ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

julho 19, 2012

Irã condena qualquer ato terrorista

Filed under: WordPress — Tags: — Humberto @ 8:15 pm

Depois de atentado suicida na Bulgária
O Irão condena vigorosamente “qualquer acto terrorista”, declarou esta quinta-feira o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, no Teerão, numa alusão ao atentado suicida que ocorreu ontem na Bulgária do qual resultaram oito mortos, incluindo seis israelitas.
Segundo a televisão iraniana em língua árabe Al-Alam, “a República islâmica do Irão, que é a maior vítima do terrorismo, considera que pôr em perigo a vida de inocentes é um acto desumano e condena-o vigorosamente”, declarou Ramin Mehmanparast.
“A posição do Irão é condenar qualquer acto terrorista no mundo”, adiantou.
“O regime sionista, que é responsável por actos terroristas organizados no Líbano, na Palestina e contra investigadores nucleares iranianos está pronto a lançar acusações sem fundamento contra outros países para fazer esquecer a sua natureza terrorista”, acusou Ramin Mehmanparast.
Seis turistas israelitas, o motorista búlgaro e o suicida morreram ontem em Burgas, na Bulgária, num atentado suicida contra o autocarro em que seguiam, do qual resultaram mais de 30 feridos.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e vários membros do governo acusaram imediatamente o Irão e o Hezbollah xiita libanês de serem responsáveis pelo atentado.
Ehud Barak, ministro da Defesa israelita, disse esta quinta-feira que Israel enfrentava “uma vaga mundial de terrorismo” liderada por Teerão. ( CM )

