ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

outubro 29, 2011

Ato exige a CPI do Emendoduto na “Allesp”. Autor das denúncias, deputado Roque Barbieri ( PTB ) já assinou o requerimento apresentado pelo PT. Imprensalão segue pegando leve em vez de pressionar, sabe-se-lá por quê!


Entidades cobram CPI do emendoduto
Manifestação condena manobra governista e exige responsabilidade dos deputados estaduais
Movimentos sociais e centrais sindicais promovem ato cobrando que deputados estaduais investiguem venda de emendas
Centenas de pessoas participaram do Ato pela CPI ( Comissão Parlamentar de Inquérito ) das Emendas, promovido por movimentos sociais e centrais sindicais em frente à Assembleia Legislativa na tarde desta quinta-feira (27/10).
Elas cobraram investigação sobre a denúncia do deputado Roque Barbieri (PTB), apontando esquema de venda de emendas por deputados.
Os manifestantes, que começaram o ato do lado de fora da Assembleia, chegaram a entrar no plenário e cobrar diretamente os deputados que ainda não assinaram o requerimento de CPI. Além da CPI, a manifestação cobrava transparência do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que ainda não apresentou publicamente as emendas dos deputados dos anos de 2006 a 2011.
Ainda nesta quinta, o PT, que apresentou o requerimento de CPI, conquistou mais uma assinatura para iniciar a investigação. Barbieri, autor das denúncias, foi o 30° deputado a aderir. Já assinaram os 24 deputados do PT, Leci Brandão (PC do B), Pedro Bigardi (PC do B), Carlos Gianazzi (Psol), Major Olímpio (PDT), Afonso Lobato (PV) e Roque Barbieri (PTB).
No ABCD, uma emenda do deputado Bruno Covas (PSDB), que teve o nome envolvido no escândalo, destinada a Rio Grande da Serra em 2010 ainda não foi aplicada. O deputado destinou R$ 150 mil para obras de infraestrutura no Jardim Encantado, que possui quatro ruas, sendo duas sem pavimentação.
Apesar da pressão popular, os deputados que apóiam Alckmin enterraram as investigações do Conselho de Ética sobre a denúncia. O autor do requerimento que encerrou as investigações foi o deputado Campos Machado (PTB). Em menos de um mês desde que iniciou os trabalhos, o Conselho, por manobra da situação, ouviu apenas uma pessoa, o deputado Major Olímpio (PDT).
( ABCD MAIOR )

