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agosto 29, 2012

De doze e treze anos: três crianças israelitas detidas por ataque com cocktail molotov a táxi palestino

Filed under: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 5:55 pm

Três rapazes israelitas, entre os 12 e 13 anos, foram detidos sob suspeita de terem atacado com uma bomba incendiária um táxi onde seguia uma família palestiniana num colonato a sul de Jerusalém, na Cisjordânia, causando queimaduras graves a seis pessoas, algumas das quais permanecem hospitalizadas, dez dias passados sob o ataque.
Os suspeitos, detidos no domingo, são todos oriundos do colonato de Bat Ayin, em Gush Etzion, e as autoridades contam fazer mais detenções neste caso, que o Director-Geral da Polícia israelita, Yochanan Danino, descreveu como “grave”, considerando-o ainda uma ameaça de desestabilização da já “bastante sensível situação” naquela zona.
Danino avançou ainda que a polícia considera ter já provas suficientes para serem formalizadas as acusações e que seria pedido o prolongamento da detenção provisória dos três rapazes (dois de 12 anos e o outro de 13). Mas o advogado dos suspeitos, David Halevi, avançou por seu lado que estes deveriam ser libertados ainda nesta segunda-feira após serem interrogados.
“A polícia não tem provas cabais” para formar um caso, sustentou, citado pelo diário The Jerusalém Post. Segundo Halevi, que representa os três rapazes através da organização não governamental Honenu (a qual defende suspeitos israelitas acusados de crimes contra árabes), a “fragilidade” do caso é ilustrada pelo facto de a agência de segurança israelita Shin Bet ter já questionado aqueles suspeitos antes, pouco após o incidente, sem ter feito então nenhuma detenção.
O táxi em que seguia a família palestiniana, incluindo duas crianças, foi atacado a 16 de Agosto, tendo irrompido em chamas e capotado após ser atingido por um cocktail molotov.
Este incidente, que foi condenado pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, assim como pelo Departamento de Estado norte-americano, ocorreu horas apenas antes de um grupo de jovens israelitas – muitos com não mais que 13 anos – terem espancado um adolescente palestiniano no centro de Jerusalém, o qual ficou em estado crítico. A ocorrência deste tipo de ataques, que se têm repetido com regularidade nos últimos meses, está a relançar na sociedade israelita o debate sobre o racismo e os valores morais dos jovens no país. ( PUBLICO )

Com criminoso de guerra não: Desmond Tutu boicota conferência com Tony Blair

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 5:25 pm

O arcebispo sul-africano Desmond Tutu recusou participar numa conferência sobre liderança em protesto contra a presença do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair entre os oradores, anunciou o Prémio Nobel da Paz em comunicado emitido na Cidade do Cabo.
“O arcebispo passou uma quantidade considerável de tempo nos últimos dias a batalhar com a sua consciência e a escutar opiniões de conselheiros de confiança relativamente à sua participação nesta conferência. O arcebispo tem a convicção de que a decisão do senhor Blair de apoiar a invasão norte-americana do Iraque, feita com base em alegações não-provadas da existência de armas de destruição em massa no Iraque é moralmente indefensável”, refere o comunicado.
Concluindo ser “inapropriado” para Tutu partilhar uma plataforma com Blair, o seu gabinete lamenta qualquer inconveniência e desapontamento que possa causar aos organizadores e participantes na “Discovery Invest Leadership Summit”, que deverá ter início quinta-feira em Sandton, Joanesburgo.
Blair será um dos oradores na conferência, que contará, entre outros, também com o ativista russo Garry Kasparov.
O partido de inspiração islâmica Al Jama-ah anunciou já que irá realizar uma manifestação nas proximidades do centro de conferências de Sandton no dia em que Blair se dirigir aos delegados, durante a qual pedirá a emissão de um mandado de captura contra o ex-primeiro-ministro britânico “pela invasão do Iraque que levou ao assassínio de milhões de iraquianos”. ( DN )

Por crimes de guerra: manifestantes queriam prender Condoleezza Rice durante Convenção Republicana