O que está por trás do golpe de Estado no Paraguai, Por Ludovic Voet

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 7:44 pm

O Paraguai, país encravado no centro da América do Sul que faz fronteira ao norte com a Bolívia, a leste com o Brasil e ao sul e a oeste com a Argentina viveu dias turbulentos neste final de junho. O setor agrícola é o responsável por 25% do PIB. É o país da América Latina onde esse setor é o mais importante e onde as desigualdades sociais entre pequenos camponeses e grandes proprietários são maiores. A renda por habitante não passa de 4000 euros por ano. Conta-se 18% da população abaixo da linha da pobreza. Vivendo essencialmente da agricultura os camponeses não têm a propriedade da terra usurpada por grandes proprietários, os latifundiários.
UM POUCO DE HISTÓRIA
A ditadura de Alberto Stroessner entre 1954 e 1989 foi um período negro na história do Paraguai.
Stroessner era membro do Partido Colorado, conservador e nacionalista, instalado no poder por 60 anos até 2008 até a chegada ao poder do candidato de esquerda Fernando Lugo. Durante a ditadura a pilhagem das terras continuou excluindo numerosos camponeses que se refugiavam nas periferias das cidades. Atualmente essa pilhagem se mantém com a ocupação de 2 milhões de hectares de terras sem títulos de propriedade pelas grandes multinacionais do agronegócio. Segundo um relatório publicado em 1994 pela Comissão Verdade e Justiça, 8 milhões de hectares arrematados por dignitários do regime de Stroessner beneficiam seus herdeiros que têm hoje imensas fortunas. Durante esse tempo os pequenos camponeses ficaram com minúsculos pedaços de terra de algumas centenas de metros quadrados apenas e no melhor dos casos 3 a 4 hectares. 1% dos proprietários de terras, os mais ricos, controlam com efeito 77% da terra cultivável do país que grande parte desses proprietários utiliza para culturas transgênicas ou ainda para a especulação.
A chegada de Lugo ao poder em 2008 com uma grande aliança e um programa de redistribuição de terras certamente não agradou essa oligarquia.
OS FATOS
Em 15 de junho no prolongamento de sua luta pelo acesso à terra os camponeses do movimento sem terra começaram uma ocupação em Curuguati, no leste do Paraguai na fronteira com o Brasil, exigindo sua redistribuição. Essas terras de 70 mil hectares “pertenciam” à Blas Riquelme (sem títulos de propriedade), um grande proprietário de terras que acumulou muito dinheiro durante a ditadura, antigo presidente do Partido Colorado e senador da República, proprietário de grandes supermercados. O ministro do interior decidiu não negociar com os ocupantes das terras e intervir com as forças da ordem. O balanço do enfrentamento foi de 11 camponeses e 6 policiais mortos e mais de 50 feridos. As circunstâncias dos enfrentamentos continuam difusas. O ministro do interior deixou seu posto.
Nos dias que se seguiram o lobby dos proprietários a UGP (União de Grêmios de Produção) e a mídia puseram em causa a gestão política do Presidente. Rapidamente e enquanto os fatos não tinham ainda sido verificados o Presidente Lugo foi vítima de um “processo político de destituição” por haver “exercido mal suas funções” – na sexta-feira 22 de junho diante do senado. Os direitos elementares de defesa foram voiolados (são 18 dias requeridos para a preparação da defesa) e o processo expedido em 5 horas. O parlamento em algumas horas reverteu o veredito das urnas. O vice-presidente Frederico Franco do Partido Liberal tomou as rédeas do país com a sustentação de seus antigos “inimigos”, o Partido Colorado. Caracterizado por uma estrutura econômica e social desigual o Paraguai é um dos países mais gangrenado pela corrupção na administração e órgãos judiciários sempre ocupados por servidores do Partido Colorado no poder até 2008. A margem de manobra de Lugo era pequena.
ENTORNO DA OBRA
A ideia que enfim, numa democracia, é possível tirar um presidente que não faz bem seu trabalho pode seduzir. O Paraguai mostraria o exemplo que toda democracia deveria seguir? É necessário ver inicialmente os interesses em torno da obra atrás dessa história. Deixemos os direitos à defesa. Esqueçamos igualmente que os fatos não são ainda esclarecidos. Mas podemos esquecer que os que destituíram Fernando Lugo são os que se enriqueceram durante 60 anos (dos quais 35 de ditadura) ou são seus herdeiros? Os que demandam o respeito aos procedimentos em curso (como os EUA ou outros Estados ocidentais) são os que instalam e desinstalam ditaduras no terceiro mundo há 60 anos (inclusive a de Stroessner no Paraguai). São esses também os que reprimem sem vergonha seus povos e muitas vezes com sangue (pensemos nas revoltas estudantis no Chile e no Quebec). São os que enfim não querem olhar bem os processos de mudança na América Latina por governos de esquerda.
O Presidente François Sarkozy foi destituído por má gestão na reforma das aposentadorias? O primeiro-ministro Rajoy será destituído pela alta taxa de desemprego entre a população espanhola? Fernando Lugo sem dúvida cometeu erros. Não fez a reforma agrária verdadeira, ele tentou conciliar os pontos de vista de todo mundo… Mas os que agora dão lições são os paradigmas da democracia?
Uma “Frente pela defesa da democracia” foi criada. O processo é reversível.Mas ele deverá afrontar um inimigo escondido mas sempre presente na região: os EUA.
BASES MILITARES
Conta-se no continente Sul-americano 47 bases militares americanas ou da Otan que controlam um continente rico em produtos naturais. O Paraguai é fortemente infiltrado pelas “ajudas ao desenvolvimento” americanas da agência USAID conhecida por seus objetivos de implantações geopolíticas. O continente americano e seus governos de esquerda na Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela são espinhos no pé do imperialismo americano. O reforçamento do comércio e da integração regional é um golpe às exportações americanas com que querem inundar o mercado sul-americano. Os processos de integração regionais o MERCOSUL (união econômica da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e a UNASUL (união das nações sul-americanas) ou a ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas composta essencialmente pela Bolívia, Equador, Cuba e Venezuela) perturbam a Casa Branca.
MERCOSUL
Os eventos no Paraguai na fronteira sudoeste brasileira são sinais claros dos EUA ao governo brasileiro que segue cada vez mais um curso independente dos EUA em suas relações internacionais favorecendo seu comércio com países emergentes, os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). É igualmente um sinal claro que uma operação “própria e rápida” pode destruir e frear os processos de mudanças na América Latina. As tentativas de concertação da direita venezuelana com os EUA de derrubar o Presidente Hugo Chávez acontecem há 14 anos. O Equador de Rafael Correa sofreu um golpe militar em 2010 e Evo Morales, o presidente boliviano, declarou recentemente ter provas de uma tentativa de golpe de Estado na Bolívia. Os interesses americanos ameaçados, daí o pesadelo das ditaduras sustentadas por Washington nos anos 1970 que ressurge.
O Fechamento de questão em torno da condenação do golpe de Estado pelos Estados vizinhos foi primordial nos primeiros instantes para isolar o governo golpista. Mais de 10 países do continente retiraram seus embaixadores do Paraguai que também foi excluído das reuniões do MERCOSUL e da UNASUL.
*Ludovic Voet publicou este artigo, do qual publicamos seus principais trechos, no jornal “Solidaire”, órgão do Partido do Trabalho da Belgica.
( HORA DO POVO )

