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outubro 19, 2012

SP: as baixarias do Rejeitado não rendem pontos no Ibope

Filed under: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 4:17 pm

As agressões e ofensas distribuídos pelo candidato a prefeito José Serra (PSDB) no horário eleitoral gratuito estão fazendo a campanha do tucano afundar mais ainda. Nem o Ibope está conseguindo segurar a queda tucana em São Paulo. Pelo contrário, os últimos números do instituto, divulgados na quarta-feira, mostram Serra caindo de 37% para 33% e Haddad subindo de 48% para 49%. A diferença já chega a 16 pontos percentuais, confirmando que ele é o candidato mais rejeitado pela população, uma rejeição recorde, em torno de 40%. Pelo menos até agora, se já não aumentou mais ainda. Com isso, o mau humor do candidato cresceu e tem sobrado insultos para jornalistas e até para eleitores, como foi o caso da pensionista Nilza Franze, de 58 anos, que reclamou do atendimento do Hospital Heliópolis e foi destratada pelo candidato do PSDB.
HORA DO POVO
Agressões de Serra se voltam contra ele e ampliam rejeição
Em baixa, tucano insulta jornalistas e ofende eleitora que não aceitou sua falsa propaganda sobre o Hospital de Heliópolis
O candidato a prefeito José Serra (PSDB) vem colhendo péssimos resultados com o que planta na sua propaganda eleitoral, seja na TV ou no rádio, recheada de ataques e baixarias contra o candidato do PT, Fernando Haddad.
O resultado de toda essa baixaria da campanha tucana tem sido desastrosa para Serra. Ele tem dissabores atrás do outro e vem despencando nas pesquisas eleitorais. Nem o Ibope está conseguindo segurar a débâcle tucana em São Paulo. Pelo contrário, os últimos números do instituto, divulgados nesta quarta-feira (17), mostram Serra caindo de 37% para 33% e Haddad subindo de 48% para 49%. A diferença já chega a 16 pontos percentuais, confirmando que ele é o candidato mais rejeitado pela população, uma rejeição recorde, em torno de 40%. Pelo menos até agora, se já não aumentou mais ainda.
Há duas semanas, o pastor Silas Malafaia iniciou a campanha rasteira, atacando o material de combate à homofobia do Ministério da Educação. Os ataques começaram depois de uma reunião do pastor com Serra. Para azar do tucano, descobriu-se que em 2009, quando ele estava à frente do governo paulista, material idêntico ao do Ministério da Educação foi distribuído por ele. A descoberta do kit-gay do candidato tucano tirou o Rejeitado do sério e o deixou sem espaço para continuar instigando a baixaria que ele terceirizou (sempre é assim), utilizando o pastor, e açulando a histeria.
A queda nas pesquisas e a queda da máscara de parte suas baixarias o colocaram numa situação complicada, e, como sempre quando se vê nessa posição, vem se destemperando e se irritando com quase todos os repórteres que o questionaram sobre suas incoerências e farsa. Seu mau humor também foi estendido para eleitores que o cobrarm nas ruas de São Paulo. Sua irritação e as baixarias contra jornalistas e populares agravam ainda mais o seu desgaste. Em suma, a carinha postiça risonha e de bom moço que ele se esforça para exibir na propaganda eleitoral não resistiu ao mínimo revés.
O primeiro jornalista, no segundo turno, a ser agredido pelo tucano foi o conhecido Kennedy Alencar, da CBN, que na segunda-feira perguntou ao candidato sobre um “kit gay” semelhante ao que esteve em estudos no Ministério da Educação e que o tucano também havia implementado quando foi governador. Kennedy perguntou se as críticas de Serra ao material de Haddad eram apenas “conveniência eleitoral”. Em vez de responder, Serra bateu boca, impediu o repórter de falar, disse que o jornalista estava mentindo e o acusou de fazer campanha para “outro candidato”. A mediadora do programa, Fabíola Cidral, teve que intervir no bate-boca para impedir as agressões de Serra contra o jornalista da CBN.
Logo depois, Serra foi ao bairro do Ipiranga onde foi abordado por uma pensionista, Nilza Franze, de 58 anos. Quando a eleitora viu o candidato, resolveu fazer reclamações sobre o atendimento que havias recebido no Hospital Heliópolis. Ao ouvir Serra falando que a saúde de São Paulo está uma maravilha, a cidadã não se conteve. “Isso é uma sem-vergonhice. Filma o hospital. Vamos lá comigo agora”, disse ela para o tucano. Serra tentou desconversar e refutou a ideia de ir junto com ela ao hospital. O candidato foi agressivo e afirmou que a eleitora estava sendo “mal educada”. A resposta foi pronta: “Princípio elementar de educação é um político atender a gente bem”.
Diante do chilique de Serra, o deputado estadual Orlando Morando (PSDB-SP) tentou tirá-lo da confusão e começou também a bater boca com a eleitora. Ele acusou a popular de estar “fazendo show”. A reposta veio de imediato: “Show não. Mande a sua mãe ir no hospital e pergunta para ela”, replicou a pensionista. “Eu queria que vocês vissem. O inferno é muito melhor do que aquilo. O descaso com o ser humano é enorme”, arrematou a eleitora, indignada. Aos repórteres, Nilza disse que está desiludida com a política após esses anos todos de gestão tucana.
Ainda no mesmo dia, Serra destratou a repórter do UOL, do Grupo Folha, Débora Melo. Após caminhada no bairro Cidade Ademar, no extremo da Zona Sul da capital, ela perguntou-lhe se o tom agressivo do primeiro programa eleitoral do segundo turno, que recorreu ao julgamento do suposto “mensalão”, seria uma estratégia da campanha tucana para diminuir a vantagem de Haddad nas pesquisas de intenção de voto. Serra não gostou e reagiu: “Não sei, eu não vi. Vai lá para o Haddad. É a pauta dele. Não precisa ter uma assessora a mais para ele. Vai lá direto”.
Outro ponto de desgaste para Serra, foi a sua encenação sobre o estrondoso lançamento do seu suposto programa. Foi muito barulho por nada, porque até mesmo a mídia que lhe é simpática pôde deixar de notar que o que chamou pomposamente de “programa” é um compilação de enunciados genéricos – que o tucano teve que admitir que não detalha nada – e, além do mais, é uma reciclagem de coisas antigas que ele nunca cumpriu quando esteve no governo, da prefeitura ou do Estado.

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