A polícia de Tampa, cidade norte-americana onde se está a realizar a convenção do partido republicano, impediu hoje cerca de uma dúzia de originais manifestantes de entrarem num evento com a antiga secretária de Estado da administração Bush. Tudo porque tencionavam prendê-la por crimes de guerra.
As protestantes do grupo Code Pink (Código Rosa, em português) tinham consigo algemas e vários cartazes em que pediam a sua prisão e acusam de crimes de guerra, pois era secretária de Estado quando começou a guerra do Iraque.
No entanto, a polícia disse-lhes que tinham de abandonar o local, pois encontravam-se em propriedade privada. O grupo acatou as ordens, mas já anunciou que irá tentar prender outros elementos que fizeram parte da administração de George W. Bush. ( DN )

Por que defendemos o WikiLeaks e Assange

Filed under: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 4:50 pm

Por
MICHAEL MOORE E OLIVER STONE*

Passamos as nossas carreiras de cineastas sustentando que a mídia norte-americana é frequentemente incapaz de informar os cidadãos sobre as piores ações do nosso governo. Portanto, ficamos profundamente gratos pelas realizações do WikiLeaks, e aplaudimos a decisão do Equador de garantir asilo diplomático a seu fundador, Julian Assange – que agora vive na embaixada equatoriana em Londres.
O Equador agiu de acordo com importantes princípios dos direitos humanos internacionais. E nada poderia demonstrar quão apropriada foi a sua ação quanto a ameaça do governo britânico, de violar um princípio sagrado das relações diplomáticas e invadir a embaixada para prender Assange.
Desde sua fundação, o WikiLeaks revelou documentos como o filme “Assassinato Colateral”, que mostra a matança aparentemente indiscriminada de civis de Bagdá por um helicóptero Apache, dos Estados Unidos; além de detalhes minuciosos sobre a face verdadeira das guerras contra o Iraque e Afeganistão; a conspiração entre os Estados Unidos e a ditadura do Iêmen, para esconder a nossa responsabilidade sobre os bombardeios no país; a pressão do governo Obama para que outras nações não processem, por tortura, oficiais da era-Bush; e muito mais.
Como era de prever, foi feroz a resposta daqueles que preferem que os norte-americanos não saibam dessas coisas. Líderes dos dois partidos chamaram Assange de “terrorista tecnológico”. E a senadora Dianne Feinstein, democrata da Califórnia que lidera o Comitê do Senado sobre Inteligência, exigiu que ele fosse processado pela Lei de Espionagem. A maioria dos norte-americanos, britânicos e suecos não sabe que a Suécia não acusou formalmente Assange por nenhum crime. Ao invés disso, emitiu um mandado de prisão para interrogá-lo sobre as acusações de agressão sexual em 2010.
Todas essas acusações devem ser cuidadosamente investigadas antes que Assange vá para um país que o tire do alcance do sistema judiciário sueco. Mas são os governos britânico e sueco que atrapalham a investigação, não Assange.
As autoridades suecas sempre viajaram para outros países para fazer interrogatórios quando necessário, e o fundador do WikiLeaks deixou clara a sua disposição de ser interrogado em Londres. Além disso, o governo equatoriano fez uma oferta direta à Suécia, permitindo que Assange seja interrogado dentro de sua embaixada em Londres. Estocolmo recusou as duas propostas.
Assange também se comprometeu a viajar para a Suécia imediatamente, caso o governo sueco garanta que não irá extraditá-lo para os Estados Unidos. As autoridades suecas não mostraram interesse em explorar essa proposta, e o ministro de Relações Exteriores, Carl Bildt, declarou inequivocamente a um consultor jurídico de Assange e do WikiLeaks que a Suécia não vai oferecer essa garantia. O governo britânico também teria, de acordo com tratados internacionais, o direito de prevenir a reextradição de Assange da Suécia para os Estados Unidos, mas recusou-se igualmente a garantir que usaria esse poder. As tentativas do Equador para facilitar esse acordo entre os dois governos foram rejeitadas.
Em conjunto, as ações dos governos britânico e sueco sugerem que sua agenda real é levar Assange à Suécia. Por conta de tratados e outras considerações, ele provavelmente poderia ser mais facilmente extraditado de lá para os Estados Unidos. Assange tem todas as razões para temer esses desdobramentos. O Departamento de Justiça recentemente confirmou que continua a investigar o WikiLeaks, e os documentos do governo australiano de fevereiro passado, recém-divulgados afirmam que “a investigação dos Estados Unidos sobre a possível conduta criminosa de Assange está em curso há mais de um ano”. O próprio WikiLeaks publicou emails da Stratfor, uma corporação privada de inteligência, segundo os quais um júri já ouviu uma acusação sigilosa contra Assange. E a história indica que a Suécia iria ceder a qualquer pressão dos Estados Unidos para entregar Assange. Em 2001, o governo sueco entregou à CIA dois egípcios que pediam asilo. A agência norte-americana entregou-os ao regime de Mubarak, que os torturou.
Se Assange for extraditado para os Estados Unidos, as consequências repercutirão por anos, em todo o mundo. Assange não é cidadão norte-americano, e nenhuma de suas ações aconteceu em solo norte-americano. Se Washington puder processar um jornalista nessas circunstâncias, os governos da Rússia ou da China poderão, pela mesma lógica, exigir que repórteres estrangeiros em qualquer lugar do mundo sejam extraditados por violar as suas leis. Criar esse precedente deveria preocupar profundamente a todos, admiradores do WikiLeaks ou não.
Invocamos os povos britânico e sueco a exigir que os seus governos respondam a algumas questões básicas. Por que razão as autoridades suecas se recusam a interrogar Assange em Londres? E por que nenhum dos dois governos pode prometer que Assange não será extraditado para os Estados Unidos? Os cidadãos britânicos e suecos têm uma rara oportunidade de tomar uma posição pela liberdade de expressão, em nome de todo o mundo.

