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maio 14, 2012

Rússia acusa al-Qaeda da autoria dos atentados de Damasco

Filed under: WordPress — Tags:, , , , , — Humberto @ 7:04 pm

A Rússia, aliada de Damasco, considerou, esta segunda-feira, que a al-Qaeda e os grupos ligados à organização estão “por detrás dos atentados” cometidos nos últimos dias na Síria.
“Para nós é claro que grupos terroristas estão por detrás disto – a al-Qaeda e esse grupos que trabalham com ela”, declarou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Guennadi Gatilov, aos jornalistas.
Um duplo atentado suicida em Damasco na semana passada fez 55 mortos e 372 feridos, um ataque que, segundo observadores, faz temer que os extremistas se aproveitem do impasse na Síria para provocar mais violência.
A Rússia tem resistido às pressões ocidentais para criticar a repressão do regime de Damasco e Gatilov afirmou que é pouco provável que o Governo e a Oposição sírios vão negociar.
“É difícil dizer como as coisas vão evoluir a partir de agora. No imediato, a perspetiva de negociações não é visível”, disse Gatilov.
O regime sírio enfrenta há 14 meses um movimento de contestação sem precedentes que tem sido violentamente reprimido. A violência já provocou perto de 12 mil mortos, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. ( JN.PT )

Líbia: Human Rights Watch exige invesigação sobre mortes de civis em ataques da OTAN

Filed under: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 6:16 pm

A organização de defesa dos direitos humanos, Human Right Watch, apelou à NATO que investigue as mortes de civis na Líbia, ocorridas o ano passado durante um raide aéreo da organização militar.
A Human Right Watch acredita que o bombardeamento pela NATO tenha morto pelo menos 72 civis.
“Pedimos investigações imediatas, credíveis e meticulosas”, disse à BBC Fred Abrahams, representante daquela ONG.
A NATO insiste que tomou medidas sem precedentes para minimizar o número de baixas entre civis, mas rejeita assumir responsabilidade por essas mortes, uma vez que não tinha elementos no terreno que as pudessem confirmar.
Em Março deste ano a Aministia Internacional tinha também confirmado 55 casos de civis mortos por raides aéreos, incluindo 16 crianças e 14 mulheres. ( Ionline.pt, “Organizações de direitos humanos querem investigação às mortes de civis durante raides da NATO” )

Tuiteira de 59 anos é acusada de ser robô programado pelo governo para atingir Veja

Para justificar campanha contra Veja no Twitter, Reinaldo Azevedo acusa tuiteira de ser um robô programado pelo governo para atingir alvos políticos. Blogueiro também censurou comentário da acusada rebatendo denúncia.
Em “Como Fraudar a Internet”, Reinaldo Azevedo afirma que o perfil @lucy_in_sky_ “foi programado para identificar mensagens de outros usuários que contivessem os termos-chave dos tuitaços, replicando-as”. Seria perfeito para explicar mais um protesto contra a revista, se a dona do perfil não fosse uma pacata carioca de 59 anos, estudiosa do comportamento humano, amante dos animais e profissional da saúde. “Foi como tomar um tapa na cara”, conta ela.
Lucy (sua identidade será preservada), soube por amigos, no sábado que seu perfil era acusado de operar um esquema fraudulento para atacar a revista Veja com hashtags como #VejaTemMedo e #VejaBandida. “Trabalho e estudo. Não tenho muito para dar minha opinião, mas acho importante fazê-la. Por isso tantos retuítes”.
O perfil de Lucy tem exatos 3 anos. “Entrei no twitter, a princípio, por curiosidade, mas depois percebi todo o alcance social e político. Procuro participar de vários tuitaços que mostrem minha opinião política. Participei do #ForçaLula e sempre que posso faço campanha contra crueldade com animais”.
A conta de Reinaldo Azevedo é simples, mas não fecha. Ele usa o exemplo da China, que recruta jovens com tempo disponível para lançar mensagens de apoio ao governo na internet. Na cabeça da Veja, o regime chinês é muito parecido com o brasileiro. Nada faria mais sentido se o governo também pagasse militantes para detonar inimigos políticos.
Afinal, quem fica na frente de um computador, num final de semana, sem ser pago? Só para fazer política? “Quando eu vejo algum tweet que expresse minhas opiniões e posições, eu retuíto”. Diante de tantos RTs contra Veja, Reinaldo Azevedo criou uma fantasia: Lucy era um programa criado por petistas com a única intenção de detonar Veja “O que me impressionou na reportagem da Veja foi a história detalhada que eles inventaram, dizendo como é que eu “funcionava” como robô. Teve até infográfico”
Na noite de ontem, Lucy acessou o blog de Reinaldo Azevedo e deixou uma mensagem, afirmando ser dona do perfil acusado de ser robô. Seu comentário foi censurado e Azevedo continua afirmando que Lucy não passa de uma ficção virtual.
Pergunta: Você já deu RT na Mariana Godoy e na Real Morte elogiando a Regina Casé. Não é propriamente um RT anti-Veja, não é?
Claro que não!!!! rs Não sei por que cismaram com isso!
P: Como reagiu quando viu seu perfil na Veja?
R: Foi muito ruim ver na Veja meu perfil exposto daquela maneira, e ainda mais, “provando” que sou um robô. Foi um tapa na cara.
P: Quem é você, o que gosta de fazer?
R: @lucy_in_sky_: Sou profissional da saúde e que tenho 59 anos. Adoro ler, ir ao cinema (recentemente vi “Medianeras”, um filme argentino sobre a nossa contemporaneidade virtual). Não tenho filhos, não gosto de futebol. Faço caminhadas no calçadão, sempre que tenho tempo.
P: Como usa o twitter?
Me interesso muito por tudo o que diga respeito ao nosso mal-estar contemporâneo, que faz, muitas vezes, que só possamos fazer política pela internet. Sou partidária dos direitos humanos e também dos animais, não suporto injustiça contra os mais fracos. ( BLOG TECEDORA )

