ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

julho 25, 2012

Funcionalismo federal: rotina de evasões, aposentadorias, falta de mão de obra e discrepâncias salariais


Evasão e greves
A União enfrenta situação delicada em matéria de recursos humanos, um problema que interessa diretamente a todos os cidadãos: como se não bastasse a falta de mão de obra, prejudicando principalmente os projetos de infraestrutura, várias categorias estão de braços
cruzados há muito tempo, exigindo reajuste salarial, plano de cargos e reposição de pessoal.
Somente no primeiro trimestre o Executivo perdeu quase 9 mil servidores, a maioria por aposentadoria, mas também devido às precárias condições de trabalho, em certos setores, e aos vencimentos defasados e díspares. É comum que ao tomar posse o novo funcionário já comece a se preparar para concorrer a função mais valorizada ou que vá para a iniciativa privada.
Segundo a Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura, a cada ano 30% dos servidores deixam a carreira, rumo ao Tribunal de Contas da União, à Controladoria Geral da União ou a empresas privadas. Nos últimos quatro anos, o Ministério das Cidades perdeu 157 funcionários; em três anos, o dos Transportes teve 435 desfalques, e o da Integração Nacional, 226.
Esse quadro acontece justamente quando os concursos sofrem com as limitações orçamentárias, agravadas pelo aprofundamento da crise internacional. A presidente Dilma Rousseff vem sendo pressionada por técnicos do governo para autorizar mais reposições, e não há outra saída. Ela foi avisada pelos interlocutores que está difícil cumprir rapidamente a tarefa de criar um grande cronograma de concessões e licitações para destravar os investimentos com foco em 2013, acelerando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e reanimando o Produto Interno Bruto (PIB).
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), praticamente parado desde os escândalos do ano passado, foi autorizado a preencher 1.200 vagas, mas ainda não publicou o edital, embora o organizador esteja definido há um mês.
O Planalto não tem saída, a não ser aumentar os vencimentos de boa parte do funcionalismo, acabar com as discrepâncias e acelerar os concursos. ( FOLHA DIRIGIDA )

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