*cineastas norte-americanos

HORA DO POVO

Deputado adverte CPI a não encobrir crimes de Veja & Cachoeira

Fernando Ferro estranha “pacto de silêncio”
“Não se pode proteger delinquência jornalística praticada em parceria com o crime organizado”
Em discurso no plenário da Câmara Federal, na terça-feira, o deputado Fernando Ferro (PT-PE) revelou seu “estranha-mento” com o “pacto de silêncio” na CPMI do Cachoeira para convocar o diretor da revista Veja, Policarpo Júnior, flagrado pela Polícia Federal em conluio com Cachoeira e a máfia da jogatina. “Sob o discurso de liberdade de imprensa, vemos uma proteção a uma delinquência jornalística, em parceria com o crime organizado. Não há outro nome”, denunciou o deputado.
HORA DO POVO
Acobertar Policarpo é que fere a liberdade de imprensa, diz Ferro
Deputado condena “proteção a uma delinquência jornalística, em parceria com o crime organizado” e cobra da CPMI do Cachoeira que o convoque
Em discurso no plenário da Câmara Federal, na terça-feira (21), o deputado Fernando Ferro (PT-PE) revelou seu “estranhamento” com o “pacto de silêncio” na CPMI do Cachoeira para convocar o diretor da revista Veja, Policarpo Júnior, flagrado pela Polícia Federal em conluio com Cachoeira e a máfia da jogatina. “Sob o discurso de liberdade de imprensa, vemos uma proteção a uma delinquência jornalística, em parceria com o crime organizado. Não há outro nome”, denunciou o deputado.
Para Fernando Ferro, “as recentes informações dando conta de que a namorada do Sr. Carlos Cachoeira ameaçou um juiz com um dossiê produzido pelo jornalista Policarpo Junior revelam a extensão do problema e a ousadia desse grupo mafioso”. “Sim, porque é uma prática da máfia, de grupos criminosos, perigosos e altamente articulados a feitura de dossiês para chantagear juízes – dossiês produzidos por jornalistas a serviço de criminosos, como o Sr. Carlos Cachoeira”, acrescentou.
O deputado conclamou os parlamentares da CPMI a investigarem as íntimas ligações de Policarpo Júnior com Cachoeira e a máfia da contravenção goiana. “Apelo, então, para os parlamentares que participam da CPMI no sentido de que convoquem o Sr. Policarpo e o Grupo Abril, para que falem sobre suas relações com Carlinhos Cachoeira. Isso será muito bom para a democracia e para desmascarar certo tipo de jornalismo que faz associação com o crime organizado para promover dossiês, ameaças e escândalos, como temos visto ocorrer neste país”, disse. O requerimento seria apresentado pelo deputado Dr. Rosinha (PT-PR) depois da elaboração de um extenso relatório mostrando detalhes da associação criminosa de Policarpo com Cachoeira.
Em reunião reservada de petistas e peemedebistas, realizada na casa do líder do PT, Jilmar Tatto, na semana passada, tentou-se chegar a um acordo para que a comissão convocasse Policarpo Jr., mas, por interferência direta de Michel Temer, vice-presidente da República, a bancada peemedebista recusou-se a apoiar a convocação. Em discurso, Jilmar Tatto reafirmou sua opinião de que a comissão tem a obrigação de convocar o jornalista, “que usou sua profissão e a revista para se aliar ao crime organizado e prejudicar seus alvos, como o deputado Jovair Arantes [PTB-GO]”. Tatto se referia às revelações, feitas pela revista Carta Capital, de que Policarpo Jr. foi flagrado pela Polícia Federal “encomendando” a Cachoeira um grampo sobre o deputado da base governista.
