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outubro 3, 2012

Drone dos EUA ataca população civil, concluem Stanford e NYU

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 7:25 pm

Estudo realizado por professores das Universidades de Stanford e Nova Iorque aponta que os drones usados pelos EUA atacam deliberadamente a população civil no Paquistão. O informe relaciona “ataques a lares, veículos e espaços públicos”, aos que socorrem as vítimas e até aos funerais.
HORA DO POVO
Informe das Universidades de Stanford e NY denuncia ‘democracia’ dos drones
Após nove meses de pesquisas, que incluíram duas investigações no Paquistão, cerca de 130 entrevistas com vítimas e testemunhas, além de análise de notícias divulgadas na mídia e outros documentos, professores das Faculdades de Direito das Universidades de Stanford e Nova Iorque publicaram um informe sobre o impacto da campanha do governo dos Estados Unidos de ataques com aviões teleguiados (drones) no Paquistão. O estudo é intitulado “Living Under Drones : Death, Injury and Trauma to Civilians From US Drone Practices in Pakistan ” (Vivendo sob os Drones: Morte, Dano e Trauma em Civis por Drones dos EUA no Paquistão).
“Baseado em amplas entrevistas com os paquistaneses que moram nas regiões diretamente afetadas, assim como com trabalhadores da assistência sanitária e humanitária, estes informes proporcionam novas testemunhas de primeira mão sobre os impactos negativos que as políticas estadunidenses estão tendo nos civis que sofrem ditos ataques”, afirma o documento, cujos principais trechos foram divulgados pelo jornal inglês The Guardian, em matéria assinada pelo escritor e comentarista político Glenn Greenwald.
O informe detalha os efeitos dos ataques dos aviões não tripulados, assim como declarações públicas, altamente diversionistas, dos funcionários do Pentágono sobre essa campanha. O objetivo inicial do estudo era desenvolver uma “investigação independente sobre se os ataques no Paquistão dos aviões não tripulados se ajustavam ao Direito Internacional e se causavam danos e feridas aos civis”.
“Nos EUA, o discurso dominante sobre a utilização de aviões não tripulados no Paquistão é o de que é uma ferramenta cirurgicamente precisa e eficaz que aumenta a segurança dos EUA ao possibilitar o ‘assassinato seletivo’ de terroristas, com mínimos impactos negativos ou colaterais”, diz o informe logo no início. “Este discurso é falso”, constata.
“Os aviões sobrevoam durante as vinte e quatro horas do dia sobre as comunidades do noroeste do Paquistão, atacando lares, veículos e espaços públicos sem prévia advertência. Sua presença aterroriza homens, mulheres e crianças, aumentando a ansiedade e os traumas psicológicos entre as comunidades civis. Aqueles que moram nessas zonas têm que se enfrentar a constante preocupação de que em qualquer momento pode ocorrer um ataque letal e a consciência de que estão desprotegidos. Esses temores acabaram por afetar a conduta das pessoas. A prática dos norte-americanos de atacar uma zona múltiplas vezes e as provas de que também assassinam aqueles que resgatam as vítimas, faz que tanto os membros das comunidades como os trabalhadores humanitários se sintam apavorados ou não muito dispostos na hora de ajudar as vítimas atingidas. Alguns membros das comunidades evitam as reuniões de grupo, incluindo os importantes órgãos tribais de resolução de conflitos, diante do temor de que possam atrair a atenção dos operadores dos aviões. Alguns pais decidem manter seus filhos em casa, e as crianças feridas ou traumatizadas pelos ataques deixam de ir à escola. Os waziris manifestaram a nossos investigadores que os ataques têm limitado suas práticas religiosas e culturais relacionadas com os enterros, conseguindo que os membros da família sintam pavor de comparecer aos funerais. Além disso, as famílias que perderam seus seres queridos ou seus lares nos ataques dos aviões não tripulados são agora obrigadas a realizar novos e redobrados esforços para poder sobreviver”, constatou a investigação, resumindo que “a campanha com aviões não tripulados aterroriza homens, mulheres e crianças”.
Mas a política da Casa Branca não só aterroriza. O informe confirma o que já estava anteriormente denunciado: o criminoso e covarde ataque dos drones do Pentágono contra os socorristas que chegam para proporcionar ajuda às vítimas do ataque inicial. Assinala também que inclusive os funerais das vítimas dos ataques desses aviões se transformaram em alvo dos drones, motivo pelo qual, segundo o informe documenta, os EUA “conseguiram que os integrantes da família sintam medo de assistir aos funerais”.
O informe denuncia a falsidade da principal justificativa oferecida pelos defensores dessa política de matança contínua: – Matar os ‘terroristas’ faz que os EUA sejam um país mais seguro. Na verdade, o Império produz um assassinato em massa para tentar aterrorizar a população na vã esperança de que isso afaste os paquistaneses de qualquer resistência ou apoio à ocupação dos irmãos no país vizinho, o Afeganistão.
“O percentual de objetivos de “alto nível” assassinados no total de vítimas é extremamente baixo, se estima que só 2%”, calcula a investigação, condenando a administração Obama ao documentar as tentativas dela para suprimir a informação sobre as vítimas desses aviões e induzir ativamente ao erro quando oferece alguma informação. Conclui que “as cifras de civis assassinados são sem dúvida muito mais altas que as escassas concedidas pelas autoridades estadunidenses

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