E MAIS:
Major Olimpio botou fogo no Conselho de Ética
Prestes a concluir os trabalhos de averiguação das denúncias de venda das chamadas emendas parlamentares, apresentadas pelo deputado Roque Barbiere (PTB), o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa ouviu na quinta-feira, 20/10, Olimpio Gomes (PDT) convidado a prestar esclarecimentos sobre o envolvimento de uma pessoa, que seria próxima do governador e à sua esposa, que teria fácil acesso à Casa Civil e ao Legislativo paulista.
Sem mencionar nome de colegas, Olimpio Gomes declarou que em 2007 foi procurado por Terezinha Barbosa, mantenedora do Centro Cultural Educacional Santa Terezinha, que pedira a ele a indicação de uma emenda à sua instituição. “Disse que não tinha direito a emendas, pois era meu primeiro mandato. No dia seguinte, fomos (Olimpio e Terezinha) à Casa Civil e um funcionário disse que eu tinha, sim, esse direito.”
Olimpio afirmou que sua participação no Conselho de Ética tem o objetivo de colaborar com a preservação da imagem do Legislativo paulista, mas disse ter consciência de que a postura que assumiu poderá incorrer em punição que vai desde uma advertência à suspensão do seu mandato. “Existe um sentimento de permissividade com os fatos que ocorrem na Assembléia que me passa a sensação de terra sem dono. E isso é lamentável”, opinou. Gomes apresentou requerimento ao conselho solicitando que a senhora Terezinha Barbosa seja convidada a falar o que sabe ao Conselho de Ética. “Ela está disposta”, enfatizou. Contudo, os deputados Orlando Morando (PSDB), líder do Governo, Célia Leão (PSDB), corregedora parlamentar, José Bittencourt (PDT), relator do conselho e corregedor-adjunto, e Campos Machado (PTB), ratificaram que o órgão é responsável pela apuração de falta de decoro parlamentar. Portanto, não pode convidar a testemunha mencionada por Gomes. Debates acalorados sobre o rumo a ser adotado para as investigações levaram o presidente do conselho, Hélio Nishimoto (PSDB), a suspender a reunião até a quinta-feira, 27/10, às 14h, para deliberar sobre os requerimentos que não foram apreciados nesta quinta-feira: convites ao secretário da Casa Civil para falar sobre as emendas referentes ao Orçamento de 2006; ao secretário de Desenvolvimento Regional, Emanuel Fernandes, e à subsecretária de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, Rosmary Corrêa, e a Fabrício Marcolino e José Luiz Andreossi, supostamente envolvidos nas denúncias apresentadas. Outro requerimento que deve ser votado refere-se à aplicação de processo disciplinar ao deputado Roque Barbiere, no caso de não apresentação dos nomes dos parlamentares que, segundo ele, usaram da prática de venda de emendas. Hélio Nishimoto assegurou que será mantida a lista de inscritos.
Campos Machado defendeu o envio de todo o material já apurado para o Ministério Público Estadual por considerar que o conselho já cumprira o seu papel. Em resposta, o presidente declarou que a medida só será possível após a apresentação do relatório final dos trabalhos e a sua votação. Em relação às denúncias, a corregedora Célia Leão e o líder do governo, Orlando Morando, ressaltaram que não há fatos a serem apurados. “As falas são desencontradas e não há informações. Fica difícil dar continuidade aos trabalhos da forma como vem sendo conduzido. Com esse formato, avançamos pouco, quase nada”, disse Célia Leão ao defender que o Ministério Público seja, a partir de agora, o responsável pela investigação das denúncias. Os deputados da oposição defenderam o comparecimento dos envolvidos nas denúncias no conselho e também cobraram a indicação de nomes dos que possivelmente tenham cometido os atos irregulares. O líder da bancada petista, Enio Tatto, comunicou que faltam apenas cinco assinaturas para a apresentação do requerimento de sua bancada para a instalação de uma CPI para averiguar o caso. O PT participa de ato, também agendado para a próxima quinta-feira, 27/10, às 14h, em defesa da CPI [ ver acima ].

E, FINALMENTE…
Investigação termina em pizza
Carta Capital
27 de outubro de 2011
Deputado Bruno Covas (PSDB) relatou tentativa de subordo, mas depois se negou a dar nomes
Sem sequer ter aprovado um relatório e tendo ouvido apenas um deputado, o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo decidiu, na quinta-feira 27, encerrar as investigações sobre um suposto esquema de venda de emendas parlamentares.
Por 5 votos a 2, um requerimento proposto por Campos Machado (PTB) foi aprovado e o material colhido deve ser encaminhado em até 15 dias ao Ministério Público Estadual. O resultado dos trabalhos da Comissão é ínfimo: apenas três requerimento foram aprovados convidando os deputados Major Olímpio (PDT), Roque Barbiere (PTB) e o secretário estadual do Meio Ambiente Bruno Covas (PSDB) a depor.
Dos três, apenas Olímpio depôs. Os outros dois limitaram-se a enviar uma resposta escrita à comissão. Barbiere, o pivô das denúncias, disse em entrevista a um jornal regional que até 30% dos parlamentares da casa exigiam contrapartidas para aprovarem emendas. Covas, por sua vez, relatou a uma rádio uma situação em que teriam tentado corrompê-lo. Criticado por não ter denunciado o caso à época, o secretário do Meio Ambiente voltou atrás e disse ter se referido a uma situação hipotética. A oposição criticou a aprovação do requerimento.
O deputado João Paulo Rillo (PT) afirmou que uma grande pizza será enviada ao MP paulista. Os petistas tentam agora emplacar uma CPI para apurar as denúncias. Até agora, eles contam com 30 assinaturas das 32 necessárias. O 30º deputado a apoiar a apertura de uma comissão de inquérito foi o próprio Barbiere.

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