ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

agosto 8, 2012

Veja nega autoria de dossiê contra juiz do caso Cachoeira feito por seu redator-chefe

Enrolou sete dias para dar uma versão sobre seu papel no escândalo
Relação com a ‘fonte’ está meio promíscua
A revista Veja levou uma semana para dar sua versão sobre a chantagem feita pela mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, contra o juiz Alderico Rocha Santos, ameaçando-o com um dossiê feito pelo editor-chefe da revista, Policarpo Jr, caso o magistrado não soltasse o contraventor. A revista classificou a chantagem como uma “manobra desesperada e ilegal de Andressa”. A primeira reação da revista tinha sido mandar Reinaldo Azevedo atacar todo mundo, inclusive o juiz.
( HORA DO POVO )
Com 7 dias de atraso, Veja diz que não publica dossiês
Mas não esclareceu se Policarpo foi contratado ou não por Cachoeira, como revelou Andressa
Depois que a mulher de Carlos Cachoeira, Andressa Mendonça, abriu o jogo dizendo ao juiz Alderico Rocha Santos, responsável pela prisão do contraventor, que seu marido tinha contratado o redator-chefe da revista Veja, Policarpo Jr., para fazer um dossiê contra ele, a revista ficou ruminando uma semana sem saber o que dizer. A primeira reação da revista tinha sido mandar o inepto Reinaldo Azevedo atacar todo mundo, inclusive o juiz. Se a situação já estava ruim, ficou pior ainda.
A decisão de convocar Policarpo para depor na CPMI do Cachoeira, anunciada pelo vice-presidente, deputado Paulo Teixeira, logo no reinício dos trabalhos do segundo semestre, fez a revista tentar dar uma explicação. Numa matéria intitulada “Uma bela de uma farsa”, lá pela página 82, a revista decidiu colocar toda a culpa em Andressa. “A mulher de Cachoeira invocou indevidamente o nome de Veja para chantagear o juiz do caso”, disse a revista. “Veja não publica dossiês”, completou.
Mas, ninguém acredita nessa história. Policarpo e Cachoeira não fizeram outra coisa nesses últimos anos a não ser produzir dossiês. Quase todos para tentar desestabilizar o governo e defender os interesses das empresas do contraventor e de seus sócios. Não é à toa que Policarpo e Cachoeira trocaram mais de duzentos telefonemas nesse período. Sintomaticamente a revista está longe de ser enfática pois em relação a Policarpo Jr. ela não nega com veemência, pois o que Andressa disse, segundo o relato do juiz, foi que “o Carlos [Cachoeira] contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor”.
Veja apenas faz uma alusão ao seu redator-chefe quando diz que “obscuros parlamentares” tentaram “criminalizar o trabalho de um jornalista da revista que teve Carlos Cachoeira como fonte de informação”. E em seguida se apoia de forma capciosa nos depoimentos dos delegados da PF que, segundo a revista, descreveram os contatos de Policarpo com Cachoeira como “legítimos” entre “jornalista e fonte”. Na verdade, os delegados deram depoimentos sigilosos na CPMI do Cachoeira e o que se sabe é por meio de relatos de quem acompanhou as oitivas e muitos dos parlamentares dizem que eles não tinham como afirmar se Policarpo cometeu crime ou não porque não era o foco do que estavam investigando.
Nos telefonemas entre Cachoeira e Policarpo, o contraventor definia, como ocorreu em várias ocasiões, até onde determinadas matérias deviam sair. Quem deveria ser atacado, quem seria protegido, etc. Em vários diálogos, gravados legalmente pela Polícia Federal, há uma associação clara entre Cachoeira e Policarpo. A ponto do contraventor chamá-lo intimamente de “Poli”. Os dois produziram dossiê contra Agnelo para tentar manter os interesses da Delta em Brasília. Foi feito dossiê contra o Ministro dos Transportes, quando a Delta foi apertada pelos técnicos do Ministério. Só para lembrar, Cachoeira era intimamente ligado à Delta, principalmente à sua diretoria do Centroeste. Também foi iniciado uma série de dossiês contra José Dirceu, quando este vetou o nome de Demóstenes Torres para um cargo no Ministério da Justiça. A associação entre os dois era total. “Porque os grandes furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz. Todos eles fomos nós que demos”, disse Cachoeira para o araponga Jairo Martins em um dos diálogos gravados pela PF.
Agora que a Andressa deixou escapar que havia um contrato de Policarpo Jr. com Carlos Cachoeira, a revista, depois de um tempo sem saber o que fazer, resolveu atacar furiosamente a mulher do contraventor. Mas, é evidente que ela não inventou o contrato e nem o dossiê. E não será com essa matéria tentando tirar o corpo fora que a revista vai escapar da CPMI.
Na verdade a convocação do diretor da sucursal Brasília da revista Veja, Policarpo Jr, para explicar suas relações com o grupo criminoso de Carlinhos Cachoeira ficou mais perto de acontecer depois que Andressa Mendonça, tentou chantagear o juiz Alderico Rocha Santos. A ameaça de publicar o dossiê na Veja contra o magistrado, se o bicheiro não fosse solto, é a prova da ligação ilegítima. Por causa disso, Andressa foi presa na segunda-feira (30) e solta sob pagamento de fiança de R$ 100 mil. Só falta agora ouvir Policarpo.
Andressa será ouvida pela Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) mista nesta terça-feira. Mas quem tem que prestar depoimento à CPMI não é só ela. É o Policarpo que tem que ir. A justificativa fajuta da revista de que Policarpo e Cachoeira tinham uma relação de repórter e fonte caiu por terra.
A revista também diz ainda que o “departamento jurídico da Editora Abril, que edita a Veja, busca esclarecimentos sobre a farsa com vistas a processar seus responsáveis”. “ Que “esclarecimentos sobre a farsa” ainda precisam ser feitos? E quem são os reponssáveis que a publicação vai processar, Andressa e Cachoeira?

