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janeiro 13, 2012

Serra se irrita e chama a CPI da privataria tucana “de palhaçada”. Serra tem muito o que explicar na CPI da Privataria, afirma Protógenes


“Isso é tudo uma palhaçada, porque eu tenho cara de palhaço, nariz de palhaço, só pode ser palhaço”, disse irritado José Serra ao ser questionado sobre a CPI que irá investigar as denúncias contidas no livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr.. Para o autor da CPI, deputado Protógenes, Serra deve explicações ao Brasil: “ele é o sujeito que se servia de expedientes criminosos”.
O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), autor do requerimento que obteve amplo apoio para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar as propinas embolsadas por tucanos e a lavagem de dinheiro ocorridas durante as privatizações do governo FHC, afirmou que as declarações do ex-governador José Serra sobre a CPI revelam um político em “desespero” que está “desrespeitando” o Congresso Nacional. “Eu considero que essa reação dele é um grito de desespero, bastante desrespeitoso. Deve ser porque ele será um dos convocados para se explicar”, disse o parlamentar e ex-delegado da Polícia Federal, em entrevista à Rede Brasil Atual.
Questionado sobre as denúncias contidas no livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr, José Serra foi evasivo. Primeiro chamou o conteúdo do livro de “lixo”. Depois, nesta terça-feira, atacou a CPI: “Isso é tudo uma palhaçada, porque eu tenho cara de palhaço, nariz de palhaço, só pode ser palhaço”. “O Serra deve explicações ao Brasil”, replicou o parlamentar. “Não somente ele, mas também quem estiver ligado a ele, como o Ricardo Sérgio, o grande operador do PSDB. Será que ele foi o operador de todo o PSDB ou só do grupo e da família Serra? Mas é o Serra que deve dar as explicações mais detalhadas, ele é o sujeito que se servia de expedientes criminosos”, salientou Protógenes.
“Como ele pode se expressar dessa forma?”, prosseguiu o idealizador da CPI. “Ele está desrespeitando o Congresso Nacional e a vontade popular. Mas essa é uma expressão pela qual ele está acostumado, do próprio meio dele. Não é a expressão conveniente para um instrumento sério de investigação do Parlamento brasileiro, nem a expressão dos parlamentares que assinaram a CPI”. Protógenes lembrou que a CPI foi apoiada por 185 parlamentares – 14 a mais do que o mínimo exigido pela Constituição. Ela será instalada em fevereiro e vai investigar as denúncias do livro do jornalista mineiro Amaury Ribeiro Jr., que apresenta mais de cem páginas de documentos comprovando um esquema bilionário de fraudes no processo de privatização de estatais na década de 1990.
No livro de Amaury há farto material, que Serra não explica, mostrando as ligações do processo de entrega do patrimônio público, comandado pelo tucano na década de 90, e as propinas depositadas em empresas nas Ilhas Virgens. Com documentos, o jornalista revela que o ex-caixa de campanha do PSDB e ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira atuou como operador da formação dos consórcios de privatização em troca das propinas. O livro mostra detalhes de como essas propinas foram depositadas em empresas nos paraísos fiscais (Ilhas Virgens Britânicas) e, depois, internalizadas no Brasil.
Amaury revela, por exemplo, que a empresa “Decidir.com”, que tinha Verônica Serra (filha de Serra) e Verônica Dantas (filha de Daniel Dantas) como sócias, recebeu um aporte de cinco milhões de dólares do Opportunity, vindos das Ilhas Virgens, logo em seguida o consórcio de Daniel Dantas ter sido agraciado com recursos bilionários dos fundos de pensão para adquirir, junto com o Citibank, a Brasil Telecom. “O livro é um documento que cruza com investigações da Polícia Federal, inclusive algumas que eu mesmo coordenei”, informou o delegado Protógenes.
O deputado Protógenes Queiroz, como delegado da PF, dirigiu a Operação Satiagraha que investigou e prendeu em 8 julho de 2008 (foi solto em menos de 48 horas por duas liminares concedidas pelo então presidnete do STF, Gilmar Mendes) o dono do Opportunity, Daniel Dantas, denunciado por evasão de divisas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e outros crimes. Dantas foi um dos maiores beneficiários da privatização das estatais durante a gestão de Fernando Henrique. ( HORA DO POVO )

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