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agosto 22, 2012

Acusado de tráfico de drogas, general colombiano aliado de Uribe reconheceu ter ligações com grupos de extrema-direita

Filed under: WordPress — Tags:, , , , , , — Humberto @ 7:27 pm

O retirado general da polícia que ocupava o cargo de chefe do serviço de segurança do ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, reconheceu-se culpado de ter ligações com grupos paramilitares de extrema-direita.
O general Mauricio Santoyo admitiu ter apoiado as Autodefesas Unidas da Colômbia, uma organização considerada pelos EUA como terrorista.
No mês passado o general Santoyo rendeu-se às autoridades norte-americanas que o acusaram de ajudar grupos paramilitares e contrabandistas que importaram cocaína para os EUA. O general está negando acusações de ter ajudado traficantes de drogas. ( Voz da Russia )

Antes quase não tinha, agora tem de montão: favelas de São Paulo sofreram 262 incêndios nos últimos quatro anos

Mais um incêndio atingiu uma favela paulistana na tarde de sábado (18), desta vez aconteceu na Favela Alba no Jabaquara.
Dezenove viaturas e 57 homens do Corpo de Bombeiros foram deslocados para combater as chamas, que se alastram com rapidez em razão do tempo seco na cidade.
O fogo teve início às 15h30 e foi controlado por volta das 17h40, os Bombeiros informaram que sete moradores ficaram feridos, entre eles uma criança com intoxicação pela fumaça, e um homem que teve uma parada cardíaca e cerca de 30 moradias foram destruídas.
A Defesa Civil estima 120 pessoas estejam desabrigadas e desalojadas, que devem ser encaminhadas à assistência social.
Na semana passada, um outro incêndio de grandes proporções atingiu uma favela na altura da Ponte dos Remédios, na Marginal Pinheiros, zona oeste da capital paulista. Mais de 90 moradias foram destruídas.
Acompanhado desses incêndios da última semana o Corpo de Bombeiro disponibilizou estatísticas alarmantes.
As favelas da cidade de São Paulo foram atingidas de 2007 a 2011 por 262 incêndios, média de 52 por ano e um por semana.
Sem inquéritos conclusivos a maior parte dos casos seguem sem determinação da origem dos focos de incêndio.
As informações dos Bombeiros e as denúncias de movimentos comunitários motivaram a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Incêndios em Favelas, instalada pela Câmara Municipal em abril deste ano.
Para as lideranças comunitárias das comunidades atingidas os incêndios são criminosos. Na maioria dos casos, eles ocorrem em favelas que estão localizadas em regiões de alto potencial para a especulação imobiliária. Como é o caso da Favela Alba, no Jabaquara, ou ainda a Favela Humaitá, na Vila Leopoldina. Ambas as regiões sofreram uma escalada nos valores imobiliários no último período.
Mesmo após a abertura da CPI os incêndios continuam a ocorrer, de janeiro a agosto foram registradas 24 ocorrências, enquanto em todo ano de 2011 foram registradas 26.
Além do incêndio na Favela Alba, a CPI recebeu registros de mais dois casos de incêndio no mesmo local. Um deles destruiu entre 60 e 70 barracos em novembro de 2007, também sem indicação das causas. O outro incêndio foi em dezembro de 2009, quando não houve instalação de inquérito policial.
As respostas enviadas, por 67 dos 103 Distritos Policiais (DPs) da capital paulista à CPI, indicam que as causas dessas ocorrências é geralmente inconclusiva e que normalmente não é aberto um inquérito policial ou realizada perícia no local.
Ao todo foram convocadas seis reuniões da CPI dos Incêndios, sendo que, apenas duas ocorreram e quatro foram canceladas por falta de quorum. Nada foi levantado, nada foi apurado como afirmam os DPs. E as comunidades continuam sem resposta, sem saber exatamente o que aconteceu em seus locais de moradia. ( HORA DO POVO )

‘Policarpo precisa explicar à CPI por que se aliou ao crime organizado’, diz Jilmar Tatto

