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fevereiro 10, 2012

Disseminando a Democracia, a Liberdade e a torta de maçã: EUA financiaram a “oposição” síria

Filed under: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 3:18 pm

Governo dos EUA financiou oposição síria, revela Wikileaks
Parte dos opositores rejeitou ajuda norte-americana, por considerá-la “insultante”
O governo dos Estados Unidos financiou a oposição ao regime de Bashir Assad por meio da campanha “Anunciando a Democracia Síria”. A revelação é de um telegrama de 27 de fevereiro de 2006, vazado pelo site Wikileaks em 30 de agosto de 2011.
No documento, enviado por Stephen Seche, diplomata na embaixada em Damasco, o governo dos EUA afirma que a campanha contra o presidente sírio inicialmente provocou reações contraditórias entre os membros da oposição local.
Enquanto alguns políticos oposicionistas enxergaram a situação com mais entusiasmo, outros consideraram a oferta “insultante”. No despacho, o diplomata relata a reação de um opositor e ex-preso político, que teria acusado os EUA de quererem apenas instrumentos políticos e não parceiros realmente dispostos a estabelecer democracias no Oriente Médio.
Com o passar do tempo, no entanto, a maior parte dos opositores passou a ver com bons olhos a ajuda norte-americana, um sinal de que Washington “não queria acordo” com o regime de Assad. Eles também deram sugestões de como os EUA poderiam ajudar os opositores
Basil Dahdouh, deputado independente, achava que a oferta de dinheiro era um importante sinal do apoio dos EUA à oposição na Síria. Era um indicativo que os EUA estavam dispostos a cooperar com a queda do regime de Assad. Entretanto, Dahdouh criticou o modo como a oferta foi feita: “burocrática, legalista e pública” demais. Isso poderia enfraquecer a iniciativa, de acordo com o parlamentar.
Em vez disso, Bahdouh sugeriu ajuda financeira às famílias de presos políticos. De acordo com o parlamentar, algumas centenas de dólares mensais evitariam o empobrecimento dessas famílias. O parlamentar não disse como seria possível implementar um programa dessa natureza, mas sugeriu que o dinheiro poderia ser entregue aos familiares dos dissidentes pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Bolsas de estudo, programas culturais, prêmios e outras iniciativas poderiam ser utilizadas para enviar dinheiro à oposição síria. O parlamentar também sugere um “centro de traduções”, no qual seria dada voz à imprensa alternativa, crítica de Assad. O objetivo, segundo Bahdouh, era remeter o dinheiro “sem gerar controvérsias”.
OPERA MUNDI / Agência Efe

LEIA TAMBÉM:
Relatório que a Liga Árabe tentou esconder retrata os atos terroristas como fonte da violência na Síria
O relatório da Missão de Observadores organizada pela Liga Árabe, admitida pelo governo sírio para vasculhar todo o território do país, apesar do claro posicionamento da Liga a favor da intervenção no país, escancara a violência dos bandos armados em atuação na Síria como a fonte principal da violência nas diversas cidades.
O relatório não foi divulgado e nem mesmo considerado – ao contrário, foi ocultado – pois desmascara as mentiras propaladas pela cruzada da mídia em apoio à tentativa de demonizar o regime em apoio à ingerência dos EUA. Só agora tivemos acesso a ele e divulgamos trechos esclarecedores, principalmente sobre as ocorrências em Homs que contrariam o charivari sobre bombardeios contra a cidade por parte do governo.
“Em 27 de dezembro de 2011, o chefe da Missão, Mohamed Al Dabi, e mais dez observadores conduziram uma visita preliminar à cidade de Homs”.
Apesar da tensão na cidade, o pedido da missão de retirada de veículos militares foi atendido: “O lado sírio [governo] concordou em retirar toda presença militar nas áreas residenciais e de trabalho”.
O relatório expõe que os observadores foram divididos em equipes para atuarem em 15 regiões. Em cada grupo havia observadores de pelo menos 10 nacionalidades diferentes. Cidades como Homs, Damasco, Hama, Idleb, Dir Al Zor, Latakia, Alepo, foram vistoriadas.
O relatório observa troca de tiros entre forças do governo e elementos armadas em Homs e Hama e acrescenta: “Em Homs, Deraa, Idleb e Hama, a Missão observou grupos armados cometendo atos de violência contra forças do governo, bombardeio a ônibus civil, trem contendo óleo diesel. Em outro incidente, em Homs, um ônibus da polícia explodiu e dois policiais morreram. Um oleodutos e pequenas pontes também explodiram”.
A Missão observou que em muitos casos havia informes de explosões e violência e que “quando enviávamos integrantes do grupo se configuravam infundadas. A imprensa exagerava tanto em relatos de incidentes, quanto em feridos e mortos”.
“Não vimos agentes de segurança do governo nem as milícias shabiha [formadas por civis que apóiam o governo] agredindo manifestações pacíficas contra o governo”, afirma o documento.
Vimos manifestações em favor e contra o governo. Nenhuma delas foi incomodada, a não ser por atritos menores sem casualidades fatais”.
O relatório também cita “a morte de um jornalista francês do canal France 2, além do ferimento de um jornalista belga – na cidade de Homs – por ataque por bombas de morteiros da oposição”. ( HORA DO POVO )

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