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outubro 11, 2011

Escândalo na “Allesp”: Folha tem dificuldades com o “Quem?”, “Onde?” e “Por quê?”


Esqueçam tudo o que leram a respeito de algum suposto escândalo ocorrido na esfera federal. Aqui o suposto caso é o da suposta venda de emendas, por parlamentares da Assembléia Legislativa de São Paulo, revelada pelo deputado governista Roque Barbieri, do PTB. Ele chamou a casa de “camelódromo”. Se você estiver boiando nessa, não o culpo por isso. Sinal de que o imprensalão tucano está fazendo o “dever de casa”. Só poderá ser culpado de escolher mal suas fontes de informação. Veja, por exemplo, essa notícia que pintou na capa da Folha de São Paulo de hoje. Não li a matéria no interior do jornal [ VER AQUI ]. Começando pela manchete: um primor de objetividade, que não cita tucanos, Allesp, governo do Estado de São Paulo, nada. Nem diz que é em São Paulo. Do jeito que foi escrita ( eu costumo dizer “montada, construída” ), e por ser um jornal de âmbito nacional, poderia muito bem passar por “mais um escândalo petralhista”. Em tamanho menor, porém mais “informativa”, aparece a chamada, também na capa:
Promotoria de SP investiga o ex-ministro Antonio Palocci
Como essa gente sabe muitissimo bem que a capa é o chamariz, não me restou outra coisa senão concluir que as desinformações/omissões contidas aqui foram propositais. Estamos falando, afinal, da mesma imprensa que dá um boi pra não ter que tocar no assunto Alstom / políticos do partido governista em São Paulo:

EMENDA FINANCIA PRODUTO HOSPITALAR SUPERFATURADO
Deputada ( Federal? Estadual? ) destina R$ 2,2 milhões a entidade de direito privado [ Nota: uma suculenta deixa para algum jornalista sério investigar as terceirizações e onguizações na Saúde pública paulista ], que compra aparelhos de empresa de fachada
Uma emenda de R$ 2,2 milhões financiou a compra de 17 aparelhos superfaturados para um hospital de Registro ( região do Vale do Ribeira ) relatam Nadia Guerlenda e Daniela Lima [ Em que Estado fica esse município?? ].
A indicação dos recursos foi feita pela então deputada Patrícia Lima ( PR-SP ) [ Aqui tem um detalhezinho interessante: geralmente se costuma empregar a sigla do estado quando se trata da Câmara Federal ou do Senado, para distinguir a Unidade da Federação a qual pertence o sujeito. Obvio que a deputada é de São Paulo. Parece que fizeram isso para levar o leitor incauto a concluir que se trata de um escândalo de âmbito federal ]
A entidade beneficiada, a Apamir ( Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Registro), usou a verba para comprar, sem licitação, produtos de uma empresa de fachada com sede em Goiânia. O Estado [ Só quem sabe de qual Estado se trata saberia do que se fala aqui; como relutam em dizer “Estado de São Paulo” ou “governo paulista”… ] liberou o dinheito em dezembro de 2010.
Patrícia Lima, que teve só três votos em Registro e não se reelegeu, disse dsconhecer irregularidades. O governo estadual [ Alvíssaras! “O governo estadual” finalmente surge! Qual Estado mesmo? Quem manda aqui? Há quanto tempo, mesmo? ] confirmou o sobrepreço e enviou o caso para o Ministério Público, que decidiu rastrear todas as emendas patrocinadas de 2007 a 2011 [ Isso também é interessante: a despeito de alguns meios de comunicação terem “comemorado” que Roque Barbiere teria “voltado atrás“, o Ministério Público deverá investigar as emendas de 4 anos: de 2007 a 2011, ou seja, quase todo o governo José Serra. O que Barbiere fez foi repetir a conta inicial, quando disse que “25% a 30% dos 94 parlamentares vendem emendas” ; Esse rolo todo indo pro Ministério Público é uma forma de botar panos quentes e é do interesse do governo estadual, já que sempre existe o medo de uma CPI que lance luzes e holofotes sobre alguns fatos supostamente desabonadores e estes derivem em outros piores; o que tem de pedido de CPI engavetado na Casa é uma grandeza. O rolo compressor tucanodemo ali é impiedoso ].

LEIA MAIS:

Venda de emendas: Serra confirma que tucanos foram alertados

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