Para combater trabalhos escravo e infantil, informalidade e burlas à legislação trabalhista o Brasil precisa contratar mais de 5 mil fiscais

Falta de fiscais
Trabalho análogo ao escravo, trabalho infantil, informalidade, acidentes de trabalho e desrespeito à legislação em geral são algumas das importantíssimas áreas de atuação dos auditores fiscais do trabalho no Brasil, sexta economia do mundo e com número de trabalhadores em crescimento. No entanto, o país tem carência desses fiscais, a ponto de precisar contratar até 5.798 nos próximos quatro anos, atesta um órgão oficial, o insuspeito Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea).
Como mostrou a FOLHA DIRIGIDA, o Ministério Público do Trabalho (MPT) também reconhece a defasagem de pessoal: “O número (de fiscais) é muito reduzido. Não sei se faltam 5 mil, mas posso garantir que o quadro é inferior à necessidade, prejudicando nossas ações conjuntas”, assinala o procurador-geral do MPT, Luís Antônio Camargo, que recomenda concurso urgente e também enfrenta carência de procuradores.
Assim fica difícil dar proteção aos cidadãos, garantir os direitos constitucionais e cumprir a Convenção 81 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que obriga os signatários – entre eles o Brasil – a manterem um corpo de auditores suficiente para atender às necessidades dos trabalhadores e das empresas.
O último concurso para o cargo aconteceu há dois anos, e outro está em análise no Ministério do Planejamento, desde dezembro do ano passado, esperando-se que a autorização não demore. Mesmo assim, são solicitadas apenas 629 vagas, que o Planejamento costuma ‘podar’, enquanto cerca de 600 servidores já têm condições para aposentadoria. Ou seja, na melhor das hipóteses, haverá mera reposição, ficando a ampliação do quadro para outra oportunidade.
O Planalto está ciente da defasagem, e a sociedade espera providências imediatas. Para começar, deveria autorizar imediatamente o concurso, para todas as vagas pedidas, e depois liberar 50% de acréscimo, como permite a lei. Seria um bom começo. ( FOLHA DIRIGIDA )

Pai do mensalão tucano (*), membro VIP da Lista de Furnas e AI-5 Digital toma invertida de jornalista

Duelo travado na seção Cartas Capitais, na edição 709 da revista Carta Capital:

JUÍZ? NÃO, RÉU II
É lamentável que mais uma vez CartaCapital dedique páginas a uma falsa lista que, beirando o delírio, faz referências à campanha eleitoral de 1998. Embora a revista nunca tenha dado espaço aos argumentos que apresentei sobre essa questão, é necessário novamente ponderar que tal lista – estranhamente “elaborada” em 1999, “referendada” em 2007 e só reconhecida em cartório em 1/6/2010, conforme carimbo mostrado pela própria publicação – em tudo se assemelha a outras listas comprovadamente falsas, elaboradas por um senhor que, até bem pouco tempo atrás, estava preso em Minas Gerais, justamente por falsificação de documentos. Dar espaço a esse tipo de material torna-se uma ofensa à prática jornalística e à liberdade de imprensa.
EDUARDO AZEREDO
Deputado federal

RESPOSTA DE LEANDRO FORTES
Não é verdade que CartaCapital tenha se negado, alguma vez, a dar espaço aos argumentos do senhor Eduardo Azeredo, assim como jamais dedicamos páginas a listas falsas. A outra lista para a qual fizemos uma reportagem foi a chamada “Lista de Furnas”, que não é falsa, conforme laudo pericial da Polícia Federal de 7 de junho de 2006, e que tratava quase dos mesmos personagens da agora apresentada “Lista do Mensalão Tucano”.
O “senhor” a quem o senhor Eduardo Azeredo se refere, mas teme escrever o nome, é o lobista Nikon Monteiro, figura de relações íntimas e estreitas com boa parte da equipe de campanha do ex– governador do PSDB em 1998. Monteiro foi preso na fase de instrução do inquérito de investigação da Lista de Furnas, em 2006, mas liberado logo em seguida, quando da divulgação do resultado da perícia da PF. Por fim, este jornalista dispensa conselhos sobre prática jornalística e liberdade de imprensa de um parlamentar cuja fama nacional decorre tanto de seu protagonismo no chamado “mensalão mineiro” como de sua iniciativa, via projeto de lei, de censurar, reprimir e limitar os direitos de livre expressão do cidadão na internet por meio do bem alcunhado “AI-5 digital”.

( REPRODUZIDO NO – e tirado dele – SITE CNJ Na Mídia )

(*) O MAIOR, verdadeiro e único, e mais bem-servido Mensalão de Todos os Tempos de toda a História desde que o  mundo é mundo…

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