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janeiro 18, 2012

“Privatização no Brasil foi o maior roubo da História ( do planeta )”, diz Amaury Jr


Quem criou o esquema do Banestado foi o Ricardo Sérgio, que também está no esquema das privatizações tucanas”, lembra o jornalista
Eu acho que a privatzação no Brasil foi o maior roubo da História do planeta”, afirmou o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, autor do livro “A Privataria Tucana”, obra que denuncia o recebimento de propinas, a evasão e a lavagem de dinheiro por próceres tucanos no processo de privatizações do governo FHC. O livro já vendeu mais de 120 mil exemplares em todo o país. “Não é nem o maior roubo da História do Brasil. É da história do planeta”, destacou Amaury, em entrevista publicada no domingo, no site Paraná Online.
“Se for pegar a operação Uruguai, que levou à cassação do Collor, era uma operação de R$ 5 milhões. E no caso das privatizações, se mapear, como eu mapeei, só um caso de propina foi de R$ 30 milhões para o Ricardo Sérgio de Oliveira. Se você aprofundar a investigação vai ver que foi muito mais ainda. Muito grande. A roubalheira foi maior”, prosseguiu o jornalista. “O Ricardo Sérgio, que tocou as privatizações, recebe o dinheiro no exterior, em paraíso fiscal, do cara que ganhou as privatizações. Eu mostro documentos com pagamentos para esta mesma pessoa. Como é tudo documentado, eles não tiveram como reagir”, disse Amaury.
Amaury Ribeiro vai lançar o livro em Curitiba no próximo dia 19 e falou também sobre a CPI da Privataria, que já foi protocolada pelo seu autor, deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), e deve ser instalada assim que os trabalhos legislativos reiniciarem. Segundo o jornalista, “o livro é apenas um marco inicial”. “É necessário abrir a CPI. Não pode acontecer o que aconteceu com o caso Banestado”, disse. “Vai ficar muito mal para o governo se não for instalada a CPI para investigar, porque tem muito mais coisa. Eu mostro só uma parte da coisa. Ela é muito maior”, assinalou.
Sobre a questão do Banestado, Amaury chamou a atenção para o fato de que ali já havia envolvimento de tucanos. “Interessante”, diz ele, “é que as pessoas são sempre as mesmas”. “Por exemplo, quem criou o esquema do Banestado foi o Ricardo Sérgio de Oliveira, que também está no esquema das privatizações tucanas. Ele criou aquelas contas correlatas que tinham no Banco do Brasil e em bancos do Paraguai, um esquema criado para facilitar a vida de comerciantes brasileiros em Ciudad Del Leste, mas que acabou virando um grande duto”, denunciou.
Segundo investigações da Polícia Federal há alguns anos, o Banestado (que era o banco estatal do Paraná vendido para o Itaú em 2000) foi utilizado para a lavagem dinheiro, através das contas CC5, principalmente entre os anos de 1996 e 1997, anos de privatizações. Pelas CC5, segundo apurou a PF analisando as contas de apenas um grupo de 25 brasileiros no Banestado, foram movimentados irregularmente US$ 180,5 milhões.
“Em vez do dinheiro vir para o Brasil, o dinheiro do Brasil ia para fora, para a agência do Banestado em Nova Iorque, de onde saía para ser lavado. Quem baixou a portaria que abriu o duto do Banestado foi o mesmo cara da privatização tucana, que é o Ricardo Sérgio. As coisas são muito ligadas”. Ricardo Sérgio foi o arrecadador de recursos para a campanha de José Serra e ocupou a diretoria internacional do Banco do Brasil, de onde deu carta de crédito e operou os fundos de pensão para viabilizar os consórcios que se beneficiaram das privatizações de FHC, entre os quais os de Daniel Dantas (BR Telecom) e Carlos Jereissati (Telemar).
No livro há farto material mostrando as ligações do processo de entrega do patrimônio público, comandado por José Serra na década de 90, e as propinas depositadas nas Ilhas Virgens Britânicas. Com documentos, o jornalista revela que ao atuar como operador dos consórcios, Ricardo Sérgio de Oliveira usava recursos públicos para ajudar os açambarcadores em troca das propinas. O livro mostra detalhes de como essas propinas foram depositadas nos paraísos fiscais e, depois, internalizadas no Brasil.
Um outro esquema denunciado no livro de Amaury revela, por exemplo, que a empresa “Decidir.com”, que tinha Verônica Serra (filha de Serra) e Verônica Dantas (filha de Daniel Dantas) como sócias, recebeu um aporte de cinco milhões de dólares do Opportunity, vindos das Ilhas Virgens, logo em seguida o consórcio de Daniel Dantas ter sido agraciado com recursos bilionários dos fundos de pensão para adquirir, junto com o Citibank, a Brasil Telecom (BR Telecom).
Falando sobre o silêncio da chamada grande mídia em relação às denúncias e ao sucesso de seu livro, Amaury explicou que isso está ocorrendo “porque o livro bate muito na grande imprensa”. “Fala do comportamento que ela teve nas últimas eleições. Ela teve que engolir calada, e engoliu calada. Está cheio de provas lá. Mostrando o comportamento dela, no mínimo, esquisito”, declarou Amaury.
Amaury disse que apesar do boicote da mídia, seu livro virou um fenômeno. “Até agora vendeu 120 mil exemplares. E pode chegar a 200 mil, 300 mil, porque a procura ainda é grande. Se chegar a este patamar, vai bater tiragens de edições históricas”, lembrou. “Eu passei a ser reconhecido na rua. Eu sou chamado para fazer palestras em países da América Latina. Fui convidado também para ir a Portugal e dei entrevista até para o Jornal ‘O Povo’, da China. Houve muita curiosidade sobre o esquema da lavagem de dinheiro tucano”, completou.
( HORA DO POVO )

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