“Tenho fé que essa comissão vai convocá-lo [Policarpo], para que explique sua relação com o crime organizado, com Carlinhos Cachoeira, com o ex-senador Demóstenes. Portanto, espero com muita paciência. Espero que nós não tenhamos medo. Tivemos coragem de convocar senadores. Espero que não tenhamos medo de convocar um jornalista, ou melhor, um pseudojornalista”, salientou Tatto.
Fernando Ferro fez uma advertência de que esse “silêncio” pode gerar outra dúvida: “Será que existem deputados ou senadores da CPMI ameaçados por dossiês do Cachoeira?”. Para o deputado, ao se recusarem a convocar Policarpo, “eles estão dando claramente sinais de que ou têm medo ou são cúmplices desses delinquentes”. Na avaliação de Ferro, isso é extremamente preocupante. “Sugiro ao presidente da CPMI que inquira, que pergunte se está havendo alguma chantagem contra algum desses parlamentares”, completou.
O deputado pernambucano lembrou que, por muito menos, na Inglaterra foi aberto um processo que culminou no fechamento de um jornal de grande expressão daquela nação devido a problemas de espionagem política patrocinada por esquemas que utilizaram jornalistas.
Apesar das provas comprometendo Policarpo com a quadrilha de Cachoeira, a comissão priorizou outros requerimentos apresentados durante o encontro – como a reconvocação do bicheiro e a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônicos de Andressa Mendonça, mulher do contraventor. A cúpula da polícia de Goiás – delegada-geral da Polícia Civil do estado, Adriana Sauthier Accorsi, e o comandate-geral da Polícia Militar, Edson Costa Araújo – também foram convocados.
O silêncio dos integrantes da quadrilha, convocados para depoimento à CPMI do Cachoeira, e a blindagem feita em torno de Policarpo Jr, reforçou a tese sustentada pela procuradora Léa Batista da existência de um “código de silêncio” que protege a organização. “A quadrilha age de forma articulada e unitária, onde ninguém entrega ninguém e todos são protegidos pelo chefe Carlos Cachoeira”, enfatizou o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG).
Nesta terça-feira (28), a CPMI deverá ouvir os depoimentos do ex-diretor do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Antonio Pagot. Ele foi uma das vítimas de dossiê de Cachoeira e Policarpo. A revista Veja publicou matérias contra o ex-diretor que resultaram na sua demissão. Áudios da PF gravados com autorização da Justiça mostram Cachoeira comemorando a saída de Pagot e outros dirigentes do Ministério dos Transportes. Além disso, o bicheiro admite que articulou com Policarpo os ataques ao ex-diretor do Dnit.
Segundo Pagot, os ataques a ele eram uma retaliação por ter cobrado da Delta o cumprimento dos contratos assinados com o órgão. Na quarta-feira (29), deverá ser ouvido o dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish.

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