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setembro 27, 2011

Dilma e a crise mundial, Por Jasson de Oliveira Andrade


Dilma está surpreendendo, com sua atuação, os líderes mundiais. Quando atravessamos uma crise econômica internacional, atingindo Nações poderosas, entre elas os Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, França e, principalmente, a Grécia, o Brasil é um dos poucos países que ainda se salva.
Na Assembléia-Geral da ONU, Dilma obteve um destaque histórico: ela foi a primeira mulher a abri-la. Melhor ainda. Dilma se saiu muito bem. A jornalista Eliane Cantanhêde, uma crítica dela, reconheceu: “Dilma capitalizou bem o “fato histórico” de ser a primeira mulher a abrir a Assembléia-Geral da ONU, mas falou de “homem para homem”, como se dizia no século passado, ao se contrapor a Barack Obama. Ou melhor, contrapor o Brasil aos Estados Unidos e, por tabela, aos países ricos. (…) O golpe final nos EUA, 14 milhões de desempregados, na Europa, 44 milhões (para a Comissão Européia, metade disso). Já o Brasil vive “praticamente um ambiente de pleno emprego” (Sem punho de rendas, Folha de 23/9/2011). No discurso que lá pronunciou, Dilma alertou: “Essa crise [mundial] é séria demais para que seja administrada apenas uns poucos países”.
Clovis Rossi, em artigo na Folha (27/9), sob o título “Dilma na Europa. Antes que acabe”, constata: “Sinal dos tempos: na segunda-feira [3/10/2011] quando a presidente Dilma Rousseff sentar-se para jantar com a cúpula européia, em Bruxelas, o complexo de vira-lata, que era uma característica do brasileiro, segundo o teatrólogo Nelson Rodrigues, estará do lado europeu da mesa, tantas são as críticas e exortações ao velho continente para que ponha sob controle sua crise. (…) Um negociador brasileiro de larga experiência relembra, a respeito, que, em muitos momentos anteriores, os brasileiros tinham muita dificuldade em expor seus pontos de vista, porque eram sempre cobrados para pôr a casa em ordem. Agora, em recente reunião de um dos mais de 20 diálogos setoriais que mantêm Brasil e União Européia, foram os brasileiros que sugeriram aos europeus mecanismos de estímulo ao crescimento, visto que a obsessão com os ajustes fiscais está minando as economias de quase toda a Europa”.
Enquanto a população de vários países sai às ruas para protestar contra a situação econômica de seus países, no Brasil, apesar de ter subido um pouco a inflação, a nossa economia felizmente está sólida. Bom sinal.
Dilma, em pouco tempo de governo, se tornou uma respeitada líder internacional. O Brasil é apontado como exemplo. E a presidenta é capa de revista estrangeira. Isto prova que ela substitui com êxito outro líder mundial: Lula. Até mesmo um dos maiores ou mesmo o maior crítico do lulismo, o jornalista Arnaldo Jabor, está otimista com a presidenta. Em artigo ao Estadão, em 20/9/2011, sob o título “Dilma pode fazer um bom governo”, o cáustico jornalista diz: “Ainda estamos no início de seu mandato, mas, se Dilma continuar afirmando suas convicções sensatas e modernas, talvez faça um GRANDE (destaque meu) governo”.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Setembro de 2011

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