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dezembro 15, 2011

Hora do Povo: Empresa de filho de FHC fica sob o mesmo teto de empresas de fachada de Ricardo Sérgio e Veronica Serra


O filho de Fernando Henrique, Paulo Henrique Cardoso, é dono de 98,6% das ações da Radio Holdings AS, que tem um capital social de 10 mil reais. Recentemente esta “pequena” empresa fez uma estranha aquisição milionária. Comprou por R$ 2,98 milhões – 300 vezes seu capital social – a Rádio Itapema FM, que pertenceu ao grupo Manchete e ao RBS. O negócio fez de Paulo Henrique sócio majoritário (provável laranja) da Walt Disney Company, sob o nome de ABC Venture Corp, localizada no endereço nos estúdios de Burbank, na Califórnia.
Além disso, a empresa de Paulo Henrique Cardoso “hospeda-se” dentro de outra, uma espécie de arapuca “guarda-chuva”, de nome Citco Corporate Serviços Limitada, com sede na região central de São Paulo, segundo relata o blog do deputado Brizola Neto. Não há funcionários na empresa do filho de FHC. Se a chamada “mídia investigativa”, tão zelosa nas investigações de parentes e assessores de presidentes e ex-presidentes, alguma vez investigasse os tucanos, concluiria que a empresa do Paulo Henrique Cardoso é uma empresa fantasma. Se eles quisessem fazer “reportagens” sobre uma típica “empresa laranja”, com filmagens de uma sede sem nenhum funcionário, era só ir ao 14º andar do número 98 da Av. Bernardino de Campos e procurar os diretores e funcionários da Radio Holdings.
A Citco Corporate, onde fica hospedada a empresa de PHC, é dirigida pelo senhor José Tavares de Lucena, que por sua vez é representante plenipotenciário da Citco Corporate Services, situada no 26° andar do número 701 da Brickell Avenue, em Miami, Flórida. A Citco do Brasil é também a sede, além da empresa do filho de FHC, de inúmeras outras empresas virtuais. O senhor José Tavares Lucena “administra” várias empresas ao mesmo tempo dedicadas a vários tipos de negócios. Negócios imobiliários (a Select Brasil Investimentos), de telecomunicações (BBT do Brasil), informática (Torex International Sistemas de Informática), de embalagens (Dixie Toga) e muitas outras. Ele é ajudado por um contador, Jobelino Vitoriano Locateli, ambos com múltiplas tarefas de representar oficialmente dezenas de empresas, inclusive também instituições de grande porte, como o JP Morgan e Citibank.
Por coincidência, o livro “Privataria Tucana”, lançado recentemente pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr, mostra que as empresas de fachada offshore de Ricardo Sérgio Oliveira, Verônica Serra e seu marido Alexandre Bourgeois foram abrigadas na mesma Citco, só que não a mesma onde fica a do filho de FHC. Eles foram diretamente para a matriz no Citco Building, edifício-sede de um grupo de companhias que, além das Ilhas Virgens, onde se situa, se espalha pelos ancoradouros piratas de Aruba, Curaçao, Bahamas, Ilhas Cayman, Barbados e outras.
Ricardo Sergio mantinha há muitos anos empresas “offshore” em paraísos fiscais. O livro de Amaury mostra que na mesma ilha e no mesmo endereço (um escritório no Citco Building), onde Ricardo Sérgio tinha suas empresas offshores, o genro de Serra, Alexandre Bourgeois, abriu outras duas empresas offshores, logo depois das privatizações de FHC: a Vex Capital e a IConexa Inc. No mesmo endereço, ficava ainda a Decidir.com – empresa criada (originalmente com sede na Flórida) por Verônica Dantas (irmã do banqueiro Daniel Dantas) e Verônica Serra (filha do ex-governador José Serra). A filha de Serra atualmente é ré e responde processo aberto pela quebra, por sua empresa, a Decidir.com, de sigilo bancário de mais de 60 milhões de pessoas.
As negociatas de Ricardo Sérgio e Verônica Serra, segundo o livro de Amauri, foram feitas a partir da sede da Citco B.V.I. Limited, em Tortola. Tortola é uma das maiores ilhas da dependência do Reino Unido nas Caraíbas, as Ilhas Virgens Britânicas. Era de lá que eles internalizavam os milhões de reais para o Brasil.
O livro de Amauri traz também documentos que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma empresa de Ricardo Sérgio nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que o primo de José Serra, Gregório Marin Preciado, movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Ricardo Sérgio. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.
Ricardo Sérgio foi um dos principais operadores nas privatizações promovidas por Fernando Henrique Cardoso, especialmente nos casos da Companhia Vale do Rio Doce e do sistema Telebrás, duas das maiores negociatas do mundo. Em 1998, no episódio conhecido como “Grampo do BNDES”, Ricardo Sérgio foi flagrado confessando como agiam ao armar os negócios para o leilão das teles: “no limite da irresponsabilidade”, disse. Ricardo Sérgio foi caixa das campanhas de José Serra (1990 a 1996) e de Fernando Henrique (1994 e 1998).
( HORA DO POVO )

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