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abril 20, 2012

Veja é instrumento do crime organizado, diz delegado Protógenes


No bonde do Cachoeira ninguém viaja grátis
Deputado que propôs CPI diz ainda que não é “ex” nem “aposentado”, é delegado mesmo, da Polícia Federal
O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), delegado da Polícia Federal, disse nesta quarta-feira, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, que a revista Veja está agindo como instrumento do crime organizado. “Essa revista aqui. Isso aqui é uma organização criminosa”, afirmou o deputado, mostrando a capa da última edição da revista. O parlamentar, autor do requerimento pedindo a Comissão Parlamentar de Inquérito, cobrou que a CPI que vai investigar as ligações de Carlos Cachoeira com Demóstenes Torres, Marconi Perillo (PSDB) e a revista Veja “seja implantada logo”. “Já está passando da hora da CPI ser instalada para que a população saiba das ligações dessa imprensa com o crime organizado”, afirmou o deputado.
( HORA DO POVO )
Delegado Protógenes: “Veja é uma rede de desinformação”
O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), delegado da Polícia Federal, disse na quarta-feira (18), na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, que a revista Veja está agindo como instrumento do crime organizado e quer desestabilizar a República. “Essa revista aqui. Isso aqui é uma organização criminosa”, afirmou o deputado, mostrando a capa da última edição de Veja.
O parlamentar cobrou que a CPMI que vai investigar as ligações de Carlos Cachoeira com Demóstenes Torres, Marconi Perillo (PSDB) e a revista Veja “seja implantada logo”. “Já está passando da hora da CPI der instalada para que a população saiba das ligações dessa imprensa com o crime organizado”, disse. “Com ela, nós vamos descobrir também de onde saiu esse mensalão”. “Quem bolou isso na mídia brasileira? Quem fabricou isso?” A Polícia Federal flagrou, com escutas autorizadas, mais de 200 telefonemas do diretor de Veja, Policarpo Jr., para Carlos Cachoeira. Foi com uma gravação produzida pelo bicheiro e entregue a Policarpo que se desencadeou a farsa do mensalão, em 2005.
Protógenes fez questão de dizer, em discurso também na quarta-feira, da tribuna da Câmara, que foi o autor do pedido da CPI do Cachoeira e aproveitou para denunciar a manobras para tentar desgastá-lo. “Assumo esta tribuna para denunciar uma ameaça à República brasileira: as matérias veiculadas por agências de notícias de baixo nível, de baixo calão, estão tentando confundir a opinião pública e este Parlamento brasileiro”, apontou.
“Trago aqui a matéria da revista Veja intitulada ‘A cortina de fumaça do PT para encobrir o maior escândalo de corrupção na história do País’. E aqui, na matéria, a revista traz uma foto minha com a legenda: ‘Protógenes Queiroz, ex-delegado da Polícia Federal. O deputado apareceu orientando os integrantes da quadrilha’. Mentira! Primeiro, eu não sou ex-delegado da Polícia Federal. Eu sou delegado da Polícia Federal licenciado! Eu estou deputado”, ressaltou.
O deputado continuou desmascarando a revista dos Civita. “Mais prá frente a matéria de Veja diz: ‘Amigo de Dada, ele recrutou o grupo do araponga para poder ajudá-lo clandestinamente na Operação Sathiagraha’”. “Ora, o sargento Idalberto era oficial de ligação da Inteligência da Aeronáutica e da inteligência da PF. E até hoje nós temos lá a inteligência do Exército, da Marinha e da Aeronáutica que trocam informações para proteger soberanamente as riquezas deste país”, afirmou Protógenes.
“Eles eram oficiais de ligação indicados pela Inteligência Militar das Forças Armadas! Não eram bandidos. Se se tornaram bandidos, que culpa nós temos? Não há nenhuma relação da Operação Satiagraha com o caso Carlinhos Cachoeira. Muito ao contrário, ele [Cachoeira] deve explicações, sim. Ele deve explicações”, afirmou o delegado, desmentindo também a revista IstoÉ. “A outra matéria é da revista IstoÉ, que traz outra aberração, mostra outra foto, com a legenda: Protógenes Queiroz, Deputado do PCdoB, delegado aposentado da Polícia Federal. Eu não sou aposentado!”, salientou. “Já até me aposentaram. A mídia brasileira, essa mídia medíocre, essa revista já até me deu aposentadoria!”.
Protógenes lembrou que, quando ainda estava na ativa na PF, foi convocado para ajudar o Congresso a se defender de uma campanha de desestabilização. “Na época eu era delegado da Polícia Federal quando eu fui instado a prestar auxílio ao Congresso Nacional que naquele momento encontrava-se desestabilizado em razão de falsas denúncias contra o senador Renan Calheiros e por conta das falsas denúncias, de reiteradas capas da revista”, disse. “Fizeram deste informativo, esta rede de desinformação desse país com verdadeiros escândalos falsos”, denunciou.
“Eu encaminhei ao Procurador-Geral da República imediatamente um ofício, dirigido ao Dr Roberto Gurgel, para que ele apontasse se a minha conduta na atividade parlamentar, ou minha conduta como delegado de Polícia Federal, tipificasse alguma conduta criminosa”, informou. “Eu desafio esse arauto de desinformação e de conspiração da República”, acrescentou. “Agora chegou a hora de nós colocarmos em pratos limpos o papel da mídia brasileira”, propôs o parlamentar.
Protógenes explicou que na operação Satihagraha ele pediu a prisão de bandidos infiltrados na imprensa. “Eu lancei um capítulo sobre a mídia brasileira e pedi a prisão não de jornalista, mas de um criminoso e de uma criminosa. Jornalista não pratica crime, jornalista não se presta a esse papel”, salientou Protógenes. “Isso não é liberdade de imprensa, é crime! Isso não é jornalismo. Não existe jornalista bandido; ou ele é jornalista, ou ele é bandido!”, acrescentou.
“Agora, nós vamos também descobrir a Privataria Tucana. São três trabalhos estruturantes: a Operação Sathiagraha, que investigou o banqueiro condenado Daniel Dantas, a CPI do Cachoeira, que vai investigar outro banqueiro. Um é banqueiro criminoso do sistema financeiro e o outro é de outra área. E a CPI da Privataria Tucana. Essa é a prestação de contas que o povo brasileiro quer ver no Congresso Nacional”, completou Protógenes, que, otimista e ao mesmo tempo perplexo com tamanha baixaria e falsificação, levantou a hipótese de que “talvez o presidente dessa revista, o Sr. Roberto Civita, não tenha a dimensão dos serviços que seus funcionários prestam ao crime organizado no Brasil”.

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