O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), criticou a não convocação de Policarpo Júnior, chefe de redação da Veja, para depor na CPMI do Cachoeira. “Não se trata de politizar, condenar imprensa, mas se trata de entender o que esse pseudojornalista fez. Ele está usando inteligência, profissão e meio de comunicação para se aliar ao crime organizado e fazer matérias para prejudicar esse ou aquele, e falo de todos os partidos”, disse Tatto.
HORA DO POVO
Tatto: CPI tem que apurar a aliança de Policarpo com um contraventor
Líder do PT diz que a investigação da PF flagrou diretor de Veja em 73 gravações
O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), criticou a não convocação de Policarpo Júnior, diretor da sucursal DF da revista Veja, para depor na CPMI do Cachoeira, até agora, após as evidências de seu envolvimento com o contraventor.
“Há uma espécie de acordo para não botar em pauta a convocação do Policarpo Júnior, apesar de todos os indícios apontados em mais de 73 gravações da Polícia Federal que mostram a relação direta com o crime organizado do Carlos Cachoeira em diálogos não republicanos”, afirmou Jilmar Tatto.
O deputado disse que a CPI tem a obrigação de convocar Policarpo “que usou sua profissão e a revista para se aliar ao crime organizado e prejudicar seus alvos, como o deputado Jovair Arantes (PTB-GO)”. “Tenho fé que essa comissão vai convocá-lo, para que explique sua relação com o crime organizado, com Carlinhos Cachoeira, com o ex-senador Demóstenes. Portanto, espero com muita paciência. Espero que nós não tenhamos medo”, acrescentou.
De acordo com o líder petista, a tese da liberdade de imprensa, justificada pelos defensores da não convocação de Policarpo, não se sustenta. “Não se trata de liberdade de imprensa ou democratização dos meios de comunicação. Estamos falando de um senhor que atravessou o rubicão (pessoas que tomam decisão arriscada de maneira irrevogável) ao aliar-se ao crime organizado”, sentenciou o deputado. “Não se trata de politizar, condenar imprensa, mas se trata de entender o que esse pseudojornalista fez. Ele está usando inteligência, profissão e meio de comunicação para se aliar ao crime organizado e fazer matérias para prejudicar esse ou aquele, e falo de todos os partidos”, denunciou Tatto.
Os deputados membros da CPMI, Emiliano José (PT-BA) e Dr. Rosinha (PT-PR), também condenaram o fato de integrantes da comissão se recusarem a votar o requerimento que pede a convocação do diretor de Veja. “Criou-se uma casta de intocáveis na CPI. Podemos convocar deputados e governadores, mas não jornalistas envolvidos com o crime organizado”, afirmou o Dr. Rosinha, responsável por um extenso relatório que incrimina Policarpo.
Dr. Rosinha, autor do requerimento de convocação do diretor da revista, disse que existe intimidação por parte de “alguns” que utilizam a retórica de cerceamento para não convocá-lo. “Será que jornalista é protegido constitucionalmente? Não pode depor em lugar nenhum, mesmo quando suspeito de ter cometido um crime?”, questionou. De acordo com o parlamentar, a comissão não pode ficar protelando esse depoimento com o argumento de proteção da mídia.
Para o deputado e jornalista Emiliano José (PT-BA), a comissão precisa responder de maneira isonômica ao caso. “Será que a CPMI vai fechar os olhos para os crimes praticados pelo diretor da sucursal da revista Veja, Policarpo Júnior, ou vai atuar de forma isonômica?”, indagou. “A questão que está posta no caso do jornalista Policarpo Júnior é se a comissão tem condições de analisar o crime de maneira igual ou se o que se chama de instituição jornalística pode praticar crime impunemente ou, ainda, se vamos olhar esses crimes como se nada estivesse acontecendo?”, destacou.

E MAIS:

Barbosa dá liminar para tesoureiro de Marconi Perillo e assalariado de Cachoeira ficar calado na CPMI
O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus na segunda-feira (20) para que o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), Jayme Eduardo Rincón, permaneça em silêncio durante seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
As investigações da Polícia Federal mostram que o ex-tesoureiro da campanha eleitoral de Marconi Perillo ao governo do Estado em 2010 recebeu “grandes importâncias de dinheiro (na ordem de R$ 1,4 milhão) por ordens diretas de Carlinhos Cachoeira”, e que ele é “homem de confiança do governador Marconi Perillo”. O depoimento de Rincón está marcado para esta quarta-feira (22).
Rincón já tinha sido convocado para depor por duas vezes, mas alegou problemas de saúde para faltar à CPMI. Outro que será ouvido no mesmo dia é o ex-corregedor da Polícia Civil de Goiás, Aredes Correia Pires.
Nesta terça-feira (21) estão marcados os depoimentos dos procuradores Daniel Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, responsáveis pela denúncia contra Cachoeira. Recentemente, a procuradora Lea Batista denunciou ter sofrido ameaças da quadrilha.

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