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fevereiro 29, 2012

Serra candidato a prefeito: salvação do PSDB na Capital, Por Jasson de Oliveira Andrade


O Estadão de 19 de janeiro deste ano noticiou em manchete: “Serra comunica ao PSDB que está fora da disputa pela Prefeitura de São Paulo”. Uma semana depois dessa categórica afirmativa, em 26/1, Serra escreveu um artigo criticando o ex-ministro Fernando Haddad, candidato a prefeito de São Paulo pelo PT. Por essa crítica, pressenti que ele era candidato a prefeito da Capital, apesar da negativa. Três dias depois, em 29/1, escrevi a um amigo serrista: “O Serra era colaborador da Folha. Atualmente escreve no Estadão. Seus últimos artigos eram de críticas ao governo Dilma. No entanto, no último [26/1], para minha surpresa, ele criticou o ex-ministro Haddad. E me ficou uma dúvida: será que ele vai ser [candidato] prefeito, apesar das negativas? O que você acha?” O meu amigo respondeu: “Ele não quer”, acrescentando: “Puro feeling: acho que não sai”. Pelo meu faro político: eu estava certo. Agora ele vai ser mesmo candidato a prefeito de São Paulo. Serra é a única alternativa dos tucanos, os outros pré-candidatos tucanos eram fracos e provavelmente perderiam a eleição.
Qual foi o motivo que levou Serra a voltar atrás em sua decisão? Dora Kramer, no artigo “Por que Serra cedeu”, publicado no Estadão de 16/2, aponta o motivo principal: “O movimento de aproximação do prefeito Gilberto Kassab em direção ao PT teve um peso fortíssimo: muito provavelmente levaria o candidato Fernando Haddad a uma vitória no primeiro turno e o PSDB a um beco sem saída”. Para mim, este motivo não existe. É apenas uma estratégia do Serra. Como previ, a candidatura dele já estava decidida em 26 de janeiro, antes do Kassab “conversar” com o PT. Essa estratégia é inteligente por dois motivos. Primeiro, une o PSDB com ele. Aparentemente o governador Alckmin estimulou a candidatura dele, mas, na verdade, ele torcia para o Chalita (PMDB), seu amigo pessoal e autor da biografia da esposa, Lú Alckmin. O governador não esquece sua derrota à prefeitura graças ao apoio de Serra ao Kassab, que foi reeleito. Depois dessa decisão, na qual o governador não acreditava, terá que apoiar o Serra. Outro motivo dessa estratégia foi percebido pela CARTACAPITAL: “O PT ficará em uma posição constrangedora. Será difícil atacar Kassab após tantos afagos”. O prefeito apoiará Serra e os petistas terão dificuldade em criticar sua administração, embora ela seja mal avaliada.
O psicanalista Tales Ab´Sáber, na entrevista concedida ao Estadão (Alías, 19/2), fez essa análise: “Neste momento, o Serra precisa assumir que é uma liderança importante e desarticuladora. Sempre foi. É uma tendência autoritária dele se impor a todos os debates. O que o Lula tem de agregador, ele tem de ataque às ligações. Ao mesmo tempo, é o herdeiro da confiança da elite conservadora paulistana, que agora não tem objeto em que depositar sua esperança a não ser ele. De algum modo, o PSDB está refém do Serra. O partido não tem alternativa, não dá para vir com o neto do Mário Covas, que é um moleque. É muito patética essa tentativa de construir um Chalita na última hora”.
“Ele [Serra] abandona sonho da Presidência”, afirma Kassab. Duvido. Esta alternativa ou nova estratégia ficará para outro artigo.
Apesar do franco favoritismo de Serra, não se pode descartar sua derrota. É muito difícil, mas não é impossível. Como costumo dizer: a conferir!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Fevereiro/março 2012

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