeu seis crimes, entre eles corrupção passiva e formação de quadrilha.
Segundo o relatório, detalhado e recheado de provas nas suas mais de cinco mil páginas, o grupo de Cachoeira se infiltrou no governo de Goiás e há fortes indícios de que foram realizados pagamentos diretamente ao governador. Gravações da Polícia Federal autorizadas pela Justiça mostraram emissários da quadrilha entregando dinheiro em espécie ao esquema do governador dentro do próprio Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás. O relatório também recomenda o indiciamento de oito secretários, ex-secretários, assessores e ex-assessores do governo do estado.
O documento também analisa a atuação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no caso da Operação Vegas, da Polícia Federal. Em 2009, a Vegas levantou as primeiras suspeitas do envolvimento de Cachoeira com políticos e empresários. Para a CPI, Gurgel praticou prevaricação ao suspender a investigação sem justificativa, possibilitando que a quadrilha continuasse atuando. Por mais de um ano as denúncias ficaram engavetadas pelo procurador e só foram investigadas quando vazaram para a opinião pública.
O relatório pede ainda o indiciamento do deputado Carlos Alberto Leréia, do PSDB de Goiás, e do ex-senador pelo Dem de Goiás, Demóstenes Torres, que teve o mandato cassado em julho, depois de serem reveladas dezenas de ligações telefônicas combinando ilícitos com o contraventor. Demóstenes Torres, que era pintado como “mosqueteiro da ética” pela revista Veja, foi desmascarado. Diversas vezes apareceu atuando em defesa dos interesses da quadrilha dos caça-níqueis no Senado e fora dele. A CPI recomendou, ainda, o indiciamento do prefeito de Palmas, Raul Filho, do PT, que apareceu em um vídeo conversando com Cachoeira.
O relator da comissão concluiu pelo farto material examinado que a quadrilha de Cachoeira tentou, mas não conseguiu penetrar na administração do Distrito Federal. O relator não encontrou nada que desabonasse a conduta do governador Agnelo Queiroz e o deixou de fora da lista de indiciados. “Havia” a “suspeita” de que Agnelo teria favorecido a quadrilha no negócio de coleta de lixo. Essa “suspeita” foi inflada pela mídia tucana com o objetivo de usar o governador do DF para desviar o foco sobre o envolvimento – esse, sim, demonstrado com várias provas – do governador tucano Marconi Perillo com o esquema de Cachoeira.
Também foi pedido o indiciamento de Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta Centro-Oeste. Ele era, segundo Odair Cunha, o contato de Cachoeira com a construtora.

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