LEIA TAMBÉM:
Mentira de Veja sobre “robôs” do Twitter pode gerar ação judicial ( Blog CIDADANIA )

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Não bastasse seu envolvimento direto com o Cachoeira, agora a Veja quer até censurar a internet!

A revista Veja tem medo do jogo da velha. O jogo da velha, no caso, são as hashtags, antecedidas pelo sinal #, para destacar vozes numa multidão de internautas – bobagens em alguns casos, mobilizações, em outros.
Para quem diz defender com a própria vida a liberdade de expressão, é preocupante. Nas 16 páginas desperdiçadas na edição do fim-de-semana em que tenta se defender, a semanal da editora Abril deixou claro: para ela, a liberdade de expressão não é um valor absoluto. Tem dono – ela e o reduzido grupo de meios de comunicação que se auto-qualificam de “imprensa livre”. Livre de quem? No caso da Veja, certamente eles não tratavam do bicheiro Carlos Cachoeira, espécie de sócio na elaboração de pautas da publicação.
Getúlio Vargas valia-se da expressão “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”. A revista, em sua peça de realismo fantástico disfarçada de “reportagem”, a reformula: “aos amigos tudo (inclusive o direito de caluniar, manipular e distorcer), aos inimigos a censura. Ou não é isso, ao desferir um golpe contra as manifestações livres na rede e sugerir uma “governança” na internet, que os editores do semanário propõem? Eles tem urticária só de ouvir falar em um debate sobre a regulação dos meios de comunicação. Mas pimenta nos olhos dos outros…
Na própria peça de defesa, Veja distorce. Não foi a revista que derrubou Fernando Collor de Melo. É uma mistificação que só a ignorância permite perpetuar. A famosa entrevista do irmão do ex-presidente não teria resultado em nada. O que derrubou Collor foi o depoimento do motorista Eriberto França, personagem descoberto pela rival IstoÉ, na ocasião dirigida por Mino Carta.
Em termos de desonestidade intelectual, Veja se superou. Ao misturar aranhas, robôs e comunistas, a semanal de Roberto Civita produziu um conto de terror B. Nem se vivo fosse o falecido cineasta norte-americano Ed Wood, famoso por suas produções mambembes, toparia filmar um roteiro parecido. Além de tudo, a argumentação cheira a mofo, tem o tom dos anos da Guerra Fria. Quem tem medo de comunistas a esta altura? Nem na China.
PS: a lanterna na capa do semanário mostra outra coisa: calou fundo na editora o apelido Skuromatic, a lâmpada que provoca a escuridão ao meio-dia, dado a Roberto Civita por jornalistas da antiga redação de Veja. ( CARTA CAPITAL, “A Veja quer censurar a internet” )

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