José Serra é o mais novo alvo da CPMI do Cachoeira

O candidato pelo PSDB à prefeitura de São Paulo recebeu uma doação milionária da esposa de um empreiteiro com histórico de prática de corrupção e envolvimento com a Delta, empresa apontada como braço da organização criminosa do contraventor Carlinhos Cachoeira. Outros tucanos também estão na berlinda. Há novas denúncias contra o governador de Goiás, Marconi Perillo, e a recomendação da abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Carlos Leréia.
O candidato pelo PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, é o mais novo alvo das investigações da CPMI do Cachoeira. Candidato à presidência da república em 2010, ele recebeu uma doação milionária de Ana Maria Baeta Valadares Gontijo, esposa de José Celso Gontijo, acusado de participar do esquema criminoso do contraventor.
Gontijo é aquele empreiteiro flagrado em vídeo, em 2009, pagando propina para o chamado “mensalão do DEM”, durante o governo do também tucano José Arruda no Distrito Federal. E, nas conversas interceptadas pela Polícia Federal entre membros da quadrilha de Cachoeira, é apontado como o responsável pela entrada da Construtora Delta no Distrito Federal.
A doação de Ana Maria chamou a atenção da Receita Federal pelo valor recorde: R$ 8,2 milhões. Como a legislação eleitoral só permite que uma pessoa física doe 10% dos seus rendimentos anuais, ela precisaria ter recebido R$ 7 milhões por mês durante 2009. Algo, no mínimo, incomum. Na semana passada, os membros da CPMI já aprovaram a convocação de Gontijo e a do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish. E também a de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-captador de recursos da campanha de José Serra.
O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), membro da CPMI, acha provável que as investigações sobre o esquema de Cachoeira cheguem ao PSDB nacional. E, segundo ele, nem por mera vontade ou mesmo mérito da CPMI. “Agora surgiu esta possível conexão com o Paulo Petro. E os documentos apareceram sem que nós os tivéssemos buscado”, afirma, se referindo à doação que surpreendeu à Receita.
Foi Paulo Preto quem assinou a maior parte dos contratos do governo de São Paulo com a Delta, durante as gestões de Geraldo Alkmin e Serra, que totalizam quase R$ 1 bilhão.
Tucanos na berlinda
José Serra não é o único tucano na berlinda. Situação ainda mais incômoda é a do governador de Goiás, Marconi Perillo. Ele não conseguir explicar à CPMI porque Cachoeira foi preso na mansão que vendera poucos meses antes e não convenceu os parlamentares de que sua campanha não foi financiada com o caixa 2 de empresas ligadas à quadrilha.
Agora, para agravar a situação, é acusado de receber propina para liberar pagamentos devidos pelo governo à Delta, construtora ligada à organização criminosa. Conforme as denúncias, o dinheiro teria sido liberado via a venda da sua casa à Cachoeira. “A situação do Perillo está realmente complicada”, avalia Rosinha.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) já pediu a reconvocação do governador para depor. No requerimento, ele alega que a venda da casa teria sido feita com sobrepreço de R$ 500, em troca do pagamento de uma dívida de R$ 8,5 milhões do governo com a empreiteira. Em coletiva, na tarde desta quarta (18), o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) disse que o assunto só será definido em meados de agosto, após o recesso parlamentar. E rebateu as críticas do PSDB de que a convocação atendia a interesses eleitoreiros.
Outro tucano sob a mira da CPMI é o deputado Carlos Leréia (GO), flagrado em ligações comprometedoras com a quadrilha. A corregedoria já recomendou a abertura de processo contra ele por quebra de decoro parlamentar. Segundo o relator da representação, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), há indícios de uma relação muito próxima entre Leréia e Cachoeira, que estava tentando exercer influência no governo de Goiás por meio do deputado. ( CARTA MAIOR )

Governo Obama nega-se a devolver tesouros roubados do Iraque por tropas

Filed under: WordPress — Tags:, , — Humberto @ 6:56 pm

O governo dos Estados Unidos anunciou oficialmente que ficará com metade dos tesouros arqueológicos roubados do Iraque pelas suas tropas de ocupação em 2003, ano da invasão militar que derrubou o governo patriótico de Saddam Hussein.
Diante do crescente repúdio popular à sua submissão a Washington, o governo fantoche encenou um “protesto”, dizendo que quer trazer de volta ao país todo o arquivo judeu iraquiano “transferido aos Estados Unidos”, conforme publicou o jornal iraquiano Al Sabah no último domingo. De acordo com o jornal, o arquivo inclui até mesmo pergaminhos da Bíblia judaica com séculos de antiguidade, além de um grande número de documentos em hebreu, árabe e inglês.
Entre outras relíquias, os Estados Unidos enviaram para Israel mais de mil valiosas peças, o que provocou a reação de arqueólogos e estudiosos iraquianos, que denunciaram o “saque do patrimônio cultural”. Com o crescimento dos protestos, os fantoches tiveram de anunciar a suspensão da “cooperação” com as universidades dos EUA, bem como a paralisação das “missões de escavação” realizadas pelos estadunidenses. ( HORA DO POVO )

Blog no WordPress.com.